Como Aprender Inglês Sozinho?

Eu conheço várias pessoas que aprenderam inglês sozinhas. Algumas dessas pessoas são hoje intérpretes de conferências. Algumas estão na área de tradução de livros e documentos. Outros trabalham em empresas multinacionais. Uns tantos estão na área de ensino de língua inglesa: são excelentes professores, coordenadores ou ocupam outras posições nesse campo.

O que essas pessoas fizeram para aprender inglês sozinhas? Quais foram seus métodos e estratégias? Qual o segredo para aprender inglês sozinho? Continue lendo!

É Possível Aprender Inglês Sozinho?

Sim! É possível! Mas, para isso é preciso ser extremamente disciplinado e persistente. Não basta ter só a vontade de querer aprender inglês. Essa vontade tem de se transformar em atitudes,  hábitos, metas etc.

Quem quer aprender inglês sozinho (ou não) precisa se dedicar ao máximo. Também precisa entender que ao surgirem dificuldades – e elas surgirão – é necessário manter o foco nas soluções e não nos problemas.

Eu – Denilso – comecei aprendendo inglês sozinho. Minhas dificuldades (lá em 1990) eram: não ter alguém para corrigir as atividades, não ter com quem conversar, não ter um toca-fitas (para praticar o listening), não ter material para estudar (a grana era curta), não ter com quem tirar dúvidas, não ter como corrigir a pronúncia, não ter tempo o bastante (aos 14 anos eu já trabalhava e estudava)

Estudar Inglês SozinhoAo invés de focar nos problemas e desistir, eu fui atrás de soluções:  guardei dinheiro para comprar um livro que tinha as repostas das atividades (Demorou! Só consegui em 1993!), meu pai tinha um Chevette com som e era nele que eu ouvia as fitas-cassetes para praticar o listening (um dia eu dormi no carro com o toca-fitas ligado, a bateria arriou e meu pai proibiu o uso do carango para fins educacionais!), as dúvidas eu tirava com os professores da escola pública em que estudava, a pronúncia eu aprendi por meio de dicionários,  o tempo eu aproveitava ao máximo possível, a disciplina eu mantinha. Minha preocupação era achar soluções e não aumentar os problemas!

Os problemas não importam! O que realmente importa é saber ter uma  atitude positiva, manter o foco e seguir em frente! Dedicação, motivação, empenho, persistência etc., é de graça e isso a gente usar o quanto quiser.

Como aprender inglês sozinho?

Cada um tem uma fórmula! Portanto, o que funcionou comigo, pode não funcionar com você. Logo, você terá de descobrir o seu jeito para estudar. No entanto, algumas coisas posso dizer. Então, continue lendo!

» Saiba por onde começar: tenha objetivos

Tenha o hábito de estabelecer objetivos diários e semanais em relação ao aprendizado de inglês. Seu objetivo é aprender inglês e não passar a maior parte do tempo procurando saber como aprender.

Portanto, nada de enrolação! Acredito que a dica “Por Onde Começar os Estudos de Inglês?” ajudará você a estabelecer alguns objetivos.

» Invista em Livros

Aprender Inglês SozinhoTudo bem que a internet tem tudo o que você precisa e nem precisa pagar. Mas, nada substitui o valor de um livro que você possa seguir.

Comece com alguns livros que servirão de guia (base). Leia a dica Livros de Inglês Básico Para Estudar Sozinho e conheça alguns livros que recomendo. Conforme você for melhorando, invista em materiais  mais avançados e específicos: gramática, vocabulário, phrasal verbs, expressões idiomáticas, gírias, pronúncia, coursebooks, literatura etc. Tudo isso foi feito gradualmente e não da noite para o dia.

Não saia salvando tudo o que achar pela internet. Cuidado! Leia o texto “Quer Aprender Inglês!? Não seja um acumulador!” para entender melhor essa ideia.

» As 4 Habilidades

Quando eu comecei, não fazia ideia sobre essa coisa de habilidades comunicativas. Confesso que ao aprender sobre elas, eu percebi que poderia ter feitos muitas coisas de modo diferente. Então, para te ajudar leia “Qual das 4 Habilidades é o Seu Alvo?“.

A ideia é que você foque no desenvolvimento das 4 habilidades. Você pode até preferir uma a outra; mas tem de trabalhar as 4. Para ajudar ainda mais, leia a dica Como Manter a Fluência em Inglês e conheça alguns sites que poderão ajudar você em relação a cada uma delas.

» Vocabulário, Gramática e Pronúncia

Além das quatro habilidades, você terá de se preocupar com esses três itens: gramática, vocabulário e pronúncia. Para ajudar, leia os textos indicados abaixo:

» Aprender Inglês Sem Gramática
» Aprender a Gramática do Inglês
» Como Melhorar o Vocabulário em Inglês
» Como Aumentar o Vocabulário em Inglês
» Aprender a Pronúncia do Inglês
» Como Aprender a Pronúncia das Palavras em Inglês

» Desenvolva Suas Estratégias 

Vale repetir aqui que o que dá certo para uma pessoa pode não dar certo para outra. Cada pessoa tem um estilo diferente. No entanto, às vezes algumas ideias podem ser aproveitadas. Aqui no Inglês na Ponta da Língua eu já dei várias ideias. Para lê-las, clique nos links abaixo:

» Como eu me tornei fluente em inglês?
» Arranjar Tempo Estudar em Inglês
» Como Pensar em Inglês?
» Como Desenvolver o Hábito de Estudar Inglês?
» O que significa se envolver com o Inglês?
» Como Aprender Inglês em 1 Ano?
» Dicas Para Aprender Inglês Mais Rápido

» Melhore Cada Vez Mais

A dica é: nivele-se sempre por alto e faça de tudo para ir além das suas expectativas.

Todos aqueles que aprenderam inglês sozinhos e se destacaram com o que aprenderam, continuam melhorando até hoje. Melhorar cada vez é nossa maneira de continuar a aprender inglês sozinho. Afinal, aprender inglês é uma atividade constante. Leia sobre isso no texto Aprender Inglês é Para Sempre.

» Nunca Desista!

Essa última dica fala por si só!

Espero que tenha gostado das dicas! Leia cada texto indicado com atenção e tome uma atitude. Tenho certeza que após ler cada uma delas, você tomará algumas atitudes sérias sobre essa questão de aprender inglês.

Entenda que o segredo é você e não uma fórmula miraculosa! Mexa-se!

Rádios Para Ouvir em Inglês

No texto Ouvir Rádios Para Melhorar o Inglês, falei sobre a importância e as vantagens de ouvir rádios em inglês para desenvolver as suas habilidades de listening. A ideia é manter-se envolvido com o inglês e assim continuar desenvolvendo a fluência. A única coisa que não listei no texto foi quais são as rádios para ouvir em inglês que eu recomendo.

Não recomendei nenhuma por acreditar que cada pessoa – estudante ou professor de inglês – deve procurar algo que agrade a si mesmo. Minhas preferências e gostos podem não são as mesmas para todo mundo. Felizmente, há inúmeras rádios para ouvir inglês online. Portanto, é só escolher uma e seguir ouvindo. Acredite, eu tive de garimpar um pouco para escolher as minhas favoritas.

Mas, antes de apresentar minha pequena lista, vamos aprender como acessar rádios para ouvir em inglês.

Como ouvir rádios em inglês?

TuneIn e iHeartRadioEu uso alguns aplicativos para facilitar a vida. Um deles é o TuneIn, aplicativo gratuito  disponível na AppStore e na Google Play. Você não tem um desses celulares modernos? Tudo bem! Você pode ouvir as rádios do TuneIn em seu computador (via Chrome, Safari, Firefox, Explorer, Opera etc.).

O aplicativo (ou o site) funciona de modo muito simples. Ao acessá-lo você poderá pesquisar rádios por lugar. Ou seja, escolher as rádios pelo país que deseja. Logo, se você está mais interessado no inglês sul-africano, opte por África do Sul. Caso tenha vontade de praticar o inglês neozelandês, então é só escolher Nova Zelândia. Quer o inglês galês? Então, a opção sera País de Galês. Deu para entender, né?

