Tantas escolas! Tão poucos falantes!

A Professora de Língua Inglesa Ângela Ventura, de Jacareí, São Paulo, em seu recém lançado blog Idéia Básica, levantou uma questão que nos faz pensar um pouco mais sobre a qualidade de ensino de língua inglesa no Brasil.
Veja bem, temos no Brasil bem mais de 100 escolas de idiomas (a maioria voltada para o inglês). Além das grandes marcas (as de grife) temos também as escolas conhecidas somente em uma região do país ou apenas em um município ou outro. Caso você tenha uma lista telefônica ao seu lado, procure por escolas de idiomas e você vai perceber como a quantidade chega a ser desconcertante. Contando as unidades das grandes marcas o número ultrapassa e muito a casa dos 3000.

Pois bem! É aí que entra a pergunta da Prof. Ângela: “se existem tantas escolas, por que temos tão poucos falantes?”. Para ficar mais claro: “se no Brasil temos mais de 3000 escolas de língua inglesa, por que o número de pessoas que fala este idioma fluentemente é tão pequeno por aqui?”.

Curiosamente, todas as escolas afirmam ser especialistas no assunto, contam com equipe pedagógica de primeira categoria, os autores dos livros (de franquias) são super especialistas no assunto (mas a maioria deles nunca se destacou na área como pesquisadores), os professores são todos preparadíssimos (inclusive com anos de vivência no exterior [como se isto significasse alguma coisa]), algumas escolas alegam ter recebido prêmios nacionais e internacionais que eu e outros colegas de profissão (super competentes na área) desconhecemos totalmente.

Mesmo as escolas sendo super especialistas, o número de pessoas que entra em uma escola e sai sem falar inglês é enorme. Vale lembra que a grande maioria desiste após o primeiro ou segundo semestre de curso. Ou seja, em muitas escolas a quantidade de alunos que inicia o curso básico é de 100, por exemplo, contudo a quantidade que chega ao final é de 20 para menos.

Creio que você há de concordar comigo que isto é um tanto quanto absurdo e contraditório. As escolas dizem ter tudo para que o cliente atinja a fluência. No entanto, o número de fluentes no Brasil é irrisório e muitos destes fluentes nem chegaram a frequentar estes grandes e pequenos centros de ensino. Por quê?

Posso fazer aqui algumas considerações! Primeiro, posso alegar que tudo não passa de marketing (algumas grandes redes dizem – e não é de duvidar – investir anualmente cerca de R$10.000.000 em marketing). Pergunta que não quer calar: “quanto será que investem – se é que investem alguma coisa – na capacitação profissional de seus professores?

De certa forma, o público brasileiro é inocente e acredita no marketing. Isto, no entanto, não é culpa do público! O problema, a meu ver, é que parece não haver meios de medir a qualidade de uma rede de ensino ou outra. Não há no Brasil um órgão (seja governamental ou não) que fiscalize a educação, o plano pedagógico, a aplicação de abordagens, eficiência metodológica, desenvolvimento dos professores, os resultados das redes de ensino de idiomas, etc.

Algumas escolas estão ligadas a embaixadas onde a língua ensinada é falada; porém, estas embaixadas não fiscalizam o departamento pedagógico de cada uma destas escolas. As escolas, por sua vez, usam isto (espertamente) no marketing para conseguir novos alunos.

Alguém por aí pode atribuir a culpa aos próprios clientes/alunos que são desinteressados, preguiçosos, têm apenas fogo de palha, falta de objetivo, etc, etc.

Outros podem atribuir a culpa ao governo. Afinal, tudo que é péssimo e sem resultados é culpa do governo que não fiscaliza, não cobra, não aplica regras, etc. No entanto, vale dizer que nenhuma escola de idiomas no Brasil – seja qual for – é reconhecida pelo MEC. Os certificados emitidos pelas escolas não tem valor algum diante do MEC. Ou seja, não é obrigação do governo fiscalizar as escolas de idiomas.

