Para Professores de Inglês

    Professores de Inglês Qualificados [Parte I]

    Hoje peço licença a todos para escrever mais um daqueles textos que intrigam e irritam várias pessoas. Trata-se de algo que amigo inglês, Emmanuel A. Faigenblum, comentou por meio de email e eu senti aquela vontade louca de escrever a respeito. Após ler esse texto aqui, convido você a ler a segunda parte em Professores de Inglês Qualificados [Parte II].

    O fato é o seguinte: geralmente as escolas de inglês colocam anúncios em jornais e outros veículos de comunicação solicitando que professores (altamente) capacitados enviem currículos para análise e (quem sabe) possível contratação após passar pelos trâmites (prova escrita, prova oral, treinamento, aula demonstrativa etc.). Até aí tudo bem o problema é que para esse profissional qualificado (capacitado) pagam a bagatela de R$12,00 (doze reais) a hora ou menos. Em rápida pesquisa no Twitter alguns professores me disseram que há escolas grandes em grandes cidades brasileiras pagando menos de R$10,00 (dez reais) a hora.As perguntas que surgem aqui são:

    1. Professores de Inglês Qualificados [Parte I]O que significa ser qualificado (capacitado) para essas escolas?
    2. Como eles medem a qualificação dos profissionais?
    3. Que tipo de profissionais esses cursos de idiomas contratam?
    4. Que ânimo (motivação) um professor de inglês que almeja seguir carreira na área tem recebendo R$10,00 por hora/aula?

    A seguir vou comentar algumas coisas e se você é Profissional da Área de Ensino de Língua Inglesa (ELT Professional) ficarei extremamente satisfeito com seus comentários, críticas, sugestões, broncas etc. Lembre-se: o blog é seu também, portanto diga-me o que você pensa.

    Para a primeira pergunta feita acima, eu acredito que para essas escolinhas de idiomas um “professor qualificado” (veja que escrevi entre aspas) deve ter o seguinte perfil:

    1. Fala inglês – o problema é que na maioria das vezes o nível desse “profissional capacitado” está abaixo do nível C1 no Common European Framework. Aliás, é bem provável que esse pessoal (escola e professor) nunca ouviu falar em Common European Framework e tantas outras coisas importantes na área de ELT;
    2. Morou em um país de língua inglesa por algum tempo – no país em que morou esse “profissional qualificado” trabalhou como zelador, carpinteiro, garçom, eletricista, ajudante de pedreiro, técnico de som, lavador de pratos, entregador de qualquer coisa etc. Ou seja, o sujeito não faz nem ideia do que seja TESOL, CELTA, DELTA, SLA, Methods and Approaches, Classroom Management, Syllabus Design, etc;
    3. Fez a provinha de professores e passou – o “profissional capacitado” foi chamado até à escola para fazer uma prova escrita (na qual ele cometeu alguns errinhos), uma prova oral (falou lá um inglês com o coordenador do curso), sorriu, foi simpático, demonstrou boa desenvoltura etc. Pronto! Ganhou a chance de fazer o treinamento.

    Com relação à pergunta 2, tenho a dizer que a qualificação nestas escolas não é medida profissionalmente. Afinal, para a grande maioria dos donos de escolas de inglês curso de inglês é apenas um negócio (meio de ganhar dinheiro). Ensino de Língua Inglesa de modo Profissional não existe. A maioria das redes franqueadoras se orgulham do marketing (bem feito), das ideias de venda (baseadas em armações e muito papo de vendedor), material de excelente qualidade (papel e impressão apenas; conteúdo deixa a desejar) etc. Enfim, no quesito Desenvolvimento Pedagógico pecam grandiosamente.

    Esses cursos de idiomas capengas contratam muitas vezes pessoas desesperadas para arrumar um empreguinho temporário. Logo, R$10,00 a hora está de bom tamanho. Dar aulinhas de inglês é apenas um para ganhar uma graninha até pintar um emprego sério e de verdade.

    Na verdade, esses ditos “profissionais qualificados” atrapalham o desenvolvimento e capacitação de pessoas que levam a profissão de ensinar inglês à sério. As escolas se esbaldam com esses profissionais (em limpeza, som, entrega, carpintaria, eletricidade, etc). Não é preciso pagar muito; eles preferem receber uma merrequinha a ter de trabalhar com o que trabalhavam nos lá fora.

