Como Desenvolvi Meu Vocabulário em Inglês

Como desenvolvi meu vocabulário em inglês? Como melhorei meu vocabulário em inglês estudando sozinho? O que fiz para ter um bom vocabulário em inglês?

Baseando-me em perguntas enviadas por leitoras e leitores, resolvi gravar um vídeo falando sobre o assunto vocabulário. Afinal, quais foram as estratégias que usei para melhorar o vocabulário em inglês? Será que algo do que fiz pode ajudar você?

Assista ao vídeo abaixo para ouvir minhas respostas a essas perguntas. Tenho certeza que você poderá sim aprender algo que será muito útil para você mudar o modo como aprende vocabulário.

No vídeo, eu menciono que meu aprendizado de vocabulário teve dois momentos. Assista para identificar que momentos são esses e em qual deles você está e qual deveria estar.

Como Desenvolvi Meu Vocabulário em Inglês

Mais Vídeos para Assistir e se Motivar

Como Desenvolvi Meu Vocabulário em Inglês

Se você tem acompanhado as dicas mais recentes aqui do Inglês na Ponta da Língua – ou mesmo o canal no Youtube –, sabe que eu estou publicando alguns vídeos contando como eu aprendi inglês. Em cada vídeo, eu falo das minhas dores para aprender e as soluções que fui encontrando para me tornar fluente em inglês.

Portanto, reserve um tempo aí em sua agenda e assista aos vídeos abaixo. Você não vai se arrepender! Assim espero!

Se você está em busca de aprender inglês sem frescuras e com dicas que ajudarão você de modo mais real e prático, tenho certeza que esses vídeos aí e outras dicas publicadas aqui no site serão de grande ajuda para você.

I hope you really enjoy everything.

That’s all I have for now! So, take care and keep learning!

LEXICAL TEACHER: o que é e o que faz?

Lexical Teacher!? O que é isso!? O que esse profissional faz!? Qual a diferença dele para o traditional teacher

Se você é professora ou professor de inglês, quero te convidar entrar no universo do Lexical Teacher. Entenda melhor a ideia e saiba como se tornar um LEXICAL TEACHER.

Este conteúdo também está disponível em formato de áudio. Para ouvir aqui no site mesmo, é só clicar no player abaixo. Mas, você também pode ouvir no Spotify ou no iTunes. Para isso é sés procurar por Inglês na Ponta da Língua na área de podcasts. Assim, nossa conversará fluirá muito melhor.

Vamos ao que interessa!

Um pouco de História

Eu – Denilso – comecei a dar aulas de inglês em 1994. Comecei ensinando de modo voluntário. Eu dava aulas de reforço para crianças e adolescentes na igreja que eu frequentava. Como acontece no ensino regular de inglês, o meu trabalho era ensinar gramática e vocabulário.

Depois, em 1995, fui parar em uma escola de inglês. Ao fazer o treinamento, eu notei que teria de ensinar gramática, vocabuláriopronúncia. A única diferença foi essa: ensinar pronúncia.

Ao longo dos anos, trabalhando em outras escolas, eu continuei observando que – embora o método ou abordagem da escola mudasse – a base continuava sendo o ensino de gramática, vocabulário e pronúncia.

Ou seja, eu tinha de ensinar regras e termos gramaticais – present perfect, prepositions, conditionals, present simple, etc. O vocabulário se resumia a ensinar listas de palavras, phrasal verbs e, vez ou outra, um idiom (expressão idiomática). Já na pronúncia, o foco era ensinar os sons do th, os minimal pairs e coisas do tipo.

Isso me incomodava muito! Por mais que eu tentasse fazer algo diferente no final tudo se resumia a essas três coisas. Afinal, esse era o modo tradicional, o jeito padrão,  de ensinar inglês. No entanto, eu estava incomodado com aquilo. Eu queria encontrar algo novo, diferente. Algo que deixasse não só o ensino – mas também o aprendizado – de inglês mais dinâmico, divertido, interessante, descomplicado.

