Falando um pouco mais sobre preposições

Um dos temas mais pesquisados, sobre inglês, no Google por brasileiros é “preposições“. Ele só fica atrás (acredite se quiser!) do assunto “palavrões“. Como conseqüência, um bom número pessoas que caem neste blog diariamente procuram informações sobre os palavrões na língua inglesa ou sobre as tais preposições.

O fato é que neste blog você encontra os dois temas. Assim sendo, caso esteja interessado em saber sobre os 10 piores palavrões da língua inglesa é só clicar aqui. No entanto, caso você queira aprender sobre preposições, então leia um dos textos a seguir:

Quem acompanha meu trabalho – blog, livros, palestras, workshops, artigos, etc -, sabe que sou contra este negócio de decorar palavras isoladas e um monte de regras gramaticais. Este tipo de (des)aprendizado atrasa a aquisição da língua alvo e torna esta língua alvo algo complicado.

Afirmo isto porque a grande maioria das pessoas (alunos e professores de inglês) acreditam que é através de explicações técnicas e estudo/decoreba das regras que será possível aprender efetivamente uma outra língua. Até parece que somos exímios catedráticos em nosso próprio idioma. Veja as sentenças abaixo:

  • Eu sonhei ……………….. você noite passada.
  • Ela não quer falar ……………….. o ex-namorado dela.
  • A gente vai precisar ……………….. mais dinheiro para isto.
  • Eles estavam pensando ……………….. falar mesmo com você.
  • Eu estava indo ……………….. o trabalho quando vi o acidente.

Você com certeza entendeu todas as sentenças, não é verdade? Elas estão claras mesmo que uma única palavrinha tenha sido omitida. Você até consegue dizer que palavra está faltando.

Por que você sabe? Por que você é capaz de entendê-las automaticamente? Simples! Porque seu cérebro, ao longo da sua vida, aprendeu a língua portuguesa de modo natural. Ou seja, você aprendeu que dizemos: “sonhar com“, “falar sobre” ( ou “falar a respeito“), “precisar de“, “pensar em” (ou “pensar sobre“, “pensar a respeito disto“) e “ir para“.

Enquanto seu cérebro aprendia a língua portuguesa, estas combinações de verbos e preposições foram ficando gravadas na sua memória. Assim, quando você quer usá-las o cérebro sabe exatamente o que deve ser colocado após uma palavra ou outra. Em momento algum seu cérebro – você – tem o seguinte pensamento:

  • Ok, eu tenho aí a palavra “sonhar” preciso de uma preposição! O que é uma preposição? É uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Em português as preposições podem ser essenciais ou acidentais. Vou agora verificar a lista de preposições para saber qual usar corretamente com a palavras “sonhar”…

Não é assim que funciona! Você simplesmente sabe que deve dizer “sonhar com“. Você não faz a miníma idéia de que tipo de preposição é “com”: essencial ou acidental? Você simplesmente sabe que deve dizer “sonhar com” e pronto! Mas, o que tudo isto tem a ver com inglês?

Eu sempre defendo a idéia de que você não tem que (até porque não vai conseguir) aprender/(decorar) uma lista de preposições da língua inglesa e sua supostas regras (regras estas que são tão fáceis de encontrar como as regras de uso das preposições em português; você sabe quais são?). Em inglês, você deve aprender as combinações de palavras do jeito que são e pronto. Do jeito que eles usam e não se fala mais nisto! Não adianta ficar se questionando muito.

Por exemplo, aprenda que em inglês eles dizem “dream about” e não “dream with“; eles dizem “depend on” e nunca “depend of“; eles dizem “convicted of” e não “ convicted for” ou “convicted by“. O certo é dizer “in a house“, “in an apartment” e “on a farm“. Ou seja, na maioria das vezes as preposições usadas por eles jamais serão as traduções ao pé da letra das nossas preposições. Logo, você deve aprender o conjunto todo! Deve ver a floresta inteira e não apenas a árvore!

É isto que você encontrará em meus livros ou em livros de autores que se preocupam com um aprendizado/ensino da língua de modo mais natural, prático e rápido. É esta a idéia defendida na Abordagem Lexical e até mesmo no núcleo de abordagens mais tradicionais como a Abordagem Comunicativa.

Espero que tenham chegado até aqui! O texto é longo! Mas acredito que tenha valido a pena! See you! Take care…

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