5 Dicas Para Desenvolver a Fluência em Inglês

Tornar-se fluente em inglês! Este é o desejo de todo mundo que começa a estudar inglês.

A pessoa se dedica por horas e horas. Decora regras e termos gramaticais. Faz inúmeras atividades. Lê textos. Assiste a filmes e seriados. Salva dicas e mais dicas. Enfim, dedica-se. Mas, a tal da fluência parece não acontecer. Por quê?

Quando eu comecei a estudar inglês (sozinho e sem muitos recursos), eu fazia justamente o que a maioria sempre faz. Só que conforme eu fui vendo que aquilo não funcionava tanto, eu comecei a fazer algumas coisas ao longo do meu dia para que minha fluência em inglês fosse se desenvolvendo.

O segredo – se é que podemos falar assim! – não está em estudar apenas uma ou duas horinhas por dia. Na verdade, o que vai fazer a grande diferença é o ato de colocarmos em prática tudo aquilo que aprendemos. A grande pergunta é: como fazer isso?

5 dicas Para Desenvolver a Fluência em Inglês

Nesta dica, compartilho 5 coisas que me ajudaram a desenvolver a fluência em inglês. São coisas simples e fáceis de serem colocada em pratica ao longo do seu dia a dia. Por exemplo, uma dessas coisas que eu fazia era ter um amigo imaginário.

Eu criava diálogos em minha cabeça – às vezes escrevia em um caderno – e os praticava comigo mesmo. Eu até mudava o tom da voz para dar a impressão de que eram duas pessoas conversando. Isso me ajudou muito. Pois, embora fosse algo “falso“, eu consegui memorizar chunks of language que na vida real me foram muito úteis.

Outra coisa que eu fazia era descrever pessoas ou os locais onde eu estava. Por exemplo, se eu estivesse na fila do banco, eu escolhia uma pessoa e a descrevia usando todo o inglês que eu sabia. Quando estava dentro do ônibus indo para o trabalho ou casa, eu descrevia alguém ou mesmo os locais por onde passava.

Pode parecer loucura, mas essas coisas me ajudavam a manter o inglês que eu aprendia. Eu tinha minhas horas formais de estudos com livros e dicionário em casa, mas ao fazer essas coisas fora desses horários fazia com que o meu aprendizado fosse usado de modo mais natural. Assim, eu mantinha meu cérebro “pensando” em inglês mesmo morando no Brasil e sem ter com quem conversar.

» Leia também: Dicas para pensar em inglês

Quer saber quais eram as outras coisas que eu fazia? Então, assista ao novo vídeo em nosso canal no Youtube. Depois de assistir, deixe lá o seu comentário. Clique na imagem abaixo!

Assista ao vídeo para aprender mais!

5 Dicas Para Desenvolver a Fluência em Inglês

Lembre-se: você não precisa colocar essas 5 coisas em prática de uma só vez. Escolha uma e acostume-se com ela. Depois, pegue outra e vai se acostumando com ela também. O objetivo é fazer com o inglês que você aprende seja usado fora do ambiente formal de estudos. Tenho certeza que isso fará uma grande diferença no desenvolvimento de sua fluência.

Well, that’s it! I really hope you enjoy the tips! So, take care and keep learning.

Best wishes,

Prof. DenilsoInglês na Ponta da Língua

O que são FILLERS no inglês falado? Aprenda aqui!

O que são FILLERS no inglês falado? Você já ouviu falar sobre isso? De modo bem direto, saiba que os FILLERS são essenciais no desenvolvimento da fluência em inglês. Portanto, independentemente do seu nível de inglês – básico, intermediário ou avançado –, você precisa saber sobre eles. Não é algo que você começará a usar naturalmente após aprender nesta dica; mas, certamente ficará mais consciente sobre eles. Então, continue lendo!

» Assista ao vídeo referente a este assunto no final desta dica ou clicando aqui.

O que são FILLERS?

Ao contrário do que muita gente acredita, ser fluente em inglês nada tem a ver com falar rápido e sem parar. Ou seja, ser fluente em inglês não é o mesmo que falar feito uma metralhadora. Nos estudos sobre o assunto, os estudiosos notaram que todo falante nativo faz uso de pausas enquanto conversa naturalmente com alguém ou fala sobre um assunto. Assim, hoje sabemos que fazer pausar de modo adequado e nos momentos certo ao longo de uma sentença é uma das características da fluência.

No entanto, para manter a fluência – a fala fluindo naturalmente – os falantes precisam evitar que as pausas sejam frequentes, longas e silenciosas. Caso as pausas sejam assim, a conversa fica cansativa, estranha e até meio sem sentido em alguns casos. Assim, para evitar que as pausas ocorram dessa maneiras estranha, os falantes nativos fazem uso natural – e até mesmo inconsciente, sem perceber – de um recurso que nós chamamos de FILLERS, também conhecido como PAUSE FILLERS (preenchedores de pausa) ou GAP FILLERS.