Outro aplicativo que uso é o iHeartRadio (somente para iPhone). Esse aplicativo só está disponível para quem mora no Estados Unidos. Portanto, se você lê essas dicas diretamente dos States, baixe o aplicativo na AppStore, crie uma conta e você terá acesso às principais rádios do país.

Qual rádio escolher?

Rádios para Ouvir em InglêsComo eu disse antes, a escolha é sua. Você terá de garimpar um pouco para escolher as suas favoritas. Não é algo simples. Mas, o importante é não desistir.

Uma coisa legal do dois aplicativos é que você pode pesquisar as rádios por gêneros. Ou seja, se você prefere ouvir uma rádio com músicas pops, programação voltada para a galera das baladas,  fofocas sobre as celebridades etc., escolha uma rádio pop (Top 40 & Pop). Se você gosta de esportes, opte por uma rádio que aborde o tema esportes (Sports). Caso você esteja mais para noticiários e discussões sobre assuntos gerais, ouça uma rádio de notícias (News & Talk) ou debates (Debates).

Dica: explore os aplicativos (ou sites) e você descobrirá muita coisa interessante.

Minha lista de rádios para ouvir inglês

Repito aqui que a escolha será de acordo com seus gostos e interesses: Inglês australiano ou inglês canadense? Músicas e fofocas ou notícias e discussões sobre temas da atualidade? Reggae, jazz ou rock? Enfim, a escolha é sua. As minhas favoritas são as que seguem abaixo:

  • Fox News Radio,  uma das rádios de notícias mais ouvidas nos Estados Unidos (via computador ou aplicativo próprio);
  • Power 96.5, uma rádio pop de Springfield, Missouri, EUA (via TuneIn, aplicativo ou computador);
  • KFI AM640, considerada a rádio mais ouvida dos EUA; ela é da Califórnia (Los Angeles e Orange County) e os programas que mais ouço são o do Tim Conway Jr (humor, bate papo etc.) e o do Bill Handel (jurídico) (via iHeartRadio);
  • KTU 103.5uma das rádios pop mais ouvida na cidade de Nova Iorque (via iHeartRadio);
  • KFBK FM & AM, rádio de debates e notícias da cidade de Sacramento, Califórnia. Nessa eu sintonizo apenas para ouvir o programa do Rush Limbaugh, o radialista mais famoso dos EUA.

Você já deve ter percebido que eu estou mais ligado no inglês americano. Bom, essa é a variante do inglês que mais foco! Contudo, saiba que vez ou outra eu também ouço rádios do Reino Unido. Nesse caso eu ouço a BBC Radio, a LBC, a Capital FM (rádio pop), a Absolute Radio Classic Rock (para os fãs de rock clássico). Todas essas rádios, você pode encontrar no site Internet Radio UK. Algumas possuem aplicativos próprios e/ou podem ser ouvidas via TuneIn ou navegador de seu computador.

Conclusão

Rádios para ouvir em inglês são várias. Você terá de tirar um tempinho para escolher aquela que mais o atrai. Além disso, você terá ainda de escolher os programas que deseja ouvir. Minhas escolhas não foram feitas da noite para o dia. Levei um tempo para achar as que escuto com frequência.

Usei a internet para descobrir alguns programas interessantes e como ouvi-los. Conversei com alguns amigos e amigas que me deram algumas sugestões. Nem todas foram aproveitadas; mas, serviram de ponto de partida.

Espero que você encontre suas rádios para ouvir em inglês. Afinal, as vantagens são inúmeras. No começo, você poderá se sentir perdido. Mas, com o tempo se acostumará com essa coisa de ouvir rádios em inglês. Tudo é uma questão de paciência e persistência. Good luck!

O que significa se envolver com o inglês?

Muitas vezes recebo emails de pessoas querendo saber o que elas devem fazer para aprender inglês ou como elas podem ficar fluentes em inglês. Eu sempre respondo que o ideal  é se envolver com o inglês. Isso não é, claro, incentivo para as pessoas se envolverem com um cidadão inglês. Então, o que realmente significa se envolver com o inglês?

Para ficar tudo bem explicado, vamos dividir essa pergunta em duas. Assim, a gente vai se entender melhor!

1. Por que se envolver com o inglês?

Digamos que você esteja apaixonado(a) por alguém. O que você faz? Certamente fará de tudo para se envolver cada vez mais com a pessoa. Você vai acordar e dormir pensando naquela pessoa. Vai querer ouvi-la o máximo que puder. Vai querer vê-la sempre que puder. Vai querer tê-la por perto o tempo todo.

Se Envolver com o InglêsImagine sua relação de aprendizado da língua inglesa como se fosse uma relação com a pessoa pela qual você nutre aquela paixão. Ou seja, você tem de se envolver com a língua para poder aprender sobre ela cada vez mais.  Quanto mais você se envolver, mais aprenderá, mais saberá, mas se sentirá à vontade.

Não se esqueça que o processo de conquista é lento. Não acontece da noite para o dia. Que bom seria se aprendêssemos tudo sobre o grande amor de nossa vida em apenas um dia! Infelizmente, não é assim! Você tem os primeiros contatos com a pessoa. Sente-se meio desajeitado. Com o tempo vai se empolgando. Começa a se soltar um pouco aqui e outro ali. Poderá se decepcionar em alguns momentos. Ficará com raiva em outros. Mas, se você realmente gosta, fará de tudo para continuar envolvido com ela.

Enfim, com essa coisa de aprender inglês – ser fluente em inglês – é a mesma coisa. Para conhecer melhor e manter um excelente relacionamento, você tem de se envolver com a língua o máximo que puder.

2. Como ser envolver com inglês?

Assim como na conquista amorosa, você também precisa ter atitude para aprender inglês. Não tem essa de conto de fadas! Em outras palavras, não adianta estar apaixonado pela Angelina Jolie ou o Brad Pitt e esperar que eles apareçam em sua casa implorando para você ficar com ela (ou ele). Você tem de correr atrás.

Como se envolver com inglês?O bom é que com a língua inglesa, essa coisa de se envolver é mais fácil. Afinal, a língua não vai rejeitar você. Ela não vai dar um fora (um toco) em você. Portanto, cabe a você, fazer a diferença! Como?

Seguem algumas dicas!

DICA I » Você já pensou em configurar seus eletrônicos em inglês? Que tal configurar o seu smartphone, tablet, aparelho de TV, notebook, computador etc., em inglês? A desculpa de muita gente é: “Ah! Se eu fizer isso, não vou entender nada!“. A minha resposta é: “Se não fizer, vai continuar sem entender!

DICA II » Você já pensou em ter um diário (um caderno mesmo) no qual você descreve como foi seu dia em inglês? Isso mesmo! Fazer curtas redações sobre seu dia, ajuda a melhorar na escrita, no vocabulário, na gramática e outras coisas da língua inglesa. A desculpa de muitos é, “Mas, tem coisas que eu não vou saber como escrever!“. A minha resposta é: “Essa é a sua chance de descobrir o que ainda não sabe e então se esforçar para aprender“. [Leia também » Dicas Para Melhorar a Escrita em Inglês]

DICA III » Que tal pensar em inglês? Sim! Você já experimentou pensar em inglês? Leia a dica “Como Pensar em Inglês?” e entenda melhor isso. Muito dizem, “Mas, para eu pensar em inglês, eu tenho de nascer em um país onde se fala inglês!“. Minha resposta: “Ok! Então, na próxima encarnação vamos torcer para você nascer em um!“.

DICA IV » Bata papo com seu (sua) amigo (a) em inglês? Você não tem amigo (a) com quem falar? Claro que tem! Sabe aquele(a) amigo(a) interno que fica dentro da sua cabeça dando umas ideias loucas ao longo do seu dia a dia? Então, fale inglês com ele(a)! Na dica “Como eu me tornei fluente em inglês?” falo mais sobre isso. Tem gente que diz, “Mas, vão achar que eu sou doido!“. Eu respondo: “E quem disse que aprender outra língua é coisa de gente normal!“.

DICA V » Ouça inglês sempre que puder. Encontre algumas ideias em “Dicas para Melhorar o Listening“.  A desculpa da maioria é, “Mas, o que fazer se eu não entendo tudo?“. Minha resposta: “Você também não entendia português quando nasceu e hoje entende quase tudo!“.