    Cito aqui o que meu amigo inglês disse no email: “you pay peanuts, you get monkeys“. Ou seja, como as escolinhas pagam pouco, elas merecem ter profissionais de péssima qualidade mesmo. “Profissionais” sem compromisso com o ensino de língua (por isso, abandonam as turmas no meio do semestre), sem esperança de seguir carreira na profissão (ficar recebendo merrequinha sempre é castigo). Como esse texto tem uma sequência, você perceberá que as demais perguntas serão abordadas em outra ocasião.

    Enfim, o que você pensa sobre isso? Qual a sua opinião? Deixe seu comentário abaixo e vamos trocar ideias. Por favor, nada de deixar comentários como anônimo, deixe seu nome para sabermos de de quem é a opinião. Lembre-se de ler também a segunda parte em Professores de Inglês Qualificados [Parte II].

    78 Comentários

    1. Parabéns!!! Disse tudo! Estas "escolas de inglês" não tem nada além de marketing. Vc disse tudo. SEM MAIS COMENTÁRIOS, e ainda os pais colocam seus filhinhos lá porque os amiguinhos estão lá. "MARIA VAI COM AS OUTRAS" e aprender que é bom, NADA!

    2. Oi Denilso, Acho que vou meio que na contramão do que vc escreveu aqui. Não sou uma pessoa que morou no exterior e nem tão pouco sou altamente qualificada. Sou formada em Letras e sempre adorei inglês. Me candidatei a uma vaga de professora numa dessas escolas e fui aprovada, sem ao menos uma entrevista em inglês (o que achei pra lá de estranho). Bom, desde que comecei a lecionar lá, minha preocupação com a qualidade do material que apresento pra aula tem sido constante. Tanto que fico horas e horas pensando em como atingir diferentes tipos de pessoas, níveis de inglês, idade, enfim. São quase dois anos que estou lá, e não me atrevi a sair do nível intermediário, que comecei apenas esse semestre, pois queria desenvolver esse trabalho bacana e ao mesmo tempo me sentir confiante com o conteúdo.Apesar da insistência da própria coordenadora que diz que tenho condições de ensinar até níveis mais avançados.Agora, a escola contrata sim,esse tipo profissional que vc mencionou, principalmente o que morou no exterior. Tenho visto o descaso com o preparo das aulas desses "profissionais" e o pior, morar no exterior para os pais, donos dessas escolas, é um status .Outro dia uma aluninha me perguntou e dizendo assim, com certeza vc já viajou para o exterior, né?Enfim, o que eu gostaria de colocar aqui é que acho ridículo o valor pago por eles pelo trabalho que desenvolvo, pela seriedade com que levo o ensino. Tenho certeza que dentre os 10 profissionais de lá, sou provavelmente a única que fica 3,4, 5 horas pra preparar uma aula de 1 hora. Depois temos tarefas pra corrigir, provas , reuniões com pais e tudo mais pra ganhar 10,00. Me sinto injustiçada. Só gostaria de deixar meu protesto aqui. Levo minha profissão a sério e estou me preparando também, tendo aulas pra melhorar meu nível de inglês. Posso não ser tudo isso ainda, eu disse ainda. Tenho lutado muito pra me tornar um profissional respeitado nessa área.Obrigada por trazer à tona o assunto.

    3. Com as estratégias de marketing caras e bem feitas, algumas escolas tornaram-se símbolo de status. Matricular o filho em tal escola significa dizer aos outros que se tem muito dinheiro. Até aí, tudo bem. "Pobrema" deles! A parte que nos toca ( e nos ofende) é que professor, cadeira, mesa, projetor foram colocados no mesmo patamar…quebrou a TV manda consertar. Saiu um prof., chama outro. Pra eles, nós profs, somos apenas uma "pecinha" no sistema. Todos iguais. A qualificação é só uma palavra pra inserir nos planos de marketing…É isso, Denilso…aguardo a próxima parte da discussão…Abraço

    4. Parabéns!Infelizmente, é isso mesmo, no máximo que vc pode conseguir por aula aqui em SP é R$ 14,50(em escolinhas). O número de alunos por por classe é de 7 a 10. Como uma profaº pode fazer um bom trbalho?Na minha opinião, o pior é ensinar para quem não gosta, o aluno não faz a lição de casa, não estuda… é terrivel.Sempre digo aos meus alunos: "Só vcs podem fazer alguma coisa por vcs. E o q vc tem dentro da sua cabeça nunca ninguém roubará". Não disperdice esta opotunidade!Não leciono em escola, sou profª particular, não é fácil também.Bom é isso!Aquele abraço e agradecida por seu Blog, ele é um ponto de luz na escuridão.