Uma luz no meio da mesmice

Em 1997, eu estava na recepção de uma das escolas em que trabalhava quando vi uma revista para professores sobre uma mesa. Essa revista era o número 0 da New Routes in ELT, publicação da DISAL. 

Na capa, eu li o nome Michael Lewis e abaixo deste nome li algo que chamou muito atenção:t

the leading revolutionary against standard English teaching

Quem seria esse “principal revolucionário contra o ensino tradicional de inglês“? Teria esse tal de Michael Lewis alguma resposta para minha busca por algo que fugisse do tradicional ensino de inglês: gramática, vocabulário e pronúncia?

Li as 5 páginas de sua entrevista e me identifiquei com o que ele dizia. Eu estava diante de algumas respostas às minhas inquietações. Após reler a entrevista, decidi que iria também ler seus livros: The Lexical Approach e Implementing the Lexical Approach.

Quanto mais eu lia esses livros, mais eu aprendia. Mais meu jeito de ensinar inglês mudava. O melhor: mais ainda meus alunos passaram a gostar de inglês. Ate mesmo aqueles que se achavam incapazes de aprender, começaram a se soltar mais e a participar das aulas.

No anos seguintes, fui aprendendo cada vez mais sobre essa abordagem de ensino e aplicando em minhas aulas. Quando me tornei coordenador pedagógico, eu ensinei mais sobre minhas descobertas ao professores e professoras. Isso também ajudou todos eles a ajudarem ainda mais seus alunos.

Eu havia me tornado um Lexical Teacher e deixado de ser um traditional teacher.

Mas, qual a diferença?

Como um traditional teacher, eu sempre ensinei gramática, vocabulário e pronúncia. Independentemente de onde ensinasse, esse três itens eram ensinados de modo isolado e muitas vezes desconexos.

Claro que haviam sentenças comumente usadas em diálogos e situações específicas. Não posso deixar de fora que também ensinava phrasal verbs e idioms. Mas, no fim do dia, tudo se resumia a gramática, vocabulário e pronúncia.

Quando me enfiei a aprender a abordagem lexical, fui me tornando o que eu chamo de Lexical Teacher. O que mudou?

Eu passei a ver aqueles três elementos comuns no ensino tradicional de modo integrado. Isto é, gramática, vocabulário e pronúncia passaram a ser uma coisa só.

Gramática

A gramática não era mais ensinada como se fossem regras e termos técnicos a serem decorados. Eu aprendi que podia ensinar a gramática de uso e deixar a gramática normativa para outros momentos. A metalinguagem não precisava estar presente na sala de aula.

Vocabulário

O vocabulário deixou de ser apenas palavras soltas e/ou palavras raramente usadas. Agora eu estava diante dos chunks of language (formulaic language): collocations, semi-fixed sentences, fixed sentences, gambits, polywords e tantas outras coisas que são usadas naturalmente na língua.

Pronúncia

A pronúncia ia além de ensinar apenas os sons isoladamente. Eu podia ensinar intonation, connected speech, sentence stress (suprasegmental features in phonetics). Enfim, nada mais de estressar meus alunos e alunas com os sons do th ou os minimal pairs.

Vale dizer que alguns aspectos do ensino tradicional, eu ainda ensinava. Afinal, eram recursos que eu tinha para ajudar meus alunos. Contudo, como um Lexical Teacher eu não focava apenas nisso. Eu ia além e meus alunos aprendiam cada vez mais e desenvolviam a fluência mais naturalmente.

O Lexical Teacher hoje

Hoje, após 24 anos, muita coisa nova entrou em cena para ajudar o Lexical Teacher. 

Pesquisas pelo neurocientista Michael Ulmann, do MIT e Georgetown University, ajudaram a mostrar que o ensino lexical divulgado por Michael Lewis e outros especialistas antes dele é extremamente possível. Seu Declarative/Procedural Model tem influenciado não só os campos da psicolinguística e da neurociência cognitiva, mas também – em minha opinião – o da linguística aplicada. Afinal, precisamos saber como o cérebro adulto melhor aprende uma língua adicional.

