Ensinar o Inglês Falado para Melhorar o Listening

[Este texto é a tradução de um texto publicado aqui em 03 de fevereiro de 2013]

Entre as quatro habilidades comunicativas presentes no ensino/aprendizado de inglês, listening é sem sombra de dúvidas a mais complicada. Para os estudantes de inglês, ela e quase indomável. Para os professores… Bom, como os professores ensinam listening? O que os professores fazem para ajudar os estudantes a desenvolver suas habilidade de listening? Claro que eles querem que os estudantes entendam o inglês falando (spoken English), mas eles estão fazendo isso do modo correto? Se estão, por que os estudantes de inglês continuam reclamando tanto por causa do listening?

Você já parou para pensar sobre o tido de inglês que você está ensinando (aprendendo) dentro da sala de aula? Não estou aqui me referindo ao trivial American English ou British English. Na verdade, estou me referindo aqui ao que podemos chamar de  Bookish English versus o Real English. Bookish English!? O que é isso?

O que é Bookish English?

Eu tenho certeza que você já deve ter notado que o inglês dos livros são um tanto quanto diferente do inglês dos filmes, músicas, seriados, bate-papos, etc. De um lado, temos o inglês como é escrito para razões pedagógicas, ou seja, Bookish English. Do outro lado, temos o inglês como ele é falado naturalmente, ou seja, Spoken English (Real English). Para deixar isso mais claro, permita-me dar alguns exemplos. Escute atentamente os áudios abaixo.

Acredite se quiser, isso é inglês sendo falado (inglês britânico). Mas, devo confessar que isso é tão estranho que até mesmo um falante nativo precisa de um intérprete. Portanto, ouça o que o intérprete tem a dizer.

Como foi agora!? Ainda continua sem entender? Está estranho!? Ok! Então, vamos ouvir o segundo intérprete.

Ótimo! Agora está bem melhor, não é mesmo? Muito mais fácil! Este é o tipo de inglês britânico que alguém vai ouvir com mais frequência na vida real. Mas, você não é chegado em inglês britânico! Então, ouça o próximo áudio.

Agora temos aí um senador americano falando no Congresso. Claro que americanos não falam assim; então, vamos reduzir um a velocidade e deixar as cosias mais naturais.

Estes são exemplos extremos do inglês falado. Não podemos esperar que os estudantes entendam isso. Até mesmo falantes nativos de inglês podem não entender. Esses exemplos foram usado aqui apenas para mostrar a você como o Spoken English é bem diferente do Bookish English.

Bookish English x Real English

Ensinar o Inglês Falado para Melhorar o ListeningNa maioria das vezes, os professores costumam esquecer dessa diferença. Embora eles saibam que há uma enorme diferença entre o inglês escrito e o falado, eles não se sentem muito à vontade para ensinar isso aos estudantes. Há muitas coisas a serem ditas sobre o assunto. Os estudantes podem se confundir. Muitas dúvidas podem surgir. Assim os professores preferem continuar presos ao inglês escrito para evitar problemas.

No entanto, os professores podem sim ajudar seus alunos a melhor desenvolverem suas habilidades de listening. Então, ensinar características do inglês falado devem estar presentes dentro da sala de aula. Ao aprender as características mais comuns do inglês falado os aprendizes desenvolvem suas habilidades de listening para o inglês da vida real e assim se tornam mais confiantes e motivados.

Melhorando as Habilidade de Listening dos Alunos

Claro que os estudantes não precisam aprender e nem descrever os tecnicismos envolvidos em análises fonéticas. A ideia é ajudá-los a reconhecer o que os falantes nativos realmente fazem com a língua quando eles a usam naturalmente nas conversas do dia a dia. Os professores deveriam mostrar aos alunos, independentemente do nível, aspectos relacionados ao connected speech tais como  weak and strong forms, elision, vowel reduction, liaison, juncture, contractions, rythm, entonation, sentence stress etc.

Ao ensinar essas características do inglês falado, as habilidade de listening dos estudantes melhoram conforme eles vão progredindo do básico ao avançado. Na verdade, eles não apenas aprenderiam como ouvir melhor, mas também como falar melhor. Notem que escrevi “básico” algumas palavras atrás. Isso é apenas para mostrar que os aspectos do inglês falado devem ser ensinados não apenas para alunos de nível intermediário ou avançado.

Como regra geral, todo estudante de inglês deveria aprender sobre essas características comuns do inglês falado desde o início. Essas características deveriam ser mencionadas no momento que um estudantes começa seu curso de inglês. Isso definitivamente evitaria muita frustração dentro e fora da sala de aula. Ouvir  inglês não deveria ser tão complexo.

Atividades de Listening

As atividades de listening na sala de aula deveriam refletir o inglês falado que os alunos certamente encontrarão fora da sala de aula quando em situações comuns do cotidiano. Eles não penariam tanto para entender suas músicas favoritas, seu filmes prediletos, seus seriados mais adorados, os programas de TV que curtem, ou as conversas normais com pessoas de verdade. Dê uma olhada nas sentenças abaixo. Ela são sentenças típicas de livros desenvolvidos para estudantes de nível básico.