Então, a quem cabe a responsabilidade de fiscalizar? Acredite se quiser, a ninguém! Você – cliente – não entende do assunto e é levado pelo brilhante marketing. As embaixadas e conselhos se esforçam; no entanto, eles têm outros assuntos com os quais se preocupar. O MEC não consegue ao menos fiscalizar o ensino de idiomas na rede pública. As escolas de idiomas não podem fiscalizar a si mesma (até porque “brigam” muito entre elas). O PROCON pode intervir em questões comerciais e contratuais, porém não entende nada de ensino de línguas.

O cliente está desamparado neste caso. Sugestão: não seria hora de criar uma espécie de Selo de Qualidade Garantida assim como há com outros produtos (café, vinho, leite, feijão, camisinha etc)? Não é hora do público começar a ser mais incisivo nesta questão e deixar de ser levado por puro marketing? As redes de ensino bem que podiam divulgar o investimento que fazem no desenvolvimento profissional de suas equipes pedagógicas e mostrar os resultados obtidos? Enfim, não é hora de termos mais falantes fluentes neste país que pretende se tornar líder mundial e menos redes de ensino que se aproveitam do público em geral? Não é hora de corrermos realmente atrás da(s) melhor(es) escolas de idiomas do país?

Infelizmente, a pergunta da Prof. Ângela Ventura continuará ecoando no espaço: “se existem tantas escolas, por que temos tão poucos falantes?”.

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Comentários
  • Hey Denilso!Rock on man!You hit the nail on the head. We definitely need an 'English Seal of Quality'. I think you are the man of the hour. Come save us!I will help out with whatever you need. What would it take to create something like this?

  • Bom dia Denilso, embora eu seja leiga pois estudo inglês há apenas 2 anos e por conta própria, gostaria de deixar minha opinião sobre este assunto. Acho que vc deve estar certo em tudo que disse, visto que tem muitos anos de experiência. (não que vc seja velho…hehehe) Enfim, acho que um pouco é culpa sim dos alunos…uma vez esteve aqui em minha casa um conhecido de minha família, eu estava ao computador estudando inglês. Então ele comentou: "Aahh, está estudando inglês? Já fala alguma coisa??" (Puxaaa, eu recém estava começando! Como eu podia falar?) Então ele disse: "Eu estudei numa escola aqui em nossa cidade, paguei um dinheirão e não aprendi nada!" Perguntei então quanto tempo por dia ele gastava para estudar? meia hora? uma hora? Ele então ficou surpreso e perguntou: "Como assim??? Eu não estudo em casa. Ia às aulas 3 x por semana, e com tudo que investí eles tinham obrigação de me fazer falar inglês…" Percebeu Denilso? Pelo fato de pagar, achou que sem esforço algum aprenderia inglês…assim…no mole! E a maioria pensa assim, infelizmente…agora não sei se esse pensamento coletivo é fruto do marketing ao qual vc se referiu ou é pura preguiça mesmo de estudar!Abraços, admiro muito seu trabalho…fuuuiiiii

  • belori

    Denise , concordo com você, acho que o maior vilão neste contexto é o aluno.Eu estudo Inglês em uma escola , que acho excelente o nivel de ensino, porém alguns alunos acham que só precisam ir na aula, não fazem lição, não procuram ler,como querem aprender a falar (não vai ser num passe de mágica).Mesmo o professor falando, assistam filmes, ouçam musicas , leiam livros, revistas , blogs (ate indiquei o seu blog) e tragam duvidas.A escola em que estudo oferece aulas extras , até mesmo com professor nativo e sem pagara nada mais por isso, porém são poucos que vem, e quando vem muitos não querem falar em Inglês por vergonha (ADMITO QUE AINDA TENHO UM POUCO).Pelo menos é o que vejo onde eu estudo, ela oferece muitos recursos, mas pelo desinteresse ou falta de objetivo do aluno não é aproveitado como deveria.Abs .P.S.: Denilso tb te admiro muito!!!

  • Arthur Henrique

    Olá, primeiro gostaria de dar parabéns ao seu trabalho, são poucos que gostam de ajudar.

