O Cérebro e o Aprendizado de Palavras Vazias

No livro “Inglês na Ponta da Língua – Método Inovador Para Melhorar Seu Vocabulário” (pp. 49-60), um dos assuntos tratados é o aprendizado de “Palavras Vazias”. Você pode estranhar isso, mas continue lendo para entender que se trata de algo que tem tudo a ver com a aquisição natural de uma língua.

O que são palavras vazias?

De modo bem simplificado, palavras vazias são palavras que vistas isoladamente parecem não significar muita coisa. Uma maneira mais simples de entender o que são palavras vazias é falando sobre as palavras que possuem um significado direto.

Ao ouvir/ler a palavra “cachorro“, você é capaz de mentalmente visualizar a imagem de um “cachorro“. Portanto, podemos dizer que a palavra “cachorro” não é uma palavra vazia. Somos capazes de imaginar a que ela se refere. Mas, veja o caso da palavra “tomar“. O que significa “tomar“?

Alguém poderá dizer que “tomar” significa “beber”, mas quando vemos essa palavra em uso, notamos que seu significado não é tão preciso assim:

  • tomar água, tomar café, tomar cerveja
  • tomar um ônibus
  • tomar uma atitude
  • tomar um rumo na vida
  • tomar algo de alguém
  • tomar coragem
  • tomar uma paulada, tomar uma cacetada
  • tomar satisfação com alguém
  • tomar uma bronca, tomar uma surra

Palavras VaziasEm inglês, a ideia é a mesma. Palavras como “dog“, “house“, “table“, “drink“, “sit” e outras tantas são palavras que conseguimos visualizar uma imagem. Por outro lado, palavras como “of“, “from“, “to“, “for“, “just“, “only“, “all“, “as” e muitas outras são palavras que não conseguimos criar uma imagem. Essas palavras possuem vários usos e até mesmo significados. São, então, palavras vazias.

Como aprender as palavras vazias?

Visto que essas palavras vazias são “chatinhas”, como podemos aprendê-las? O que fazer para adquiri-las naturalmente? Para responder a essas perguntas, faça a atividade abaixo. Basta escolher a palavra que, de acordo com seu cérebro, melhor completa a frase:

Where are you ___?

a. of
b. from

Você certamente respondeu que a melhor palavra é “from“. Agora, responda-me o seguinte: por que você escolheu a palavra “from“? O que veio à sua cabeça para escolher essa palavra? Você pensou em uma regra? Você seguiu alguma lógica? Tente responder essas perguntas para si mesmo.

O cérebro e as palavras vazias

Eu acredito que você escolheu “from” pois naturalmente é a palavra que você acha ser a correta. Afinal, você aprendeu que para dizer “de onde você é?” em inglês o certo é “where are you from?“. Seu cérebro, desde que se deparou com essa frase pela primeira vez, a registrou da forma como ela é. Não foi necessário fazer a análise sintática da oração. Você – seu cérebro – simplesmente aprendeu o conjunto, o significado e o uso dessa expressão naturalmente.

Vários linguistas (mais precisamente neurolinguistas) afirmam que as palavras vazias são adquiridas naturalmente pelos falantes de uma língua ao longo da vida. De tanto ouvi-las sendo usadas em expressões e frases cotidianas o cérebro acaba registrando o bloco de palavras (chunk) de modo natural. As pessoas as adquirem naturalmente sem pensar em regras ou fazer a análise sintática de seus usos.

Para comprovar isso, complete as sentenças abaixo [use as palavras que seu cérebro manda de primeira]:

  • Eu sonhei ______ você noite passada. Foi muito estranho.
  • Depois do show, nós fomos ______ casa.
  • Isso foi feito ______ São Paulo.
  • Eu sonho ______ viajar ao redor do mundo um dia.
  • Eu acho que isso é feito ______ papel e cola.
  • Mas eu não vou fazer isso ______ jeito nenhum.

As palavras geralmente usadas são: com, para, em, em, de/com, de. Note que o cérebro automaticamente se encarregou de usar a palavra que melhor completa cada frase. Não foram regras gramaticais que serviram de base para completá-las.

Mas, e daí?

Afinal, onde quero chegar com isso?

Quando alguém, que estuda inglês, faz perguntas do tipo “quando usar to ou for?“, “quando usar from ou of?“, “qual o significado de get?“, “quando usar in, on, at?“, a resposta que mais deveria fazer sentido é essa sobre como o cérebro aprende/adquire essas palavras. Isto é, ele aprende/adquire-se naturalmente e não lendo listas e mais listas de explicações.

Em português, somos capazes de usar palavras vazias – de, com, para, tomar, ficar, etc. – naturalmente. Nós as entendemos quando lemos ou ouvimos algo. Nós as falamos sem para pensar se deve ser “de”, “com” ou “em” naquele momento. Conseguimos usá-las com naturalidade; pois, ao longo da vida sempre ouvimos coisas como “tomar uma atitude“, “ficar cansado“, “sonhar com alguém“, “sonhar em fazer algo“, “tomar uma decisão“, “ir de ônibus” e coisas assim.

Logo, ao aprender inglês, as pessoas deveriam ter em mente que palavras vazias como “get“, “all“, “as“, “have“, “like“, “from“, “of“, “to“, “for” e outras devem ser adquiridas naturalmente conforme se envolvem cada vez mais e mais com a língua inglesa. Ao invés de focar única e exclusivamente em quando usar “to” ou “for“, faz mais sentido para o cérebro aprender o bloco de palavras (chunk) no qual essas palavras vazias aparecem.

Mais Exemplos

Por exemplo, ao se deparar com a frase “It depends on the weather“, o estudante deve entender naturalmente (sem querer saber o porquê) que em inglês dizemos “depend on“, mas em português dizemos “depender de“. É diferente! Para deixar o cérebro mais ciente disso, o ideal é procurar por mais exemplos e anotá-los em um caderno:

  • Your grade will depend on your homework.
  • Elderly parents often depend on their adult children.
  • Their future depends on how well they do in these exams.
  • She began to sing as if her life depended on it.

Cérebro e as Palavras Vazias

Portanto, o cérebro precisa assimilar naturalmente que em inglês é “depend on” e não “depend of“.

De acordo com os linguistas e neurolinguistas, é muito mais fácil e prático entender que em inglês é “depend on” e pronto. Tentar entender o(s) porquê(s) pode acabar atrapalhando e causando desistências. Além de aprender que é daquele jeito, vale à pena também procurar por mais exemplos e adquirir o usos dessas dessas de modo natural.

