O Léxico Mental no Ensino de Inglês

Conforme você leu no post anterior, o Léxico Mental nada mais é do que uma área do cérebro que age como um arquivo de expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, combinações de palavras, polywords, enfim aquilo que chamamos de Lexical Items. Este arquivo cerebral reconhece automaticamente que palavra ou expressão [frase completa, sentença completa, etc] precisamos ao falarmos com alguém, ao ouvirmos alguém, ao escrevermos ou lermos um texto.

Foram estas observações no campo da Neurociência que contribuíram para a postulação do conjunto de conceitos, teorias e princípios que levaram à Lexical Approach [de Michael Lewis] e também à teoria do Lexical Priming [de Michael Hoey].

Compreender que nosso cérebro não aprende uma língua a partir de suas estruturas gramaticais e muito menos através dos termos usados para descrever estas estruturas – Metalinguística – contribui grandiosamente para darmos muito mais ênfase ao Léxico da língua que ensinamos ou aprendemos [veja também o capítulo 4 do livro Inglês na Ponta da Língua para compreender mais este assunto].

De modo mais claro podemos afirmar que ao nos comunicarmos em nossa própria língua não pensamos nas regras gramaticais e nem mesmo nos termos técnicos gramaticais. Ou seja, como falantes de português nós não nos comunicamos pensando nas regras do “passado perfeito”, “passado imperfeito”, “passado mais que perfeito”, “voz ativa”, “voz passiva”, “conjunções”, “preposições”, e toda aquela gramatiquice que vemos na escola. Nós simplesmente falamos a língua e ponto final.

Através destas observações conclui-se que o segredo para adquirir fluência em uma língua está na quantidade de Lexical Items que temos armazenado no nosso Léxico Mental. Fluência nada tem a ver com o conhecimento das regras gramaticais e muito menos com a memorização do conteúdo dos livros de Gramática Normativa tão frequente nos livros e curso de inglês. E muito menos ainda com a “decoreba” de listas e mais listas de palavras isoladas ou de verbos irregulares ou de sabe se lá mais o quê.

São estas duas pequenas observações lingüísticas – Lexical Items e Léxico Mental – que contribuem e muito para a formação do Lexical Approach. Entendê-las ajuda e muito na compreensão de como adquirimos uma segunda língua e com podemos melhor ensinar e aprender uma segunda língua.

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