Professor Particular de Inglês: vale a pena?

Aqui no blog já fescrevi sobre escolas de idiomas, curso de inglês online, curso de inglês no exterior, curso de inglês no celular e outros assuntos afins. Vários leitores, no entanto, perceberam que não há nada sobre professores particulares de inglês. Logo, comecei a receber perguntas a respeito. Afinal, vale a pena ter um professor particular? Vamos, então, falar um pouco sobre isso.

Geralmente, as perguntas são muito parecidas: “estou pensando em fazer um curso de inglês. Mas, não sei se faço minha matrícula em uma escola aqui na minha cidade ou se contrato um professor particular?”.

Uma curiosidade que acompanha essa pergunta é o fato de que as pessoas já foram em várias escolas (nos emails elas costumam citar as que visitaram). No entanto, não sentiram muita segurança nas informações dadas, não gostaram do material (acham fraco demais!), não aprovaram o ambiente (estrutura), não gostam do método de aulas, perceberam que os professores/alunos não estavam satisfeitos com algo e coisas assim. Enfim, avaliaram as escolas e decidiram não estudar com elas.

Diante dessa situação surge a ideia de ter aulas com um professor particular. Afinal, assim as coisas poderão caminhar melhor. O problema está justamente na escolha do professor. O que fazer? Como fazer? Será que é bom?

Eu particularmente acredito que se você não quer estudar em uma escola de idiomas, o melhor é ter um professor para orientá-lo. Portanto, contratar um professor particular vale a pena. Contudo, é preciso conversar bem com esse profissional para esclarecer alguns pontos. Lembre-se: com um professor particular você deve seguir um roteiro e se dedicar o mesmo tanto como se estivesse em um escola. Você precisa ser um bom estudante de inglês.

Sobre esse conversar bem, a ideia é muito simples. Antes de sair em busca de um professor particular, você deve estabelecer os seus objetivos. Isto é, escreva em uma folha de papel o que você deseja em relação ao inglês. É inglês para turismo? Para negócios? Algo específico como um exame de proficiência para um mestrado? Dar uma palestra no futuro? Participar de reuniões de negócios? Defina bem o que você deseja para assim apresentar ao professor particular as suas intenções. Isso ajudará o professor a elaborar algo mais específico para você e que atenda diretamente as suas necessidades.

Pense também no tempo. Tenha em mente que não há milagres. O fato de você contratar um professor particular não significa que você aprenderá inglês em 10 dias. Você deverá fazer a sua parte: estudar e seguir as orientações dadas pelo professor. Esteja preparado para dedicar algumas horas de estudos mesmo quando não tiver aulas formalmente. Envolva-se com a língua inglesa via internet, músicas, filmes, seriados, desenhos, revistas, jornais e muito mais. O professor particular não tem varinha de condão para fazer com que você fale inglês em um piscar de olhos. Você definitivamente tem de fazer  a sua parte também.

Depois de estabelecer seus objetivos e pensar no tempo que você dedicará aos estudos, comece a procurar pelo professor. Pesquise bem antes de fechar o contrato (faça um se for o caso). Não contrate o primeiro sujeito que fala inglês e dá aulas na escola Tal e Cia. Procure saber se esse professor tem alunos que possam recomendá-lo. Veja se ele já deu aula em alguma escola e pergunte se ele foi um bom professor por lá. Há pessoas que dão aulas particulares por não mais conseguirem emprego em escolas devido às besteiras que já fizeram. Portanto, não custa nada saber um pouco mais sobre a pessoa que você pretende contratar.Ao encontrar o professor, deixe bem claro o que você deseja, o tempo que tem disponível, o que você gosta ou não gosta (se você odeia futebol, fale ao professor e evite ter uma aula sobre isso um dia). Seja franco. Isso ajudará o profissional a criar um roteiro para você. Ele saberá melhor como orientá-lo, que atividades e materiais extras sugerir, que situações cotidianas abordar nas aulas e assim ensinar expressões e palavras relacionadas a elas e muito mais. Você deverá ajudar o seu professor particular a ajudar você. Essa relação de confiança e amizade deve ser a melhor possível para que vocês caminhem juntos e atinjam os objetivos estabelecidos.

Caso ao longo do processo, você se sinta insatisfeito com algo, converse com o professor. Você é o aprendiz e ele deve saber o que está acontecendo para poder achar outro caminhos para ajudar você. Avaliem-se. Isso ajuda a continuar no rumo certo ou fazer as mudanças necessárias para que a satisfação seja mútua. O professor saberá o que fazer e quanto mais francos vocês forem, melhor.