Outro exemplo está em “from now on“, cujo significado é “de agora em diante“. Já tive alunos que queriam saber se poderiam dizer “of now on” ou “from now in“. Quando eu dizia a eles que não podiam, pois em inglês o mais comum e natural é “from now on“, eu os ouvia dizendo “Mas, por quê? Como assim? Que frescura!

O que temos de entender é a língua inglesa é assim. E a língua portuguesa é diferente. Ambas possuem palavras vazias. O cérebro as adquire naturalmente conforme o envolvimento com a língua vai aumentando. Em português, aprendemos quando criança. Foi uma aquisição natural. Em inglês, a aquisição pode ser natural também. Claro que o processo é um tanto quanto diferente, mas o modo central é praticamente o mesmo: ouvir/ler algo assimilar o significado e o uso, repetir, reencontrar e seguir a caminhada de modo mais suave.

Conclusão

Assim, como você (seu cérebro) sabe que o correto (natural) é dizer “Where are you from?“, deve-se também aprender as demais expressões (sentenças fixas e semi-fixas), blocos (chunks), combinações (collocations), polywords, etc., com palavras vazias de modo natural. Procurar entender o porquê de ser assim e não assado poderá mais atrapalhar do que ajudar.

O cérebro aprende essas palavras vazias de modo natural de tanto encontrá-las em textos e conversas. Elas, em conjunto com as outras palavras, são registradas no cérebro do modo como são. Quando passamos a fazer isso sem nos preocuparmos com os inúmeros porquês, a fluência em inglês começará a se desenvolver com muito mais naturalidade. Não é da noite para o dia; mas, certamente acontecerá.

BIBLIOGRAFIA (apenas autor e obra)

  • Lewis, Michael. Teaching Collocations – further developments in the Lexical Approach.
  • Lightbown, Patsy e Spada, Nina. How Languages Are Learned.
  • Lima, Denilso de. Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário.
  • Oliveira, Rui de. Neurolinguística e o Aprendizado da Linguagem.
  • Schmitt, Norbert. e McCarthy, Michael. Vocabulary: Description, Acquisition and Pedagogy.
  • Thornbury, Scott. Uncovering Grammar.
  • Thornbury, Scott. Beyond the Sentence: introducing discourse analysis.
  • Ullman, Michael. Contributions of Memory Circuits to Language: the declarative/procedural model.
  • Ullman, Michael. The Neural basis of Lexicon and Grammar in First and Second Language: the declarative/procedural model.
  • Ullman, Michael. A Cognitive Neuroscience Perspective on Second Language Acquisition: the declarative/procedural model

Gírias em Inglês: aprender ou não?

Com certa frequência, recebo pedidos de pessoas que querem que eu fale sobre gírias em inglês. O desejo dessas pessoas é que eu faça uma lista das gírias mais usadas no dia a dia da língua inglesa. Mas, será que aprender gírias em inglês é realmente algo que vale à pena? Até que ponto aprender e usar gírias é realmente válido? Nesta dica vou falar sobre isso e ajudar você a entender melhor este assunto.

Aprender Gírias em Inglês: sim ou não?

Diante dos inúmeros pedidos, eu poderia fazer aqui uma lista de gírias sem problema algum. Afinal, é só compilar o material e publicar. Mas, como profissional de ensino de inglês, eu devo dizer que aprender gírias em inglês – ou em qualquer outra língua – pode ser, e geralmente é, algo bem complicado. Afinal, as gírias devem ser sempre usadas com cuidado e moderação. Vejamos isso!

Em português, conheço inúmeras gírias: verme (pessoa imprestável), bundão (pessoa medrosa ou pessoa idiota), chapado (bêbado, drogado), magrela (bicicleta), gororoba (comida ruim), miar (dar errado), paia (mentira, conversa fiada), papo reto (conversa direta e sem meios termos). Mas eu e inúmeras outras pessoas que conheço não usamos essas gírias no nosso dia a dia.

Ao dar uma palestra, eu não falo algo como: “aí, cambada, papo reto com vocês sobre essa parada aqui“. Isso não soará muito bem no ambiente. Pois, não se espera que um palestrante fale dessa maneira.Portanto, muitas vezes as gírias não são bem vindas.

Gírias em InglêsPor outro lado, ao falar com meus familiares e amigos, posso usar algumas gírias. Assim, posso dizer a um amigo algo como “a parada lá miou!“. Meu amigo e eu compartilhamos o assunto, sabemos do que se trata; logo, compreendemos o que está sendo dito. Claro que há gírias que não usarei com todos os meus amigos e familiares. Algumas são restritas a um grupo de amigos específicos.

Como você pode ver, o uso de gírias em português é algo que exige cuidado e bom-senso. Esse cuidado e bom-senso, nós adquirimos ao longo da vida. Como falantes da língua portuguesa e também conhecedores de nossa cultura, nós sabemos quando é apropriado usar gírias ou não. Para isso, levamos em conta o ambiente (local), o grupo de pessoas com o qual falamos, o fato da gíria ser conhecida para aquele grupo e coisas assim. Esse conhecimento nós adquirimos naturalmente e sabemos a hora certa de usar ou não.

Falando sobre Appropriateness

Em Linguística, esse conhecimento natural é chamado de appropriateness. Essa palavra feia serve para indicar que você, estudante de inglês, precisa aprender/saber se uma palavra ou expressão é apropriada para uma determinada situação (contexto).

Por incrível que pareça, appropriateness é algo que muito estudante de inglês ignora. Não por que querem, mas por achar que o que ouvem por aí vale para tudo. Como assim?

Ao assistir a um filme, um estudante de inglês pode ouvir as palavras “douche bag” e “scumbag” e ler a tradução na legenda como “idiota“, “tapado“, “babaca“, “imbecil“, “otário“. Esse estudante pode então achar que essas palavras podem ser usadas em toda e qualquer situação. No entanto, é preciso tomar muito cuidado! Pois, essas duas palavrinhas aparentemente inofensivas são consideradas extremamente rudes em inglês. Logo, o uso delas não é apropriado em todos os cantos onde se fala inglês.

Assim, é bom saber que as gírias em inglês podem muitas vezes parecer inofensivas para nós, mas podem soar extremamente ofensivas para os falantes nativos.

Um outro exemplo é a palavra “jugs“, uma gíria para “seios grandes“; mas é considerada grosseira e ofensiva. Outra é “jerk around“, cujo significado mais comum é “passar o tempo sem fazer nada“; no entanto, devido à presença da palavra “jerk” que remete ao ato da masturbação, seu uso deve ser evitado em todas as situações. É preciso saber quando é apropriado usá-las. Para um estudante de inglês como segunda língua, o melhor é nunca usá-las. Evitando assim passar a imagem de grosso, mal educado, deselegante.