Portanto, os FILLERS são estratégias que um falante usa ao longo da fala para evitar que as pausas sejam longas, frequentes ou silenciosas. Além disso, os FILLERS são geralmente usados de modo imperceptível por parte de quem fala e quem ouve sabe que eles não são importantes na mensagem sendo comunicada.

Os principais fillers em inglês?

O que são FILLERS?Em inglês, assim como em qualquer outra língua, os FILLERS são palavras ou expressões usadas no meio das sentenças com o objetivo de preencher as pausas em uma sentença sendo falada.

Não basta saber o que são FILLERS, você tem de aprender quais são os principais. Então, anote aí!

  • Uh, ummm, er, erm, well, actually, you know, I mean, so, okay, right, sort of, kind of, like

Essas pequenas palavrinhas são os FILLERS mais comumente encontrados ao longo de uma conversa natural em inglês. Se você gosta de assistir a filmes, seriados, entrevistas, etc., em inglês, certamente os ouvirá sendo ditos de modo espontâneo. Tudo o que você tem a fazer é ouvir inglês e ir se acostumando com eles.

Agora que você sabe o que são FILLERS e quais os principais, está na hora de aprender como eles funcionam na prática.

» Leia também: Aprender a Falar Inglês Naturalmente: é possível?

Os Fillers na Prática

Como dito acima, falar inglês fluentemente não tem nada a ver com falar tudo de modo direto e rápido. Os falantes nativos fazem pausas para deixar a conversa mais natural. Dessa forma, você poderá dizer a sentença abaixo sem o menos problema:

  • I was tired of all that. (Eu estava cansado daquilo tudo)

Nada de errado em falar assim. Mas, para soar mais como um falante nativo e claro mostrar mais naturalidade, você poderá dizer assim:

  • I was, like, you know, tired of all that.

Veja que usamos dois FILLERS só para dar uma quebrada na sentença e assim demonstrar mais espontaneidade na falar. Ou seja, demonstrar um pouco mais de fluência. Vamos ver um outro exemplo. Observe o texto abaixo:

  • I don’t like when people tell me what to do. I like doing things my own way. I love being free to do things the way I want to. I don’t need someone telling me do this or do that. I hate that.

Mais uma vez, tenho de dizer que não há nada de errado em falar isso aí tudo dessa maneira. No entanto, para demonstrar mais naturalidade, podemos falar assim:

  • Well, you know, I just don’t like people uh people telling me what to do, right. I mean, I like doing things my own way, you know. Like, I just love uh I just love being free, you know, just to do things the way I want to. So, I don’t need, I mean, I just don’t need someone telling me “Do this or do that!”, right. I really hate that sort of thing, you know.

Claro que exagerei no uso dos FILLERS no texto acima. Mas, fiz isso apenas para que você tenha uma ideia de como os FILLERS podem aparecer em vários locais só para dar mais fluidez (fluência, naturalidade) no inglês falado (Spoken English).

Note ainda que um outro recurso usado como filler é a repetição de uma palavra ou expressão. Algo que fiz também no texto e que você pode reler para perceber tais repetições.

» Leia também: Como Manter a Fluência em Inglês

Vale a pena aprender FILLERS?

Será que vale a pena aprender (ensinar) isso? O que os especialistas na área dizem a respeito? Como é que você – estudante de inglês – aprende isso?

Para encontrar as respostas a essas perguntas, assista ao vídeo abaixo. Depois, convido você a deixar seu comentário aqui nesta dica ou em nosso canal no Youtube.

Agora está mais claro o que são FILLERS para você e a importância deles no desenvolvimento da fluência em inglês? Quero saber o que você achou dessa dica. Participe da conversa! Não fique de fora! Até a próxima!

5 Dicas de Inglês no Youtube

Você provavelmente já sabe que o Inglês na Ponta da Língua é também um canal de dicas de inglês no Youtube. Mas, não custa nada relembrar isso, não é verdade. Afinal, às vezes muita gente esquece e acaba perdendo alguma novidade por lá.

De tal maneira, para os que não lembram – ou ainda não sabem – compartilho abaixo algumas das dicas de inglês no Youtube publicadas no canal Inglês na Ponta da Língua que mais fizeram sucesso até o momento. Para rever cada uma das dicas é só clicar no botão play daquele que desejar. Mas, fica o convite para você assistir ainda a vários outros vídeos lá no canal.