DICA VI » Estude inglês o tempo todo! Na dica “Arranjar Tempo Para Estudar Inglês“, você encontra umas ideias para aproveitar o tempo ocioso para se envolver com o inglês. A reclamação da turma aqui é: “Mas, eu não tenho tempo para estudar!“. Minha resposta: “Enquanto você perde tempo procurando por um milagre, poderia estar estudando!

As dicas acima já servem como guia para você saber como se envolver com o inglês. A ideia é que você faça com que a língua inglesa esteja sempre presente no seu dia a dia. Claro que nem sempre isso será possível; mas, como um pouco de mudanças de hábitos e força de vontade isso será possível. Enfim, tudo depende de você. [Leia também: Como Desenvolver o Hábito de Estudar Inglês]

Para encerrar, uma outra pergunta que me fazem quando falo sobre isso é a seguinte: “Se eu seguir essas dias vou ficar fluente em um ano?“. Minha resposta: “Se você seguir essas dicas, garanto que em um ano você estará muito melhor do que está hoje. Lembre-se: fluência em uma língua não é um ponto que se atinge em determinado momento. Fluência em uma língua é algo que se desenvolve por meio dos estudos e conforme nos envolvemos cada vez mais e mais com a língua“.

Até a próxima!

Como Desenvolver o Hábito de Estudar Inglês

Para aprender inglês você precisa criar o hábito de estudar inglês. Ninguém aprende de forma milagrosa! É preciso praticar e se envolver com a língua dia após dia para assim aprender algo novo e melhorar constantemente. O problema é que muita gente não sabe como desenvolver o hábito de estudar inglês. Assim, seguem abaixo algumas dicas.

1. Esteja Determinado

Determinação – também conhecida como força de vontade – é o principal ingrediente para você alcançar os resultados que deseja na vida. Claro que muita coisa poderá acontecer no meio do caminho, mas o mantra é “Never give up!” (Nunca desista!). Se você se mantiver determinado, certamente vencerá a grande maioria dos obstáculos que surgirão pela frente. Tome uma decisão firme e mantenha-se nela.

» Leia também: Como Aprender Inglês em 1 Ano e Por Onde Começar os Estudos de Inglês?

2. Não Permita Exceções

Como-Desenvolver-o-Habito-de-Estudar-InglesOs especialistas dizem que são necessários 20 dias seguidos para que uma nova rotina se torne um hábito. Muitos também dizem que 30 minutos por dia ao longo de 20 dias ajuda o cérebro a fixar o novo hábito. Mas, o importante é lembrar que as exceções não podem acontecer. Se você estiver determinado a estudar inglês e aprender de verdade, tenha como objetivo estudar inglês 30 minutos por dia todos os dias. Com o tempo você perceberá que estará passando mais de 30 minutos estudando. Isso significará que o hábito está criando raízes. Todavia, caso você abra uma exceção de modo voluntário, o cérebro acreditará que essas exceções podem ocorrer com mais frequência. Com o tempo você perderá a motivação e logo estará desanimado achando que é impossível aprender inglês.

» Leia também: Como Arranjar Tempo Para Aprender Inglês?

3. Conte para Alguém

Contar para alguém o que você pretende fazer ajuda a manter aquela força de vontade em alta. Um amigo poderá perguntar como você está se saindo. Uma amiga poderá te dar algumas dicas. Um primo poderá indicar um livro para ajudar você em sua caminhada. Não se esconda! Conte para alguém e conte com a ajuda dos que acreditam em você!

» Leia também: Livros de Inglês Básico Para Estudar SozinhoLivros de Inglês: Gramáticas e Aprender Inglês Online: Dicas e Sites

4. Enxergue-se Falando Inglês

Você dirá que isso é loucura; no entanto, garanto a você que isso ajuda a manter as esperanças e as expectativas. Quando eu meti na cabeça que queria aprender inglês e passei a estudar com afinco e determinação. Mesmo no começo eu ficava me imaginando um dia falando inglês com um inglês, um americano, um australiano, etc. Eu imaginava até mesmo algumas coisas que poderia dizer. Também me imaginava fazendo uma apresentação pública (um discurso) em inglês. Confesso a você que isso me manteve nos trilhos; afinal, eu visualizava onde desejava chegar. Portanto, não tenho medo de se imaginar falando inglês! Isso ajudará você a cultivar e fortalecer o hábito de estudar inglês cada vez mais.

» Leia também: Como Eu Me Tornei Fluente em Inglês e Como Pensar em Inglês?

5. Crie uma Afirmação Positiva

Muita gente acha isso uma bobagem. Contudo, ter uma frase positiva que você repete dia após dia faz com que seu cérebro mantenha o foco no objetivo. Isso, claro, fortalece o desenvolvimento do hábito. A frase pode ser algo simples como “Vou estudar inglês 30 minutos todos os dias e vou sempre aprender algo novo custe o que custar“. Esse pode ser seu lema. Repita-o diariamente e não abra espaço para as exceções.

6. Persista

Não desista! Você encontrará algumas dificuldades. A maioria das dificuldades serão criadas por você mesmo. “Eu não consigo!“, “é muito chato!“, “é muito difícil!“, “não tenho tempo!“, “não consigo!“, “não entendo!” e frases similares surgirão como verdades absolutas. Cuidado! Quando isso acontecer, pare, respire fundo, pense, repense e persista! Continue firme! Siga em frente! Os especialistas dizem que quando começamos a sentir o desejo de jogar tudo para o ar é na verdade o momento que o hábito está querendo se fixar. O problema é que nosso cérebro procura desculpas para desistir. Assim, cabe a você persistir.

» Leia também: 10 Dicas Para Aprender Inglês Mais Rápido

7. Premie-se

Depois que o hábito de estudar inglês se tornar realmente um hábito, você poderá se dar um prêmio. Pode ser uma barra de chocolate, um novo livro, ir para a balada, deitar em uma rede e relaxar ao som de sua música favorita, dar uma volta no shopping e comprar algo simples que servirá como lembrança de sua conquista. Enfim, premie-se! O legal é você se premiar a cada período de tempo. Ou seja, se você mantiver o ciclo de 20 dias ininterruptos, poderá se dar um prêmio a cada vinte dias de estudo. Nós adoramos receber prêmios; portanto, premie-se e veja como seu cérebro ficará feliz com a conquista. Você ganhará conhecimento e de quebra leva uma lembrancinha por sua conquista. Isso mostrará a você que você é capaz!

Essa dicas foram adaptadas do texto Seven Steps to Developing a New Habit, publicado originalmente no blog do autor motivacional Brian Tracy. Espero que as dicas ajudem você a tomar uma decisão firme e a desenvolver o hábito de estudar/aprender inglês em 2015 e nos anos que virão pela frente. Muito aprendizado para você. Até a próxima!

Como Passar no TOEFL ou IELTS?

Nos últimos anos, os exames de proficiência ter conquistado muita fama no Brasil. TOEFL, IELTS, FCE, CAE e CPE se tornaram siglas comuns na cabeça de muitos estudantes de inglês. Mas, TOEFL e IELTS são as mais frequentes. Por causa dessa fama, muita gente passou a se perguntar como passar no TOEFL ou IELTS. Então, vamos falar sobre isso!

Se você ainda não sabe muito sobre esses dois exames, recomendo que leia a dica “Qual a Diferença entre TOEFL e IELTS?”. Caso você já saiba quais são as diferenças, então continue lendo.

A Fórmula Mágica Para Passar

Infelizmente, essa fórmula mágica para passar não existe. Se você chegou até aqui esperando encontrar uma dica milagrosa, sinto muito decepcioná-lo. Essa fórmula ainda não foi inventada. Portanto, você terá de ser paciente e seguir as dicas abaixo.

Conheça o Exame

Como passar no TOEFL ou IELTSA principal dica para quem quer saber como passar no TOEFL ou IELTS é conhecer o exame.

Isso significa entrar no site oficial do exame, baixar as provas que eles disponibilizam e entender como cada parte do exame funciona.