Sobre valores e quantidades de horas de aulas semanais, dependerá da conversa entre vocês. Você poderá ter duas horas apenas de aulas na semana (muito pouco). No entanto, compense com estudos extras (o professor poderá dar mais atividades para você fazer quando ele não estiver presente). Você pode ainda contratar dez horas de aulas semanais. No entanto, terá de arcar com o valor, que pode ser salgado. O ideal, na minha opinião, é fechar algo entre quatro a sete horas de aula por semana. Lembrando que ainda assim você terá que dedicar mais umas dez a quinze horas de estudos sozinho e envolver-se com o inglês de modo informal (sem que seja estudo formal). O estabelecimento de metas e uma conversa franca com o professor ajudarão vocês a encontrar um caminho (roteiro) em relação às horas de estudo.

Em resumo, ter um professor particular vale muito a pena. Mas, não é a resposta definitiva para seus problemas. Você deverá se dedicar aos estudos e seguir as orientações que ele dará. O mesmo acontece em escolas de idiomas sérias e que respeitam os alunos. Nessas escolas os professores estão preparados para ajudar você a atingir seus objetivos. Infelizmente, nem todas as escolas no Brasil são assim tão sérias e comprometidas com os alunos. Porém, tem muito “professor particular” por aí que pode te ver apenas como uma graninha extra. Então, pesquise bem; pois, nem todos os professores particulares são assim tão sérios e comprometidos com os alunos.Se você tem ou já teve um professor particular, deixe sua opinião. Assim, outras pessoas poderão se decidir melhor ao optar por esse tipo de aulas.

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Comentários
  • parabéns pelo artigo, foi muito esclarecedor

  • De acordo com os objetivos do aluno, vale a pena sim. Professor e aluno ficam mais concentrados no aprendizado. Porém alguns alunos funcionam melhor em turma, pois há mais colegas para a prática.

  • Fernando Basso

    Aluno particular (ou VIP) vive desmarcando aula. Quando é aula em turma, ou vai pra aula ou perde a lição (e tem que pagar pra repor, caso não haja atestado ou algo muito sério pra comprovar). Isso "força" o aluno a frequentar as aulas. Os alunos VIP na escola onde trabalho, em geral (há exceções, é claro) leva o triplo do tempo pra acabar um livro, e são os que mais desistem do curso.Conclusão: aula particular é para pessoas muito bem disciplinadas, pois exige mais comprometimento do que fazer aula em grupo. Até por que quem paga particular, ou VIP, paga mais caro e as vezes se acha no direito de ficar desmarcando aula o tempo todo. Aliás, como sabemos, VIP means "very important people". hehe

    • Por este motivo você deve criar um contrato inicial combinado quantas aulas de reposição o aluno poderá ter no mês e quanto tempo ele tem para repor a aula perdida. Eu sou professora particular em Brasília e tenho vários alunos. Trabalho com contrato com todos eles e ninguém nunca reclamou. O que fica combinado não há discussão 😉

  • Thaís

    Vale muito a pena, sim! O professor consegue focar nas necessidades daquele aluno. Meu professor, por exemplo, ao me ouvir dizendo que minha maior dificuldade é escrever, me propôs enviar a ele, diariamente, um resumo do meu dia de trabalho ou de fatos relevantes que eu queira comentar; assim como me faz estudar determinados pontos de gramática em que tenho que melhorar, mas sempre avaliando pela minha conversação e não porque errei esse ou aquele exercício!A escola tradicional só me ensinou que a gente aprende MUITO mais estudando pelas dicas de sites confiáveis, como este, e ouvindo podcasts do que apenas frequentando as aulinhas quadradinhas que elas têm… Mas, cada pessoa é diferente e talvez haja gente que se sinta mais motivado tendo aulas em grupo em uma escola…Excelente post, como sempre, Denilso!

  • Unknown

    Hi guys. How're you all?I'm sorry, the author of the e-mail "unknwn" it's me.Milton Raimundo dos [email protected]

  • Unknown

    Hi guy, What's up?I've had a private teacher, a Canadian woman, I like to talk to her, but she teach me a lot of conventional grammar I don't like it. I'm fighting to be fluent in English yet. Since many time ago, I've tried to study Englsh at different schools without better my fluency. I used to study English about an average of 3 to 4 hours a day. I use to see differents blogs, newspaper, DVDs about my profession, etc all these in English. My computer receives about 30 t0 40 e-mais by day, 85% of thhem in English. After all, I continue to looking for a good fluency in English. Someone else could help me?