  • What’s your name?
  • Got it?
  • What are you going to do now?
  • Can you give me that pen?
  • let me say that again.
  • I’ve got to go now.
  • You can count on me, ok?
  • I don’t know.
  • What do you mean?
  • Do you want to come along?

listeningQuando os estudantes se deparam com essas sentenças em sala de aula eles as lêem palavra por palavra. Os professores tem o hábito de praticar essas sentenças com os estudantes lendo e focando nos sons isolados. Os professores podem não perceber isso, mas eles estão apenas ensinando o Bookish English. Este não é o tipo de inglês que os estudantes encontrarão na vida real.

Agora, e se os professores ensinassem essas mesmas sentenças mostrando aos alunos como elas são realmente pronunciadas? E se os professores usassem um pouco do tempo de aula para mostrar aos alunos como os falantes nativos realmente falam essas sentenças ao conversarem uns com os outros? E se os professores ajudasse os alunos a produzir as sentenças do mesmo modo natural como um falante nativo? Como os estudantes se sentiriam se fosse capazes de falar e entender as sentenças acima como no áudio abaixo?

Não seria melhor para os estudantes? Eles não se sentiriam mais confiantes ao ouvir o inglês da vida real? A ansiedade e nervosismo não seriam reduzidas ao ouvirem algo ou alguém?

Para Encerrar

Se os professores começassem a mostrar ao seus alunos de nível básico como o inglês real é realmente falado (pronunciado), os aprendizes desenvolveriam de modo melhor e mais rápido suas habilidade de listening. O ensino de chunks of language (formulaic language) comumente usados em várias situações e o modo como eles são pronunciados como um todo ajudaria os estudantes a entender (ouvir) e falar inglês de modo muito melhor.

Claro que a pessoa não aprenderá as características do inglês falado da noite para o dia. No entanto, quando mais cedo os aprendizes tenham contato com os mistérios do connected speech, melhor eles ficarão ao ouvir inglês de verdade. A motivação e a confiança deles se elevarão de modo que eles pararão de reclamar tanto sobre listening.

– © Denilso de Lima, ELT Professional.

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Como Ensinar Inglês?

Vez ou outra, recebo emails de pessoas querendo saber como ensinar inglês. Muitas vezes as perguntas variam: Que material usar para dar aulas de inglês? Qual o melhor método para ensinar inglês? O que é preciso para começar a dar aulas de inglês? E outras tantas!

Se você tem vontade de entrar nesse universo de ensino de inglês, abaixo compartilho algumas informações que servirão de guia para você encontrar um rumo. Então, vamos lá!

Depois de ler essa dica, você poderá querer participar do nosso curso voltado especialmente para professores de inglês. Portanto, é só clicar aqui para saber mais a respeito.

O que é ensinar inglês?

Em meus workshops e cursos para professores, eu sempre peço aos participantes para definirem o que é ensinar inglês. Encontrar essa definição torna-se a base para você se desenvolver como um bom professor de inglês.

Quando eu comecei a dar aulas – lá em 1994! – eu achava que ensinar inglês se resumia ao simples fato de ensinar regras gramaticais, passar uma lista de palavras e frases no quadro e cobrar isso em uma atividade.

O que e ensinar InglesCom o tempo fui percebendo que ensinar inglês era muito mais amplo que aquilo. O que eu fazia era apenas passar conteúdo aos alunos e cobrar isso nas provas. Na verdade, o que eu estava fazendo era testar a capacidade de memorização dos alunos. Eu não estava ensinando inglês.

Por meio de leituras, conversas com colegas e minha própria experiência que ensinar inglês era, acima de tudo, ensinar as pessoas a transmitirem suas ideias, desejos, esperanças, vivências, frustrações etc., na língua que eu estava ensinando. Percebi ainda que ensinar inglês era mostrar aos alunos as diferenças entre dois ou mais mundos: o mundo de quem fala inglês e o mundo de quem fala português.

Sei que isso parece algo muito filosófico. Porém, se você pretende ensinar inglês responsável e profissionalmente, você deve ter sempre isso em mente. Passar regras de gramática, listas de palavras e fazer tarefinhas de memorização não é ensinar inglês.

Ensinar inglês é algo que deve mexer com o professor e o aluno em todos os sentidos. Ensinar inglês é falar de culturas e comportamentos diferentes. É ajudar os outros a se expressarem no mundo de modo natural.

Como ensinar inglês?

Se você tiver claramente a definição do que é ensinar inglês, você saberá como ensinar inglês.

Haverá momentos que você terá de explicar sobre uma regra gramatical. E aí, você terá de saber se deve ensinar a regra de modo explícito ou implícito. Você poderá mostrar a regra, dar exemplos e compará-los com o português. Como você ensinará as regras, dependerá de cada momento.

» Leia também: Regras Gramaticais do Inglês: Ajudam ou Atrapalham?