      1. Olá li seu comentário, e como professora particular, o que vc faz? estou pensando em ministrar aulas particulares gostaria da dica de alguém com mais experiência.

    5. Concordo com você Denilso, na escola que eu estudo espanhol (minha professora de espanhol é Venezuelana por isso não tenho problema) os professores de inglês são no minimo ruins. Uma dessas "professoras" tem uma pronuncia e comete erros que me deixam de cabelos em pé. Não vou citar nomes aqui, mas este exemplo mostra a categoria de nossas escolas de inglês.Abraços e parabéns pelo trabalho

    6. Muito bom!!! há muitos que acham que seu 'ingrêis é bem dizido", moraram fora e acham que isso basta, sendo que nem conhecem bem a própria língua materna, entre outras coisas, metodologias e afins….a questão é: a pessoa tem que saber falar inglês, ou saber ensinar inglês? eu dou aula há um tempo já, não fui para fora, mas estudo, fuço, não sou um dicionário ambulante, mas já ouvi de muitos alunos que eu consegui fazê-los gostar do idoma e quere aprender mais!!!!Parabéns pelo post, sou sua fã há tempos!!!!Abraço!

    7. Olá Denilson, há professores e professores. Alguns formados em Letras, cometem erros gravíssimos, imagine aqueles que não tem formação nenhuma. Sempre fiquei revoltada, porque as escolas não me contrataam por não ter experiencia no exterior e hoje vejo alguns professores que chamei para uma entrevista e não sabem o que é uma conjunção, o que é advérbio, pronome relativo, demonstrativo. Acho que quem quer ser professor, estuda e muito. Quem entrevista essas pessoas que querem dar aula, deve perguntar o por que que estão lá. Gente!! Fala sério!! Dar aula não é só abrir livro e "papagaiar" em ingles!

    8. Depoimento FANTÁSTICO, Denilson. Creio que disseste o que MUITOS professores formados gostariam de falar mas possuem medo. Obrigado por teu trabalho primoroso e tua CORAGEM em defender a classe docente. Forte abraço. Prof. Ricardo (Santa Catarina)

    9. Concordo com você. No entanto, acho que os pais e os próprios alunos são capazes de definir o grau de conhecimento do professor, mas muitas vezes preferem investir pouco no curso apenas para ter um certificado de conclusão no currículo. Só vão perceber o erro quando precisarem de fato mostrar conhecimento. Quando você mencionou no post: "you pay peanuts, you get monkeys", de imediato eu não pensei na situação do professor, mas na situação do aluno que é o maior prejudicado nesta história toda. Não acho que seja correto, mas infelizmente ainda temos que pagar um preço alto para ter um ensino de qualidade.

    10. Olá Denilso! Texto maravilhoso, parabéns! E infelizmente a realidade é essa. Sou profissional da área de Letras e já trabalho nisso há quase 8 anos, então posso afirmar com conhecimento de causa que muitos profissionais desqualificados são contratados com frequência por esse tipo de escola. É uma pena, desrespeito total com os alunos! Um abraço!

    11. Denilson…Eu segui uma sugestão do seu blog para o curso de inglês da Influx. Estou estudando lá ( SBC ), o material didático é muito bom, porém as duas professores com que tive aulas são extremamentes fracas. Faço um módulo onde em paralelo outras pessoas tb estudam " eles chamam de personal " e na minha turma tem um rapaz que está no último livro ( ao final do 2 ano e meio ) e mal fala inglês. Isto me deixou desmotivada pois a proposta da escola é de fluência ao final deste período. Concordo com o que vc escreveu, pois algumas escolas pagam mal, avaliam e contratam mal, mas cobram um valor significativo dos alunos, fora os materiais didáticos super faturados. A professora que estou tendo aula atualmente é autodidata ( ??? )…achei estranho isso…mas com o passar das aulas super fracas dá para perceber o porque. Creio que a falta de experiência conta muito. Cheguei a fazer uma reclamação na escola mas não fui ouvida. Somente justificaram o método dela. Infelizmente poucas instituições da língua inglesa é comprometida com o aprendizado. Uma pena…. Um abraço e parabéns pelo blog que está cada dia melhor.

