Como saber se o verbo é regular ou irregular em inglês?

Como saber se o verbo é regular ou irregular em inglês? Você em algum momento já teve essa dúvida? Se teve e nunca encontrou a resposta, chegou a hora de aprender. Vou tentar simplificar a resposta para deixar tudo bem claro! Caso você ainda tenha alguma dúvida, é só deixar um comentário lá embaixo! Vamos lá!

Você sabe que ao estudarmos inglês, chega um momento no qual somos introduzidos aos tais verbos irregulares. Geralmente, somos apresentados a uma lista de verbos irregulares. Lista essa que se não decorarmos podemos levar bomba na prova, no vestibular, no concurso, no ENEM etc.

Mas, calma aí! Será que não tem um jeito mais fácil de saber se o verbo é regular ou irregular em inglês? Digamos você esteja diante do verbo bleed, cujo significado é sangrar. E aí!? Bleed é um verbo regular ou um verbo irregular?

Se você nunca viu esse verbo na vida, o jeito mais fácil de encontrar a resposta a essa pergunta é recorrendo a um dicionário. Afinal, essa coisa de regular e irregular tem mais a ver com a escrita (spelling) das palavras do que com a gramática propriamente dita.

Assim, você pega seu dicionário, procurar a palavra bleed e lá encontrará as informações que deseja. No Longman Dictionary of Contemporary English, logo no começo da definição do verbo bleed, encontramos o seguinte:

past tense and past participle bled

Portanto, dessa maneira você aprende que o verbo bleed é um verbo irregular. Sua forma tanto no Past Simple quanto no Past Participle é bled. Ao aprender isso, você deve dar um jeito de memorizar a informação  e assim evitar ter de ficar procurando essa palavra o tempo todo no dicionário.

» Leia também: A diferença entre o Past Simple e o Past Participle

Além do dicionário, outra dica que dou sobre isso é que você deve aprender e praticar primeiro os verbos irregulares mais comumente usados em inglês. Para facilitar a lista a seguir traz os verbos irregulares mais usados em inglês, tanto na fala quanto na escrita:

  • be, have, do, say, get, make, go, know, take, see, come, think, give, find, tell, feel, leave  

Portanto, aprenda o modo como eles são escritos em todos os tempos verbais e pratique-os. Claro que você pode recorrer à lista de verbos irregulares para saber como cada um deles é escrito no Past Simple ou no Past Participle.

» Leia também: Quando usar o Past Participle?

O mais importante a saber aqui é que não há a menor necessidade de você aprender verbos que são raramente usados no dia a dia de quem fala inglês. Por exemplo, o verbo behold é um desses verbos que geralmente aparecem naquelas listas que os professores insistem em fazer os alunos decorarem. O problema é que behold é tão raramente usado que chega a ser um crime exigir que alguém o aprenda só porque poderá cair na prova.

Ok! Mas, como memorizar esses verbos?

Há duas maneiras: ou você decora mecanicamente a tabela de verbos irregulares ou começa a usar os verbos mais comuns naturalmente e assim faz com que eles entrem na memória mais facilmente. O processo funciona praticamente do mesmo modo como você aprendeu português. Vejamos!

Conforme você ia se envolvendo com a língua portuguesa, você a aprendia naturalmente. Foi assim que de tanto ouvir as pessoas falando “eu fiz a tarefa“, você acabou aprendendo que o certo é dizer “eu fiz” e não “eu fazi“. Você sabe que é assim! Você aprendeu naturalmente. Você talvez nem faça ideia que, tecnicamente falando, o verbo “fazer” é um verbo irregular em português. Ou será que é um verbo anômalo, abundante, ou defectivo? Enfim, seja lá o que for, você sabe que o certo é “eu fiz” e nunca “eu fazi

Citei a língua portuguesa no parágrafo anterior só para você perceber como em português não nos preocupamos com esses tecnicismos. Logo, em inglês a ideia é a mesma. Você simplesmente aprende que bleed no Past Simple e no Past Participle será sempre bled e ponto final. Você aprende que do no Past Simple é did e no Past Participle é done e fim de papo.