Haverá ainda momentos em que você terá de ensinar palavras e expressões usadas em determinadas situações. É aí que você pode entrar com a parte dos mundos diferentes. Para isso basta mostrar aos alunos que entre nosso país e os países de língua inglesa há diferenças culturais e comportamentais que devem ser observadas. Ensinar esses aspectos culturais enriquecerão a bagagem cultural de cada aluno e servirá para eles saberem como devem se comportar nas mais variadas situações.

Algo que considero extremamente importante no como ensinar inglês é ter sempre bem claro em mente os objetivos dos alunos ou a proposta de ensino do professor. Ou seja, por que eles querem aprender inglês? O que eles pretendem com essa coisa de aprender inglês? Quais as razões pelas quais eles querem ficar com o inglês na ponta da língua? Qual é a proposta de ensino do professor? O que o professor ofereceu como objetivo na elaboração de seu curso?

Muitas vezes, quando um estudante de inglês faz uma pergunta, alguns professores dão uma resposta sem antes procurar saber qual a intenção do aluno. Há pessoas que querem aprender inglês apenas para fazer uma pós-graduação. O objetivo dela não é falar ou ouvir inglês o tempo todo; ela quer apenas ser capaz de ler e interpretar textos ou mesmo escrever algo. Portanto, é preciso ensinar essa pessoa levando em conta o objetivo dela.

Outras vezes podemos ter alguém que quer aprender inglês para fazer uma pequena viagem de turismo. Ela quer saber como se comunicar no hotel, no restaurante, na loja de roupas e eletrônicos, pegar um táxi, pedir informações etc. Portanto, o modo como você vai ensinar inglês a essa pessoa será diferente de como ensinará à pessoa anterior.

TeachingPara chegar ao como ensinar inglês, você precisará aprender muita coisa. Não se preocupe! Você não aprenderá como ensinar inglês de uma hora para outra. Você precisará de tempo para saber reconhecer o modo como cada pessoa aprende e o que cada pessoa deseja realmente aprender. Confesso que até hoje – após 20 anos nessa profissão – eu, a cada dia que se passa, continuo aprendendo como ensinar inglês. Então, seja paciente!

O que ensinar?

Parte da resposta a essa pergunta já foi respondida no primeiro ponto acima: gramática, vocabulário e aspectos culturais. No entanto, há outras coisas que você deve levar em conta.

Uma delas refere-se às quatro habilidade linguísticas: speaking, listening, writing e reading. Para cada uma dessas habilidades há ainda o que podemos chamar aqui de sub-habilidades: pronúncia, entonação, conversational strategies, functional languageskimming, scanning, listening techniques, extensive listening, intensive listening, spelling, punctuation, genres e outras mais.

» Leia também: Qual das quatro habilidades é o seu alvo?

Seus alunos precisam se desenvolver dentro dessas habilidades levando em conta as sub-habilidades. Portanto, você tem de saber como encaixar a gramática, o vocabulário e os aspectos culturais dentro disso tudo.

Vale ressaltar que gramática não é uma coisa só. Há vários tipos de gramática e cada uma dessas gramáticas poderá ser ensinada de acordo com os objetivos dos alunos. Alguns precisam saber sobre as regras e os termos técnicos da língua; outros nem querem saber disso.

Em termos de vocabulário (ou léxico), é preciso ter em mente que temos frases cotidianas, gírias, expressões idiomáticas, collocations, chunks of language, phrasal verbs e muito mais. Há ainda a questão do que é apropriado e o que não é apropriado em determinados momentos, qual a melhor palavra a ser usada em um contexto, o que é formal ou informal.

Não esqueça que tem ainda os seus alunos: Quem são? Quantos são? São crianças? Adolescentes? Adultos? Quais os estilos de aprendizado? Quais as aptidões? Enfim, são muitas coisas que ajudarão você a determinar como ensinar inglês e o que ensinar.

Os três pontos visto até aqui são, em minha opinião, as colunas de sustentação para que você desenvolva o seu ensino de inglês de modo justo e perfeito. Mantenha esses três pontos bem firmes em sua mente e você identificará quais as melhores maneiras para dar aulas de inglês.

Que material usar?

CoursebooksGeralmente, as pessoas me perguntam qual o melhor livro para ensinar inglês. Infelizmente, não há uma resposta única para essa pergunta. [Aviso: se você dá aulas em uma escola, é claro que você deverá usar o material adotado pela instituição.]

Há inúmeros livros (coursebooks) disponíveis no mercado de ensino de inglês. Cada um deles tem peculiaridades que vão de acordo com o que cada autor considera fundamental em termos de ensino/aprendizado de inglês.

No geral, todos os livros levam em conta tudo o que falei acima. Portanto, a grande maioria dos coursebooks são bons! Contudo, a escolha do material ficará a critério do professor. Isto é, cabe ao professor identificar qual o livro que satisfará suas necessidades (e de seus alunos) levando em conta os três pontos que mencionei acima.

O professor adequará o livro de acordo com suas crenças em relação ao que é ensinar inglês, como ensinar inglês e o que ensinar em inglês. A escolha do material deverá ainda refletir, da melhor maneira possível, os objetivos dos alunos. No caso de aulas para grupos, o material deverá ser escolhido levando em conta o objetivo geral do grupo ou a proposta de ensino do professor.