Outro problema das gírias

Claro que nem todas as gírias são ofensivas, grosseiras, pesadas e coisas assim. Um exemplo é “pin“, uma gíria usada para se referir à perna. É inofensiva! Assim, você pode dizer “what happened to your pin?” (o que aconteceu com as pernas dele?). O problema é que essa gíria não é conhecida em todos os cantos onde o inglês americano é falado. Trata-se de uma gíria restrita a uma região ou grupo de pessoas. O mesmo vale para calaboose (cadeia), kvetch (reclamar), pillowed (grávida), yazzihamper (pessoa insolente) e outras tantas. São gírias usadas por algumas pessoas em alguns locais e não por todos os falantes de inglês americano. O melhor fazer é ficar com as palavras neutras: leg, jail, complain, pregnant, obnoxious person.

Algumas gírias são bem conhecidas e usadas por praticamente todos os falantes nativos da língua. Algumas dessas já até fazem parte dos dicionários e são ensinadas sem problemas. Mas, temos sempre de manter em mente se o uso delas é apropriado ou não em determinada situação. Por exemplo, a gíria dude serve para dizer “cara” (pessoa). Ela é tão comum que aparece em seriados, filmes, músicas, etc. Muita gente a aprende e até diz algo como “what’s up, dude?” (E aí, cara?). Todavia, trata-se de uma gíria informal que ninguém a usaria em uma reunião de negócios ou ao conversar com um agente de imigração ou um policial. Ou seja, melhor não usar dude.

De modo geral, aprender gírias em inglês é interessante. Elas fazem parte da língua. Você precisa entender o que as pessoas dizem e elas usarão gírias uma vez ou outra. Portanto, aprenda gírias. Saiba o que elas significam. Mas, acima de tudo, procure saber se a gíria que você aprende é apropriada ou não em determinada situação ou ao falar com determinado grupo de pessoas. Só assim você estará realmente aprendendo gírias em inglês.

Por fim, lembre-se sempre do seu nível de conhecimento da língua inglesa. O uso das gírias costuma cair bem com pessoas que já são capazes de falar inglês fluentemente. Um estudante básico ou intermediário tentando usar gírias pode soar estranho. Assim, leve sempre em consideração o seu próprio nível de inglês. Isso também ajuda você a soar mais natural e à vontade com as gírias.

Agora que falei sobre o lado mais técnico das gírias em inglês, sinto-me mais à vontade para, vez ou outra, compartilhar algumas gírias por aqui.

That’s all for now, guys! Take care and keep learning!

Aprender inglês em 1 ano: dicas e técnicas

Como aprender inglês em 1 ano? Será que tem como aprender inglês em 1 ano? O que fazer para aprender inglês em 1 ano? Quais são as dicas para aprender inglês em 1 ano? É possível aprender inglês em 1 ano? Leia as dicas abaixo e prepare-se para aprender ou pelo menos tentar aprender inglês em 1 ano. Se você estiver com muita pressa, vá direto para a dica 11!

Aprender Inglês em 1 Ano

01 » Pense em Inglês!

A partir de hoje não pense mais em português. Tudo o que você pensar, pense em inglês. No começo é difícil, mas eu tenho certeza que você conseguirá. Esforce-se! Crie o hábito! Não sabe como começar a pensar em inglês? Então, leia a dica Como Pensar em Inglês?.

02 » Não estude inglês!

Calma! Eu explico! O segredo é envolver-se com a língua inglesa. Torne a língua inglesa algo comum no seu dia a dia. Escute músicas em inglês. Leia textos em inglês. Fale sozinho em inglês. Configure seu smartphone, tablet, televisão, rádio do carro, computador, etc., em inglês. Quando ler algo em português, procure traduzir mentalmente para o inglês. Decore diálogos em inglês. Decore sentenças do dia a dia em inglês. Enfim, respire inglês o máximo que puder. Isso é uma questão de hábito (costume). Se você conseguir adquirir hábitos ao poucos, em 20 dias os resultados começarão a ser percebidos. [Leia também:  Arranjar Tempo Para Estudar Inglês]

03 » Tenha tempo para o estudo formal!

Aprender Ingles em 1 AnoDedique cerca de quatro a cinco horas por dia estudando a língua de modo formal. Compre gramáticas, dicionários, livros de vocabulário e livros de provas e exames. A cada dia, use as suas quatro a cinco horas de estudo formal para aprender pelo menos 90% de um determinado conteúdo gramatical. Estude o ponto gramatical exaustivamente. Leia, pesquise, releia, tire dúvidas apenas sobre aquele ponto. Depois, faça muitas atividades e também testes e provas. Assim, você terá uma ideia se está progredindo ou não.

04 » Desenvolva seu vocabulário 

Para isso compre livros sobre phrasal verbs, vocabulário do dia a dia, expressões idiomáticas, gírias, collocations, frases e sentenças do dia, etc. Estude os livros! Faça as atividades! Releia-os! Use-os ao ponto das folhas começarem a cair de tanto manuseio. Ah! E acostume-se a fazer uso do vocabulário que você estiver aprendendo. Não adianta nada aprender e não usar! Use nem que seja com você mesmo (falando sozinho)!

05 » Desenvolva a pronúncia

Compre livros de pronúncia. Dedique  tempo para tirar o máximo proveito desses livros. É extremamente importante que você faça os exercícios descritos nos livros. Se o livro mandar fazer a repetição de um som durante 30 minutos, faça isso. Não tenha medo ou vergonha! Para aprender inglês em 1 ano, vai valer a pena! [Leia também: Aprender a Pronúncia do Inglês]

06 » Escute inglês!

Escute de tudo: programas de TV, noticiários, programas de rádio, músicas, entrevistas… Enfim, tente escutar inglês o máximo que puder o tempo todo. Nem que seja só para ficar ouvindo o barulho. Seus neurônios precisam dessa massagem para se acostumarem com os sons, vocabulário, estrutura da língua e tudo mais.Quanto mais tempo você passar ouvindo inglês melhor. [Leia também: Dicas para Melhorar o Listening em Inglês]

07 » Escreva em inglês!

Seja lá o que você for escrever, escreva em inglês! Vai fazer uma anotação na agenda, escreva em inglês. Está tomando notas nas aulas, escreva em inglês. Está participando de uma reunião e fazendo anotações, escreva em inglês. Está redigindo um texto para você mesmo ler depois, escreva em inglês. Acho que você já entendeu! [Leia também: Dicas Para Melhorar a Escrita em Inglês]

08 » Não saia para as baladas e festas

O tempo que estaria em uma festa ou balada, use para ficar em casa estudando. O dinheiro que você gastaria em festas, economize e invista na compra de livros. Seja esperto e mantenha o foco em seu objetivo. Não saia de para festas, baladas, shows, churrascos… Nada disso! Lembre que você tem de aprender inglês em 1 ano! Seus amigos vão dizer que você está se afastando de todo mundo; mas, pense bem, em um ano você vai poder participar de baladas falando inglês ou português. Creio que seus amigos vão achar isso o máximo!