    Mas, eu fico em cima do muro, entre esse post e ao comentário da Denise. Sabe, eu faço inglês faz 1 ano e meio, durante os dois primeiros semestre, eu fui muito relaxado, não estudava direito…em fim, foi dinheiro jogado no lixo! Mas aí, no semestre seguinte eu resolvi que ia ESTUDAR, mas advinha? Fui bem no começo, mas depois fui relaxando novamente… eu não sabia o porque até que NESSE semestre agora, as 4 aulas que eu tive, eu aprendi TUDO o que eu não aprendi nos outros 3 últimos semestres. Eu achei o professor PERFEITO, tive sorte de cair com um professor que fosse mais além do que estava no livro. Ele tem uma parte da família que é americana e ele vai muito para o EUA, e ele me disse que ninguém vai sair fluente numa escola, mas que ele pelo menos ia me ensinar o certo, o errado, e eu teria que buscar minha fluencia. Hoje, eu não paro de estudar todos os dias, e meu inglês está melhorando cada vez mais.

    Ou seja, se o professor não sair um pouco no que está no livro, o aluno cansa e não tem vontade de estudar. Já meu professor faz me rir a aula toda, além de me ensair muitas expressões legais. =D

    E-mail: arthurhenriqu[email protected]

  • Flávio Jos&ea

    Olá Denilso,Esse assunto já rendeu e vai continuar rendendo muita discussão em vários sites.Concordo em partes com tudo que já foi colocado até o momento.Então você me pergunta quem é o culpado ?Eu respondo que são todos os envolvidos.EscolasProfessoresAlunosDigo isso por que entram muitas variáveis para chegar num mesmo objetivo ( ensinar/aprender um novo idioma, no nosso caso a fluência em inglês ).Escolas tem aos montes. São boas ? A grande maioria não.As mais populares obviamente são não estão entre as melhores.PS : Entenda-se populares no sentido de baixo custo ou mais acessíveis. "Professores" existem também aos montes, bons e ruins. Pode ocorrer também de se ter professores bons em escolas ruins, ruins em escolas boas, e o pior ruins em ruins.Alunos então existem aos milhares ( talvez milhões ), a demanda é muito grande. Dentre eles temos bons, ruins, médios, perdidos e mais um monte de categorias que eu sequer me lembro, mas não só ocupam espaço na sala de aula.É necessário juntar tudo isso com o melhor ( boa escola + professor capacitado + aluno dedicado ) para se formar um aluno e torna-lo fluente em inglês.As condições ideais são uma escola boa, uma turma boa, um bom professor e principalmente um bom aluno.O grande responsável por não tornar-se fluente é o aluno.É ele quem paga, quem pode escolher o melhor curso, é ele quem tem N opções de escolha (claro que é uma onde ele consiga pagar), é ele quem tem toda a força de vontade para aprender e precisa aprender. Este tema sobre precisar, querer e gostar de aprender inglês já foi até motivo de post aqui no blog ( senão me engano ).Claro que escolas ruins com turmas ruins desanima qualquer um. Mas isso não é motivo para culpar a escola ( não estou isentando ela ) e muito menos parar de estudar como a grande maioria faz. Muitos como citei acima sequer sabem por que estudam inglês e empurram o curso com a barriga. Depois ao final de 5 anos tem a capacidade de falar que não aprendeu nada e perdeu dinheiro. Em 5 anos você faz uma faculdade. Dependendo do curso até 2, ou uma pós-graduação, MBA e similares. Só pra citar alguns exemplos do tempo investido. E tempo é algo que senão for bem aproveitado acaba ficando bem caro.Facilmente a pessoa que faz um curso de 5 anos ou em um período menor gastará em torno de R$ 10.000,00. É um bom dinheiro para ser desperdiçado não ?Se a escola é ruim é muito fácil. Muda.Se não acha uma boa. Não é tão fácil, mas também não é impossível, aprende sozinho. Pode-se também procurar um professor particular que lhe instrua com o que você precisa.Enfim, existem N possibilidades, principalmente hoje em dia que temos internet, sites, blogs, podcasts, messengers, videos, revistas, livros, grupos de discussão. Ufa !!! A lista é grande. É muito mais do que as fitas K7 que o pessol tinha 30 anos atrás.Qualquer coisa na vida é adquirida com edicação e esforço. Até hoje não tive facilidade em nada e continuo firme em tornar-me fluente em inglês.Abraços,

