Por que o I é maiúsculo em inglês? Aprenda aqui!

Por que o I é maiúsculo em inglês? Por que o pronome I é sempre escrito em letra maiúscula em inglês? Você já se perguntou o porquê disso? Qual é a lógica – a explicação – para que o pronome I (eu) em inglês seja sempre escrito em maiúscula? Continue lendo para aprender!

Por que o I é maiúsculo em inglês?

Indo direto ao ponto, não há uma teoria 100% correta sobre o porquê do pronome I ser sempre maiúsculo em inglês. Assim, apresento abaixo algumas teorias existentes. Claro que tenho a minha preferida – a que considero mais exata –, então vamos a elas.

A Teoria do Egocentrismo

Uma das teorias que muita gente espalha é a que eu chamo de Teoria do Egocentrismo.

De acordo com alguns ditos estudiosos no assunto, as pessoas no passado tinham um ego muito inflado. Se achavam melhor que os outros. Assim, passaram a escrever o pronome I em maiúsculo simplesmente para demonstrar superioridade sobre os demais.

Alguns dizem que a moda começou com os escritores. Pois, esses eram detentores do poder da escrita e das ideias. Outros dizem que era uma imposição de membros das altas cortes, pois eles com seus títulos pomposos eram mais importantes que os demais.

Por conta dessa teoria boba e sem muita lógica, muita gente passa essa informação como se fosse verdadeira. Para reforçarem isso, chegam a dizer algo como “os americanos se acham melhor que todo mundo então é por isso que o I é maiúsculo”. O problema dessa afirmação é que a língua inglesa não foi inventada pelos americanos. Eles já a receberam assim. Portanto, essa teoria fajuta não se sustenta.

Nada de espalhar isso por aí, por favor!

A Teoria Gramatical

Por que o I é maiúsculo em inglês?Algumas pessoas costumam dizer que o I é maiúsculo por causa da gramática. Dizem isso e saem correndo. Ou, pior, dizem que é assim mesmo e pronto.

Infelizmente para esses , eu tenho uma má notícia: a língua inglesa nunca teve um órgão para regulamentar a língua. Ou seja, nunca tiveram uma Academia Inglesa de Letras para dizer o que deve e o que não deve ser correto.

Portanto, nunca houve um decreto real – ou algo do tipo – dizendo que o pronome I deve ser sempre escrito com letra maiúscula. O fato é que isso só virou uma convenção depois de muito tempo e simplesmente por conta da teoria que segue abaixo.

A Teoria Histórica

Essa teoria é a que considero mais correta e verdadeira. Ela explica de modo mais curioso por que o pronome I é maiúsculo em inglês. Vamos entendê-la!

Ao longo do desenvolvimento da língua inglesa, o pronome pessoal eu era ic ou ich (parecido com o alemão). Em certo ponto da história, o “c” e o “ch” saíram da palavra e ficou apenas o “i”.

Naqueles tempo tudo era escrito à mão; portanto, os escritores da época tinham de ser cuidadosos na hora de escrever algo. Eles tinham de ser detalhistas e prestar bem atenção no que faziam. Assim, tente imaginar  o problema que era escrever um simples i (minúsculo) nos materiais daquela época.

Sendo minúsculo, o i poderia se perder com o tempo. Ou seja, devido ao manuseio do material, o i poderia se apagar facilmente e a mensagem não ser interpretada corretamente. Outro problema é que sendo minúsculo o i poderia ser confundido com um simples traço ou borrão de tinta no papel. Enfim, a interpretação do texto ficaria prejudicada.

Para resolver esses problemas, o pessoal teve a brilhante ideia de simplesmente aumentar um pouquinho o risco do i. Assim, ficaria mais fácil de percebê-lo no texto. Instituiu-se assim que o i, quando sozinho em uma sentença, deveria ser um pouco mais longo.

Como o pronome pessoal eu em inglês – I – era a única palavra importante quando sozinha acabou que assim ficou. O tempo foi passando e o mundo todo herdou o costume de escrever o i sempre um pouco maior (maiúsculo).

É provável que os escritores daqueles tempos nem se importassem se o i estava sendo escrito de modo maiúsculo ou minúsculo. Na verdade, o desejo deles era resolver dois problemas que o texto poderia ter se escrevessem um simples i pequeno. Para eles foi apenas uma solução inteligente para um problema existente.

Nos dias de hoje

Atualmente, todos nós aprendemos que o pronome I deve ser sempre escrito com letra maiúscula. Convencionou-se uma certa regrinha gramatical que aconteceu por acaso.

O curioso é que está se tornando cada vez mais comum encontrarmos o pronome I sendo escrito com letra minúscula em texto informais: emails, mensagens em mídias sociais, bate papo em aplicativos de mensagens, etc. Há uma certa tendência de que no futuro escrever o pronome I com letra minúscula se tornará algo comum e aceitável. Afinal, a língua inglesa não possui uma academia de letras para ficar ditando regras no que pode e que não pode em relação ao uso da língua.

