Os 4 Estágios do Aprendizado

O texto hoje é um pouco diferente. No entanto, ele também tem tudo que ver com os objetivos de quem se propõe a aprender ou ensinar inglês. Vamos falar sobre os quatro estágios do aprendizado e como saber sobre isso nos ajuda a perceber em que nível estamos.

Antes entenda que não estou falando de níveis como básico, intermediário e avançado. Esses níveis  são apenas nomenclaturas usadas pelas escolas para separar os alunos. Quando falamos de aprendizado, os níveis são bem diferentes e depende muito da dedicação, interesse, esforço e motivação de cada pessoa.

De acordo com os especialistas os estágios do aprendizado são quatro. O primeiro deles é o estágio da incompetência inconsciente, que se refere ao fato da pessoa não saber nada sobre determinado assunto. É o tal do “não sei, não conheço, nunca ouvi falar, não faço ideia do que seja e nem como é”. Em relação à língua inglesa é praticamente impossível que alguém esteja nesse estágio. Pois, como se sabe, a maioria das pessoas hoje sabe que inglês existe e é importante para a carreira acadêmica e profissional. Além disso, a grande maioria da pessoas até sabem uma coisa ou outra em relação à língua inglesa.

Depois desse estágio vem o da incompetência consciente. Esse ocorre quando a pessoa toma conhecimento da existência de algo e deseja aprender a respeito. Quem já decidiu aprender inglês está nesse estágio. Afinal, a pessoa tem consciência sobre a importância da língua. No entanto, a pessoa ainda não sabe o que fazer para adquirir as habilidades para se virar muito bem com a língua.

Os 4 Estágios do AprendizadoAs perguntas que a maioria dos estudantes de inglês faz nesse estágio são:

» Como me torno fluente em inglês?
» Como sei que já sou fluente?
» Que caminho ou roteiro eu sigo para chegar à tão sonhada fluência?
» Como eu estudo inglês?
» Em quanto tempo serei fluente?

Perguntas como essas mostram que a pessoa está no estágio da incompetência consciente: ela saber o que quer, mas não sabe como conseguir. É o estágio da barata tonta: Para que lado vou? O que faço? Como faço?

O terceiro estágio é o da competência consciente. Nesse a pessoa age de forma mecânica. Ela frequentemente pensa nos passos a serem dados para atingirem algo. No caso do inglês, esse estágio se percebe quando o estudante aprende uma regra gramatical: o acréscimo de “-s”, “-ies”, “-es” na terceira pessoa do singular no Present Simple, por exemplo.

O estudante aprende as regras e ao conversar com alguém procura colocá-las em prática. Ao perceber que falou algo errado, ele volta atrás e corrige o que disse. Nesse estágio a fala costuma ser bem mecânica e lenta. O estudante pensa na pronúncia de cada palavra, nas palavras que vai usar, na gramática que organiza tudo e em tudo mais que der para pensar. É nesse estágio que muita gente costuma desistir dos estudos de inglês por achar difícil demais. É aqui que nasce o trauma à língua ou achar que é burro e não tem capacidade para aprender o tal inglês.

Por fim, temos o estágio da competência inconsciente. Esse é o momento no qual tudo entra no modo automático. A pessoa não pensa mais nos processos/regras. Em relação ao inglês é o momento da tão sonhada fluência. A pessoa fala com naturalidade. Não pensa nas regras, palavras, etc. Tudo flui fantasticamente bem. É o estágio no qual todos querem chegar. É o paraíso.

Não sei você, mas no geral, a grande maioria dos estudantes de inglês estão presos entre o segundo e o terceiro estágio. No ensino de inglês, essa zona é também conhecida como “intermediate plateau” (platô intermediário). A pessoa sabe um monte de coisas (regras, palavras, fatos da língua, etc.), mas não consegue se comunicar com naturalidade. Muitos acham que jamais conseguirão sair desse platô.

Para passar ao estágio final (transpor o tal platô intermediário) é essencial envolver-se com a língua e praticar o máximo que puder. Dedicar tempo (15 ou 30 minutos por dia) para ler um texto em voz alta, ouvir algo em inglês, decorar ou criar um diálogo, aprender a se expressar em diferentes situações e coisas assim. Ajuda também ver a língua como um processo e não como uma coisa. Qual a diferença?

Ao ver a língua como uma coisa – um objeto – você tenta entender os porquês disso e daquilo. Você também estuda tudo de modo mecânico e sistemático. Por outro lado, ao ver a língua como um processo, você passa a perceber como as coisas são realmente ditas nos mais variados contextos e situações. Você deixa a análise de lado. Entender a língua como um processo ajuda o cérebro a adquirir naturalmente o modo como as ideias são expressas em qualquer situação. A aquisição da língua é menos dolorosa, menos demorada e muito mais eficiente.

Entender os estágios de aprendizado e desenvolver estratégias para ir além deles é o que faz a diferença entre você atingir a fluência ou desistir no meio do caminho. Não é nada fácil! Mas, também não é impossível. Portanto, avalie-se sempre para saber em que estágio você está. Afinal, como já falamos, a auto-avaliação é a melhor maneira de descobrir se você está progredindo ou não. E então!? Em que estágio você está? Como você está se saindo no seus estudos rumo à fluência? Está sendo um bom estudante? Pense a respeito!

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