Aprenda o que deve ser feito em cada parte. Entenda o que cada enunciado diz. Leia atentamente as orientações dadas pelos organizadores e avaliadores. Enfim, dedique tempo para analisar cada parte do exame cuidadosamente.

Enfim, conheça o “inimigo” para poder combatê-lo com maestria.

Faça Simulados

É possível comprar (ou baixar em sites – pesquise no Google) provas oficiais aplicadas em anos anteriores. Investir nesse tipo de material é extremamente válido. Pois você poderá usar as provas oficiais (ou baseadas nelas) para fazer simulados.

A ideia de fazer simulados ajudar a vencer um pouco a ansiedade. Mas, para dar certo é preciso fazer os simulados como se fossem exames reais. Quanto mais realista e controlado for o simulado, melhor.

Fique de olho no tempo

Ao fazer a análise das partes da prova, aprenda quanto tempo você tem para cada parte. Assim, na hora que você decidir fazer os simulados, deverá aplicar o mesmo tempo dado na prova oficial.

Uma dica que sempre dou para quem se prepara para esses exames é reduzir o tempo ao fazer os simulados. Como assim?

Se o tempo oficial para uma parte da prova é de 90 minutos, então no simulado faça aquela mesma parte em 80 minutos. Fazer isso, dá a você uns minutinhos de sobra para rever a prova e dedicar um tempinho para as questões que teve dúvidas. Isso também faz com que você se acostume com a pressão de raciocinar mais rápido. O cérebro agradece o exercício!

Em minha opinião, essas três dicas – conhecer o exame, fazer simulados e observar o tempo – são as que fazem uma grande diferença para quem deseja ter um bom desempenho em exames de proficiência.

Outras dicas são velhas conhecidas de todos. Eu nem precisaria escrever sobre elas, mas escreverei apenas para reforçar os pontos.

Envolva-se com a Língua

Como você bem sabe, hoje em dia é possível encontrar de tudo na internet: sites de revistas e jornais, vídeos de noticiários no Youtube, material de áudio para download, blogs, fóruns e grupos de pessoas que estudam inglês e trocam informações umas com as outras. Tem sites com dicas de gramática e vocabulário, atividades para baixar gratuitamente, testes de listening, testes de reading e muito mais.

Para não deixar essa parte muito extensa, seguem abaixo algumas dicas já publicadas aqui no Inglês na Ponta da Língua sobre essa coisa de se envolver com a língua inglesa:

» Como eu me tornei fluente em inglês?
» Atividade para Desenvolver a Fluência
» Como manter a fluência em inglês?
» Dicas Para Aprender Inglês Mais Rápido
» Dicas Para Melhorar a Escrita em Inglês
» Dicas Para Melhorar o Listening em Inglês

Organize-se

Ok! A internet possui inúmeros recursos. A vontade que dá é a de sair baixando tudo que encontramos, não é mesmo? Cuidado! Não seja um acumulador! Organize-se! [Leia: Quer Aprender Inglês? Não Seja um Acumulador!]

Se você seguir a dica sobre conhecer o exame, poderá organizar e adquirir seu material de estudos de acordo com o que é pedido no exame. Por falar em adquirir material de estudos, saiba que há livros e sites que dão dicas e atividades para você praticar e aprender mais sobre cada exame. [Leia: Livros Preparatórios para o TOEFL]

Conhecer o exame, saber como ele funciona e investir em um material preparatório ajudará você manter-se organizado com muito mais facilidade. Depois é só manter o foco e a disciplina nos estudos.

Gramática: o que estudar?

Qual o conteúdo gramatical a ser estudado? Que gramática cai nesses exames?

Bom, sobre gramática cai de tudo. Infelizmente, não tem como dizer o que cai e o que não cai.

Você vai fazer um exame de proficiência em inglês. Portanto, espera-se que você esteja preparado para tudo. Claro que você não sabe tudo (nem eu sei!); logo, a solução é estudar um pouco de tudo e de tudo um pouco. Aqui a ideia de envolver-se com a língua ajuda bastante.

Mas, lembre-se que não é preciso ser um expert em gramática normativa (entender dos tecnicismos linguísticos). O que você precisa aprender é como a gramática ocorre naturalmente em textos falados e escritos e assim saber interpretar corretamente o que lê e ouve.

Conclusão

Como você pode ver, para passar no TOEFL ou IELTS é preciso se dedicar. Essa dedicação não se refere apenas apenas ao estudo de inglês; mas também ao estudo do exame, ou seja, saber como cada exame funciona. O maior desafio é vencer a ansiedade e a apreensão e fazer a prova com calma. Para isso, quanto mais preparado você estiver melhor. Espero que as dicas acima sejam úteis em sua preparação.

Até a próxima! 😉

10 Piores Tipos de Estudantes de Inglês

Abaixo listo os 10 tipos de estudantes de inglês que há no Brasil. Eu espero que você não se identifique em nenhum deles. Caso isso aconteça, recomendo que reflita um pouco sobre suas atitudes como estudante de inglês e faça algo para mudar.

Eu sei que a lista poderia ser maior. Mas, acredito que os 10 tipos listados abaixo já são o suficiente para fazer muita gente pensar sobre como estão encarando essa coisa de aprender inglês. Vamos à lista!

1. O APRESSADO

apressado

Esse é aquele que acha que vai aprender inglês da noite para o dia. Ele vive em busca da fórmula milagrosa para aprender inglês em um passe de mágica. O apressado é o tipo preferido dos cursinhos de inglês mágicos (aprenda inglês em 3 meses) – seja os online ou físicos. Se ele encontrar um curso para aprender inglês em 30 horas, ele desembolsa a grana e nem questiona nada! O que ele quer é conhecer o segredo para ir dormir à noite e acordar no dia seguinte falando inglês. Aos apressados eu recomendo a leitura da dica Como Aprender Inglês em 1 Ano.

2. O PULA-PULA

pula-pula

O pula-pula vive pulando de um curso de inglês para outro. As razões para ele mudar são várias: status, o professor não presta, o cafezinho da escola não era bom, a recepcionista não sorria muito, o método não era bom, a estrutura da escola não era satisfatória, os colegas de classe eram chatos. Enfim, o pula-pula usará qualquer desculpa para continuar indo de uma escola para outra.

3. O GRAMÁTICO

grammar-guy

Esse fica atento aos erros gramaticais que os outros cometem. Quando ele pesca o erro de alguém, ele se realiza. Para ele o erro alheio é motivo de felicidade, prazer, gozo. O curioso é que o gramático nem sempre fala muita coisa na sala de aula. Sabe por quê? Porque ele erra também. Mas, para evitar o vexame, ele fica caladinho e só abre a boca depois de passar a frase dele pelo crivo gramatical mental dele mesmo. Enfim, a humildade dele (se é que tem alguma) fica sempre fora da sala de aula. Dica recomendada: Regras Gramaticais do Inglês: Ajudam ou Atrapalham.

4. O DICIONÁRIO AMBULANTE

dicionário ambulante

O passatempo favorito do dicionário ambulante é decorar palavras. Ele não faz outra coisa a não ser decorar listas e mais listas de palavras. Quando alguém quer dizer algo em inglês e faltam as palavras, o dicionário ambulante se enche de pompa e ajuda a pobre alma desesperada. O dilema do dicionário ambulante, no entanto, é que ele é incapaz de bater um papo em inglês. Embora ele tenha um excelente vocabulário, ele não consegue participar muito bem das atividades comunicativas. Dica Recomendada: Aprender Palavras em Inglês: Indo Além do Básico.

5. O ACUMULADOR

acumulador

Esse salva tudo quanto é site que encontra. Ele passa horas na internet procurando livros para download. Ele baixa de tudo: gramáticas, dicionários, atividades, programas, aplicativos para celular, sites para conversar com gringo, dicas, etc. Alguns acumuladores também se enchem de livros: dicionários, gramáticas, livros de expressões, phrasal verbs, gírias, palavrões, preposições e o que mais der para comprar (ou imprimir). Ele tem muita coisa, mas não usa quase nada. Afinal, para ele o importante é ter (dizer que tem!) materiais, já fazer uso é outra história. Dica para acumuladores: Quer aprender inglês!? Não seja um acumulador.