Entendeu por que o I é maiúsculo em inglês? Se gostou, leia também a dica Por que Won’t e não Willn’t. Por enquanto, é isso! Até a próxima! 😉

Ensinar o Inglês Falado para Melhorar o Listening

[Este texto é a tradução de um texto publicado aqui em 03 de fevereiro de 2013]

Entre as quatro habilidades comunicativas presentes no ensino/aprendizado de inglês, listening é sem sombra de dúvidas a mais complicada. Para os estudantes de inglês, ela e quase indomável. Para os professores… Bom, como os professores ensinam listening? O que os professores fazem para ajudar os estudantes a desenvolver suas habilidade de listening? Claro que eles querem que os estudantes entendam o inglês falando (spoken English), mas eles estão fazendo isso do modo correto? Se estão, por que os estudantes de inglês continuam reclamando tanto por causa do listening?

Você já parou para pensar sobre o tido de inglês que você está ensinando (aprendendo) dentro da sala de aula? Não estou aqui me referindo ao trivial American English ou British English. Na verdade, estou me referindo aqui ao que podemos chamar de  Bookish English versus o Real English. Bookish English!? O que é isso?

O que é Bookish English?

Eu tenho certeza que você já deve ter notado que o inglês dos livros são um tanto quanto diferente do inglês dos filmes, músicas, seriados, bate-papos, etc. De um lado, temos o inglês como é escrito para razões pedagógicas, ou seja, Bookish English. Do outro lado, temos o inglês como ele é falado naturalmente, ou seja, Spoken English (Real English). Para deixar isso mais claro, permita-me dar alguns exemplos. Escute atentamente os áudios abaixo.

Acredite se quiser, isso é inglês sendo falado (inglês britânico). Mas, devo confessar que isso é tão estranho que até mesmo um falante nativo precisa de um intérprete. Portanto, ouça o que o intérprete tem a dizer.

Como foi agora!? Ainda continua sem entender? Está estranho!? Ok! Então, vamos ouvir o segundo intérprete.

Ótimo! Agora está bem melhor, não é mesmo? Muito mais fácil! Este é o tipo de inglês britânico que alguém vai ouvir com mais frequência na vida real. Mas, você não é chegado em inglês britânico! Então, ouça o próximo áudio.

Agora temos aí um senador americano falando no Congresso. Claro que americanos não falam assim; então, vamos reduzir um a velocidade e deixar as cosias mais naturais.

Estes são exemplos extremos do inglês falado. Não podemos esperar que os estudantes entendam isso. Até mesmo falantes nativos de inglês podem não entender. Esses exemplos foram usado aqui apenas para mostrar a você como o Spoken English é bem diferente do Bookish English.

Bookish English x Real English

Ensinar o Inglês Falado para Melhorar o ListeningNa maioria das vezes, os professores costumam esquecer dessa diferença. Embora eles saibam que há uma enorme diferença entre o inglês escrito e o falado, eles não se sentem muito à vontade para ensinar isso aos estudantes. Há muitas coisas a serem ditas sobre o assunto. Os estudantes podem se confundir. Muitas dúvidas podem surgir. Assim os professores preferem continuar presos ao inglês escrito para evitar problemas.

No entanto, os professores podem sim ajudar seus alunos a melhor desenvolverem suas habilidades de listening. Então, ensinar características do inglês falado devem estar presentes dentro da sala de aula. Ao aprender as características mais comuns do inglês falado os aprendizes desenvolvem suas habilidades de listening para o inglês da vida real e assim se tornam mais confiantes e motivados.

Melhorando as Habilidade de Listening dos Alunos

Claro que os estudantes não precisam aprender e nem descrever os tecnicismos envolvidos em análises fonéticas. A ideia é ajudá-los a reconhecer o que os falantes nativos realmente fazem com a língua quando eles a usam naturalmente nas conversas do dia a dia. Os professores deveriam mostrar aos alunos, independentemente do nível, aspectos relacionados ao connected speech tais como  weak and strong forms, elision, vowel reduction, liaison, juncture, contractions, rythm, entonation, sentence stress etc.

Ao ensinar essas características do inglês falado, as habilidade de listening dos estudantes melhoram conforme eles vão progredindo do básico ao avançado. Na verdade, eles não apenas aprenderiam como ouvir melhor, mas também como falar melhor. Notem que escrevi “básico” algumas palavras atrás. Isso é apenas para mostrar que os aspectos do inglês falado devem ser ensinados não apenas para alunos de nível intermediário ou avançado.

Como regra geral, todo estudante de inglês deveria aprender sobre essas características comuns do inglês falado desde o início. Essas características deveriam ser mencionadas no momento que um estudantes começa seu curso de inglês. Isso definitivamente evitaria muita frustração dentro e fora da sala de aula. Ouvir  inglês não deveria ser tão complexo.