09 » Não seja um acumulador!

Não perca tempo baixando livros e livros mais livros na internet. Também não perca tempo salvando vários sites em seus favoritos. Não seja um acumulador de PDFs e outros tantos arquivos. Não baixe um monte de tranqueiras que depois você nem usará. Seja esperto! Leia mais sobre isso em Quer Aprender Inglês!? Não seja um Acumulador!

10 » Não desista! Persista!

Vira e mexe, eu encontro alguém dizendo o seguinte: “eu tentei aprender inglês em 1 ano, mas não consegui“. Aí eu pergunto, “por quanto tempo você estudou?” A resposta costuma ser: “fiz um cursinho de quatro meses!” E eu então devolvo, “e desde quando o período de 4 meses é 1 ano?” Também costumo emendar a seguinte pergunta, “nesse período de quatro meses você estudava inglês fora da escola ou só na escola mesmo?“. No geral, elas dizem que estudavam só na escola. Isso nas minhas contas dá algo em torno de 40 horas em um semestre. Dois dias tem 48 horas! Logo, dos 365 dias em um ano, a pessoa não estudou nem dois dias. Ou, levando em conta as horas, o ano tem 8760 horas; logo, ela dedicou apenas 0,46% das horas de um ano. Desculpe-me, mas para mim isso não é nada! Então, não desista! Dedique-se! Mantenha-se firme! E lembre-se: aprender inglês é para sempre!

E agora, para fechar com chave de ouro vamos à principal dica de todas:

11 » A Grande Dica

Não espere por um milagre para falar inglês como um nativo! Milagres dessa natureza não costumam acontecer! Seria legal se acontecessem! Também seria legal tomar uma pancada na cabeça e começar a falar inglês de uma hora para outra. Muito mais fácil! Mas, infelizmente, não é assim que funciona. Então, nada de esperar que as coisas aconteçam da noite para o dia. Seja você mesmo o seu milagre! Essa coisa de aprender inglês em 1 ano não é tão fácil ou possível o quanto você imagina. Seja realista! Vá com calma! Mude seus hábitos de estudos! Concentre-se! Estabeleça objetivos e foque neles!

Se você começar a fazer isso agora, garanto que em 1 ano você saberá muito mais coisas do que sabe agora.

Aprender inglês em 1 ano não é tarefa das mais fáceis. Trata-se de uma questão de atitude, determinação, força de vontade, saber dizer não, saber investir, contar com o apoio de uns e críticas de outros. Aprender inglês em 1 ano não ocorre por milagre, então veja bem o que você realmente quer. Aprender inglês 1 ano pode não acontecer em 1 ano, mas você certamente aprenderá muito em apenas 1 ano. Boa sorte! Bons estudos!

Ouvir Rádios para Melhorar o Inglês

Ouvir rádios para melhorar o inglês? Isso é possível? Como melhorar o inglês ouvindo rádios? Vale mesmo a pena ouvir rádios? Que rádios ouvir? É melhor ouvir rádios ou assistir a filmes e seriados? Como eu faço para ouvir rádios online e assim ficar cada vez mais afiado no inglês?

As perguntas acima foram feitas por participantes da última turma do curso Aprender Inglês Lexicalmente (clique aí e inscreva-se na próxima turma). O assunto surgiu quando eu disse que uma das coisas que faço para manter o meu inglês afiado é ouvir programas de rádio. Depois, em uma conversa o amigo americano Timothy Lee Barret do Domine Inglês  o assunto voltou à tona. E assim, decidi escrever uma dica a respeito. Afinal, qual a vantagem de se ouvir rádios?

Para alunos de nível avançado e o pessoal já fluente ouvir rádios é em minha opinião, a melhor maneira de se manter em contato com o inglês da vida real. Afinal, o pessoal fala inglês naturalmente. Nada é editado. As pessoas que ligam para fazer um comentário ou participar de uma promoção são pessoas que falam o inglês da vida real. Nas palavras do Tim, “It’s real English in the real world“.  O que queremos dizer com isso?

Os seriados e programas de TV apresentam diálogos que foram escritos para aquele contexto. Muitas vezes algumas palavras e expressões usadas pelos atores e atrizes só fazem sentido no seriado. Claro que eles usam o inglês do a dia a dia, mas ainda assim é um inglês editado para aquele momento. Já nos programas de rádio, o inglês (a linguagem) usado é à queima roupa. As palavras e expressões são as que as pessoas realmente usam no dia a dia. Não é ensaiado!

Ouvir Rádios em InglesVale dizer aqui que eu não tenho absolutamente nada contra os seriados e programas de TV. Eles também são úteis para o aprendizado. Mas, eu os considero limitados nos que diz respeito ao inglês da vida real. Logo, se você quer mesmo aprender a ouvir inglês como as pessoas falam nos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Canadá, África do Sul, Nova Zelândia, Irlanda, etc., comece a ouvir rádios. Escolha um programa e acostume-se a ouvi-lo sempre que possível. Por mais difícil que possa ser no início, não desista. Escolha um programa específico e acostume-se a ouvi-lo frequentemente.

Quando eu comecei a aprender inglês, costumava sintonizar um rádio velho na BBC Radio. Para isso, eu ficava acordado até tarde, pois de madrugada não tinha tanta interferência. Mas, mesmo com a antena levantada eu tinha de colocar um bombril na antena para melhorar o sinal. Felizmente, as coisas mudaram. Hoje em dia, você tem praticamente todas as rádios do mundo à sua disposição na internet. Ou seja, ouvir rádios hoje está muito mais fácil!

Um dos sites que lista várias rádios do mundo é o TuneIn (disponível também na AppStore e Google Play). Ao acessar o site, você verá no topo uma lista de como você pode encontrar rádios. Clique em “Por Lugar”. Na página que abrir, escolha o continente desejado (América do Norte, por exemplo). Depois clique no país que você quer (Estados Unidos). Abrirá a lista de estados daquele país, clique no estado e então na cidade que quer. Depois é só sair escolhendo a rádio que deseja. As opções são várias: cristã, country, jazz, pop, rock, anos 60 e 70, notícias, talk radios, etc.