  • Luís Paulo

    Esse é o meu primeiro comentário, então já logo parabenizo você pelo o excelente material disponibilizado no seu blog.Um curso regular tem em média duas aulas por semana com uma duração total de 3 horas/semanais. Para mim, só essa carga horária já é suficiente para caracterizar o marketing das escolas de idiomas e a ilusória qualidade destas.O que são 3 horas semanais de curso de inglês ? Completamente irrelevante, porque quem realmente quer e gosta de estudar inglês, vai estudar três horas por dia e por inviabilidade econômica será um estudo autodidata(me desculpe esse termo porque vocês professores blogueiros são os nossos verdadeiros mestres). E aqueles que tem dinheiro fazem intercâmbio, embora que para alguns isso não seja nenhuma garantia de aprendizado, significa sem dúvida nenuma uma oportunidade maior para adquiri-lo, às vezes pode ser uma oportunidade aproveitada ou desperdiçada, é uma pena que alguns ainda desperdicem.Enfim, a grande verdade é que os alunos são desinteressados e a maioria estão lá forçados pelos pais que só sabem que o filho precisa aprender inglês, mas são completamente ignorantes no assunto quanto a metodologia adequada de aprendizado e se deixam levar completamente pelas extraordinárias campanhas publicitárias das escolas de idiomas.Abraços.

  • Juliana

    Olá Denilso.Bem, passando por blogs voltados para a língua inglesa, achei o seu e esse assunto me chamou muita atenção.Sou professora de inglês em curso de idioma e formada em letras (port/ing).A maioria dos comentários apontaram a culpa para os alunos. Não discordo. Dou aulas desde para crianças como para adultos (incluindo uma da terceira idade) e o desenvolvimento de cada um em sala de aula é como uma impressão digital. (rsrs)Tenho alunos que não prestam atenção em nenhuma vírgula que eu pronuncio, e na hora de uma prova tanto escrita quanto oral, me surpreendem… e tem aqueles que são dedicadíssimos e na hora H não conseguem bons resultados.Porém, o que eu quero dizer com isso é que onde trabalho há professores que sequer tem formação para tal. Têm graduação em outras áreas e as aulas são tipo "piloto automático" devido aos longos anos de experiência. (um pequeno desabafo! rsrs)Eu estudo inglês todos os dias, praticamente. Estou sempre buscando novas metodologias (apesar de ter que seguir o protocolo), não faço uso do ensino da gramatica somente do livro, mas também mostro outros exemplos e mostro que há certas coisas que não são de certo jeito… enfim.Contudo, é importantíssimo não só o aluno buscar outras alternativas, mas também os professores. Mostrá-los todos os dias das aulas que não é somente ali que eles vão aprender o idioma. Incentivar emprestando livros, cds, vídeos… meus alunos gostam bastante e estão sempre comentando, perguntando… Não sou a melhor professora do mundo nem tenho os melhores alunos do mundo, mas busco sempre o melhor para eles e para minha profissão.Em qualquer lugar do planeta haverá aquele que saberá bastante, que se empolgará no início de um curso e que desiste um tempo depois, que não leva nada a sério… infelizmente não há um guia específico para cada caso desses, mas o importante é não desistir e fazer a diferença. E ser/estar fluente depende de cada um mesmo. Não adianta buscar quem é o culpado, pois, nesse caso, nunca aparecerá, infelizmente.Um abraço.