Só para acrescentar um pouco mais e quem sabe acalmar você, saiba que eu – Denilso – estudo inglês há mais de 25 anos. Sempre acreditei que os verbos irregulares em inglês eram cerca de 300. Mas, escrevendo esse texto Hoje ao escrever este texto descobri que eles são aproximadamente 470 verbos. Enfim, eu já não sabia todos quando o número era 300, agora que subiu para 470 fico sabendo que não sei mais do que imaginava. Isso não mudará em nada minha vida! Afinal, eu sei os mais comuns, os que são usados com mais frequência. Caso eu me depare com um verbo que eu nunca vi antes, certamente recorrerei ao dicionário para saber se é regular ou irregular.

Mas, e se o dicionário não der nenhuma informação? O que fazer?

Se o dicionário não chamar a atenção para a escrita do verbo em algum tempo verbal, então certamente ele é um verbo regular. Por exemplo, no mesmo Longman Dictionary of Contemporary English não há nada sobre o verbo walk. Logo, eu sei que ele é um verbo regular e como bem sabemos os verbos regulares recebem a partícula -ed ao final deles. Claro, que há umas regrinhas a serem seguidas. Como esse não é o foco aqui, recomendo que você aprenda as regrinhas lendo a dica O Past Simple em Inglês.

Caso queira mais detalhes sobre como saber se o verbo é regular ou irregular em inglês, leia também a dica Verbos Irregulares e Verbos Regulares.

That’s it! Eu espero que agora você não tenha mais problemas em saber se o verbo é regular ou irregular em inglês. Se ainda tiver dúvidas, deixe seu comentário aí abaixo. Estou aqui para ajudar e não para complicar! Até a próxima! 🙂

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dúvidas frequentes tempos verbais em inglês uso das palavras em inglês

18 Comentários

  1. Olá,

    Esta é a primeira vez que já vi uma lista de verbos irregulares de inglês. Antes de eu ter lido essa lista, nunca poderia ter-lhe dito quais verbos são irregulares. Sei que eu os aprendia naturalmente como você sugeriu. Claro que existem muito mais
    de que em português. Porém não se tem de aprender tantos tempos verbais. Concordo também que seria um crime fazer a alguém aprender o verbo “behold”, a não ser que esse aluno fosse um estudante da bíblia!

    1. Adoro quando um falante nativo faz um comentário como o seu. Isso mostra às pessoas que o modo como temos de aprender a língua não é por meio de decoreba mecânica de listas e regras. Enfim, um comentário assim, reforça as palavras do texto! Valeu, Ralph! 🙂

    2. You frenquently see the occurence of “behold” when reading medieval books or Tolkien’s books.

  2. Não sei se isso acontece em inglês também, mas noto que as crianças têm um, digamos, “período de adaptação” com relação aos verbos. Elas inconscientemente acabam pegando o padrão de conjugação dos verbos e, por conta disso, falam “fazi” e “cabeu”, “trazi”, entre outros. Com o tempo elas são ensinadas que estas formas são incorretas e após certo tempo não cometem mais estes erros.

    Com relação ao post, essa sua dica é excelente, como sempre. Você tem o dom de ensinar o idioma. Explica com muita clareza. Parabéns mestre!

    Ueritom

    1. Em inglês isso também acontece. Quando estive no Canadá, vi algumas crianças dizendo “Maked”.

      1. Sem contar que ainda tem o “goed”, “swimed” e outras tantas. rsrsrsrs

      2. Sim, eles têm de aprender de dizer “made”, ao invés de “maked”. Eu fiz isso também mas tinha de o fazer pelo método duro porque ninguém me disse que esse verbo (ou qualquer outro) foi irregular. Os professores e os pais apenas ficam zangados até que se apercebe do que é certo. Claro, tenho un sentido agora como adulto que verbos como “be” e “see”, entre outros, são diferentes, mas poucas crianças iriam estar conscientes de coisas como isso.

  3. Interessante esse ponto no qual vamos aprendendo naturalmente. Isso me lembra meu sobrinho de 2 anos dizendo “Eu mexei a mamadeira”. 🙂

    1. E é assim que aprendemos! As pessoas geralmente acham que decorar uma lista de palavras (verbos irregulares) fará com que elas sejam capazes de se tornarem fluentes na língua da noite para o dia. 🙂

  4. Denilso uma pergunta: com certeza quando ainda estamos aprendendo, cometemos erros, principalmente ao fazer anotações ou narrar nosso dia a dia em inglês, e nessas horas não temos quem nos corrija, provavelmente erramos, falamos português com palavras inglesas, ou até mesmo tempos verbais e etc… Isso não é prejudicial? visto que podemos acostumar com esse uso errado, e depois ser pior para corrigir? Qual o correto, continuar fazendo, mesmo que errado, ou apenas traduzir o que já se tem conhecimento?