    12. Olá Denilso,Eu concordo com tudo o que vc escreveu. Cansei de perder vagas para os filhinhos de papai que passaram 6 meses surfando na austrália e nem sabem o que é um noun… Poxa isso sempre me deixava pra baixo. Mesmo com o diploma de Letras na mão, vários cursos, convenções, workshops e referências de alunos, as escolas passavam batidas por mim por eu não ter viajado ainda. Toda a minha bagagem cultural e profissional era lixo perto do cara que foi pra Disney ou se "formou" no curso da franquia tal e agora precisa de grana e vem dar aula de Inglês pq é barbada…Hoje isso já não é mais problema, tenho 10 anos de estrada e meu CV tá bem recheado. Desisti destes cursinhos e agora só private classes, afinal estudei, me qualifiquei e mereço reconhecimento. R$10,00 a hora é realmente um insulto para os verdadeiros ELT Professionals.Infelizmente esta é a realidade…

    13. E eu como aluna dessas escolas pago absurdooooooo para ter por semana duas horas e meia de aula.

    14. Denilso… estou sentindo isso na pele, cada vez que vou a aula, tem um professor diferente, e o pior é vc questionar algo e o professor parar pra pensar e não esclarecer sua duvida, professores "Quebra galho"… e preso ao contrato tenho que ir me contentado e esforçando ao maximo….Abraços.

    15. Ola a todos……eu meio que concordo e discordo.Concordo que pagam bem pouco aos professores pelo conhecimento e trabalho para aprender uma lingua, concordo que existem pessoas que trabalham de garçom e vem pra ca ensinar inglês, enfim. Mas isso só existe por causa da população mesmo, que não tem condições de pagar o preço justo de uma aula de inglês. Não concordo com o pessoal decendo o pau, mas ninguém parou pra pensar, puxa se eu tivesse aulas particulares com um professor (formado e experiente) eu tiraria mais proveito das aulas e consequentemente o professor estaria ganhando o justo, se todos fizessem isso não teríamos as escolas fazendo todo esse trambique, porém como praticamente todos recorrem as escolas por nao terem dinheiro, então acho errado reclamar. A escola como uma empresa tem que se sustentar, como ela vai pagar 40,00 pra um professor e ganhar 10,00 ou 20,00…….Vamos pensar em tudo gente, se você fosse o dono da escola oque você faria?

    16. Pois é Denilso, estou fazendo curso intensivo do Senac e meu professor nunca morou fora. Tudo bem que você pode aprender sem precisar viajar.Mas eu acredito que o sentimento da língua inglesa, em que você consegue criar novas girias e phrasal verbs, por exemplo, só se consegue morando fora. Não sei se é porque ele é professor do Starter que não é exigido esse requisito. Fica ai minha opinião.

    17. Obrigado a todos pelos comentários! chegou a hora de responder a algumas perguntas feitas por alguns Anônimos. Na verdade, eu não queria aceitar os comentários Anônimos, pois fica muito impessoal. Mas, infelizmente, muita gente não percebe o mal que causa postando como Anônimo ou mesmo sem assinar o comentário.Acima um Anônimo disse que concorda e discorda e no final perguntou o que eu faria se fosse dono de uma escola de inglês. Minha resposta:Se eu fosse dono de uma escola de inglês eu teria uma Escola e não uma escolinha. Meus professores serem altamente capacitados e receberiam muito bem (R$30,00 a hora para cima). Teríamos um plano de carreira no qual quanto mais capacitado fosse o Profissional mais ele ganharia. As pessoas (estudantes de inglês, pais e responsáveis) querem Qualidade e certamente pagam a mais por isso. A política do preço baixo na minha escola não existiria. O acompanhamento pedagógico (pós-venda) seria levado à serio por todos os colaboradores da escola (desde a zeladora até o dono).A população quer retorno do dinheiro investido em um curso. Logo, eu procuraria dar esse retorno e assim manter todos satisfeitos (funcionários e clientes).Ou seja, eu não seria demagogo ao ponto de defende uma ideia e praticar outra. Eu seria Profissional, não trambiqueiro e aproveitador dos sonhos alheios!Se uma Escola de Idiomas séria, com perfil pedagógico arrojado, com foco no aprendizado e na qualidade dos serviços oferecidos levasse a sério o que prega certamente ela teria muitos alunos. Afinal, tem muita gente por aí que quer isso! E não estou falando de ricos e milionários; mas sim de todos.O problema é o comércio e não as pessoas em geral!