Vários outros pesquisadores sugeriram mudanças no modo como ensinamos tradicionalmente a gramática. Deixar de ver a gramática como uma coisa, mas sim como um processo. Aqui o trabalho de Diane Larsen-Freeman, From Grammar to Grammaring, é leitura obrigatória.

Avanços na tecnologia da informação tornaram a Linguística de Corpus uma ciência fundamental para que o Lexical Teacherseja falante nativo ou não-nativo – ensine inglês de modo muito mais natural, dinâmico e até mesmo prazeroso para os alunos. O livro From Corpus to the Classroom é outra leitura obrigatória para quem deseja se tornar um Lexical Teacher. 

Hoje, o Lexical Teacher pode dar sua aula sabendo que a ciência da aquisição linguística está totalmente a seu favor.  Como vários outras ciências validaram (e ainda validam) o que os pais da teoria lexical diziam, o preconceito e dúvidas foram se tornando coisas do passado. Portanto, todos são mais que bem vindos a se tornarem Lexical Teachers.

Como se tornar um Lexical Teacher?

Desde quando Michael Lewis lançou seu The Lexical Approach em 1993, foram vários os livros e artigos publicados sobre o ensino lexical. Inúmeros outros autores e pesquisadores validaram os conceitos por trás desta abordagem.

Você pode começar lendo os livros que mencionei neste artigo. Mas, depois deverá ler muitos outros e assim entender as nuances dessa abordagem que ajuda na transformação de um traditional teacher para um Lexical Teacher.

  • The Lexical Priming (Michael Hoey)
  • Teaching Collocations (Michael Lewis, editor)
  • Grammar (Michael Swan)
  • Beyond the Sentence (Scott Thornbury)
  • Discourse Analysis (H. G. Widdowson)
  • Optimizing a Lexical Approach to Instructed Second Language Acquisition (Frank Boers e Seth Lindstromberg)
  • Teaching Chunks of Language (Frank Boers e Seth Lindstromberg)
  • Lexical Grammar: Activities for Teaching Chunks and Exploring Patterns (Leo Selivan)

Enfim, esses são apenas alguns dos livros que o profissional de ensino de inglês pode ter em sua estante para se iniciar a caminhada no seu aprendizado e desenvolvimento profissional.

Por outro lado, esse mesmo profissional pode também fazer cursos nessa área. Um dos cursos é justamente o que eu – Denilso – ofereço: Being a Lexical Teacher. O primeiro e – até o momento – único curso que tem como objetivo apresentar e preparar a professora ou o professor de inglês nos pontos essenciais do ensino lexical. Tem ainda os livros que publiquei:

  • Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário
  • Combinando Palavras em Inglês – seja fluente em inglês aprendendo collocations
  • Grámatica de Uso da Língua – a gramática do Inglês na Ponta da Língua

Caso queira saber mais sobre esse curso e como participar dele, leia todas as informações clicando aqui. Tenho certeza ainda alguma dúvida, entre em contato. Será um prazer enorme compartilhar minha história e também meus conhecimentos com você que deseja agora se tornar um Lexical Teacher.

 

Chunks of Language: o que são e por que aprender?

Os chunks of language são o tema central dentro do curso Aprender Inglês Lexicalmente. Portanto, para matar um pouco a sua curiosidade, decidi escrever este texto falando um pouquinho sobre o que são e por que aprender chunks é importante.

O que são Chunks of Language?

Se traduzirmos ao pé da letra, chunks of language significa “pedaços de língua”. Mas, isso não ajuda muito, não é mesmo? Então, o melhor a fazer é entender a ideia.

De modo bem simples, chunks of language são grupos de palavras encontrados com frequência dentro de uma língua. Esses grupos de palavras possuem sempre uma estrutura fixa ou mesmo semifixa. Vamos entender isso melhor. Continue lendo!