    • seu Ingles, incluindo a gramatica estao uma tragedia ! essa Canadense nao sabia ensinar brasileiro. eu sou brasileiro crecido nos EUA logo nativo dos dois idiomas. tenho uma escola na Mongolia mas este ano vou morar em Santos. contact me, seriously, I solve your problem ! [email protected]
      my name is Brau

  • Rosana Ferreira

    Eu já passei por várias escolas particulares, não gostei de nenhuma, não sentia uma real evolução. Detesto aqueles joguinhos, assuntos banais como horóscopo, animais de estimação, etc. Fiz 2 meses com professor particular e amei, evoluí muito, destravei a língua a ponto de passar um dia em uma excursão com americanos batendo papo. Infelizmente meu professor adoeceu e não pude continuar com as aulas, mas na próxima semana começo com uma professora nova 😉

  • Eduardo Souto

    Parabéns Denilso!Sua postagem foi classificada entre as 5 melhores da semana no nosso quadro "Compartilhando Conhecimento"!Sua abordagem sobre os Professores particulares de Inglês foi ótima!Acesse o link da premiação para conferir a premiação:http://www.vocepodefalaringles.com.br/2012/05/compartilhando-conhecimento-011.htmlUm forte abraço!

  • Concordo plenamente com suas recomendacoes, especialmente a definicao dos objetivos – eh uma das primeiras perguntas que faço quando conheço um novo aluno (ou aluno potencial)!Existem alunos que realmente fazem 4-7 horas de aula particular por semana? Se sim, eu gostaria de conhece-los! Entre todos os alunos que ja tive, a media eh de 1.5 – 3 horas semanais. Tenho apenas um (muito dedicado) que faz 6 horas por semana e ainda estuda em casa. Ele esta desenvolvendo MUITO bem devido a este esforço!

  • Ana Gabriella

    Olá, tive um professor de inglês particular excelente. Ele possui dicas interessantes para pronúncia e me ajudou muito na fluência. Ele é americano e dá aulas em Belo Horizonte, e por sinal fala português também. Não sei onde o Milton mora, mas talvez seja interessante ele procurá-lo. Se alguém tiver interesse passo o contato dele por email.

  • Raquel e Adriano

    Oi pessoal, realmente muito esclarecedor esse post.Sou professora particular de inglês e acredito que essas aulas são muito mais produtivas do que as aulas tradicionais nas escolas. Tenho alunos que não conseguiam se desenvolver no idioma de jeito nenhum enquanto estudavam na escola de idiomas. Com um mês de aula particular (no caso, em dupla),já foi nítida a evolução que eles tiveram. Segundo eles mesmo, destravaram, conseguiram perder aquele medo que tinham de abrir a boca e levar bronca. Aliás, se alguém aí estiver procurando, só me procurar: [email protected].

  • Luísa D. K.

    Olá!Busco fluência em inglês, mas será mesmo possível aprender só de forma autodidata? Não frequento nenhum curso de inglês atualmente, a não ser o da minha escola (incluso nas atividades escolares; é um conteúdo escolar). Aguardo resposta!Beijos, Luísa!*OBS.: Estou adorando o site!

  • Olá Luísa, tudo bem? Obrigado por seu comentário aqui.Em relação à sua pergunta tenho a dizer o seguinte: em minha opinião é sim possível. Conheço inúmeras pessoas que são hoje fluentes em inglês sem nunca terem feito um curso formal de inglês ou morado em um país de língua inglesa. Claro que para isso, essas pessoas se dedicaram muito. Organizaram os estudos. Aproveitaram todos os recursos disponível. Investiram tempo e algumas economias para comprar alguns livros e outros materiais. Enfim, fizeram o possível e o impossível para alcançarem o(s) objetivo(s) por elas estabelecidos. Aqui no blog, há inúmeros textos/dicas no qual escrevo muito sobre isso. Portanto, recomendo que você faça uma busca no blog pelos temas fluência e/ou ser fluente para saber mais. Saiba como fazer uma busca no blog, lendo a dica em bit.ly/buscaingles.Denilso de LimaCURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

  • Rosangela

    Obrigada pelas dicas. Começarei esta semana com um professor particular e já estou com o objetivo definido, tempo de aulas com o professor e sozinha organizados e terei uma boa conversa sobre tudo isso.

  • Matheus Alves

    Li em outros lugares e conversando com o meu atual professor particular (comecei essa semana haha), diziam que duas vezes por semana com pelo menos 1h/2h cada aula seria bom já. Como eu tenho alguma noção, e não estou com “pressa” de tipo, daqui a 6meses viajar ou trabalhar com isso, está de bom tamanha essa carga horária né? 7h por semana seria algo muito além do que eu poderia arcar haha’

    Ou, na opinião de vocês, para um prof. particular teria que ser tudo isso mesmo?

  • Carolin Bastos

    Grande Denilso! Sou suspeita para falar, pois leciono particular em paralelo com minhas aulas em uma excelente escola de idiomas. Mas realmente, o foco que o professor deve ter com o aluno é fundamental, pois os dois têm um trabalho muito sério a cumprir. Somente com a dedicação de ambos haverá excelentes resultados. Gosto das duas modalidades de ensino!