Atividades de Listening

As atividades de listening na sala de aula deveriam refletir o inglês falado que os alunos certamente encontrarão fora da sala de aula quando em situações comuns do cotidiano. Eles não penariam tanto para entender suas músicas favoritas, seu filmes prediletos, seus seriados mais adorados, os programas de TV que curtem, ou as conversas normais com pessoas de verdade. Dê uma olhada nas sentenças abaixo. Ela são sentenças típicas de livros desenvolvidos para estudantes de nível básico.

  • What’s your name?
  • Got it?
  • What are you going to do now?
  • Can you give me that pen?
  • let me say that again.
  • I’ve got to go now.
  • You can count on me, ok?
  • I don’t know.
  • What do you mean?
  • Do you want to come along?

listeningQuando os estudantes se deparam com essas sentenças em sala de aula eles as lêem palavra por palavra. Os professores tem o hábito de praticar essas sentenças com os estudantes lendo e focando nos sons isolados. Os professores podem não perceber isso, mas eles estão apenas ensinando o Bookish English. Este não é o tipo de inglês que os estudantes encontrarão na vida real.

Agora, e se os professores ensinassem essas mesmas sentenças mostrando aos alunos como elas são realmente pronunciadas? E se os professores usassem um pouco do tempo de aula para mostrar aos alunos como os falantes nativos realmente falam essas sentenças ao conversarem uns com os outros? E se os professores ajudasse os alunos a produzir as sentenças do mesmo modo natural como um falante nativo? Como os estudantes se sentiriam se fosse capazes de falar e entender as sentenças acima como no áudio abaixo?

Não seria melhor para os estudantes? Eles não se sentiriam mais confiantes ao ouvir o inglês da vida real? A ansiedade e nervosismo não seriam reduzidas ao ouvirem algo ou alguém?

Para Encerrar

Se os professores começassem a mostrar ao seus alunos de nível básico como o inglês real é realmente falado (pronunciado), os aprendizes desenvolveriam de modo melhor e mais rápido suas habilidade de listening. O ensino de chunks of language (formulaic language) comumente usados em várias situações e o modo como eles são pronunciados como um todo ajudaria os estudantes a entender (ouvir) e falar inglês de modo muito melhor.

Claro que a pessoa não aprenderá as características do inglês falado da noite para o dia. No entanto, quando mais cedo os aprendizes tenham contato com os mistérios do connected speech, melhor eles ficarão ao ouvir inglês de verdade. A motivação e a confiança deles se elevarão de modo que eles pararão de reclamar tanto sobre listening.

– © Denilso de Lima, ELT Professional.

The 05 first audio files used on this text were clipped from the following Youtube videos:

Fluência em Inglês em 3 meses! É possível!?

Há hoje na internet vários anúncios de cursos oferecendo fluência em inglês em 3 meses (ou até em menos tempo). Você certamente já viu esses anúncios. Deve até ter assistido a vídeos nos quais o autodeclarado profissional, professor ou expert em fluência diz que vai te contar o segredo para ser fluente em inglês, mas depois de 15 a 20 minutos ele não fala nada. Pura enrolação!

Pois bem! Depois de um tempo, vendo isso tudo em silêncio, decidi me posicionar a respeito e falar algumas verdades sobre essa coisa de Fluência em Inglês em 3 Meses.

O vídeo – que está no final desta dica – foi publicado em nosso canal no Youtube. No entanto, como muitos de nossos leitores não nos seguem por lá, decidi compartilhá-lo aqui. Afinal, eu acredito que muita gente deve começar a abrir os olhos para essas ofertas milagrosas e vazias. Principalmente, quando o assunto é fluência em inglês em 3 meses.

Em 15 minutos (eu sei que é longo!), eu falo sobre esse assunto. Mas, antes de assistir ao vídeo, permita-me fazer um convite.

Evento ao Vivo no Youtube: PARTICIPE

Fluência em Inglês em 3 MesesNa sexta-feira – 20 de janeiro – às 20:00 (horário de Brasília) farei um evento ao vivo no Youtube falando sobre fluência. Nessa apresentação, abordarei os seguintes temas:

  • O que é fluência?
  • Quais as características da fluência?
  • Como desenvolver a fluência?
  • Quanto tempo leva para ser fluente em inglês?
  • Como sei que sou fluente?

Se você deseja entender melhor o que os especialistas e verdadeiros profissionais da área de ensino e aprendizado de línguas falam sobre isso, participe desse evento. Salve aí o link e junte-se a nós na sexta: https://youtu.be/JAp0OCWPyaM

Fluência em Inglês em 3 Meses

 

A Memória no Aprendizado de Inglês

Você já se perguntou como funciona a memória no aprendizado de inglês? Neste texto vou falar um pouquinho sobre isso. Espero que você tenha paciência para ler até o fim. O objetivo é ajudar você a entender – mesmo que superficialmente – o que acontece dentro de sua cabeça quando você aprende inglês.

