Por que listening é difícil? Como resolver o problema?

Por que listening é difícil? No começo de um curso de inglês, você aprende inúmeras coisas: gramática, vocabulário, sentenças comuns, etc. Ao ouvir em um CD, por exemplo, você até consegue acompanhar uma coisa ou outra. Mas, quando tenta ouvir uma música, um filme, um seriado, uma conversa a coisa se complica. Essa dificuldade faz com que muita gente desista de aprender inglês.

Mas afinal, por que ouvir em inglês (listening) é assim tão complicado? O que torna essa habilidade algo tão difícil de ser dominada?

Por que listening é difícil?

São três pontos curiosos que tornam essa habilidade algo um tanto quanto complicado para ser dominada. Falo sobre cada uma delas abaixo. Será que você concorda? Preste atenção ao terceiro ponto e veja o que a ciência tem a dizer sobre isso!

Nativos falam rápido

Muita gente responde a essa pergunta dizendo que o problema está na velocidade na qual um nativo fala. Realmente, eles falam rápido. Mas, em português nós também falamos rápido e nos entendemos bem. Então, qual o problema da velocidade deles? Será que eles falam tão rápido assim ou será que o modo como aprendemos inglês nos deixa preguiçosos?

Nativos juntam as palavras

Por que listening é difícil?Outro motivo apresentado por alguns estudantes é o fato deles juntarem as palavras. Ou seja, nas escolas aprende-se a dizer “What are you going to do tomorrow?“. No entanto, na vida real o que se ouve é algo como “Whatcha gonna do t’morrow?“. Os estudantes aprendem a dizer “do you want to help them?“, mas os falantes nativos dizem “Wanna help’em?“. Algo como “did you eat yet?” pode se tornar “Djeat yet?“.

Temos aí dois problemas. O primeiro é que eles realmente juntam as palavras. O segundo é que geralmente ao aprender inglês as pessoas aprendem tudo separadinho e bonitinho. Assim, ao ouvirem um nativo falando naturalmente acabam se perdendo. Pois, eles falam rápido por juntarem as palavras e os estudante ouvem devagar por aprender palavra por palavra.

As duas razões apresentadas acima são realmente pontos que dificultam o desenvolvimento do listening. Porém, são pontos que você pode dominar com muita prática. Ou seja, aprender a ouvir inglês na velocidade que eles falam é algo que desenvolvemos com a prática. Aprender a ouvir as palavras (expressões, sentença, chunks of language, etc.) como eles pronunciam (juntando tudo) é algo que se conquista com o estudo da pronúncia reforçado com atividades de listening e speaking.

O curioso é que os pontos acima estão ligados também a algo que acontece dentro de nossa cabeça (cérebro) ao ouvirmos uma língua diferente. Como assim?

A Memória e os Neurônios

Sinapses

Você provavelmente já ouviu falar em neurônios. No cérebro há milhões e milhões de neurônios. Eles são responsáveis por um monte de coisas! Uma dessas coisas em especial é a formação de memórias. Ou seja, são os neurônios que registram tudo o que ocorre em nossa vida. Tudo o que ouvimos, lemos, vivenciamos, etc. As informações registradas por cada neurônio são passadas de um para o outro por meio de sinapses: os pontos onde os neurônios se comunicam). [Veja a imagem ao lado]

Creio que você esteja se perguntando o que é que neurônios tem a ver com listening. Continue lendo e você vai entender!

Seus neurônios guardam informações relevantes sobre tudo o que você aprende (formação de memórias). Tudo o que você vivencia e aprende é registrado na memória por causa dos neurônios.

Quando você escuta uma música e canta a música os seus neurônios estão fazendo sinapses (trocando informações entre si). Em resumo, inúmeros neurônios estão naquele momento trocando informações importantes para que você consiga lembrar a letra da música e cantá-la sem dificuldades. Isto tudo ocorre muito rápido!

Quando alguém fala com você, seus neurônios entenderão o que está sendo dito pois eles buscam as informações da língua portuguesa registrada em vários neurônios. Mas, o que acontece caso a pessoa fale uma expressão ou palavra que seus neurônios não reconhecem?

Eles tentarão encontrar a informação. Como a informação não existe, eles ficarão perdidos, sem saber o que está acontecendo. Ocorre aí aquele momento de confusão no cérebro no qual deixamos de entender o que a outra pessoa disse. E assim perdemos o rumo da conversa!

O que isso tem a ver com aprender inglês?

Com o inglês acontece justamente isso! A maioria dos estudantes querem ouvir tudo palavra por palavra e de modo bem vagaroso. Acostumam-se, claro, a ouvir sentenças como “What’s your name?“, “How are you?“, “Thank you!“, etc. Acostumam-se a ouvir uma pronúncia mais lenta e perfeita (I won’t help them.). Aí, ao tentarem ouvir um filme, uma conversa, etc., no ritmo natural acabam se perdendo. Ficam com aquela sensação de não saber o que está acontecendo.

Em outras palavras, os neurônios estão acostumados ao modo preguiçoso de ouvir a língua. Eles estão acostumados a ouvir palavras e expressões simples. Estão acostumados a montar tudo palavra por palavra e seguindo uma lógica gramatical (as regras gramaticais). Assim, quando caem no mundo real, a coisa se complica. O modo como as informações foram registradas e como elas estão surgindo são muito diferentes. Os neurônios não conseguem trabalhar rapidamente e se perdem. O estudante fica frustrado por não se capaz de acompanhar uma conversa normal.

A essa confusão mental somam-se o nervosismo, a ansiedade, a preocupação e o medo. Tudo isso faz com seu nível de estresse aumente e o seu listening seja prejudicado.

Como resolver isso?

Vários estudos hoje mostram que você deve aprender o inglês como ele realmente é desde o início (desde o básico). Não é decorando palavras e mais palavras ou regras e mais regras que você aprenderá a se comunicar (ouvir e falar) inglês como um nativo. Se você aprende uma sentença como “How are you doing?” (como você está?), deve aprender que eles dizem isso de várias maneiras: “how ya doin’?“, “how y doin’?“. Ou seja, eles não dirão, “how – are – you – doing?“. Um simples “my name is…” pode soar como “ma neims …“. Um “what’s up?” se torna “wazzup?“, “whaddup?” e várias outras maneiras.

Aprender essa pronúncia mais natural e prática-la ao máximo, ouvir a língua inglesa como ela é realmente falada no dia, estar ciente que o modo como eles pronunciam é geralmente diferente do modo como aprendemos nos livros ajudará seus neurônios a se acostumarem com o inglês de verdade. Registrar as informações da forma como ela será produzida na vida real é muito mais eficiente do que aprender regras e palavrinhas soltas ao longo do seu aprendizado.

Mudar o modo como você aprende inglês é a melhor saída para vencer essas dificuldades. Pense bem: se o modo como você tem estudado inglês até hoje não tem ajudado muito, será que não está na hora de mudar? Não está na hora de tentar um jeito diferente de aprender?

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