» Leia também: Rádios Para Ouvir em Inglês

Eu escuto com mais frequência as talk radios. Meu objetivo é ouvir inglês e não músicas! Por isso, escuto os programas nos quais eles discutem política, religião, cultura, ciências humanas, comportamento, etc. Um dos programas que ouço praticamente todos os dias é o The Rush Limbaugh Show, o programa mais ouvido nos Estados Unidos (cerca de 15 milhões de ouvintes (isso só nos Estados Unidos).

Além dele, também escuto aos programas aleatórios de duas talk radios: a nova-iorquina WABC 77 (considerada a rádio mais ouvida dos Estados Unidos) e a californiana KFI.

Devo acrescentar aqui que ao ouvir esses programas eu não paro o que estou fazendo e fico tentando entender tudo o que eles falam palavra por palavra. Eu escuto essas rádios naturalmente. Quando um assunto é interessante, eu paro e presto mais atenção à conversa. Quando o assunto não me interessa eu deixo o “rádio” ligado e fico ouvindo sem dar atenção.

Como eu disse no começo, ouvir rádios não é para estudantes de qualquer nível. Isso é algo que ajudará mais diretamente aqueles que já possuem um excelente nível de inglês. Se você faz parte desse grupo e quer melhorar seu inglês ouvindo o inglês da vida real, comece a ouvir rádios em inglês. Acostume-se a isso. Garanto a você que seu inglês (seu listening) vai dar um salto enorme com o tempo.

Connected Speech: o que é isso?

O que é connected speech? Será que isso é realmente importante no seu aprendizado de inglês? Leia esta dica para aprender um pouco sobre connected speech e a importância desse assunto no desenvolvimento da sua fluência em inglês. Antes, porém, vamos introduzir esse assunto para você entrar no clima.

Ao longo dos meus anos como profissional de ensino de língua inglesa, ouço vários e vários estudantes de inglês falando coisas assim: “Não consigo entender o inglês falado. É muito rápido”, “Eles falam rápido demais. Não consigo acompanhar” ou “Por que eles falam tão rápido?”. Você certamente já deve ter dito algo assim, não é mesmo? Mas, saiba que o problema não está em você ou na fala rápida do inglês. O problema está no fato de não terem falado sobre connected speech para você no início dos seus estudos de inglês.

Caso você queira aprender mais sobre a pronúncia do inglês, conheça o ebook Pronúncia Básica do Inglês (pdf e áudio). Nele você encontra todos os sons da língua e também aprende sobre as dificuldades de pronúncia que os brasileiros têm e como superá-las. Clique no botão abaixo para saber mais.

Mas, o que é connected speech?

Connected Speech

Connected speech é uma característica da fonética da língua inglesa no qual as palavras são conectadas (ligadas) uma à outra ao serem pronunciadas em uma sentença. Se traduzirmos connected speech para o português teremos algo como “fala conectada” ou “discurso conectado”. Na prática isso refere-se às ligações, uniões, conexões que há no inglês falado para fazer com que a língua flua muito mais natural e rapidamente.

Em outras palavras, também podemos dizer que connected speech tem have com o modo como simplificados a pronúncia das palavras dentro das sentenças. Para você entender bem, vamos passar para alguns exemplos.

Connected speech: exemplos

As sentenças abaixo são comuns em livros de inglês básico. Você certamente conhece a maioria delas. O que eu quero que você faça é que leia em voz alta cada uma delas.

  • What’s your name?
  • My name is [Ana].
  • Where are you from?
  • What did you do?
  • Don’t you like it?
  • Who’s your friend?
  • What are you going to do about it?
  • I’ve got to help them.
  • We have to get out of here.
  • I asked her out.

Se você for como a maioria dos estudantes de inglês, certamente leu as sentenças palavra por palavra. Deve ter repetido as sentenças e prestado atenção à pronúncia de cada som em cada palavra. Enfim, você deve ter lido mais ou menos assim [clique no botão abaixo para ouvir]:

No entanto, quando a gente vai para o mundo real e ouvimos as pessoas falando inglês naturalmente, a gente pode se perder. Pois, o inglês do dia a dia não é falado assim palavra por palavra. Isso se deve justamente por causa do fenômeno conhecido como connected speech. Portanto, as sentenças acima são faladas da seguinte maneira [clique no botão abaixo para ouvir]:

Percebeu a diferença!? Tenho certeza que sim! Não tem como não perceber! No segundo momento, procurei fazer uso dos aspectos relacionados ao connected speech. Não falei as sentenças de modo lento e nem as li palavra por palavra. Procurei conectar os sons das palavras em cada sentença e assim chegar mais perto do modo como um nativo fala.

Por que aprender connected speech?

Quando aprendemos a fazer uso do connected speech naturalmente, no jeito de falar inglês fica muito mais próximo ao de um nativo. O listening (habilidade de ouvir) fica mais apurado. Nós podemos até perder uma coisa aqui e ali, mas no geral somos capazes de acompanhar uma palestra, um filme, um diálogo, uma música, etc., sem muitas dificuldades.

Portanto, os aspectos relacionados ao connected speech são, em minha opinião, algo que todos estudante de inglês deveria aprender desde o nível básico. Ou seja, desde a primeira aula de inglês em uma escola.

Para isso é preciso mudar os hábitos de aprendizado. Pois, quando alguém decide aprender inglês, ela começa a aprender com os olhos. Ela cria o hábito de ler sentenças e textos palavra por palavra. Assim, acostuma-se a pronunciar tudo de modo mais lento e nada natural. Mas, ao dar atenção ao connected speech, a pessoa começa a aprender inglês com o ouvido. Logo, isso fará uma grande diferença no desenvolvimento de sua fluência em inglês.

Isso significa que você deve aprender a ouvir inglês do modo como é falado e não do modo como é escrito. Aprenda e entenda que o inglês escrito e o inglês falado são coisas diferentes. Assim, você deve aprender os dois juntos. Contudo, preste muito mais atenção ao inglês falado; pois, é ele que ajudará você a se sentir mais à vontade para interagir com as pessoas em inglês: falando e ouvindo.

Infelizmente, não dá para falar tudo sobre connected speech em um só texto. Então, voltarei a escrever outros textos relacionados a esse assunto para que você comece a entender ainda mais. A ideia é apresentar alguns aspectos dessa parte da pronúncia da língua inglesa e ajudar você a mudar ainda mais o seu jeito de aprender inglês.

Por enquanto, pense nisso: Não são os nativos que falam inglês rápido demais. Na verdade, é o modo como nós aprendemos inglês que nos condiciona a sermos lentos para entender, ouvir e falar. Temos, portanto, de mudar isso.