Para simplificar, o texto está assim dividido:

  1. Falando sobre memória: os dois principais sistemas que temos
  2. A Memória no Aprendizado da Língua Materna
  3. A Memória no Aprendizado do Inglês

É importante que você leia cada parte para entender como funciona a memória no aprendizado de inglês. Vamos lá!

Falando sobre Memória

De modo geral, a memória é dividida em dois principais sistemas: memória declarativa e memória procedimental. Esses dois sistemas armazenam informações diferentes. Então, vamos aprender um pouquinho sobe elas.

» Memória Declarativa

MemóriaA memória declarativa é, de modo bem simples, a memória dos fatos da vida. É ela quem registra informações como o primeiro beijo que demos na vida, o que tomamos hoje no café da manhã, o que conversamos com aquele grupo animado do WhatsApp, nossos agradáveis (ou mesmo desagradáveis) da vida. Caso essa memória seja apagada de nossa cabeça, deixaremos de ser quem somos. Amnésia total!

» Memória Procedimental

Por sua vez, a memória procedimental está relacionada aos procedimentos da vida. Ou seja, ela armazena às coisas que fazemos sem nos perguntarmos como fazemos. Se você sabe andar de bicicleta, dirigir, tocar um instrumento e coisas do tipo agradeça a sua memória procedimental. Esses procediments envolvem passos que devem ser seguidos e é na memória procedimental que isso tudo fica guardado. É o nosso piloto automático. Se deixarmos de fazer algum desses procedimentos por muito tempo, podemos esquecê-los. Ou como dizemos, perdemos a prática.

A Memória no Aprendizado da Língua Materna

De acordo com pesquisadores na área*, o aprendizado de nossa língua materna (no nosso caso o português) está diretamente ligado a esses dois sistemas.

Quando aprendemos uma palavra ou uma expressão nova, ela é diretamente registrada em nossa memória declarativa. As palavras e expressões (o que podemos chamar tecnicamente itens lexicais) são registradas em nossa memória declarativa conforme nos envolvemos mais e mais com a língua. É assim que aprendemos nossa própria língua.

Quando aprendemos uma gíria, palavra ou expressão nova ou sem querer aprendemos uma canção cuja letra é contagiosa, significa que a memória declarativa registrou a informação. Para que isso acontecesse, essa expressão ou parte da canção deve antes aparecer várias vezes em nossa frente para que possamos memorizá-la (mesmo sem querer!). Recentemente, a gíria “É nóis!” passou a fazer parte do vocabulário de boa parte dos brasileiros. Até quem acha isso errado e ridículo, acaba – mesmo que seja em tom irônico – usando essa gíria uma hora ou outra.

Quando a memória declarativa não sabe algo, ela meio que trava. Afinal, ela não identifica aquilo. Não encontra-se registrado lá dentro. Por exemplo, se eu digo a você que na frente da minha casa tem um pé de goiaba maceta, você sabe o que eu quero dizer? “Maceta” em alguns locais da região norte do Brasil (aqui em Porto Velho, Rondônia, por exemplo) significa “muito grande”. Podemos dizer que alguém tem “um pé maceta”, “uma mão maceta”, “uma casa maceta” etc.

Enfim, agradeça a sua memória declarativa por você ser capaz de falar e entender português. Mas, quando alguém falar algo que você não entende, não se preocupe. Trata-se apenas de algo novo que sua memória terá de aprender.

memória procedimental é a responsável – adivinhe só! – pelo aprendizado da gramática. Mas, vamos com calma! Pois, não não se trata da gramática das regras e termos técnicos. Afinal, você não estudou gramática quando começou a soltar suas primeiras palavras, frases e sentenças em português.

Acontece que enquanto você crescia, você estava aprendendo a caminhar, correr, pegar as coisas, falar e – rufem os tambores! –a gramática natural da língua portuguesa. Sua memória procedimental estava registrando a ordem na qual os itens lexicais são colocados quando usados na prática. Tudo isso de foi aprendido naturalmente como um procedimento e colocado em prática até hoje de modo automático.

Saiba que neste exato momento, sua memória procedimental – a que cuida da gramática natural – está trabalhando para que você entenda este texto. Mas, palavras a das inverter eu ordem se, ela se perde e o ritmo da leitura diminui.

Sua memória declarativa até reconhece as palavras em “palavras a das inverter eu ordem se”. No entanto, sua memória procedimental nota que a ordem não está correta, deixando a frase incompreensível. Se colocarmos em ordem, tudo volta ao normal: se eu inverter a ordem das palavras.