Além de um coursebook, o professor deverá ter ainda uma boa gramática de inglês, um bom dicionário e também outros recursos que possam ser facilmente utilizado em sala de aula.

» Leia também: Livros de Inglês: Gramáticas e Como Escolher um Bom Dicionário de Inglês?

Como começar a dar aulas de inglês?

Professor de InglesJá escrevi um texto aqui no site sobre isso. Se você ainda não leu, o texto é Como ser professor de inglês no Brasil. Nele eu falo um pouco sobre a formação do professor. Será que é preciso ser formado em Letras? Será que só por eu falar inglês já posso dar aulas de inglês?

Outros textos que você deve ler são: Dicas Para Novos Professores de Inglês e Livros Para Professores de Inglês. Neles você encontrará várias informações para saber como começar a dar aulas de inglês e como se desenvolver profissionalmente na área.

Tem uma coisa que eu considero ser fundamental para quem vai começar a dar aulas de inglês ou já está dando:

NUNCA se considere o espertalhão que sabe tudo. JAMAIS responda a um aluno como se você fosse a última autoridade no assunto. NÃO seja arrogante e metido!

Se você não sabe algo, diga que não sabe e que pesquisará e trará a resposta na próxima aula (e realmente leve a resposta!). Se um aluno te perguntar se é importante aprender as regras gramaticais da língua inglesa, respire fundo e procure entender por que ele está perguntando isso. Não haja de modo irresponsável baseando em algo que você ouviu alguém dizendo. Haja de modo profissional em todos os aspectos.

Leia! Estude! Converse com seus colegas! Pesquise! Seja um eterno aprendiz! Trate todos com respeito e atenção. Conquiste o respeito e a admiração dos seus alunos. Don’t be an asshole!

Conclusão

Percebeu que aprender como ensinar inglês não é tão simples o quanto parece? Não dá para fazer uma lista de 10 dicas para ensinar inglês melhor sem que antes você comece a entender uma série de outras coisas.

Lembre-se: ensinar inglês não é só ensinar regras e palavras e aplicar atividades e provas. Ensinar inglês é algo muito mais amplo. É algo que envolve teorias e pessoas (seus alunos). Por isso, ao longo da sua caminhada você sempre terá de parar, refletir, analisar e corrigir o que está sendo feito.

That’s it for now, guys! I hope you all become a better English language teacher day by day! So, keep on learning! I’m sure you’ll become an excellent professional each day. Bye bye!

05 Livros Para Professores de Inglês

No vídeo [Tag] Livros em Inglês, eu mencionei um livro como sendo um dos que me abriu a mente para seguir a carreira de ELT Professional (profissional em ensino de língua inglesa): The Non-Native Teacher, de Péter Médgyes. Por causa do vídeo, várias professoras de inglês enviaram emails pedindo outras recomendações de livros para professores de inglês.

Portanto, entre os vários livros que posso recomendar, fiz uma lista de 5 livros que considero essenciais para quem deseja dar os primeiros passos na profissão. São livros que tratam do assunto de ensino de língua inglesa de modo geral. Ou seja, abordam temas como: ensino de gramática, ensino de vocabulário, processo de aprendizado, comportamentos de alunos e professores, métodos, abordagens, ensino das quatro habilidades, gerenciamento de sala de aula, prática pedagógica, a língua inglesa no mundo e muito mais. Vamos aos títulos e assim você entenderá melhor cada um deles!

An A–Z of ELT

Este livro é na verdade uma espécie de dicionário de termos usados na área de ensino de inglês (TESOL). Embora as definições sejam resumidas, o autor, Scott Thornbury, define cada termo de modo objetivo e claro. Se você deseja ter uma ideia sobre affordance, priming, methodology, approaches, phrase, communicative approach, lexical approach, discourse, co-operative principle e muitos outros termos, esse livro deve fazer parte de sua mesa de trabalho.

Approaches and Methods in Language Teaching

Esse é um dos clássicos na área de ensino de inglês. Os autores Jack Richards e Theodore Rodgers discorrem sobre os principais métodos e abordagens de ensino de línguas. Eles iniciam com um breve histórico do ensino de línguas e então – meio que cronologicamente – apresentam os métodos e abordagens que fazem (ou fizeram) parte do universo de ensino de línguas até o momento: Oral Approach and Situational Language Teaching, Audiolingual Method, Total Physical Response, Whole Language, Community Language Learning, Communicative Language Teaching, Lexical Approach, Task-Based Language Teaching, Post-Methods Era e muito mais.

Techniques & Principles in Language Teaching

Diane Larsen-Freeman e Martin Anderson apresentam os conceitos e processos fundamentais dos principais métodos e abordagens de ensino de línguas. Diferentemente do livro anterior, neste os autores analisam cada método e abordagem do ponto de vista teórico e prático. Eles também apresentam modelos de como as aulas são dadas dentro de cada método e abordagem. Eles também apresentam os pontos críticos (vulneráveis) para que o leitor possa continuar suas pesquisas e assim descobrir por si só quais métodos e abordagens são mais adequados para seu público e sua prática pedagógica.