  • olá! Denilson, concordo com o que disse, agora eu acho o seguinte,será que temos esses profissionais qualificados para ensinar um segundo idioma, como é prometido por tanta escola. Se fizer uma peneira ai de quantos professores estao realmente aptos em ajudar no processo de aquisicao, será que a demanda de alunos nao será maior? Eu acho que nao temos bons professores que levem um aluno a fluencia disponivel em "qualquer esquina". O que vejo mais eh pessoas que se passaram por expert em ingles e se consideram o maximo, e ensinado algo de acordo ao mkt da escola, mas o foco dele eh um trocado no final do mes e mais nada. flw Abraco,

  • ótima discussão!alguém aí dirije, tem carro? existe selo pra mecânico? então, é por aí…cada um tem que ser responsável pelo serviço que oferece e que compra.no jornal está cheio de cartas dos leitores reclamando de restaurantes por exemplo. alguém já viu reclamação de escola de idioma? eu nunca vi.acho também que o professor tem um papel fundamental nessa questão, se o professor é excelente, o aluno vai até o final do curso. o problema é que muitos alunos ainda acham que professores nativos (sem experiência em ensino) são melhores, e muitos professores acham que só porque trabalharam 6 meses na Disney, podem dar aulas de inglês. é muito fácil culpar a escola, mas se ninguém comprar serviço ruim, não há marketing que sustente, a não ser o da rede globo, é claro : )

  • Gente to estudando a 3 semanas por conta propria, queria muito poder contar com a ajuda de voces, moro na periferia de Betim(MG) proximo a capital, comprei pela internet o curso de indiomas Globo um antigo e to indo sozinho ja to no 3o livro Me ajudem! Help, eu sempre quiz falar o ingles fluentemente.

  • Evandro

    Olá Denilso.Primeiramente parabéns pelo blog e pelas discussões levantadas. Eu já ensinei em escolas de idiomas e escolas de ensino fundamental e médio e concordo com o que você coloca no post. Mas acho que ainda há um outro fator a se levar em conta: a lamentável condição do ensino nas escolas regulares brasileiras (Públicas e PRIVADAS). Talvez isso não pareça ter relação com os problemas em centros de idiomas, mas se olharmos com cuidado veremos alguma relação. Nas escolas os alunos não são motivados a ser agentes do próprio aprendizado; o nosso sistema se resume em um professor que joga conteúdo (quando isso) e alunos que memorizam fórmulas para passar nos testes e conseguir boas notas (que nunca revelam o que o aluno de fato sabe mas sim o que ele decorou temporariamente) . Isso resulta em alunos despreparados para um aprendizado consciente e auto-crítico. Esse aluno chega dessa maneira ao curso de idiomas; não porque ele seja incompetente (embora, evidentemente haja casos de total desinteresse), mas porque ele foi condicionado durante anos daquela maneira. Então o professor muitas vezes tem de tomar tempo para ensinar o aluno o que é "estudar" (ou seja, não é decorar para um prova, é se auto-avaliar etc…) . Claro que isso é completamente inviável, na maioria dos casos. A maioria da população então procura numa escola de idiomas o que ela teve toda a vida escolar: promessa de resultado sem grande esforço, dedicação, paciência e responsabilidade (mesmo porque muitas instituíções não dizem isso claramente mas implicitam isso na sua propaganda). Aí o sucesso do "arenda inglês em seis meses." Embora eu pense que o aluno tenha certa culpa, a questão envolve a cultura escolar do país e isso é algo muito grande. Ainda um outro ponto já comentado e a não valorização do profissinal formado em letras. O discurso comum é que basta falar Inglês e a preparaçao metodológica adquirida na Universidade é desprezada em muitos casos (mesmo porque, em escolas onde há treinamento o professor vê um recorte ínfimo de uma única metodologia). Penso que para que haja melhora é necessário haver uma mudança nos conceitos e opiniões que as pessoas tem sobre a educação e sobre o que é estudar, ensinar e aprender. Também é importante que a educação não seja tão comercializada (frase altamente utópica…) Obrigado pelo espaço para os comentários e sucesso!