É na memória procedimental que estão guardados – mesmo sem você saber – os procedimentos naturais de uso da nossa língua materna. Esses procedimentos são chamados de gramática natural, gramática de uso ou ainda gramática internalizada. Tudo isso se refere à gramática que temos dentro de nossa cabeça e que faz com que nós sejamos capazes de usarmos nossa língua em conversas, textos etc.

A Memória no Aprendizado de Inglês

Os mesmos pesquisadores (depois seguidos por outros) decidiram pesquisar como esses dois sistemas funcionam quando alguém fala (ou aprende) uma segunda língua – o inglês sendo o nosso caso. De cara, eles notaram que o modo como as informações são organizadas por uma falante não-nativo é bem diferente daquele dos falantes nativos.

A primeira grande diferença estava relacionada justamente ao modo como a gramática é aprendida (internalizada). No caso de um falante nativo, a gramática é adquirida naturalmente. Não há a necessidade de decorar regras. O uso natural da língua ocorre sem esforço. A pessoa de tanto conviver com a língua, acaba pegando o jeito da gramática natural.

Memória no Aprendizado de InglêsQuando um falante nativo tem o hábito de falar algo “errado” (que não condiz com o uso padrão da língua), ele pode registrar a informação correta e educar o cérebro a aprender o certo. O curioso é que essa “correção” (mudança de hábito) não ocorre por meio da memorização de uma regra gramatical. Essa correção é feita no nível lexical (palavras, expressões, gírias etc.) e aí com o tempo a pessoa se acostuma a usar o certo.

Esses pesquisadores notaram que a “correção” (ou reaprendizado) ocorre primeiro na memória declarativa e só depois se torna automática. No entanto, é algo que a pessoa memorizou como um fato da vida; portanto, não é algo que foi diretamente para a memória procedimental. A pessoa simplesmente suprimiu um hábito e adquiriu outro.

Com isso, esses pesquisadores perceberam que no caso do aprendizado de uma segunda língua, a memória declarativa desempenha um papel grandioso. Eles afirma que as pessoas deveriam focar muito mais no aprendizado de itens lexicais (expressões, frases, sentenças, palavras, collocations etc. – formulaic language) do que na decoreba de regras gramaticais presentes em livros.

As regras e termos gramaticais são apenas um conjunto de informações que fica registrado na memória, mas não gera o resultado que deveria: comunicação imediata. Já a gramática de uso deve ser adquirida de acordo com o envolvimento com a língua por meio do aprendizado de frases, sentenças, expressões, collocations etc., que são aprendidos dia após dia de acordo com situações específicas.

Em termos práticos, a ideia é que um aprendiz de inglês como segunda língua (ou língua estrangeira) deva aprender a gramática sem aprender gramática. Ou seja, aprender a gramática de uso (a gramática natural) e não a gramática normativa (a das regras e termos técnicos em livros). Por quê?

Pelo simples fato de sua memória procedimental não ser capaz de automatizar de modo imediato a gramática da nova língua. Assim, o ideal é que o aprendiz dedique-se primeiro a aprender muitos itens lexicais (chunks of language, formulaic language) e somente depois (nos níveis mais avançados do aprendizado) se dedique – caso queira – ao estudo da gramática normativa.

Conclusão

Este assunto gera muita discussão. Contudo, o que sabemos hoje sobre como a memória funciona no aprendizado de inglês (ou de línguas de modo geral), ajuda-nos e desenvolver novas técnicas, métodos e abordagens de ensino de línguas. Podemos deixar de lado a ideia de que aprender uma outra língua se resume a decorar 2000 palavras em inglês e um conjunto de regras presentes em um livro.

O papel da memória declarativa no aprendizado de outra língua é fundamental para ensinarmos adequadamente indivíduos que passaram da puberdade. Isso significa que a ideia de que após uma determinada idade não dá mais para aprender uma outra língua é totalmente questionável. Isso, no entanto, já é outro assunto. Então, vamos parar por aqui!

Referências

* Tomei aqui como referência os trabalhos dos pesquisadores e autores Dr. Michael Ullmann (neurocientista) e Dr. Steven Pinker (psicolinguista). Abaixo alguns artigos e livros que podem ajudar os mais curiosos a se aprofundarem nesses mistérios.

  • A cognitive neuroscience perspective on second language acquisition: The declarative/procedural model (Michael Ulmann)
  • A neurocognitive perspective on language: The declarative/procedural model (Michael Ulmann)
  • Contributions of memory circuits to language: The declarative/procedural model (Michael Ulmann)
  • Declarative and Procedural Determinants of Second Languages (Michael Paradis)
  • How Languages Are Learned – third edition (Patsy M Lightbown & Nina Spada)
  • Lexical Priming: a new theory of words and language (Michael Hoey)
  • The Study of Second Language Acquisition – second edition (Rod Ellis)

O Cérebro e o Aprendizado de Palavras Vazias

No livro “Inglês na Ponta da Língua – Método Inovador Para Melhorar Seu Vocabulário” (pp. 49-60), um dos assuntos tratados é o aprendizado de “Palavras Vazias”. Você pode estranhar isso, mas continue lendo para entender que se trata de algo que tem tudo a ver com a aquisição natural de uma língua.