    18. Obrigada Denilso.As escolas e seus "ditos" diretores e coordenadores visam o marketing, aumento do número de alunos, retenção dos mesmos com créditos, bônus ou seja lá o que for, mas o ensino …fica a desejar. A maioria com suas franquias visam o lucro puro. Além de não receber como professora o combinado, ainda sinto a frustação de ver alunos com potencial serem limitados em seu processo de aprendizado e, consequentemente muitos ficam frustados. Devo ressaltar que como professora deveria "sempre" me limitar ao manual (book)e não ir "além" na explicação. Qual progresso um aluno poderia ter a não ser seguir na fila do book1, book2 e assim por diante?Aprendi inglês com uma ótima professora ainda no ginasial e ela sempre me estimulou a aprender dia a dia. Que estímulo nos poderemos dar se somos podados??? Mudanças são necessárias! Seu blog cumpre sua parte no processo de mudanças. Obrigada pela oportunidade e pelas dicas preciosas do blog, afinal "dividir" é "multiplicar".

    19. O Alex comentou acima sobre a questo de morar fora e adquirir o "sentimento da língua". Meu comentário é o seguinte:Conheço inúmeras pessoas que nunca moraram fora e falam inglês muito bem, estão acima do nível C1 do Common european Framework, já fizeram inúmeras provas de proficiência e passaram, conseguem até mesmo se passarem por nativos.Sorte? Dom divino? Iluminação Kármica? Vidas Passadas?Nada disso! Muita dedicação! Muito esforço! Muita disciplina para aprender e dominar a língua inglesa a cada dia. Rotina de estudo! Objetivo estabelecido! Manutenção do foco! Enfim, qualidade que levaram essas pessoas a se destacarem e se desenvolverem cada vez mais e mais pessoal e profissionalmente.Morar fora par mim não é desculpa para ser péssimo profissional!

    20. Concordo em genero numero e grau… sem maiores comentários, pq senão eu fico com mais raiva… grrrr….

    21. Olha, eu morei dez anos nos Estados Unidos, fiz tres cursos de Ingles em Nova Iorque onde um deles teve 416 horas. Convivi com americanos no trabalho e escola. Ainda não sou formada em Letras. Trabalho como professora de Ingles numa escola particular. Tenho visto muitos professores formados que não falam o idioma como tambem tenho visto muitos professores de ingles que moraram fora, falam ingles, porém nao sabem nem o que é um noun..Portanto, fica aó o registro que cada caso é um caso.

    22. Meu nome é Flavia e também sou professora de inglês, só não sei se feliz ou infelizmente. É realmente um absurdo como nos tratam e esse semestre, por esse motivo, resolvi que não vou mais me sujeitar à essas condições. Parei. Já trabalhei na Skill, Wizard e fiz o treinamento da Wise Up, onde pensei que com tanto treinamento e tantos pré-requisitos. teria encontrado uma escola que desse o real valor ao professor, mas também foi uma decepção. Então, decidi trabalhar só com tradução. Fiz Língua e Literatura Inglesas na PUC-SP, não tenho vivência no exterior (apenas 3 meses em Londres mas foi just for fun) mas nunca parei de estudar. Penso que com quase 8 anos de aula de inglês no ensino fundamenta e médio, se o governo desse a devida atenção à essa matéria, todas essas "escolinhas" que usam Rodrigo Santoro, Grazzi, etc…para atrair alunos ou iriam à falência, ou melhorariam seus cursos e contratariam professores profissionais na área e não pessoas que "fazem bico".Isso é muito triste, mas economizo mais ficando em casa do que apenas tirar o carro da garagem prá ganhar 14 reais por hora.Quem sabe não possamos nos juntar e fazer algo por essa causa com o próximo presidente/governador/prefeito, não?Obrigada e [email protected]

    23. Oi Denilso!Gosto demais do seu blog mas quero te dizer que não existe critério de capacitação, ou melhor, de qualificação, infelizmente sabemos que alguns são mais do que os outros, veja, eu morei e moro nos USA, aqui não só aprendi a usar a língua como também aprendi sobre hábitos e culturas de diversos países. Voltei ao Brasil e cursei letras, na faculdade tive colegas de todas as formas, gente sem cultura nenhuma mas com muita força de vontade, gente sem força de vontade mas com cultura… whatever, eu penso que antes de cursar eu já era capaz, depois de graduada então eu sou muito mais ainda!! Beijinhos!! E olha é por causa desses 10 reais a hora/aula que eu estou por aqui…Bye now!