The Practice of English Language Teaching

Jeremy Harmer apresenta neste livro vários temas voltados à pratica de ensino de inglês. O autor aborda fatos referentes à língua inglesa no mundo, diferentes tipos de inglês, o que é a língua inglesa, descrição dos professores e alunos nos dias de hoje, contextos de aprendizagem, métodos e abordagens mais populares, a questão dos erros e a correção, ensino da pronúncia, do vocabulário, da gramática, das quatro habilidades comunicativas, o uso da tecnologia em sala de aula e muitos outros temas essenciais para a prática de ensino de inglês. Trata-se de um livro abrangente e que sozinho introduz o novo profissional nos assuntos mais importantes no ensino de língua inglesa.

Teaching by Principles

Também é um dos clássicos na formação de professores de inglês ao redor do mundo. Leitura obrigatória em praticamente todos os cursos de TESOL. H. Douglas Brown mostra ao leitor os fundamentos da prática pedagógica de ensino de língua inglesa. Entre os vários temas citados acima, ele também aborda o desenvolvimento de material de ensino de inglês, gerenciamento de sala de aula, a história dos métodos e abordagens, estratégias de ensino, o ensino integrado das quatro habilidades, contextos políticos, institucionais e sócio-culturais no ensino de inglês, a responsabilidade social do professor de inglês, avaliação do ensino e aprendizado etc. Trata-se de um livro tão completo quanto os demais; portanto, indispensável para o profissional sério e arrojado da área.

Esses são apenas 5 livros para professores de inglês que considero como básicos na formação dos profissionais de ensino. Agora, a pergunta é:

Qual livro ler primeiro?

Confesso a você que eu não sei qual você deve ler primeiro! Acredito que isso fica a seu critério!

Eu mesmo não os li por uma ordem! Eu os li conforme tinha dinheiro para ir comprando um outro outro. Alguns eu peguei emprestado e depois – quando as coisas foram melhorando – eu comprei para ter sempre ao meu lado. Pois, são livros excelentes e que servem de guia para o desenvolvimento profissional sério e focado no público alvo.

Como eu disse, há muitos outros livros a serem recomendado. Mas, por enquanto, esses aí são os que considero essenciais para você começar a entender melhor o fantástico mundo do ensino de inglês como segunda língua. Prometo fazer uma lista com outros livros para que você professora (ou professor) possa ir se aperfeiçoando cada vez mais.

Até a próxima!

Por que brasileiro não aprende inglês?

Dias atrás, ao ser entrevistado por um programa de TV, o repórter perguntou: “Denilso, por que brasileiro não aprende inglês?“. Dei lá minha resposta, mas isso ficou martelando na minha cabeça! Curiosamente, dias depois, estava conversando com o amigo Miguel Neneve e entramos no mesmo assunto. Assim, depois de pensar bastante e analisar alguns fatos, percebi algo interessante e compartilho neste texto.

Muitos devem estar pensando que o problema maior está no governo brasileiro. Afinal, o sistema educacional do país é defasado. E, relacionado ao ensino de inglês, a defasagem é muito maior. Aqui, ainda se ensina inglês do mesmo modo como era ensinado nos tempos da vovó. Outros culpam as escolas de idiomas. Pois, como dizem por aí, essas escolas estão mais interessadas em ganhar dinheiro do que ensinar inglês de verdade. No entanto, não podemos generalizar. Há escolas de idiomas que possuem um plano pedagógico excelente. Qualificam seus professores de modo exemplar. Possuem materiais atualizados.

A verdade é que falar do governo e das escolas de idiomas virou rotina. Já estamos cansados de ouvir isso. Logo, será que não há outra resposta para a pergunta “por que brasileiro não aprende inglês?“?

Por que brasileiro não aprende inglês?Após pensar um pouco e analisar um pouco mais, notei que o brasileiro não aprende inglês fluente por causa dele mesmo. O brasileiro é o seu próprio inimigo no aprendizado de inglês. Como assim?
Não estou me referindo ao fato do brasileiro deixar para aprender inglês em cima da hora. Também não se trata do fato de que grande parte das pessoas que estuda inglês no Brasil estão à espera de um milagre: dormir hoje e acordar falando inglês amanhã. Falar da preguiça de estudar é algo que não entra aqui também. Enfim, o problema não está nessas atitudes apenas. Há ainda dois outros pontos que considero piores.

Como profissional na área de ensino de inglês e pesquisador, garanto a você que estes dois pontos são responsáveis também pela demora para se aprender inglês no Brasil. Estes dois pontos são

  • Desejo incontrolável (quase doentio) de falar inglês como um falante nativo (americano ou britânico)
  • Busca da perfeição na gramática e, principalmente, na pronúncia

A grande maioria dos brasileiros acha que aprender inglês significa aprender a falar igualzinho a um nativo. Esse comportamento gera comentários assim: “eu quero falar inglês como americano/britânico“, “o inglês aqui é americano ou britânico? Eu só quero se for britânico” e outros do tipo. Essa coisa de falar inglês como um americano não deve ser o objetivo principal de ninguém que estuda inglês. Perder tempo com coisas do tipo “inglês britânico é melhor que inglês americano” só ajuda a atrapalhar e criar mais dificuldades. [Leia: O que é International English?]