 

Dicas para Quem Estuda Inglês Online

Devido à crescente procura por cursos de idiomas na modalidade online, a revista Veja, em seu site, publicou em 01.07.12 uma matéria sobre o assunto. O título da matéria é “Aprender um Idioma na Web Exige Dedicação Extra”. A repórter Renata Honorato conversou com alguns especialistas na área de ensino de idiomas para saber o que eles têm a dizer. Os entrevistados foram a linguista Anna Maria Grammatico Carmagnani (USP), a pesquisadora Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva (UFMG) e o especialista em ensino de inglês Denilso de Lima, autor de livros na área de aprendizado de inglês e responsável pelo site Inglês na Ponta da Língua.

Dicas para quem estuda inglês online

Dicas para Quem Estuda Inglês OnlineAs principais dicas dadas pelos especialistas foram resumidas em um quadro chamado “Idiomas na Rede: O que é importante saber antes de começar um curso de idiomas online”.

No quadro você encontra 05 pontos essenciais a serem observados por quem deseja fazer um curso online:

  1. disciplina extra,
  2. método
  3. nível
  4. vídeo
  5. motivação (clique na imagem ao lado para ampliá-la e ler as dicas).

A maior parte está de acordo com o que escrevi no artigo Curso de Inglês Online.

A única observação que faço é referente ao ponto nível.

O problema do Nível

Atualmente, há na rede, excelentes cursos online para estudantes iniciantes. Portanto, o nível é relativo. Ou seja, você pode começar a fazer um curso de inglês online no nível básico e aprender muita coisa. Tudo depende da dedicação do aluno, da interação entre professor e aluno, do material ser desenvolvido especificamente para aquele nível e adaptabilidade ao método.

A professora Ana Luiza Bergamini, do Inglês Online, por exemplo, oferece cursos para estudantes de todos os níveis. Para desenvolver o curso para iniciantes ela diz o seguinte,

o que me chamou a atenção uns anos atrás quando comecei a pesquisar para desenvolver o curso foi que: 1) a grande maioria dos chamados cursos ‘iniciantes’ online era toda em inglês, e 2) que nas primeiras lições o vocabulário utilizado não é iniciante coisa nenhuma, o que assusta quem está começando.

Isso significa que há cursos para todos. O interessado deve então pesquisar bem antes de fechar um contrato com um curso de inglês online. É preciso saber se o curso atende as suas expectativas e interesses.

Mais dicas para quem estuda inglês online

Assim, as principais dicas para quem deseja fazer um curso de inglês online são as seguintes:

  1. Organize-se – O material será enviado para você constantemente. Tenha um caderno de anotações, um dicionário, uma gramática e outros materiais de apoio. Imprima o material que você receber e coloque tudo em um fichário ou pasta. Não bagunce o seu material.
  2. Tempo – Muita gente acha que o fato de fazer um curso online lhe dá o direito de fazer as coisas na hora que bem quiser. Esse é um tremendo erro! O ideal é que você encontre um tempo e torne-o em rotina. Ou seja, se você acha melhor estudar às 10:30 da manhã, acostume-se a estudar sempre nesse horário. Torne isso um hábito.
  3. Planeje-se – Tenha um plano (roteiro) de estudos. Estabeleça metas de curto, médio e longo prazo para que você possa avaliar o seu desenvolvimento. Tenha por hábito fazer uma auto-avaliação a cada 15 dias. Se for preciso replanejar a rota e corrigir alguns pontos, faça-o.

Dicas para quem estuda inglês onlineNão faça um curso de inglês online pelo simples fato de ser mais cômodo e “fácil”. É por causa da comodidade e aparente “facilidade” que muita gente não aprende inglês online, abandona o curso e reclama de tudo. Aprender inglês online é possível, mas exige muita dedicação extra.

No livro “Inglês na Ponta da Língua: método inovador para melhorar o seu vocabulário e no curso Aprender Inglês Lexicalmente, você aprende muitas coisas importantes para que o seu aprendizado de inglês se desenvolva. Quer você faça um curso tradicional ou um curso online.

Claro que muitas são as dicas para quem estuda inglês online. Mas, essas apresentadas na matéria e resumidas aqui no texto podem servir como base para que você se dê bem nos estudos. Para ajudar um pouco mais, leia também as dicas abaixo:

Lembre-se, porém, que o maior segredo é a sua atitude; portanto, nada de fazer corpo mole. Até a próxima dica e bons estudos para você.

O que significa ser collocational competent?

Esta semana foi apresentada no Jornal Nacional uma matéria falando sobre os estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil. Para finalizar a matéria mostraram uma estrangeira falando sobre o fato de estar triste com o fim do trabalho dela por aqui.

Essa estrangeira falava português muito bem por sinal: pronúncia, vocabulário, gramática, etc. Tudo estava perfeitamente bem quando no fim ela disse “eu vou voltar, infelizmente, com o coração quebrado”. Pronto! Isso foi o suficiente para desmoronar a ideia do quase uma falante nativa do português. Por quê? O que ela fez de “errado”?

Se você percebeu bem a sentença dela, notou que ela usou uma combinação de palavras não muito comum para nós. Ou seja, um falante da língua portuguesa diria “eu vou voltar com o coração partido”. Afinal, para nós o mais natural e frequente é “coração partido”, não “coração quebrado” como ela disse. O que aconteceu nesse caso?

Como eu disse acima, a estrangeira falava português muito bem. Mas, ela não conhece uma combinação de palavras que para nós soa muito natural. Ela certamente traduziu a expressão do inglês para o português palavra por palavra. Isto é, em inglês eles dizem “broken heart”, que literalmente – palavra por palavra – significa “coração quebrado”. Como ela traduziu palavra por palavra a expressão em inglês, para nós ela – a expressão – soou estranha. Pois, o mais comum é “coração ________” (complete aí, pois você já sabe). O que isso tem a ver com você e seu aprendizado de inglês?

Collocational CompetentMuitas vezes, estudantes de inglês em níveis mesmo avançados cometem esse tipo de “erro”. Nós os chamamos de erros colocacionais; pois, a pessoa não usa as combinações de palavras (collocations) mais naturais da língua alvo. Aqui vale dizer que collocations não é uma coisa, mas sim um fenômeno no qual as palavras se combinam de modo natural. Como assim?

Por exemplo, você quer dizer “fazer uma festa” em inglês e fica se perguntando se o certo é “make a party” ou “do a party”. Você então arrisca dizer “make a party”. No entanto, o mais natural em inglês é dizer “throw a party”. Nada de “make” ou “do” com “party”. A palavra que combina melhor é “throw” (há ainda outras, mas “make” e “do” não estão na lista).