As Estruturas Fixas

As estruturas fixas são geralmente usadas dentro de um ou mais contextos. Alguns exemplos de estruturas (sentenças) fixas são:

  • You’re welcome! (De nada!)
  • What do you mean? (Como assim?)
  • Go figure! (Vai entender!)
  • I’m sorry! (Sinto muito!)
  • Just a moment! (Só um momento!)
  • I don’t think so. (Eu acho que não.)
  • How are you doing? (Como você está?)

Enfim, são vários os exemplos de sentenças fixas. Alguns desses chunks são usados em contextos específicos e outros são usados em vários contextos. Há autores que chamam esses tipos de chunks de institutionalized sentences. Mas, vamos deixar esse detalhe de lado.

Os Chunks of LanguageEstruturas Semifixas (básico)

Já as estruturas (sentenças) semifixas são estruturas que podem ser mudadas de acordo com o que a pessoa pretende dizer. Um exemplo de sentença semifixa bem básico é a estrutura “What’s … name?”. No espaço em branco podemos completar com o que desejamos perguntar:

  • What’s your name? (Qual o seu nome?)
  • What’s his name? (Qual o nome dele?)
  • What’s her name? (Qual o nome dela?)
  • What’s his father’s name? (Qual o nome do pai dele?)
  • What’s her husband’s name? (Qual o nome do marido dela?)

Esse é um exemplo bem simples. Na verdade, os chunks chamados de sentenças semifixas podem ficar bem mais “complicados”.

Sentenças Semifixas (intermediário e avançado)

Por exemplo, “If I were you, I’d…” (Se eu fosse você, eu…) que tem uma estrutura gramatical considerada de nível intermediário e é preciso um pouco mais de vocabulário (léxico) para completar a ideia:

  • If I were you, I’d never do that. (Se eu fosse você, eu jamais faria isso.)
  • If I were you, I’d talk to them. (Se eu fosse você, eu iria falar com elas.)
  • If I were you, I’d study for the exam. (Se eu fosse você, eu estudaria para a prova.)
  • If I were you, I’d find a way to help John. (Se eu fosse você, procuraria um jeito de ajudar o John.)

Os exemplos dados acima são apenas uma gota no oceano. Pois, essa ideia de chunks of language vai muito além de sentenças fixas e semifixas. Podemos ainda colocar collocations, idioms, phrasal verbs, polywords e outros tipos de chunks of language que fazem uma grande diferença no modo como aprendemos inglês.

Por que aprender chunks é importante?

Chunks of LanguagePesquisas recentes na área de aquisição de uma outra língua mostram que os chunks of language ajudam no desenvolvimento da fluência. Ou seja, ao invés de ficar decorando regras gramaticais e palavras soltas, o desenvolvimento da fluência ocorre com a quantidade de chunks que você aprende.

Em outras palavras você começa a falar inglês naturalmente sem a necessidade de decorar regras gramaticais e ficar encaixando palavras soltas dentro dessas regras.

Desenvolvendo Speaking , Listening e Pronúncia

Quando eu entendi a ideia de chunks of language e comecei a aplicá-la em meus estudos de inglês, meu inglês melhorou muito. O aprendizado de chunks ajudou minha memória a encontrar mais rapidamente o que eu pretendia dizer. Isso fez com que meu speaking melhorasse de modo considerável.

» Leia também: A Memória no Aprendizado de Inglês

Meu listening também se desenvolveu. Pois, ao assistir a um filme ou seriado e ao ouvir uma música, eu não ficava mais tentando identificar palavras soltas. O meu ouvido ia se acostumando com os chunks e isso me ajudava a compreender melhor tudo o que eu ouvia.

Como eu aprendia o conjunto de palavras, minha pronúncia também ficou mais fluída. Afinal, eu não precisava pronunciar as palavras isoladamente; na verdade, eu pronunciava os chunks e isso dava mais naturalidade ao meu jeito de falar inglês.

Adquirindo a Gramática Natural

Um grupo de pesquisadores do MIT notou que o aprendizado de chunks of language ajuda também no desenvolvimento gramatical. Nesse caso, é preciso diferenciar a gramática normativa (aquela dos livros e atividades) e a gramática de uso (o modo como as pessoas falam no dia a dia).