O outro ponto é aquele de querer ser perfeito na gramática e na pronúncia. O desejo da perfeição gramatical é notada em comentários do tipo “não sabe nem português direito e quer aprender inglês“.

Como não sabemos português direito!? O fato de não sabermos todo o código gramatical estabelecido pela Academia Brasileira de Letras não nos torna burros em português. Não somos incapazes de bater um papo em português pelo simples fato de não sabermos todas as regras dos livros de gramática. “Nóis erra; mais nóis se comunica!” (Nós erramos; mas, nós nos comunicamos). Claro que não é bonito falar errado! Mas, é errando que se aprende. E aprender é algo que acontece ao longo da vida!

Há ainda pessoas que dizem o seguinte: “só vou falar inglês quando aprender mais e estiver no nível avançado“. Eu acho isso um absurdo! Se essa lógica valesse para o português, essas pessoas só começariam a falar português quando chegassem ao Ensino Médio. E olhe lá!

Para encerrar, pergunto: Você já viu um italiano falando inglês? Um coreano falando inglês? Que tal um chinês? Um grego? Um boliviano? Um venezuelano? Um francês? Um alemão? Um argentino?

As pessoas de outros países que falam (aprendem) inglês estão pouco se lixando com o fato de falarem igualzinho a um britânico ou a um americano. Os falantes de outros países podem falar errado, mas se comunicam. A pronúncia deles não é perfeita, mas ainda assim dizem o que querem.

O TH deles sai esquisito e nem por isso se acham incapazes de falar inglês. Com o passar do tempo, eles vão aprendendo e melhorando. Já no Brasil, a maioria só se sente à vontade se a pronúncia for perfeita (som do th, por exemplo), a gramática for impecável e o jeito de falar for como o de um nativo.

O resto do mundo aprende a falar inglês porque não é tão exigente consigo mesmo. A cobrança pela perfeição lá fora não é doentia e exagerada como é aqui. O resto do mundo sabe que fala inglês “errado“, mas fala assim mesmo. Se a mensagem não é entendida, o resto do mundo tenta de novo. Já o brasileiro espera aprender tudo de modo perfeito para só então se soltar. E acaba desistindo no meio do caminho por achar inglês uma língua difícil.

Essa exigência exagerada causa frustração, tristeza, angústia, estresse, senso de incapacidade e outros sentimentos que atrapalham a capacidade de aprender inglês. Se você é muito exigente, cuidado! Os erros sempre acontecerão e falar como um nativo é extremamente difícil e até mesmo impossível. Lembre-se: saber inglês não significa ser perfeito e falar tudo certinho; saber inglês significa diminuir a quantidade de erros conforme vamos aprendendo.

Por fim, meu objetivo neste texto é mostrar um comportamento comum entre a maioria dos estudantes de inglês no Brasil: a exigência da perfeição. Esse comportamento acaba com os sonhos de muitos. Não pegue pesado com você mesmo e nem permita que os comentários dos outros frustrem seus planos de aprender inglês. Não seja exigente demais na gramática e pronúncia e nem queira falar inglês como um nativo fala. Vá com calma! That’s it!

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Teaching Spoken English to Improve Listening

Among the four skills, listening is definitely the most intricate one. For learners, it seems untamable. For teachers… Well, how do teachers teach listening? What do teachers do to help learners develop listening skills? They surely want learners to understand spoken English, but are they doing the right thing? If they are, why do learners keep moaning and groaning about listening?

Well, have you ever thought about the kind of English you’ve been teaching in the classroom? I’m not questioning whether it is American English or British English. I’m actually talking about Bookish English versus Real English. Bookish English!? What’s that?

What’s Bookish English?

I’m sure that you’ve already noticed that the English from coursebooks are distinctly different from the English from movies, songs, conversations and so on. On one hand, we have English as it is written for pedagogical reasons, that is, Bookish English. On the other, we have English as it is naturally spoken, that is, Spoken English (Real English). To make this clearer, let me give you a couple of examples. Listen to the audio clip below.

Believe it or not, this is English. But I must fess up  that this is so weird that even a native speaker needs an interpreter. So, listen to the interpreter.

How was it now? Still can’t get it? Weird!? Ok! So, let’s listen to a second interpreter.

Yes! Now it’s ok, isn’t it? Much easier! This is the kind of British English one may listen to in real life. Ok! You’re not into British English! So, listen to this next audio clip.

This is an American senator speaking in Congress. Of course, Americans don’t speak like that; so, let’s slow down:

These are extreme examples of spoken English. We can’t expect that learners understand that. Even native speakers may not understand. These were used here just to show you how Spoken English is totally different from Bookish English.

Bookish English x Real English

Listening SkillsMost of the time teachers tend to forget about that difference. Although, they know there’s a huge difference between spoken and written English, they don’t feel much comfortable teaching that to learners. There are too many things to talk about. Learners may be confused. Lots of questions may be asked. So, teachers prefer to keep stuck to written English in order to avoid trouble.