6. O SEM RUMO

sem-rumo

O sem rumo acha que sabe o que quer, mas vive perdido indo de um lado para outro. Ele não se organiza, não estabelece objetivos, não cria roteiros de estudos… Falando em roteiro de estudos, ele vive procurando um, mas quando encontra é incapaz de entender o que está sendo dito. Enfim, ele até sabe que quer chegar em algum lugar; só não sabe ainda bem qual é o local e como fará para chegar lá. Ele vive em busca de um como, mas ainda não sabe nem para onde vai. Dicas para o sem rumo: Por onde começar os estudos de inglês.

7. O FONETICISTA

foneticista

Sabe aquele seu colega que corrige a pronúncia de todo mundo? Ou aquele que evita falar inglês pois tem medo de pronunciar beach achando que é bitch? Esse é um foneticista. Ele é tão fissurado em pronúncia que tem prazer em esculachar a pronúncia errada dos outros. O negócio dele é falar inglês como um americano ou um britânico. Para ele todo mundo tem de ser um falante nativo, do contrário é melhor nem abrir a boca. Quando ele pega um erro de pronúncia, entonação, ritmo no inglês de alguém, ele sente um tesão inexplicável. Pois é onde ele se realiza. A dica que recomendo para o foneticista é a leitura da dica Pronúncia x Sotaque: qual a diferença.

8. O DESESPERADO

desesperado

Esse é aquele foi chamado para uma entrevista de emprego na semana que vem e precisa aprender inglês ontem. O desesperado costuma achar que professor de inglês é alquimista, bruxo, macumbeiro, deus, etc. Pois, ele só vai atrás de aprender inglês quando não dá mais tempo. Aí o desespero bate e ele vai atrás de qualquer coisa que o ajude a aprender em um estalar de dedos. O desesperado é também aquele sujeito que vai fazer uma prova de mestrado/doutorado daqui três meses. Ou que daqui duas semanas viajará a trabalho para algum lugar onde o inglês é falado. Ou aquele que vai fazer uma prova de proficiência para conseguir uma bolsa de estudos no Ciência sem Fronteiras. Enfim, o desesperado é quase um apressado. A diferença é que o desesperado precisa aprender ainda mais rápido do contrário ele está perdido na vida.

9. O ESQUECIDO

esquecido

Eu estudo, estudo, mas esqueço tudo.” Essa é fala principal do esquecido. Não tem jeito! Ele sempre esquecerá aquilo que estuda ou que foi explicado. É como se a memória dele apagasse tudo o que estuda em inglês. O que o esquecido não percebe é que ele só estuda inglês por causa de motivos externos. Não é algo que ele quer, mas sim que os outros querem. Assim, como ele não estuda por interesse próprio, o cérebro não retém as informações. Isso faz com ele esqueça mesmo tudo.

10. O DESCRENTE

descrente

O descrente tem umas frases interessantes: “Eu nunca vou aprender essa língua“, “Eu estudo inglês há anos, mas não aprendo nada“, “Eu já tentei de tudo e continuo aqui tentando“. Devido a sua coragem em continuar, o descrente merece nosso respeito e admiração. Ele é um exemplo do brasileiro que não desiste nunca. Embora mereça nosso respeito, temos de ter medo dele. Pois, ele entra na guerra já achando que vai perder. Quando o descrente decide recomeçar os estudos de inglês, ele não está dando uma chance a ele mesmo, ele está dando uma chance à nova professora. Afinal, é essa profissional que deverá se virar para mostrar ao descrente que ele é capaz. O descrente deveria procurar um psicólogo antes de procurar uma teacher of English.

CONCLUSÃO

Estou aqui torcendo para você que leu até o final não seja nenhum dos tipos descritos acima. Se for, paciência! Eu acho que ainda tem conserto. Não se desespere. Pense nos contrários do que você leu acima e mude suas atitudes.

That’s all for today! Já escrevi demais para uma dica só! Então, é hora de colocar o ponto final.

Como Aumentar Vocabulário em Inglês

Todo estudante de inglês fez, faz e fará sempre a pergunta título deste artigo: como aumentar vocabulário em inglês? O objetivo de todos é encontrar meios para que o vocabulário aumente, melhore, cresça, desenvolve, etc. Portanto, sempre haverá uma busca por respostas a essa pergunta.

Nesta dica vou falar um pouco sobre como eu melhorei e ainda melhoro meu vocabulário em inglês. Vou falar o que eu fazia de errado e o que aprendi a fazer com o tempo. Algo que me ajudou muito e continua ajudando até os dias de hoje.

Listas de Palavras: bom ou ruim?

Quando eu comecei a estudar inglês, eu costumava fazer lista de palavras relacionadas a um tema específico. Em uma folha de caderno, eu escrevia o tema Things in a Bedroom, por exemplo, e então criava uma lista com todos os objetos que podiam fazer parte de um quarto: bed, mattress, wardrobe, nightstand, lamp, rug, set of drawers, etc.

Melhorar Vocabulário em Inglês: listasQuando eu cansei de fazer isso, comecei a fazer lista de palavras “estranhas”. Eu comecei a aprender palavras mais rebuscadas, formais e raras. Além disso, eu também me dedicava a aprender a dizer coisas que certamente outras pessoas não diriam. Foi assim que aprendi palavras como: aspergillum, fathom, nit, hinge, chad, etui, discombobulated e outras mais.

Por mais que eu fizesse listas, anotasse exemplos, soubesse o significado, etc., eu não sentia que isso ajudava no desenvolvimento da minha fluência em inglês. Eu não notava melhoras no meu inglês: speaking e listening. Eu sabia um monte de palavras, mas na hora de falar inglês com alguém aquelas palavras não serviam para nada.

Palavras como “nit”, “hinge”, “fathom” e outras são palavras que até hoje não tive muitas oportunidades para usá-las. Portanto, não me ajudaram muito a melhorar o meu inglês. Comecei então a perceber que decorar um monte de palavras não era o bastante para ser fluente em inglês. Você pode decorar a lista das 1000 palavras mais usadas em inglês; mas, se não souber usá-las, você certamente não se comunicará muito. Pior! Você nem conseguirá entender muito inglês.

» Leia também: Aprender 2000 Palavras em Inglês e a Fluência

Como aumentar vocabulário em inglês?

As listas não ajudavam muito, mas eu sempre sabia que vocabulário é essencial para falar e entender inglês. As perguntas eram:

  1. Como aumentar vocabulário em inglês e junto com isso aumentar o poder de uso das palavras que eu aprendia?
  2. Que palavras aprender?
  3. Como aprendê-las?
  4. Como realmente melhorar o vocabulário em inglês?

Inglês na Ponta da LínguaEm meus livros “Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário” e “Combinando Palavras em Inglês – seja fluente em inglês aprendendo collocations“, dou inúmeras dicas sobre isso.

A mais importante é a que orienta os estudantes a aprenderem a usar bem as palavras que já sabem. Isso é um grande problema para muita gente. As pessoas acham que aprender palavras refere-se apenas a aprender como escrevê-las, como pronunciá-as e o que elas significam em português. A grande verdade é que aprender palavras e, de quebra, aumentar vocabulário em inglês vai bem além dessa coisa básica.

» Leia também: Quantas palavras você precisa saber para falar inglês?

Desenvolvendo o vocabulário em inglês de modo criativo

O que aprendi com meus erros foi que o que devemos realmente aprender é como usar bem as palavras que já sabemos. Para deixar isso bem claro, vou usar o verbo know como exemplo.

Você sabe que know significa saber ou conhecer:

  • I know her. (Eu a conheço.)
  • I know a little bit about this. (Eu sei um pouquinho sobre isso.)
  • Do you know what this is? (Você sabe o que é isso?)
  • I don’t know. (Eu não sei.)
  • We don’t know what happened. (A gente não sabe o que aconteceu.)
  • How long have you known each other? (Há quanto tempo vocês se conhecem?)

I don't knowTodo mundo sempre para nisso. Aprendem como escrever a palavra – k-n-o-w. Aprendem a pronúncia: /noʊ/. Aprendem a gramática dela: knowing, knows, knew, known. Aprendem o significado: saber, conhecer. Mas, o interessante é que a palavra know possui usos que todos deveriam saber para não se complicarem ao encontrá-la no inglês falado do dia a dia.