Outro exemplo é “problema cabeludo”, que em inglês não é “hairy problem”. Nada de traduzir ao pé da letra, por favor! Nesse caso, a combinação mais natural é “thorny problem” ou “knotty problem”. Pode ser ainda algo com uma palavra: “lunch”, por exemplo. Se você tiver de dizer “ficar sem almoçar” ou “ficar sem o almoço” o correto em inglês é “skip lunch” e jamais “stay without the lunch”.

Saber combinar as palavras correta e naturalmente em inglês é uma forma de mostrar que você é collocational competent (competente colocacional). David Willis, renomado pesquisador na área de ensino da língua inglesa, disse certa vez que uma pessoa pode saber tudo de gramática, pode saber um monte de palavras, pode ter uma pronúncia quase impecável, mas se não tiver competência colocacional poderá causar confusões e estranheza ao se comunicar. Isso é importante?

Claro que sim! Afinal, você pode dizer as coisas com mais clareza em inglês. A mensagem pode ser passada com maior exatidão. Um órgão do governo brasileiro, certa vez, traduziu a combinação “redondamente enganado” por “roundly mistaken” para o inglês. Sendo que o correto seria “very much mistaken” ou “profoundly mistaken”. A tradução “roundly mistaken” soou estranha e ao mesmo tempo cômica. Mas, como se tornar collocational competent?

Esse blog está cheio de dicas para isso. Contudo, a principal dica é: procure sempre aprender combinações de palavras e não palavras isoladas. Isso significa que vale muito mais aprender a dizer “throw a party”, “gatecrash a party” (entrar de penetra em uma festa), “leave the party” (sair da festa), “enjoy the party” (aproveitar a festa), etc., do que aprender apenas “party”. Como aprender isso? Onde encontrar esse tipo de informação?

Combinando Palavras em InglêsNovamente repito que este site está cheio de dicas assim. Além disso, tem o livro “Combinando Palavras em Inglês – seja fluente em inglês aprendendo collocations” com mais de 5000 combinações (collocations) com as palavras mais comuns em inglês, atividades e exercícios, dicas de como aprender mais collocations e muito mais.

O que você achou da ideia de ser collocational competent? O que você pode fazer para se tornar collocational competent? Você tem alguma estratégia? Quais são as dificuldades que você vê nisso? Isso para você é importante ou não faz a menor diferença? Quero ouvir suas opiniões! Portanto, deixe um comentário abaixo.

Dicas Para Aprender a Pronúncia do Inglês

Dicas para aprender a pronúncia do inglês! Quais são as melhores dicas para quem quer aprender a pronúncia do inglês? Será que há regras para aprender a pronúncia do inglês? Neste texto, vou compartilhar algumas dicas com vocês que querem aprender a pronúncia do inglês.

Desde que esse texto foi publicado aqui, muitas outras dicas foram escritas. Portanto, vamos fazer um apanhado geral do que já foi publicado durante nossos 11 anos de história. Afinal, o tema aprender a pronúncia do inglês nunca sai de moda. Então vamos lá!

Dicas para Aprender a Pronúncia do Inglês

Listo abaixo algumas dicas para aprender a pronúncia do inglês que considero serem importantes para estudantes de inglês em qualquer nível. Ou seja, as dicas servem tanto para quem está começando a aprender inglês quanto para quem já sabe inglês e continua aprendendo cada vez mais e mais.

A Pronúncia das Palavras

A primeira dica que sempre dou é aprender a pronúncia das palavras assim que você a encontra. Claro que você não vai fazer isso com todas as palavras que encontrar, mas sim com aquelas que achar importante ou interessante aprender no momento dos estudos.

Por exemplo, digamos que hoje você se deparou com a palavra “mayor“. Geralmente, as pessoas se preocupam com seu significado – prefeito – e julgam que a pronúncia seja fácil. Ou seja, quando se trata da pronúncia as pessoas tentam adivinhar como deve ser. Assim, acabam aprendendo errado.

A dica então é: não aprenda só o significado. Veja no dicionário que a pronúncia mais comum de “mayor” é parecida com “mér“. Ou seja, “mayor” rima com “chair“. Nunca deixe para aprender a pronúncia depois de algum tempo! Procure aprender sempre no momento em que aprender a nova palavra. Se deixar para depois, você terá mais dificuldades.

Você pode ler mais sobre isso na dica Como Aprender a Pronúncia das Palavras em Inglês. Caso esteja com um pouco mais de pressa, você pode também acessar os dicionários de inglês online e assim ouvir a pronúncia das palavras: Macmillam Dictionary, LDOCE Online, Merriam-Webster e Oxford Dictionaries são alguns dos que recomendo.

Repita! Repita! Repita!

Dicas para Aprender a Pronúncia do InglêsSempre que for aprender a pronúncia de uma palavra, repita-a em voz alta várias vezes.  Assim, você se acostuma com o som e com o modo de falar a palavra. Acho que não preciso falar muito sobre essa questão de repetição. Ela tem a ver com praticar. Logo, como você bem sabe, a prática leva à perfeição. Mas, não adianta repetir apenas a palavra isolada (sozinha), fora de contexto. Isso nos leva a mais uma de minhas dicas para aprender a pronúncia do inglês.

Faça Frases e Contextualize!

Repetir a palavra sozinha nem sempre é uma boa ideia. Portanto, eu sempre recomendo que meus alunos escrevam sentenças com as palavras que querem aprender a pronunciar e leiam essas sentenças em voz alta. Isso ajuda o seu cérebro a se acostumar com and novas palavras em contexto: acompanhada de outras palavras – collocations e chunks of language.

O legal de fazer isso é que além de aprender na palavra nova, você vai também praticar a pronúncia das outras palavras. Indo um pouco mais além, você vai aprender como montar frases em inglês e até mesmo a gramática de uso da língua inglesa. Ou seja, você estará aprendendo inglês de uma maneira muito mais dinâmica. Deixando de lado, aquela ideia de ficar decorando apenas palavras soltas e depois tentando juntar tudo. Enfim, se você ler as dicas que indiquei acima, você terá uma ideia do que estou falando.

Não Procure Regras!

Se você é o tipo de estudante que quer saber quais as regras da pronúncia em inglês, eu recomendo que você pare com isso. Não procure por regras ou padrões. Também não caia no erro de achar que uma letra será sempre pronunciada do mesmo jeito. Isso, infelizmente, não é possível em inglês. A letra ‘i‘, por exemplo, não é pronunciada sempre do mesmo jeito. Basta ler a dica Como Pronunciar o i em Inglês para perceber isso. O segredo é se acostumar com as palavras por inteiro e evitar essa coisa de regras.