However, teachers must help their learners develop listening skills. Then, teaching characteristics of spoken English have to be present in the classroom. By learning the most common characteristics of spoken English learners will develop their listening skills for real life English and become more confident and motivated.

Improving Learners’ Listening Skills

Of course, learners are not supposed to describe the technicalities involved in phonology analysis. The idea is to help them recognize what native speakers really do with the language while using it in natural conversations. Teachers should show learners, regardless of their level, aspects of connected speech such as weak and strong forms, elision, vowel reduction, liaison, juncture, contractions, etc.

By teaching those features of spoken English, learners’ listening skills become much better as they go from basic to advanced. In fact, not only would they learn how to listen better, but also how to speak better. Notice that I wrote “basic” some words ago. This is to show that aspects of spoken English is to be taught not only to intermediate or advanced learners.

As rule of thumb, every learner should learn about common characteristics of spoken English from the very beginning. These characteristics should be mentioned the moment learners start an English language course. This would definitely avoid so much frustration in and out of the class. Listening English wouldn’t be so hard.

Listening Activities

Listening activities in the classroom should reflect the spoken language learners will certainly meet out of the classroom when in neutral, everyday situations. They wouldn’t struggle much to understand their favorite songs, movies, TV shows, or natural chats with real people. Take a look at the sentences below. They are very common sentences taken from books designed for basic learners.

  • What’s your name?
  • Got it?
  • What are you going to do now?
  • Can you give me that pen?
  • let me say that again.
  • I’ve got to go now.
  • You can count on me, ok?
  • I don’t know.
  • What do you mean?
  • Do you want to come along?

listeningWhen learners meet these sentences in the classroom they read them word for word. Teachers tend to practice these sentences with learners by reading each word and focusing on isolated sounds. Teachers may not realize that, but they are teaching Bookish English. This is not the kind of English learners will listen to in real life.

Now, what if teachers taught the same sentences above by showing learners how they are really pronounced? What if teachers used some time of their classes so as to show learners how native speakers pronounce these sentences when talking to each other? What if teachers helped learners produce those  utterances the same natural way? How would learners feel if they were able to speak and understand the sentences above as in the audio clip below?

Wouldn’t it be better for learners? Wouldn’t they feel more confident when listening to English for real? Wouldn’t their anxiety and nervousness be reduced when listening to something or someone?

In Conclusion

If teachers starts showing learners in basic levels how real English is really spoken (pronounced), learners will better and faster develop their listening skills. Teaching common chunks of language (formulaic language) and the way they are pronounced as a whole will definitely help learners understand (listen) and speak better.

Of course, one will not learn the characteristics of spoken English from one day to the other. However, the sooner sooner learners are introduced to the mysteries of connected speech, the better they’ll become in listening to Real English. Their motivation and confidence. will be boosted in a way that they’ll stop moaning and groaning about listening.
— © Denilso de Lima, ELT Professional.

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Lexical Approach (Abordagem Lexical): o que é e quais seus fundamentos?

MWhat is the Lexical Approach? O que é a Abordagem Lexical? Afinal, que abordagem é essa que nos últimos 25 anos tem influenciado tantos professores de inglês ao redor do mundo?

Nesse artigo, farei um breve resumo do que é a Abordagem Lexical – Lexical Approach. Portanto, se você sempre teve interesse em conhecer a história e também alguns dos fundamentos que sustentam essa abordagem, continue lendo.

As Origens da Abordagem Lexical

De modo prático, nós colocamos o início da Lexical Approach no ano de 1993. Foi quando Michael Lewis publicou o livro The Lexical Approach: the state of ELT and a way forward [Heinle ELT].

Por meio dessa obra, Lewis não só cunhou o termo Lexical Approach, como também colocou em xeque uma das mais sólidas bases do ensino de inglês: a Gramática. Afinal, para ele, a gramática como ensinada no ensino de inglês não deveria ser o centro do aprendizado e ensino de língua.

Essa ideia é inteligentemente resumida na frase:

A língua consiste de léxico gramaticalizado, não de gramática lexicalizada”.

Lewis procurava deixar claro que a base de uma língua é o seu léxico (vocabulário) e não as estruturas gramaticais e os termos técnicos repassados de modo mecânico e analítico aos alunos.

Esse “ataque” fico ainda mais forte quando Lewis afirma que:

O principal mal-entendido no ensino de língua inglesa é acreditar que a gramática normativa é a base da lingua e que o domínio do sistema gramatical é pré-requisito para uma comunicação efetiva.

1997 marca o lançamento de seu segundo livro sobre o assunto: Implementing the Lexical Approach – putting theory into practice [Heinle ELT]. Se no livro anterior, o foco estava em apresentar a teoria, neste o objetivo era mostrar o lado prático da Abordagem Lexical. Como suas ideias estava sendo aplicadas em salas de aula em vários cantos do mundo.

Foi assim que o ensino tradicional da gramática e das palavras soltas – juntamente com phrasal verbs e idioms – começou a ser questionado.

Fundamentos Básicos

Muitas pessoas passam a acreditar que a Lexical Approach deixa de lado o ensino de gramática nas aulas de inglês. Na verdade, isso não é bem assim!