O que são palavras vazias?

De modo bem simplificado, palavras vazias são palavras que vistas isoladamente parecem não significar muita coisa. Uma maneira mais simples de entender o que são palavras vazias é falando sobre as palavras que possuem um significado direto.

Ao ouvir/ler a palavra “cachorro“, você é capaz de mentalmente visualizar a imagem de um “cachorro“. Portanto, podemos dizer que a palavra “cachorro” não é uma palavra vazia. Somos capazes de imaginar a que ela se refere. Mas, veja o caso da palavra “tomar“. O que significa “tomar“?

Alguém poderá dizer que “tomar” significa “beber”, mas quando vemos essa palavra em uso, notamos que seu significado não é tão preciso assim:

  • tomar água, tomar café, tomar cerveja
  • tomar um ônibus
  • tomar uma atitude
  • tomar um rumo na vida
  • tomar algo de alguém
  • tomar coragem
  • tomar uma paulada, tomar uma cacetada
  • tomar satisfação com alguém
  • tomar uma bronca, tomar uma surra

Palavras VaziasEm inglês, a ideia é a mesma. Palavras como “dog“, “house“, “table“, “drink“, “sit” e outras tantas são palavras que conseguimos visualizar uma imagem. Por outro lado, palavras como “of“, “from“, “to“, “for“, “just“, “only“, “all“, “as” e muitas outras são palavras que não conseguimos criar uma imagem. Essas palavras possuem vários usos e até mesmo significados. São, então, palavras vazias.

Como aprender as palavras vazias?

Visto que essas palavras vazias são “chatinhas”, como podemos aprendê-las? O que fazer para adquiri-las naturalmente? Para responder a essas perguntas, faça a atividade abaixo. Basta escolher a palavra que, de acordo com seu cérebro, melhor completa a frase:

Where are you ___?

a. of
b. from

Você certamente respondeu que a melhor palavra é “from“. Agora, responda-me o seguinte: por que você escolheu a palavra “from“? O que veio à sua cabeça para escolher essa palavra? Você pensou em uma regra? Você seguiu alguma lógica? Tente responder essas perguntas para si mesmo.

O cérebro e as palavras vazias

Eu acredito que você escolheu “from” pois naturalmente é a palavra que você acha ser a correta. Afinal, você aprendeu que para dizer “de onde você é?” em inglês o certo é “where are you from?“. Seu cérebro, desde que se deparou com essa frase pela primeira vez, a registrou da forma como ela é. Não foi necessário fazer a análise sintática da oração. Você – seu cérebro – simplesmente aprendeu o conjunto, o significado e o uso dessa expressão naturalmente.

Vários linguistas (mais precisamente neurolinguistas) afirmam que as palavras vazias são adquiridas naturalmente pelos falantes de uma língua ao longo da vida. De tanto ouvi-las sendo usadas em expressões e frases cotidianas o cérebro acaba registrando o bloco de palavras (chunk) de modo natural. As pessoas as adquirem naturalmente sem pensar em regras ou fazer a análise sintática de seus usos.

Para comprovar isso, complete as sentenças abaixo [use as palavras que seu cérebro manda de primeira]:

  • Eu sonhei ______ você noite passada. Foi muito estranho.
  • Depois do show, nós fomos ______ casa.
  • Isso foi feito ______ São Paulo.
  • Eu sonho ______ viajar ao redor do mundo um dia.
  • Eu acho que isso é feito ______ papel e cola.
  • Mas eu não vou fazer isso ______ jeito nenhum.

As palavras geralmente usadas são: com, para, em, em, de/com, de. Note que o cérebro automaticamente se encarregou de usar a palavra que melhor completa cada frase. Não foram regras gramaticais que serviram de base para completá-las.

Mas, e daí?

Afinal, onde quero chegar com isso?

Quando alguém, que estuda inglês, faz perguntas do tipo “quando usar to ou for?“, “quando usar from ou of?“, “qual o significado de get?“, “quando usar in, on, at?“, a resposta que mais deveria fazer sentido é essa sobre como o cérebro aprende/adquire essas palavras. Isto é, ele aprende/adquire-se naturalmente e não lendo listas e mais listas de explicações.

Em português, somos capazes de usar palavras vazias – de, com, para, tomar, ficar, etc. – naturalmente. Nós as entendemos quando lemos ou ouvimos algo. Nós as falamos sem para pensar se deve ser “de”, “com” ou “em” naquele momento. Conseguimos usá-las com naturalidade; pois, ao longo da vida sempre ouvimos coisas como “tomar uma atitude“, “ficar cansado“, “sonhar com alguém“, “sonhar em fazer algo“, “tomar uma decisão“, “ir de ônibus” e coisas assim.