Quando você aprende chunks of language, você naturalmente vai aprendendo a grmática. Isso sem ficar fazendo análises e dando nomes às regras: Present Perfect, Gerund, Passive Voice, Past Simple, Past Participle, etc. Você simplesmente aprende a usar a língua.

Enfim, os benefícios de se aprender inglês com a ajuda das ideias dos chunks of language são grandiosos. O modo de aprender inglês fica mais divertido, dinâmico, rápido e interessante. O estudante não fica fazendo atividades de regras gramaticais e listas de palavras soltas. Com os chunks of language o aprendizado de inglês atinge outro nível.

Conclusão

Aprender chunks of language muda por completo o modo como você aprende inglês e desenvolve todas as habilidades: speaking, listening, reading e writing.

Portanto, trata-se de algo que você deve aprender bem sobre o que se trata e como aprender cada vez mais e mais.

Aqui no Inglês na Ponta da Língua, há livros, ebooks e cursos sobre o assunto. Portanto, acompanhe nossas dicas para ficar por dentro deste universo e, assim, aprender inglês de verdade.

Até a próxima.

Platô Intermediário no Inglês

Platô intermediário! Você faz alguma ideia do que é isso? Já ouviu falar a respeito? Será que esse problema é sério? Continue lendo para saber.

O tal platô intermediário – também conhecido como efeito intermediário – é definido como aquele momento no qual um estudante de inglês é tido como avançado, mas ele mesmo não se sente avançado. É o momento no qual o estudante parece estar patinando no gelo sem sair do lugar.

Algumas das características desse platô são:

  • por mais que estude inglês, o aprendiz parece não progredir da mesma forma como antes;
  • tem-se a sensação de que o conteúdo é sempre o mesmo: gramática e lista de palavras;
  • o vocabulário se restringe a lista de palavras complicadas, raras, e estranhas;
  • baixa motivação no aprendizado causada pela falta de progresso mais aparente;
  • mesmo tendo a sensação de sabe muito inglês, o aprendiz não se sente à vontade para falar e ouvir inglês naturalmente.

Platô Intermediário no InglêsSe você se identificou com algumas dessas características, você certamente está no nível intermediário.

O interessante é que quando você começou a estudar inglês, você aprendia tudo com muita facilidade. O seu aprendizado parecia acontecer de modo mais imediato; portanto, o progresso era bem aparente e evidente. Você percebia isso. Mas, agora – depois de algum tempo já estudando inglês – parece que é tudo a mesma coisa. Você parece saber tudo – regras gramaticais e um monte de palavras. Aprender algo novo se resume a decorar alguns phrasal verbs, expressões idiomáticas, gírias, regrinhas complicadas de gramática e coisas assim.

Enfim, você já entendeu como é. Afinal, o platô intermediário é uma pedra no sapato de praticamente todos os estudantes de inglês ao redor do mundo. Mas, o que fazer para sair dele?

No novo vídeo publicado em nosso canal no Youtube – clique aqui para se inscrever gratuitamente –, eu dou sete dicas para você sair desse tal platô intermediário. Se você ainda não chegou nele, recomendo que coloque as sete dicas também em prática para assim não sofrer tanto as consequências dele.

Umas das dicas que dou é que você deve aprender collocations e chunks of language. Pois, por meio do aprendizado disso, você melhorará de modo muito mais natural o vocabulário, a gramática, a pronúncia e o listening em inglês. Isso é possível pois quando você se dedica ao aprendizado de chunks, você adquire (aprende) tudo em conjunto e não separadamente. Se você quiser, aprender inglês por meio dos chunks of language, participe do curso APRENDER INGLÊS LEXICALMENTE: um curso voltado para estudantes de todos os níveis de inglês. Vagas Limitadas!

Para as outras dicas, assista ao vídeo abaixo. Tenho certeza que você entenderá ainda mais a ideia de platô intermediário e como se ver livre dele! 😊

O que é Léxico Mental? Por que precisamos dele?