  • You know what I mean? (Você está me entendendo? | Você me entende?)
  • You never know. (Nunca se sabe!)
  • Not that I know of! (Não que eu saiba!)
  • As far as I know (Até onde eu sei)
  • For all I know (Pelo que eu sei)
  • Knowing… (Conhecendo…)
  • All I know is that… (Tudo o que sei é que…)
  • get to know someone (conhecer alguém)
  • You don’t wanna know (Nem queira saber)
  • There’s no knowing how… (Não tem como saber como…)
  • God knows! (Deus é quem sabe!)
  • know someone by sight (conhecer alguém só de vista)
  • not know where to look (não saber onde enfiar a cara) [por estar envergonhado]

Curiosamente, know está na lista das 100 palavras mais usadas em inglês. Porém, ela não está na lista pelo simples fato de ser usada do modo simples e comum que todos aprendem. Ela está na lista devido às inúmeras expressões e combinações nas quais ela é usada.

» Leia também: Dicas para Melhorar o Vocabulário em Inglês

O segredo para aumentar vocabulário em inglês

Melhorar Vocabulário em InglêsPortanto, o segredo para aumentar vocabulário em inglês não está no fato de decorar várias palavras diferentes. Também não está no fato de você saber um monte de palavras esquisitas, raras, esdrúxulas.

O verdadeiro segredo para aumentar vocabulário em inglês está em aprender a usar bem as palavras que você já sabe.

A grande dica é a seguinte: aprenda como as palavras são usadas em vários contextos ou em expressões do dia a dia. Para isso, você poderá:

  1. Ler textos e diálogos em inglês
  2. Ouvir músicas (aprender a letra das músicas que gosta)
  3. Assistir a filmes
  4. Ler dicionários

Você se surpreenderá em como seu inglês vai melhorar a partir do momento que você aprender vocabulário dessa maneira diferente. Nos livros que citei acima, há ainda muito mais dicas sobre como aumentar vocabulário em inglês dessa maneira diferente.

Além dos livros, no curso Aprender Inglês Lexicalmente também são ensinadas várias maneiras para melhorar vocabulário em inglês levando em conta aquilo que você já sabe. Para mais informações e fazer sua inscrição, clique aqui.

That’s all for now, guys! Take care! 🙂

Como Aprender a Pronúncia das Palavras em Inglês?

Afinal, como aprender a pronúncia das palavras em inglês? Ou como aprender a pronunciar corretamente as palavras em inglês? Se você se faz essas perguntas, continue lendo para ler minha dica a respeito e assim ajudar você a aprender a pronúncia das palavras em inglês.

Uso de Dicionários

Houve uma época na qual os dicionários de inglês vinham com a pronúncia aportuguesada das palavras. Assim, a palavra “by” trazia ao seu lado a pronúncia escrita da seguinte maneira [bái]. O mesmo valia para “house” [ráus], “paper” [pêiper], “chair” [tchér], “book” [búq] e assim por diante.

Claro que alguns sons não tinham (e nem tem ainda) como serem aportuguesados. Palavras que possuíam o “th”, por exemplo, vinham com os sons de “f”, “s”, “z” ou “d”. Isso não retratava bem os sons do famoso “th” em inglês. O mesmo vale para os sons diferentes entre “beach” e “bitch”. Os dicionários então tiveram de mudar.

Com a chegada da teconologia, os dicionários (vendidos em livrarias) passaram a ser comercializados com os famosos CD-ROMs. Isso facilitou e muito a vida de quem estuda inglês. Pois, era só colocar o CD no computador, instalar o que tivesse de ser instalado e todo o conteúdo do dicionário, incluindo a pronúncia das palavras em inglês, estava à disposição sempre que desejasse.

Aprender a Pronúncia das Palavras em InglêsAlguns desses dicionários vinha (e ainda vem) com ferramentas que gravam a sua voz – o modo como você pronúncia a palavra – e comparam com a pronúncia do falante nativo no CD (que pode ser britânico e/ou americano). Alguns desses dicionários disponíveis no mercado são:

  • Longman Dicionário Escolar Inglês/Português – Português/Inglês (nível básico e pré-intermediário)
  • Dicionário Oxford Escolar Para Estudantes Brasileiros de Inglês (nível básico e pré-intermediário)
  • Password – English Dictionary For Speakers Of Portuguese (nível básico e pré-intermediário)
  • Collins Cobuild Advanced Dictionary of American English (nível intermediário e acima)
  • Oxford Advanced Learner’s Dictionary (nível intermediário e acima)
  • Longman Dictionary of Contemporary English (nível intermediário e acima)
  • Macmillan English Dictionary (nível intermediário e acima)

Dicionários Online

Caso você seja daqueles que não quer comprar um dicionário para tê-lo em casa e prefere usar a internet, o que fazer? Felizmente, há na web inúmeros recursos para estudantes de todos os níveis. Não tem como reclamar!

A grande maioria dos dicionários de inglês pode ser acessada gratuitamente na internet. Um exemplo é o Macmillan Dictionary Online. Ao acessá-lo você poderá digitar a palavra que deseja aprender, ler suas definições e usos e ouvir a pronúncia. Para isso basta clicar no ícone de áudio que está geralmente abaixo da palavra [veja a imagem abaixo].

Aprender a Pronúncia das Palavras em Inglês

O dicionário online da Macmillan é apenas um exemplo. Saiba que há ainda inúmeros outros.

Outro site que pode ajudar muito é o Howjsay. Ao acessá-lo você pode digitar uma palavra ou mesmo uma frase, esperar a página carregar e ouvir a pronúncia. Depois é só clicar sobre a palavra/frase e ouvir quantas vezes quiser. Sobre as frases, vale dizer que essas devem ser frases pequenas e comuns em inglês: “what’s up?“, “how can I help you?“, “can I call you back?“, “I’ll put you through“, “you’re kidding“, etc.

Canais no Youtube

Você pode ainda assistir aos inúmeros vídeos gratuitos disponíveis no Youtube que trazem dicas de pronúncia para todos os estudantes de inglês. Um dos canais que recomendo é o Rachel’s English. Vale a pena dedicar um tempinho para ouvir as dicas da Rachel e assim ir melhorando a sua pronúncia em inglês. [Leia mais sobre pronúncia na dica Aprender a Pronúncia do Inglês]

Alfabeto Fonético da Língua Inglesa

Pronúncia Básica do Inglês (ebook)Além disso tudo, você pode dedicar tempo para aprender o Alfabeto Fonético Internacional. Esse alfabeto é uma forma interessante de você visualizar como as palavras são pronunciadas. Concordo que os símbolos usados no tal alfabeto sejam estranhos e pareçam complicados; mas, saiba que com um pouco de prática e dedicação, você aprenderá cada um rapidinho.

Portanto, aprenda-o. Nada de ficar reclamando, achando que é difícil. Com o tempo você saberá como ele funciona e perceberá que aprender a pronúncia das palavras em inglês com ele é muito mais fácil. Você pode adquirir o ebook Pronúncia Básica do Inglês e aprender o alfabeto fonético da língua inglesa sem complicações. Saiba mais clicando na imagem ao lado.

Inglês Britânico ou Inglês Americano?

Calma aí! As dicas que dei acima são de inglês britânico ou inglês americano?

Se você está no nível básico ou intermediário e ainda perde tempo com esse tipo de pergunta, sinto informar que você talvez demorará muito tempo para aprender a pronúncia do inglês. Já escrevi aqui uma dica na qual eu afirmo que o importante é você aprender inglês. Depois que tiver um bom conhecimento da língua, faça um curso de pronúncia voltado para o inglês britânico, americano, australiano, canadense, sul-africano, etc. Você decide! Preocupar-se com isso no começo dos estudos é, de certa forma, uma grande perda de tempo. Aprenda inglês e só depois dedique-se a uma variante específica da língua.