O que a Lexical Approach é apenas mudar o modo como a gramática é ensinada.

Para isso, é preciso compreender dois conceitos essenciais no ensino de inglês: gramática e vocabulário.

Gramática Normativa vs. Gramática de Uso
Lexical Approach (Abordagem Lexical)

A gramática deixa de ser vista apenas como um conjunto de regras e termos técnicos e passa a se tornar algo vivo. Logo, torna-se algo a ser adquirido de modo natural e não mecânico.

Temos então de entender a diferença entre gramática normativa e – o que eu chamo informalmente de – a gramática de uso. Na primeira, o estudante decora regras, termos técnicos e faz atividades para avaliar se aprendeu os conceitos. Ele está assim aprendendo sobre a língua e não como usá-la naturalmente.

Já na segunda – a gramática de uso – o estudante aprende a usar a gramática de modo mais natural. Sem a necessidade de decorar os conceitos técnicos da gramática normativa.

Mas, como isso é possível?

Chunks of Language

Por meio dos chunks of language, formalmente chamados de formulaic language. Essa nada mais é do que a forma como o vocabulário (o léxico) da língua inglesa é visto dentro da Abordagem Lexical.

Os chunks são de vários tipos: collocations, fixed sentences, semi-fixed sentences, polywords, gambits e muitos outros. Os chunks podem ser organizados de acordo com situações do cotidiano, assuntos/temas específicos, conversacionais, etc.

Por meio dos chunks, os aprendizes internalizam (memorizam) a gramática de uso, as frases e palavras comuns em determinadas situações e também outras frases usadas para fins comunicativos ao falar e ouvir alguém na língua alvo.

Entender os chunks é a base da Abordagem Lexical. Afinal, ao entendê-los o profissional de ensino de inglês é capaz de ensinar a língua de uma maneira muito mais significativa aos seus alunos e alunas.

Vantagens da Lexical Approach

A Lexical Approach quando bem compreendida oferece ao professor maiores e melhores possibilidades de ensinar a língua.

Ela torna a aquisição da língua muito mais dinâmica, prática, e significativa para o aluno. Há, portanto, uma completa guinada na forma como o aprendiz adquire e usa a língua alvo.

Cumpre observar que através da Lexical Approach é proposta a ideia de que a proficiência em uma língua estrangeira é adquirida e desenvolvida mais rapidamente ao se dar total ênfase no ensino e aprendizado dos chunks of language.

O aprendiz adquire não só o léxico (chunks), mas também a gramática de uso e a pronúncia. Por essa razão, Lewis diz que a Abordagem Lexical é um abordagem integrada. Pois, o professor ensina vocabulário, gramática e pronúncia de modo integrado e não como “entidades” separadas.

A Lexical Approach pode revolucionar o modo como você enxerga o vocabulário e a gramática no ensino de inglês. Mais que isto: pode revolucionar o modo como você aprende/adquire inglês. Afinal, ela ajudará você a compreender o que é vocabulário, a aprender gramática através do vocabulário e muito mais.

Críticas à Lexical Approach

O trabalho de Michael Lewis chamou claro a atenção do mundo do ELT. Muitos autores e estudiosos começaram a prestar a atenção ao que ele dizia: fosse para elogiar ou para criticar.

Umas das principais críticas feitas estava no fato de que o nome Lexical Approach não era apropriado. Afinal, para alguns, não se tratava de uma abordagem propriamente dita.

Alguns dos críticos diziam que a Lexical “Approach” era apenas uma série de ideias sobre como ensinar vocabulário em sala de aula. Portanto, não deveria ter o status de abordagem.

Scott Thornbury, em 1998, publicou um artigo “The Lexical Approach – a journey without maps?”. Para esse autor, a Abordagem Lexical não apresentava um método (um mapa) mostrando como fazer as teorias funcionaram de modo sistemático em aulas.

Eu arrisco dizer que faltou aos críticos da Lexical Approach um pouco mais de maturidade para entender a riqueza das ideias de Lewis, um homem à frente de seu tempo.

Digo isso, pois hoje – 2019 –, muitas ideias de Lewis permeiam livros de ensino de inglês e muitas salas de aula ao redor do mundo.

Claro que isso não acontece de modo explícito. Mas, hoje é possível notar que temas como collocations e chunks of language estão presentes em vários obras e treinamentos de professores.

Muitos dos que criticavam a Lexical Approach em seu início, hoje se rendem a muitos de seus conceitos. Isso prova como a Abordagem Lexical realmente influenciou e continua influenciando profissionais de ensino de inglês em todo o mundo.

» Leia mais: A Diferença entre Método e Abordagem

Conclusão

O objetivo neste artigo foi apenas o de apresentar uma noção básica sobre a Lexical Approach.

Caso você seja profissional de ensino de inglês e esteja interessado em saber ainda mais sobre tal abordagem, recomendo que participe do curso Being a Lexical Teacher. Nele eu apresento muito mais conteúdo teórico e prático sobre esse assunto. Leia mais, clicando aqui.

Até a próxima! Keep learning!»