    1. Tiago, eu penso o seguinte sobre isso.

      Se falarmos algo errado em algum momento e depois aprendermos o certo, é praticamente garantido que faremos de tudo para continuar falando o jeito certo e rirmos do modo errado que estávamos acostumados.

      Durante muito tempo, quando eu queria dizer algo como “eu sempre quis fazer tal coisa” em inglês, eu dizia “I always wanted to do this”. Um dia, isso depois já ter errado muito, ouvi uma entrevista na qual o ator dizia “I’ve always wanted to do this”. Então, percebi que o jeito que ele falou e o jeito que eu falei eram diferentes. Corri atrás de saber se “I’ve always wanted to…” era o mais comum e o mais correto. Descobri que sim!

      A partir do dia dessa descoberta, passei a dizer sempre “I’ve always wanted to…”. Ou seja, larguei mão do jeito errado e me acostumei com o certo. Afinal, somente sendo muito louco para continuar falando errado depois de aprender o certo, não é mesmo?

      Linguisticamente falando, isso é a coisa mais natural do mundo. Ou seja, você pode até falar algo errado por um tempo; mas, quando aprender o certo, fará de tudo para começar a falar/usar o jeito certo. O paralelo aqui com a língua portuguesa é igualzinho. A pessoa passa um bom tempo falando “a gente fomos à praia”. Um dia, interessada em melhorar o seu português e se comunicar corretamente, a pessoa aprende que o certo é “a gente foi…”. Se ela estiver realmente interessada, é mais do que óbvio que ela fará de tudo e mais um pouco para se acostumar com o jeito certo.

      Sobre as frases do tipo “to be of proof”, é natural que alguém faça umas traduções assim vez ou outra. Mas, a pessoa deve ter um pouco de senso de curiosidade para saber se em inglês “estar de prova” é dito assim ou não. Aí vai do interesse da pessoa em aprender a expressão correta.

      Para encerrar, eu aprendi (estudei) inglês por conta própria. Mesmo não tendo um professor para me corrigir, eu escrevia as coisas ao meu jeito. Lembro-me que eu tinha um caderno que eu usava como uma espécie de diário. Nele eu escrevia em inglês o que eu tinha feito no dia, algo que me preocupava, algo que eu queria que fosse só para eu lembrar, etc. Nesse caderno a única língua permitida era inglês. Eu escrevia do meu jeito e não ligava para erros. Passado alguns anos, eu reencontrei tal caderno e notei como eu escrevia errado, como eu abusava nas traduções ao pé da letra. Confesso que ri muito quando reencontrei esse caderno. Moral da história: eu não internalizem os erros; eu me arrisquei com o que sabia e fui melhorando com o tempo.

      É assim que o cérebro aprender. Ele pode até aprender algo errado, mas no momento em que ele se deparar com o certo, ele se reprogramará para sempre usar o certo.

      😉

    2. As an English speaker learning Portuguese, I want to say that this happens to me too, but in reverse to the way you experience it. I think it’s natural and can’t be avoided. For example, the use of “que” in Portuguese has caused me to use “that” in English sentences much more than I used to. I’ve just read a consultant’s report, in English, that says “The
      process needs to be validated to ensure the information is reliable”. In Portuguese, I would translate that as “O processo deve ser validado para assegurar que a informaçao seja confiável”. Because of this, my instinct now, when reading the sentence in the report, is that it should actually be “The process needs to be validated to ensure that the information is reliable”. As a result, I find myself using “that” much more than I used to, directly due to my exposure to Portuguese.

      1. Perfect description of my situation. I use a lot of “that” in my sentences….

  5. Professor Denilso,

    Se fosse eu, teria escrito “Se você nunca viu esse verbo na vida, é porque não assistiu ao trailer de SUPERMAN VS BATMAN : DAWN OF JUSTICE”…

    WHAT? Don’t you saw yet?

    “You will…!”

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