  • Mah

    yeah, você falou tudo e mais um pouco. Olhe, eu anderi pesquisando muitas escolas de inglês. E cheguei a conclusão que a do SENAC é a melhor das melhores…eu quero ir para lá :)Motivos para ter escolido esta escola: -Você tem aulas de segunda à sexta, no modo intensivo.-Você tem aulas 3 vezes por semana no regular.-SENAC tem prestígio.E não invetse tanto em markenting, ele nem precisa muito kkk

  • Olá Denilson,Queria parabenizar o seu blog e sua página no facebook, já me foram ( e são) muito úteis.Gostaria de lhe fazer uma pergunta com a esperança de que você possa me responder.Frequentei aulas de inglês durante muitos anos em uma escola conhecida, me foi útil apenas para uma básica noção. Depois fui para Austrália e lá pude aprimorar bastante meu inglês frenquentando aulas com professores nativos e no dia a dia do trabalho. Meu inglês é avançado pelo TOEIC, e tenho um vocabulário razoavel. Obviamente compreendo mais que me comunico.Tenho bastante necessidade em falar inglês, pois entro em contato com professores e proficionais nativos da língua. No entanto, sinto que cometo erros gramaticais demais. Me faço entender, mas as palavras me faltam. Nesse contexto, você acredita que aulas de conversação, mesmo nessas escolas "tradicionais", ou com professores particulares seria uma solução? Qual os caminhos que eu tenho pra esse aprimoramento? Obrigada pela atenção desde já!

  • Junia,Infelizmente, não sei como posso ajudar. Acredito que você deva conhecer as escolas e procurar saber o que eles oferecem. Isso tudo comparado aos seus objetivos pessoais em relação à língua inglesa. Com as escolas, você terá de entrar no ritmo deles e fazer o que eles pedem. Já com um professor particular é você quem diz o que quer e o professor deve procurar entregar aquilo que você deseja. A decisão final será sua e eu aqui não tenho como avaliar o seu caso e nem compará-lo às escolas de sua cidade.Denilso de LimaCurta nossa fanpage no Facebook

  • Diogo

    Concordo com alguns comentários mencionados aqui, pois faço curso de inglês a 1 ano e são 12 alunos na minha sala e a pode-se dizer que 3 ou 4 alunos tem alguma noção da língua, alguns não sei nem o que estão fazendo lá, porque em vez de motivar a aula acaba a deixando chata e mais demorada. Eu me garanto pois sei que o estudo de inglês não é uma coisa acessível a todos e tenho que agarrar a oportunidade que tive por isso não vou lá para brincadeira, quero realmente estudar, mas muitas vezes não conseguimos avançar por esse alunos que não tem nem um objetivo.

  • Jaas

    Gostaria de saber mais, como e por quem foram testados os 24% declarados fluentes. Muitos declaram ser de nivel avançado ou fluente mas na hora de falar, nada. O cliente/aluno interessado em aprender a lingua deve levar em consideracao O PROFESSOR. O professor precisa ser nativo bilingue, formado em pedagogia, treinado para usar o metodo e de preferencia ter experiencia. Nao adianta aprender ingles com um brasileiro que possui certificado da Cambridge (qualquer um consegue o First Certificate da Cambridge) ou morou fora e precisa retornar ao mercado de trabalho. Nao adianta ter aulas particulares com um gringo que nao tem didatica e nao fala portugues. As escolas parecem nao possuir mais a preocupacao com o aprender e sim com o faturar atraves desse marketing mentiroso. " Aprenda a falar em 18 meses", assistindo novelinha mexicana e usando sitcom americano e sem direitos autorais. Falta profissionalismo, seriedade e honestidade com o aluno. Educacao e prioridade sim mas o brasileiro parece nao se dar conta disso. Nao sejam mais enganados por tantas promessas, verifiquem o Professor!!!!

  • Quero pedir desculpas pelos erros de escrita. Nem sempre eu reviso o texto. E eu mesmo me incomodo muito com isto. Vou prestar mais atenção. Abraço gente.

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