Sobre as preposições em inglês outra vez!

Dando uma olhada em minha caixa de emails notei que muita gente [mas muita gente mesmo] adora perguntar sobre preposições. São perguntas assim:
  • Qual a diferença entre ‘to’ e ‘for’?
  • Quando usar as preposições em inglês?
  • Como usar as preposições corretamente?
  • Quais as regras para dominar as preposições da língua inglesa?
  • Qual a diferença entre ‘in’ e ‘into’ ou ‘on’ e ‘onto’?

São muitas perguntas. Todas no mesmo estilo! Veja bem! Este pequeno blog existe desde janeiro de 2007. Durante sua existência um dos temas mais abordados aqui foi preposições. Temos os seguintes postsa respeito:

A minha resposta para as perguntas feitas no início é a mesma que um americano me deu quando eu [a muito tempo atrás] fiz perguntas parecidas a ele: “I don’t know“, ou seja, “eu não sei“.

Muita gente estranha quando eu digo isto. Mas esta é a mais pura verdade! Podemos verificar isto em nossa própria língua portuguesa. Quer ver?

Você fala português desde criança, certo? Você está lendo este texto em português, certo? Você conversou com várias pessoas hoje em português, certo? Português é a sua língua materna, certo? Então, responda às perguntas abaixo:

  • Quais são as regras de uso das preposições em português?
  • Quais e quantas são as preposições da língua portuguesa?
  • Quais são as preposições essenciais em português?
  • Quais são as preposições acidentais em português?
  • Se a preposição ‘com’ em português ao ser usada nas locuções ‘estar com alguém’, ‘ficar com alguém’, ‘fazer algo com alguém’ sugere que estamos fisicamente juntos com outra[s] pessoa[s], por que na locução ‘sonhar com alguém’ a outra pessoa não está junto de mim na cama?
  • Você sabia que junto com as posposições e as raríssimas circumposições, as preposições formam o grupo das adposições?

Acho que você já entendeu onde quero chegar com esta conversa, não é mesmo? Só para reforçar um pouco mais meu ponto imagine que um estrangeiro, que está aprendendo português, resolve disparar todas as perguntas acima a você [falante nativo do português desde criancinha], que resposta você dá a ele? Você fala português, não fala? Então, deve ter as respostas na ponta da língua. [Ok! Ok! Momento para refletir e pensar na resposta.]

Vou repetir aqui o que sempre disse neste blog, o que está escrito em meus dois livros, o que sempre falo em palestras e treinamentos: você aprende preposições em inglês [ou em qualquer outra língua, inclusive em sua língua materna] de modo natural. Ela vêm agarradas juntas a uma palavra ou expressão. Você sabe quando usar uma ou outra não por causa de regras [que regras!?], mas porque conhece a combinação de palavras a ser usada. A prova disto são as sentenças abaixo:

  • Fiquei em casa e assisti a um filme …. meus pais.
  • Ela veio …. Boa Vista, no estado de Roraima.
  • Ele estava desempregado na época, por isto viajou …. nenhum dinheiro.
  • Eu fui …. o Costão do Santinho hoje.

Quais as palavras que completam as sentenças acima? Por que você escolheu estas palavras? Que regra você usou? Consultou uma gramática ou dicionário antes de completar as sentenças? Acredito que não! Afinal, você sabe naturalmente as palavras [preposições] que faltam!

Portanto, se você parar com esta mania de querer entender as preposições isoladamente, como se fossem algo magicamente extraordinário, tenho certeza absoluta que com o tempo você saberá que preposição usar com determinada palavra ou expressão em inglês. Não tenho a menor dúvida quanto a isto. Só não entro em detalhes porque já escrevi muito sobre isto aqui no blog. Sugiro que leia os textos acima e que faça uma pesquisa usando a barra de busca do Google acima para achar mais textos sobre preposições. See you! Take care! Please: comece a ver a floresta inteira e não apenas a árvore isolada.

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3 Comentários

  1. HuiahuiahuihaAmei esse post!! É incrivel como as pessoas tem necessidade de saber o pq de tudo, quando muitas vezes elas já sabem q é daquela forma, mas enquanto não entendem o pq, elas não sossegam! É tanto "overthinking" que elas causam sua própria confusão! Ai, ai…Boa sorte no convencimento da "massa", Denilso!=D

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