Por fim, lembre-se: você não aprenderá a pronúncia das palavras em inglês da noite para o dia. Aliás, você não vai falar inglês como um americano de uma hora para outra (talvez isso nunca aconteça!). Algumas palavras podem ser fáceis, outras nem tanto. Mas, entenda que aprender a pronúncia da língua inglesa leva tempo, esforço e dedicação. Algumas pessoas podem aprender o som do “th” mais rápido que você; outras poderão levar anos ou mesmo nunca conseguir. Não desanime! Dedique-se! Fortaleça os pontos fortes e os pontos fracos melhorarão aos poucos ou nem serão percebidos quando você falar inglês com alguém.

Essas são as dicas que tenho para você que deseja aprender a pronúncia das palavras em inglês ou mesmo a pronúncia do inglês de modo geral. Até a próxima! 😉

O Cérebro e o Aprendizado de Palavras Vazias

No livro “Inglês na Ponta da Língua – Método Inovador Para Melhorar Seu Vocabulário” (pp. 49-60), um dos assuntos tratados é o aprendizado de “Palavras Vazias”. Você pode estranhar isso, mas continue lendo para entender que se trata de algo que tem tudo a ver com a aquisição natural de uma língua.

O que são palavras vazias?

De modo bem simplificado, palavras vazias são palavras que vistas isoladamente parecem não significar muita coisa. Uma maneira mais simples de entender o que são palavras vazias é falando sobre as palavras que possuem um significado direto.

Ao ouvir/ler a palavra “cachorro“, você é capaz de mentalmente visualizar a imagem de um “cachorro“. Portanto, podemos dizer que a palavra “cachorro” não é uma palavra vazia. Somos capazes de imaginar a que ela se refere. Mas, veja o caso da palavra “tomar“. O que significa “tomar“?

Alguém poderá dizer que “tomar” significa “beber”, mas quando vemos essa palavra em uso, notamos que seu significado não é tão preciso assim:

  • tomar água, tomar café, tomar cerveja
  • tomar um ônibus
  • tomar uma atitude
  • tomar um rumo na vida
  • tomar algo de alguém
  • tomar coragem
  • tomar uma paulada, tomar uma cacetada
  • tomar satisfação com alguém
  • tomar uma bronca, tomar uma surra

Palavras VaziasEm inglês, a ideia é a mesma. Palavras como “dog“, “house“, “table“, “drink“, “sit” e outras tantas são palavras que conseguimos visualizar uma imagem. Por outro lado, palavras como “of“, “from“, “to“, “for“, “just“, “only“, “all“, “as” e muitas outras são palavras que não conseguimos criar uma imagem. Essas palavras possuem vários usos e até mesmo significados. São, então, palavras vazias.

Como aprender as palavras vazias?

Visto que essas palavras vazias são “chatinhas”, como podemos aprendê-las? O que fazer para adquiri-las naturalmente? Para responder a essas perguntas, faça a atividade abaixo. Basta escolher a palavra que, de acordo com seu cérebro, melhor completa a frase:

Where are you ___?

a. of
b. from

Você certamente respondeu que a melhor palavra é “from“. Agora, responda-me o seguinte: por que você escolheu a palavra “from“? O que veio à sua cabeça para escolher essa palavra? Você pensou em uma regra? Você seguiu alguma lógica? Tente responder essas perguntas para si mesmo.

O cérebro e as palavras vazias

Eu acredito que você escolheu “from” pois naturalmente é a palavra que você acha ser a correta. Afinal, você aprendeu que para dizer “de onde você é?” em inglês o certo é “where are you from?“. Seu cérebro, desde que se deparou com essa frase pela primeira vez, a registrou da forma como ela é. Não foi necessário fazer a análise sintática da oração. Você – seu cérebro – simplesmente aprendeu o conjunto, o significado e o uso dessa expressão naturalmente.

Vários linguistas (mais precisamente neurolinguistas) afirmam que as palavras vazias são adquiridas naturalmente pelos falantes de uma língua ao longo da vida. De tanto ouvi-las sendo usadas em expressões e frases cotidianas o cérebro acaba registrando o bloco de palavras (chunk) de modo natural. As pessoas as adquirem naturalmente sem pensar em regras ou fazer a análise sintática de seus usos.

Para comprovar isso, complete as sentenças abaixo [use as palavras que seu cérebro manda de primeira]:

  • Eu sonhei ______ você noite passada. Foi muito estranho.
  • Depois do show, nós fomos ______ casa.
  • Isso foi feito ______ São Paulo.
  • Eu sonho ______ viajar ao redor do mundo um dia.
  • Eu acho que isso é feito ______ papel e cola.
  • Mas eu não vou fazer isso ______ jeito nenhum.

As palavras geralmente usadas são: com, para, em, em, de/com, de. Note que o cérebro automaticamente se encarregou de usar a palavra que melhor completa cada frase. Não foram regras gramaticais que serviram de base para completá-las.

Mas, e daí?

Afinal, onde quero chegar com isso?

Quando alguém, que estuda inglês, faz perguntas do tipo “quando usar to ou for?“, “quando usar from ou of?“, “qual o significado de get?“, “quando usar in, on, at?“, a resposta que mais deveria fazer sentido é essa sobre como o cérebro aprende/adquire essas palavras. Isto é, ele aprende/adquire-se naturalmente e não lendo listas e mais listas de explicações.

Em português, somos capazes de usar palavras vazias – de, com, para, tomar, ficar, etc. – naturalmente. Nós as entendemos quando lemos ou ouvimos algo. Nós as falamos sem para pensar se deve ser “de”, “com” ou “em” naquele momento. Conseguimos usá-las com naturalidade; pois, ao longo da vida sempre ouvimos coisas como “tomar uma atitude“, “ficar cansado“, “sonhar com alguém“, “sonhar em fazer algo“, “tomar uma decisão“, “ir de ônibus” e coisas assim.

Logo, ao aprender inglês, as pessoas deveriam ter em mente que palavras vazias como “get“, “all“, “as“, “have“, “like“, “from“, “of“, “to“, “for” e outras devem ser adquiridas naturalmente conforme se envolvem cada vez mais e mais com a língua inglesa. Ao invés de focar única e exclusivamente em quando usar “to” ou “for“, faz mais sentido para o cérebro aprender o bloco de palavras (chunk) no qual essas palavras vazias aparecem.

Mais Exemplos

Por exemplo, ao se deparar com a frase “It depends on the weather“, o estudante deve entender naturalmente (sem querer saber o porquê) que em inglês dizemos “depend on“, mas em português dizemos “depender de“. É diferente! Para deixar o cérebro mais ciente disso, o ideal é procurar por mais exemplos e anotá-los em um caderno:

  • Your grade will depend on your homework.
  • Elderly parents often depend on their adult children.
  • Their future depends on how well they do in these exams.
  • She began to sing as if her life depended on it.

Cérebro e as Palavras Vazias

Portanto, o cérebro precisa assimilar naturalmente que em inglês é “depend on” e não “depend of“.

De acordo com os linguistas e neurolinguistas, é muito mais fácil e prático entender que em inglês é “depend on” e pronto. Tentar entender o(s) porquê(s) pode acabar atrapalhando e causando desistências. Além de aprender que é daquele jeito, vale à pena também procurar por mais exemplos e adquirir o usos dessas dessas de modo natural.

Outro exemplo está em “from now on“, cujo significado é “de agora em diante“. Já tive alunos que queriam saber se poderiam dizer “of now on” ou “from now in“. Quando eu dizia a eles que não podiam, pois em inglês o mais comum e natural é “from now on“, eu os ouvia dizendo “Mas, por quê? Como assim? Que frescura!

O que temos de entender é a língua inglesa é assim. E a língua portuguesa é diferente. Ambas possuem palavras vazias. O cérebro as adquire naturalmente conforme o envolvimento com a língua vai aumentando. Em português, aprendemos quando criança. Foi uma aquisição natural. Em inglês, a aquisição pode ser natural também. Claro que o processo é um tanto quanto diferente, mas o modo central é praticamente o mesmo: ouvir/ler algo assimilar o significado e o uso, repetir, reencontrar e seguir a caminhada de modo mais suave.

Conclusão

Assim, como você (seu cérebro) sabe que o correto (natural) é dizer “Where are you from?“, deve-se também aprender as demais expressões (sentenças fixas e semi-fixas), blocos (chunks), combinações (collocations), polywords, etc., com palavras vazias de modo natural. Procurar entender o porquê de ser assim e não assado poderá mais atrapalhar do que ajudar.