 O que é léxico mental? Você já ouviu falar sobre isso? Faz ideia de como isso é importante para nós de modo geral e principalmente para o modo como aprendemos inglês (ou qualquer outra língua)? Se você nunca pensou sobre isso, leia esse texto e fique por dentro de algo que pode fazer a diferença ao modo como você pensa em melhorar o vocabulário em inglês.

O que é Léxico Mental?

A resposta para a pergunta o que é léxico mental (em inglês, Mental Lexicon) é a seguinte: teoria que nos ajuda a compreender como o cérebro armazena o vocabulário que aprendemos em nossa língua [e também em um língua estrangeira]. Essa teoria afirma que há uma parte do nosso cérebro que organiza o vocabulário – ou melhor o léxico – que fazemos uso de modo ativo ou mesmo passivo. Mas, vamos com calma! Antes quero mostrar a você como o léxico mental funciona na prática.

Para que você perceba o seu léxico mental em ação, vamos fazer uma rápida atividade. Abaixo estão algumas sentenças. Note que há espaços em branco nelas. Sua tarefa é simplesmente completar os espaços com a primeira palavra que vier a sua cabeça. Lembre-se que a palavra a ser usada deve fazer sentido na sentença. vamos lá!

  1. O presidente disse que todas as acusações não passam de intriga da ………………..
  2. Como o produto estava danificado, eu o devolvi e pedi meu dinheiro de ……………….
  3. Eu acho que vale a ……………… fazer um curso no exterior.
  4. Se ela acha que vou ajudar, ela está redondamente ………………..
  5. Após muitos e muitos anos, um terrível segredo de família acabou ……………….. à tona.

Veja que com o contexto certo, o seu cérebro foi capaz de puxar dentro de sua cabeça (memória) a palavra certa para cada sentença.

O que é Léxico Mental?Só para constar, as repostas mais frequentes e esperadas são oposição, volta, pena, enganada e vindo, respectivamente. Caso alguém resolva mudar as palavras nestas sentenças causará risos em que lê ou ouve. Ou seja, nós entenderemos o que a pessoa quis dizer, embora compreendamos automaticamente que algo está “estranho”.

Por que isso acontece?

Por que nosso cérebro consegue completar as palavras de modo correto? Como nós conseguimos completar essas sentenças com as mesmas palavras e sem dificuldades?  Agradeça ao seu léxico mental.

O léxico mental está em ação o tempo todo. Desde quando começamos a aprender nossa língua materna, nosso cérebro vai guardando palavras, expressões, combinações de palavras, frases, etc., que formam o nosso vocabulário (léxico). Conforme vamos nos envolvendo com a língua – ouvindo e lendo –, o léxico mental vai se formando naturalmente. Assim, quando alguém usa uma palavra diferente em uma combinação ou frase, o léxico mental acusa que tem algo de estranho.

Por exemplo, se ao invés de alguém diz “redondamente linda“, nós estranharemos. Pois, “redondamente” combina melhor e naturalmente com “enganado“, “enganada“, “enganados” ou “enganadas“. Se ao invés de dizer “fulano bateu as botas” alguém diz “fulano bateu as sandálias“, nós estranharemos.

Nosso cérebro possui um repositório – uma espécie de arquivo mental – que guarda estas expressões. Aqui vale dizer uma coisa importante: dentro dessa área de pesquisa nós dividimos o léxico entre vocabulário (palavras isoladas) e itens lexicais (ou, informalmente, chunks of language). Quando alguém usa uma combinação modo diferente ou com outra palavra – mesmo que sinônima –,  nós certamente estranharemos.

» Leia também: Chunks of Language: o que são e por que são importantes?

O que dizem os especialistas

De acordo com neurocientistas cerca de 80% a 85% do léxico (palavras e chunks of language) armazenado em nossa mente – nosso léxico mental – está organizado como expressões prontas e semi-prontas, sentenças completas, collocations, polywords, frases fixas e semi-fixas. O restante (menos de 15%) é ocupado por palavras isoladas. É por esta razão que somos capazes de fazer a atividade acima sem maiores dificuldades. Experimente dar esta atividade a um estrangeiro que tenha algum conhecimento de língua portuguesa e veja como ele ou ela se sai. Garanto a você que eles demorarão um pouco para fazer ou completarão com palavras diferentes.