Logo, ao aprender inglês, as pessoas deveriam ter em mente que palavras vazias como “get“, “all“, “as“, “have“, “like“, “from“, “of“, “to“, “for” e outras devem ser adquiridas naturalmente conforme se envolvem cada vez mais e mais com a língua inglesa. Ao invés de focar única e exclusivamente em quando usar “to” ou “for“, faz mais sentido para o cérebro aprender o bloco de palavras (chunk) no qual essas palavras vazias aparecem.

Mais Exemplos

Por exemplo, ao se deparar com a frase “It depends on the weather“, o estudante deve entender naturalmente (sem querer saber o porquê) que em inglês dizemos “depend on“, mas em português dizemos “depender de“. É diferente! Para deixar o cérebro mais ciente disso, o ideal é procurar por mais exemplos e anotá-los em um caderno:

  • Your grade will depend on your homework.
  • Elderly parents often depend on their adult children.
  • Their future depends on how well they do in these exams.
  • She began to sing as if her life depended on it.

Cérebro e as Palavras Vazias

Portanto, o cérebro precisa assimilar naturalmente que em inglês é “depend on” e não “depend of“.

De acordo com os linguistas e neurolinguistas, é muito mais fácil e prático entender que em inglês é “depend on” e pronto. Tentar entender o(s) porquê(s) pode acabar atrapalhando e causando desistências. Além de aprender que é daquele jeito, vale à pena também procurar por mais exemplos e adquirir o usos dessas dessas de modo natural.

Outro exemplo está em “from now on“, cujo significado é “de agora em diante“. Já tive alunos que queriam saber se poderiam dizer “of now on” ou “from now in“. Quando eu dizia a eles que não podiam, pois em inglês o mais comum e natural é “from now on“, eu os ouvia dizendo “Mas, por quê? Como assim? Que frescura!

O que temos de entender é a língua inglesa é assim. E a língua portuguesa é diferente. Ambas possuem palavras vazias. O cérebro as adquire naturalmente conforme o envolvimento com a língua vai aumentando. Em português, aprendemos quando criança. Foi uma aquisição natural. Em inglês, a aquisição pode ser natural também. Claro que o processo é um tanto quanto diferente, mas o modo central é praticamente o mesmo: ouvir/ler algo assimilar o significado e o uso, repetir, reencontrar e seguir a caminhada de modo mais suave.

Conclusão

Assim, como você (seu cérebro) sabe que o correto (natural) é dizer “Where are you from?“, deve-se também aprender as demais expressões (sentenças fixas e semi-fixas), blocos (chunks), combinações (collocations), polywords, etc., com palavras vazias de modo natural. Procurar entender o porquê de ser assim e não assado poderá mais atrapalhar do que ajudar.

O cérebro aprende essas palavras vazias de modo natural de tanto encontrá-las em textos e conversas. Elas, em conjunto com as outras palavras, são registradas no cérebro do modo como são. Quando passamos a fazer isso sem nos preocuparmos com os inúmeros porquês, a fluência em inglês começará a se desenvolver com muito mais naturalidade. Não é da noite para o dia; mas, certamente acontecerá.

BIBLIOGRAFIA (apenas autor e obra)

  • Lewis, Michael. Teaching Collocations – further developments in the Lexical Approach.
  • Lightbown, Patsy e Spada, Nina. How Languages Are Learned.
  • Lima, Denilso de. Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário.
  • Oliveira, Rui de. Neurolinguística e o Aprendizado da Linguagem.
  • Schmitt, Norbert. e McCarthy, Michael. Vocabulary: Description, Acquisition and Pedagogy.
  • Thornbury, Scott. Uncovering Grammar.
  • Thornbury, Scott. Beyond the Sentence: introducing discourse analysis.
  • Ullman, Michael. Contributions of Memory Circuits to Language: the declarative/procedural model.
  • Ullman, Michael. The Neural basis of Lexicon and Grammar in First and Second Language: the declarative/procedural model.
  • Ullman, Michael. A Cognitive Neuroscience Perspective on Second Language Acquisition: the declarative/procedural model

O que é Léxico Mental? Por que precisamos dele?

 O que é léxico mental? Você já ouviu falar sobre isso? Faz ideia de como isso é importante para nós de modo geral e principalmente para o modo como aprendemos inglês (ou qualquer outra língua)? Se você nunca pensou sobre isso, leia esse texto e fique por dentro de algo que pode fazer a diferença ao modo como você pensa em melhorar o vocabulário em inglês.

O que é Léxico Mental?

A resposta para a pergunta o que é léxico mental (em inglês, Mental Lexicon) é a seguinte: teoria que nos ajuda a compreender como o cérebro armazena o vocabulário que aprendemos em nossa língua [e também em um língua estrangeira]. Essa teoria afirma que há uma parte do nosso cérebro que organiza o vocabulário – ou melhor o léxico – que fazemos uso de modo ativo ou mesmo passivo. Mas, vamos com calma! Antes quero mostrar a você como o léxico mental funciona na prática.