O cérebro aprende essas palavras vazias de modo natural de tanto encontrá-las em textos e conversas. Elas, em conjunto com as outras palavras, são registradas no cérebro do modo como são. Quando passamos a fazer isso sem nos preocuparmos com os inúmeros porquês, a fluência em inglês começará a se desenvolver com muito mais naturalidade. Não é da noite para o dia; mas, certamente acontecerá.

BIBLIOGRAFIA (apenas autor e obra)

  • Lewis, Michael. Teaching Collocations – further developments in the Lexical Approach.
  • Lightbown, Patsy e Spada, Nina. How Languages Are Learned.
  • Lima, Denilso de. Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário.
  • Oliveira, Rui de. Neurolinguística e o Aprendizado da Linguagem.
  • Schmitt, Norbert. e McCarthy, Michael. Vocabulary: Description, Acquisition and Pedagogy.
  • Thornbury, Scott. Uncovering Grammar.
  • Thornbury, Scott. Beyond the Sentence: introducing discourse analysis.
  • Ullman, Michael. Contributions of Memory Circuits to Language: the declarative/procedural model.
  • Ullman, Michael. The Neural basis of Lexicon and Grammar in First and Second Language: the declarative/procedural model.
  • Ullman, Michael. A Cognitive Neuroscience Perspective on Second Language Acquisition: the declarative/procedural model

Gírias em Inglês: aprender ou não?

Com certa frequência, recebo pedidos de pessoas que querem que eu fale sobre gírias em inglês. O desejo dessas pessoas é que eu faça uma lista das gírias mais usadas no dia a dia da língua inglesa. Mas, será que aprender gírias em inglês é realmente algo que vale à pena? Até que ponto aprender e usar gírias é realmente válido? Nesta dica vou falar sobre isso e ajudar você a entender melhor este assunto.

Aprender Gírias em Inglês: sim ou não?

Diante dos inúmeros pedidos, eu poderia fazer aqui uma lista de gírias sem problema algum. Afinal, é só compilar o material e publicar. Mas, como profissional de ensino de inglês, eu devo dizer que aprender gírias em inglês – ou em qualquer outra língua – pode ser, e geralmente é, algo bem complicado. Afinal, as gírias devem ser sempre usadas com cuidado e moderação. Vejamos isso!

Em português, conheço inúmeras gírias: verme (pessoa imprestável), bundão (pessoa medrosa ou pessoa idiota), chapado (bêbado, drogado), magrela (bicicleta), gororoba (comida ruim), miar (dar errado), paia (mentira, conversa fiada), papo reto (conversa direta e sem meios termos). Mas eu e inúmeras outras pessoas que conheço não usamos essas gírias no nosso dia a dia.

Ao dar uma palestra, eu não falo algo como: “aí, cambada, papo reto com vocês sobre essa parada aqui“. Isso não soará muito bem no ambiente. Pois, não se espera que um palestrante fale dessa maneira.Portanto, muitas vezes as gírias não são bem vindas.

Gírias em InglêsPor outro lado, ao falar com meus familiares e amigos, posso usar algumas gírias. Assim, posso dizer a um amigo algo como “a parada lá miou!“. Meu amigo e eu compartilhamos o assunto, sabemos do que se trata; logo, compreendemos o que está sendo dito. Claro que há gírias que não usarei com todos os meus amigos e familiares. Algumas são restritas a um grupo de amigos específicos.

Como você pode ver, o uso de gírias em português é algo que exige cuidado e bom-senso. Esse cuidado e bom-senso, nós adquirimos ao longo da vida. Como falantes da língua portuguesa e também conhecedores de nossa cultura, nós sabemos quando é apropriado usar gírias ou não. Para isso, levamos em conta o ambiente (local), o grupo de pessoas com o qual falamos, o fato da gíria ser conhecida para aquele grupo e coisas assim. Esse conhecimento nós adquirimos naturalmente e sabemos a hora certa de usar ou não.

Falando sobre Appropriateness

Em Linguística, esse conhecimento natural é chamado de appropriateness. Essa palavra feia serve para indicar que você, estudante de inglês, precisa aprender/saber se uma palavra ou expressão é apropriada para uma determinada situação (contexto).

Por incrível que pareça, appropriateness é algo que muito estudante de inglês ignora. Não por que querem, mas por achar que o que ouvem por aí vale para tudo. Como assim?

Ao assistir a um filme, um estudante de inglês pode ouvir as palavras “douche bag” e “scumbag” e ler a tradução na legenda como “idiota“, “tapado“, “babaca“, “imbecil“, “otário“. Esse estudante pode então achar que essas palavras podem ser usadas em toda e qualquer situação. No entanto, é preciso tomar muito cuidado! Pois, essas duas palavrinhas aparentemente inofensivas são consideradas extremamente rudes em inglês. Logo, o uso delas não é apropriado em todos os cantos onde se fala inglês.

Assim, é bom saber que as gírias em inglês podem muitas vezes parecer inofensivas para nós, mas podem soar extremamente ofensivas para os falantes nativos.

Um outro exemplo é a palavra “jugs“, uma gíria para “seios grandes“; mas é considerada grosseira e ofensiva. Outra é “jerk around“, cujo significado mais comum é “passar o tempo sem fazer nada“; no entanto, devido à presença da palavra “jerk” que remete ao ato da masturbação, seu uso deve ser evitado em todas as situações. É preciso saber quando é apropriado usá-las. Para um estudante de inglês como segunda língua, o melhor é nunca usá-las. Evitando assim passar a imagem de grosso, mal educado, deselegante.

Outro problema das gírias

Claro que nem todas as gírias são ofensivas, grosseiras, pesadas e coisas assim. Um exemplo é “pin“, uma gíria usada para se referir à perna. É inofensiva! Assim, você pode dizer “what happened to your pin?” (o que aconteceu com as pernas dele?). O problema é que essa gíria não é conhecida em todos os cantos onde o inglês americano é falado. Trata-se de uma gíria restrita a uma região ou grupo de pessoas. O mesmo vale para calaboose (cadeia), kvetch (reclamar), pillowed (grávida), yazzihamper (pessoa insolente) e outras tantas. São gírias usadas por algumas pessoas em alguns locais e não por todos os falantes de inglês americano. O melhor fazer é ficar com as palavras neutras: leg, jail, complain, pregnant, obnoxious person.

Algumas gírias são bem conhecidas e usadas por praticamente todos os falantes nativos da língua. Algumas dessas já até fazem parte dos dicionários e são ensinadas sem problemas. Mas, temos sempre de manter em mente se o uso delas é apropriado ou não em determinada situação. Por exemplo, a gíria dude serve para dizer “cara” (pessoa). Ela é tão comum que aparece em seriados, filmes, músicas, etc. Muita gente a aprende e até diz algo como “what’s up, dude?” (E aí, cara?). Todavia, trata-se de uma gíria informal que ninguém a usaria em uma reunião de negócios ou ao conversar com um agente de imigração ou um policial. Ou seja, melhor não usar dude.

De modo geral, aprender gírias em inglês é interessante. Elas fazem parte da língua. Você precisa entender o que as pessoas dizem e elas usarão gírias uma vez ou outra. Portanto, aprenda gírias. Saiba o que elas significam. Mas, acima de tudo, procure saber se a gíria que você aprende é apropriada ou não em determinada situação ou ao falar com determinado grupo de pessoas. Só assim você estará realmente aprendendo gírias em inglês.

Por fim, lembre-se sempre do seu nível de conhecimento da língua inglesa. O uso das gírias costuma cair bem com pessoas que já são capazes de falar inglês fluentemente. Um estudante básico ou intermediário tentando usar gírias pode soar estranho. Assim, leve sempre em consideração o seu próprio nível de inglês. Isso também ajuda você a soar mais natural e à vontade com as gírias.

Agora que falei sobre o lado mais técnico das gírias em inglês, sinto-me mais à vontade para, vez ou outra, compartilhar algumas gírias por aqui.

That’s all for now, guys! Take care and keep learning!