Tudo isto mostra que o léxico mental é a parte do cérebro que armazena palavras isoladas, expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, que usamos com maior frequência em nossa língua. É graças a ele que somos capazes de entender o texto abaixo, embora estejam faltando algumas palavras:

“É totalmente desnecessário ___________ que todos nós precisamos evitar a poluição dos mananciais; devemos também economizar a ___________ tratada. Deixar a torneira ___________ enquanto escovamos os ___________. Atitudes de respeito e preservação do meio ___________, em particular o uso racional da água, podem ser desenvolvidas em atividades em sala de ___________. Podemos contribuir de várias formas para a preservação da água, elemento essencial à vida na ___________.”

Escreva as palavras que faltam no texto e depois poste-as na área de comentários deste artigo e vamos ver como anda o seu Léxico Mental. Você poderá se surpreender! Caso conheça algum estrangeiro que esteja no Brasil já há algum tempo, teste-o e veja o resultado! Compare as respostas! O resultado será curioso e a reação das pessoas também!

O objetivo desse texto é o de apresentar o que é léxico mental. Espero que tenha gostado e entendido o conceito! Agora, você está pronto para ler o texto no qual essa teoria influencia e muito o seu aprendizado de inglês. Para isso leia o texto: O Léxico Mental no Ensino de Inglês.

» Leia mais sobre o Léxico Mental em:

How about organizing a Lexical Notebook?

Other bloggers have already written about having a notebook. You know, a notebook to write the grammar rules you learn, the list of words you may draw up, and so on. Now, let me give you a better idea. Let me tell you about a Lexical Notebook.

Don’t worry! A Lexical Notebook is a kind of personal dictionary that you compile for your own use. On that personal dictionary [your Lexical Notebook], you note down any chunks of language, collocations, idioms, common phrases, phrasal verbs, words, etc you may find interesting. Do not write any grammar rules on it. It’s a Lexical Notebook, not a Grammar Notebook!If you want to have a Lexical Notebook [I really hope you do], you have to learn how to organize it. One way to do so is as it follows.

The very first thing to be done is, of course, buy a small notebook (or a notepad, which is smaller). In my humble opinion, a notepad [caderneta] is way better. The choice is all yours! You can get the one you really like. The most important thing is that you have to feel comfortable with it.

Secondly, organize it in an alphabetical order. Separate 3 to 5 pages to one letter of the alphabet. Some letters – ‘k’, ‘x’, ‘y’ and ‘z’ – don’t deserve too many pages, because there aren’t many chunks or words starting with them [in Portuguese].

 

Organizing a Lexical NotebookThird, start writing some words on your Lexical Notebook. Don’t write the word in English and then its equivalence into your language. Do the opposite! Note down the chunks in your language first and then in English. The example below takes into account speakers of Brazilian Portuguese:

  • Se você não se incomodar – if you don’t mind
  • Você alguma vez já foi a…? – have you (ever) been to…?
  • Na minha humilde opinião, (…) – In my humble opinion, (…)
  • e assim por diante – … and so on.
  • Uma vez na vida outra na morte – once in a blue moon
  • Significar – stand for

All the chunks above should be written in the right place on your Lexical Notebook. I mean, in the right letter: S, V, N, E, U, S. Another tip: write an example or any curiousity about the chunk/word you write down. An example is “significar – stand for“. If I had to write it on my Lexical Notebook, I’d have it like this:

Significar – stand for

      example 1: What does “UN” stand for?
      example 2: UN stands for United Nations.
    curiosity: “stand for” is a phrasal verb and it is usually used as a reference to abbreviations.

This is a wonderful way to improve your vocabulary in English. It’s also a great opportunity to get yourself organized. If you want to know more about organizing the way you learn English and your Lexical Notebook read the book below [click on the picture to get more info about it].

Inglês na Ponta da Língua