Alguns exemplos que gosto de citar sempre são “said” e “paid“. O “ai” nelas é pronunciada de formas diferentes. Em, “said” o som é de “é”: séd; já em “paid” é “ei”: peid. Portanto, evite criar regras! Caso queira saber mais sobre as regras da pronúncia em inglês, assista ao vídeo abaixo. Do contrário, pule o vídeo e continue lendo a dica.

Seja Paciente!

Infelizmente, não há uma dica milagrosa para que você consiga aprender a pronúncia do inglês da noite para o dia. É preciso ser paciente! A gente aprende um pouco a cada dia e vi melhorando. Vamos aprendendo com os erros e ganhando confiança com os acertos. Aliás, vale ressaltar aqui que errar é algo totalmente normal. Mas, o anormal é continuar cometendo sempre os mesmos erros.

Só para citar um exemplo, lembro-me que demorei um bom tempo para aprender a pronunciar ‘going‘ corretamente. Várias vezes eu era lembrado de que a pronúncia correta era parecida com ‘gouing‘ e não ‘góingui‘. Eu achava tudo estranho, mas aprendi a falar do jeito certo. Hoje em dia, ao me deparar com uma palavra nova faço justamente o que eu disse acima. Conheço inúmeras pessoas que fazem as mesmas coisas. Enfim, no final o que importa mesmo é a dedicação e a prática constante. Do contrário, você não vai aprender a pronúncia do inglês corretamente.

Para finalizar, veja abaixo os outras dicas sobre a pronúncia da língua inglesa que são úteis ao seu aprendizado. That’s all for now, guys! So, take care and keep learning!

The Dream of Perfect Pronunciation in English

Acquiring a perfect pronunciation in English is every English language students’ lifelong dream. I remember I used to have this dream. Actually, I even wanted to go to bed, sleep and wake up the next day pronouncing English the same way a native does. We – non-native speakers of English – seem to have that dream.

I’ve been in the English Language Teaching field for more than two decades. I’ve given lectures to English language teaching professional in so many places. I’ve been in touch with learners from so many cities. And, I’ve always been asked how someone can sound like a native. The most common question is: how can I speak English like an American (or British)?

My answer to that has been the same for years:

If you’re not a native speaker of the language, you’ll never sound like a native speaker of the language.

Although this is extremely frustrating, you have to accept that this is the truth, the whole truth, nothing but the truth. However, you can do your best so as to reduce your accent. Keep in mind though that this is a thing that you have to practice, practice and, of course, keep practicing. It’s not the easiest thing for English language learners, but it’s not impossible at all.

Perfect Pronunciation in English or Good Communication?

One thing that I always say is that a learner surely has to acquire good pronunciation. However, in the article “What is good English Pronunciation?“, Tomasz P. Szynalsk tells us that

Good pronunciation is not perfect American or British accent.

Perfect Pronunciation in EnglishI must fess up that I totally agree with his view. Having perfect pronunciation in English doesn’t mean you have to sound like a native speaker from the US or the UK. Actually, the most important thing is being able to communicate well.

You, learner of English, have to worry about communicating your ideas clearly. In order to achieve this you have to pronounce words correctly, but that doesn’t mean you have to ‘become‘ American or British. What you really have to worry about is being able to communicate in the situations you’re going to be involved in. Not only that, but you also have to learn that acquiring/learning English is an activity that you keep doing for the rest of your live. Well, that’s only true for those who understand that we never stop learning English.

So, this idea of sounding like a native may not be a thing to be too much worried about. Pronouncing words correctly is also a thing that you keep learning. Of course, you’ll learn the correct pronunciation of the most common words in English. Not only words, but also collocations, chunks of language, idioms, phrasal verbs, phrases, sentences, etc. This is what you have to focus on: learning new things every and each day. Trying to be a native is a waste of time.

Don’t worry too much!

So, please don’t get too stressed out about perfect pronunciation in English.

Some sounds common in English are not common in Portuguese. That means you may never learn how to pronounce them correctly. Don’t think that you’ll never be understood because of that. Of course, you will. When one speaks, people who are listening get the whole sequence of words. They are not paying attention to the sounds only. Keep in mind that there are much more to listen to.

If you don’t know if you’re saying ‘man’ or ‘men’, don’t worry. It’s not the word alone that will hinder communication. The listener will get the whole sentence [there are two men outside…], not word for word or ‘sound for sound’. The whole sentence makes it clear that you’re saying something in plural not singular.

Another example is ‘beach’ and ‘bitch’. If you say ‘Copacabana is a wonderful beach’, people will understand that you’re talking about an area of sand sloping down to the water of a sea or lake [= praia]. They’ll not get the wrong idea.

In case you’re a beginner, remember that you have much more to learn. It’s not only perfect pronunciation. In case you’re an intermediate learner, you’ll have to pay a bit more attention to some sounds. Now, if you’re an advanced learner of the language, you’ll have to practice more. It’s all a matter of goals [what do you really want and why do you want it?]. But keep in mind that “you don’t have to sound like the Queen of England or the President of the United States of America”.

Regionalisms

In some regions of the United States or even United Kingdom, the sounf of the ‘th’ vary. That is, some people may pronounce it as if it were a ‘t’, a ‘d’, a ‘z’, an ‘s’ or an ‘f’. I’m not making this thing up. This is written in English Pronunciation in Use, published by Cambridge University Press, a book used all around the world to teach and learn British English pronunciation.

To sum up, don’t be too strict about your pronunciation. Listen to English as much as you can. Repeat a couple of sentences. Whenever possible, repeat them but don’t worry if you don’t sound like the guy on the CD. Watch TV and try to get close to the standards. This is the great secret: just try to get close to the standard and communicate your ideas. Having a perfect pronunciation in English (sounding like a native) doesn’t have to be the top priority most of the time.

» Read more about pronunciation:

Coletânea de Textos em Inglês

Procurando Textos em Inglês para praticar sua leitura, aprender vocabulário, fazer atividades e muito mais? Então, você acaba de encontrar um local com vários textos. Abaixo, seguem links com vários textos em inglês contendo atividades, dicas, material de áudio e o que mais for preciso para você colocar seu inglês em prática. Não importa se você é iniciante, intermediário ou avançado, os textos servem para todos os níveis.

Você poderá imprimir os textos, seguir as dicas dadas e usá-las quando e onde quiser. Conforme formos publicando mais aqui no blog, a lista aumentará. Portanto, marque-a como favorita para você continuar vindo aqui sempre que possível. Curta nossa página no Facebook e não perca nossas dicas: clique aqui para curtir.

TEXTOS EM INGLÊS

Se você é professor de inglês, poderá também usar os textos indicados acima em suas aulas. Lembre-se apenas de indicar a fonte.