Para que você perceba o seu léxico mental em ação, vamos fazer uma rápida atividade. Abaixo estão algumas sentenças. Note que há espaços em branco nelas. Sua tarefa é simplesmente completar os espaços com a primeira palavra que vier a sua cabeça. Lembre-se que a palavra a ser usada deve fazer sentido na sentença. vamos lá!

  1. O presidente disse que todas as acusações não passam de intriga da ………………..
  2. Como o produto estava danificado, eu o devolvi e pedi meu dinheiro de ……………….
  3. Eu acho que vale a ……………… fazer um curso no exterior.
  4. Se ela acha que vou ajudar, ela está redondamente ………………..
  5. Após muitos e muitos anos, um terrível segredo de família acabou ……………….. à tona.

Veja que com o contexto certo, o seu cérebro foi capaz de puxar dentro de sua cabeça (memória) a palavra certa para cada sentença.

O que é Léxico Mental?Só para constar, as repostas mais frequentes e esperadas são oposição, volta, pena, enganada e vindo, respectivamente. Caso alguém resolva mudar as palavras nestas sentenças causará risos em que lê ou ouve. Ou seja, nós entenderemos o que a pessoa quis dizer, embora compreendamos automaticamente que algo está “estranho”.

Por que isso acontece?

Por que nosso cérebro consegue completar as palavras de modo correto? Como nós conseguimos completar essas sentenças com as mesmas palavras e sem dificuldades?  Agradeça ao seu léxico mental.

O léxico mental está em ação o tempo todo. Desde quando começamos a aprender nossa língua materna, nosso cérebro vai guardando palavras, expressões, combinações de palavras, frases, etc., que formam o nosso vocabulário (léxico). Conforme vamos nos envolvendo com a língua – ouvindo e lendo –, o léxico mental vai se formando naturalmente. Assim, quando alguém usa uma palavra diferente em uma combinação ou frase, o léxico mental acusa que tem algo de estranho.

Por exemplo, se ao invés de alguém diz “redondamente linda“, nós estranharemos. Pois, “redondamente” combina melhor e naturalmente com “enganado“, “enganada“, “enganados” ou “enganadas“. Se ao invés de dizer “fulano bateu as botas” alguém diz “fulano bateu as sandálias“, nós estranharemos.

Nosso cérebro possui um repositório – uma espécie de arquivo mental – que guarda estas expressões. Aqui vale dizer uma coisa importante: dentro dessa área de pesquisa nós dividimos o léxico entre vocabulário (palavras isoladas) e itens lexicais (ou, informalmente, chunks of language). Quando alguém usa uma combinação modo diferente ou com outra palavra – mesmo que sinônima –,  nós certamente estranharemos.

» Leia também: Chunks of Language: o que são e por que são importantes?

O que dizem os especialistas

De acordo com neurocientistas cerca de 80% a 85% do léxico (palavras e chunks of language) armazenado em nossa mente – nosso léxico mental – está organizado como expressões prontas e semi-prontas, sentenças completas, collocations, polywords, frases fixas e semi-fixas. O restante (menos de 15%) é ocupado por palavras isoladas. É por esta razão que somos capazes de fazer a atividade acima sem maiores dificuldades. Experimente dar esta atividade a um estrangeiro que tenha algum conhecimento de língua portuguesa e veja como ele ou ela se sai. Garanto a você que eles demorarão um pouco para fazer ou completarão com palavras diferentes.

Tudo isto mostra que o léxico mental é a parte do cérebro que armazena palavras isoladas, expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, que usamos com maior frequência em nossa língua. É graças a ele que somos capazes de entender o texto abaixo, embora estejam faltando algumas palavras:

“É totalmente desnecessário ___________ que todos nós precisamos evitar a poluição dos mananciais; devemos também economizar a ___________ tratada. Deixar a torneira ___________ enquanto escovamos os ___________. Atitudes de respeito e preservação do meio ___________, em particular o uso racional da água, podem ser desenvolvidas em atividades em sala de ___________. Podemos contribuir de várias formas para a preservação da água, elemento essencial à vida na ___________.”

Escreva as palavras que faltam no texto e depois poste-as na área de comentários deste artigo e vamos ver como anda o seu Léxico Mental. Você poderá se surpreender! Caso conheça algum estrangeiro que esteja no Brasil já há algum tempo, teste-o e veja o resultado! Compare as respostas! O resultado será curioso e a reação das pessoas também!

O objetivo desse texto é o de apresentar o que é léxico mental. Espero que tenha gostado e entendido o conceito! Agora, você está pronto para ler o texto no qual essa teoria influencia e muito o seu aprendizado de inglês. Para isso leia o texto: O Léxico Mental no Ensino de Inglês.

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