    24. Olá Denilso a cada dia que passa você aborda um assunto mais interessante no seu blog, o tema abordado hoje é vital para o futuro de muita gente (alunos e professores) concordo plenamente com a questão do pagamento e a maneira como os donos de escolas de idiomas que muita vezes nem falam o idioma só pensam no "negócio" a escola em que trabalho faz isso o tempo todo então para mim não é novidade, e quando argumento alguma coisa eles dizem se o aluno reclamar nós mudamos… o que dificilmente acontecerá pois muitos dos alunos estão sendo totalmente enganados pelos vendedores mal intencionados porém muito bem treinados, eu amo minha profissão e fico triste com isso, pois entrei na profissão para ajudar as pessoas…, estou criando um blog sobre como estudar inglês e logo tentarei trocar de escola…Acessem meu blog:http://eslbrazil.blogspot.com Peço a Deus que a situação mude

    25. Concordo plenamente.Eu mesma não conheço nenhuma escola de idiomas que ofereça um plano de carreira para professores. Acho isso lastimável, pois não importa se você não formado na área, ou se tem pós-doutorado, pois você ganhará o mesmo. E isso não nos estimula a estudar, já que não ganharemos nada a mais por isso. É triste, mas quem estuda e se esforça sãos os que mais se importam e que gostam do que fazem, entretanto, parece que quase ninguém vê isso.Também nunca viajei para o exterior mas isso nunca me foi uma desvantagem em quesito algum; é lógico que sempre quis vajar pra fora, mas com esse salário vamos viajar como?

    26. Você está certíssimo! Só não vale menosprezar os outros profissionais, né? O resto tá tudo bem!

    27. Olá, Denilson.Concordo plenamente com o que você disse. Essas "escolinhas" na verdade só querem ganhar dinheiro, o aluno é apenas um cliente que deve ser preservado, pois quanto mais tempo ele permanecer no curso mais dinheiro os donos da escola irão ter. A parte pedagogica não existe, ou seja, o importante não é o aluno apreender a língua inglesa, mas sim ficar no curso o maior tempo possível.

    28. Mais um ponto para você Denilso…Esse semestre ouvi de minha Diretora "…e quem disse que os alunos da nossa escola precisam saber falar inglês??" … aí eu me questiono :"O que estou fazendo aqui??"…Hora de mudar? Hora de parar? Procurar outra coisa para fazer? Mas eu gosto do que faço! E aí??? Uma encruzilhada na nossa vida de professor…

    29. Estou passando aqui rapidinho para informar que muitos comentários anônimos não serão publicados. Muitos desses merecem uma atenção especial. Afinal, estão mencionando uma rede de ensino ou outra. Façam como a Flávia Paola fez acima: falem da escola mas coloquem seus nomes para que a escola depois possa verificar o que foi dito e assim tomar alguma ação! É assim que você descobrirão se a empresa é honesta e séria ou não! Caso queiram enviar a reclamação diretamente para mim e assim eu a encaminhe para conhecidos nas redes mencionadas o meu email é [email protected] Fica a dica!

    30. Denilso, isso realmente acontece e infelizmente os bons profissionais se sujeitam a isso…como disse a Flavia ai em cima…será que vale a pena tirar o carro da garagem??abraços!Priscilla

    31. Olá Denilso, muito bom o assunto. Como qualquer professor, seja de inglês, espanhol, geografia, ainda não somos reconhecidos. Eu caredito que tudo vem da cultura, infelizmente a cultura do brasileiro ainda é não dá valor ao profissional. O marketing parece ter oculpado espaço e se tornado a mais importante meta da escola, até por que quanto mais alunos mais dinheiro entra no caixa.Conheço vários professores de escolas de idiomas renomadas (Fisk, CCAA)que hoje quando pergunto o que é collocations pelo menos me dizem "eu não faço a minima idéia". Ou seja, a muito mais involvido.Gostei da forma como você administraria sua escola se tivesse uma. Penso de forma parecida, acho que se focamos na qualidade poderemos cobrar um pouco a mais por isso. Como você mesmo escreveu acima as pessoas fazem um investimento querem retorno, nesse caso a proficiência na língua.Muito obrigado por trazer esse assunto a tona. Assim podemos cooncientizar as pessas.Um abraço, Renato Alves