Ah! Se você ainda não se inscreveu no canal, inscreva-se! Já tivemos um sorteio de livros lá e muito em breve outros sorteios e promoções aconteceram. Portanto, eu acredito que você não vai querer ficar de fora, não é mesmo? Afinal, além de aprender com as dicas de inglês no Youtube, vai que você dá sorte e ganha um livro, um dicionário, um livro de leitura, um pacote de ebooks e o que mais der para sortear aos inscritos.

Chega de conversa furada e vamos assistir e curtir dicas de inglês no Youtube.

5 Fatos Sobre o Present Perfect

O Present Perfect é sem dúvida uma pedra no sapato de muitos estudantes de inglês. Mas, na dica deste vídeo, eu – Denilso – apresento 5 fatos sobre o uso do Present Perfect no inglês falado. Não é uma aula de gramática tradicional, mas sim um bate papo sobre a gramática de uso da língua inglesa.

Dica Para Desenvolver a Fluência em Inglês

Ser fluente em inglês é o sonho de todo mundo que estuda inglês, não é mesmo? Assim, na dica do vídeo abaixo, eu falo sobre uma atividade simples que você pode fazer todos os dias para desenvolver a sua fluência em inglês. Você não vai catar um centavo para colocá-la em prática. Além disso, é uma atividade que pode ser adaptada perfeitamente bem ao seu nível de inglês: básico, intermediário ou avançado. Lembre-se: ser fluente em inglês depende muito mais de suas atitudes como estudante do que de um curso milagreiro na internet.

Tempo Para Ser Fluente em Inglês

Quanto tempo leva para ser fluente em inglês? Você certamente já se fez essa pergunta e deve até mesmo ter perguntado a um amigo ou professora de inglês. Caso ainda tenha dúvidas quanto tempo realmente leva para conquistar a fluência em inglês, no vídeo abaixo, você encontrará uma resposta que poderá deixá-lo mais tranquilo (ou não!).

Como dizer DEIXAR PRA PRÓXIMA em inglês?

Esta dica é sobre uma expressão que teve origem no Estados Unidos, mas que hoje é usada em praticamente todos os países de língua inglesa. Então, se você quiser aprender o que dizer quando quiser dizer a alguém que é melhor deixar algo para a próxima, assista ao vídeo a seguir e aprenda.

O que significa HAD BETTER?

Você certamente já se deparou com essa expressão por aí, não é mesmo? Deve até ter visto ela em alguma aula de gramática ou algo do tipo. Mas, saiba que aprender a usar HAD BETTER no inglês falado é mais fácil do que ficar procurando regras. Se estiver duvidando disso, assista ao vídeo abaixo e confira. Tenho certeza que você concordará comigo depois de assisti-lo.

Pronto! Essas são as 5 dicas de inglês no Youtube que eu queria compartilhar com você hoje. Se quiser assistir mais vídeos e assim ficar ainda mais com seu Inglês na Ponta da Língua, é só dar um pulinho lá no canal e aproveitar. Vá para o canal, clicando aqui. Quando estiver lá, inscreva-se no canal, curta os vídeos e deixe seus comentários. Será um prazer ter você com a gente! 😊

A Banalização da Fluência no Ensino de Inglês

Antes de você continuar lendo todo este texto, quero ressaltar aqui que eu – Denilso – não estou me referindo nem a um Curso A ou a um Curso B. Acredito que muitas pessoas trabalham de modo sério e responsável. Investem em sua formação profissional e em seus parceiros. Desenvolvem materiais bons. Esforçam-se para ter e oferecer qualidade. Fazem parcerias que visam o desenvolvimento de seus alunos. Enfim, trabalham de modo sério.

O texto abaixo tem o objetivo de chamar a atenção para algo que tem se tornado extremamente comum no Brasil ultimamente. Algo que simplesmente acaba com a credibilidade de quem trabalha sério, de quem estuda (pesquisa) os tópicos de ensino e aprendizado de inglês como segunda língua, de quem é realmente profissional. Portanto, leia com atenção e sem preconceitos! Vamos lá!

Antes, um pouco de história

Nas décadas de 1990 e 2000, os cursos de idiomas costumavam ter como base em suas campanhas de marketing a palavra qualidade. O slogan que mais ouvíamos naquela época pode ser resumido na frase “ensino de inglês com qualidade”.

Foi nesse mesmo período que vimos o surgimento de inúmeras franquias de ensino de idiomas no Brasil. Em várias partes do país pipocaram inúmeras redes competindo ferrenhamente. Algumas dessas marcas conquistaram seu espaço dentro e fora do Brasil. Outras fracassaram ao longo do caminho e nem se tornaram tão conhecidas assim.

qualidade em curso de inglêsEsse crescimento no surgimento de escolas foi responsável por aquilo que  chamo de banalização da qualidade do ensino de idiomas. Nas campanhas de marketing praticamente todas as escolas diziam oferecer qualidade.

O curioso é que no geral ninguém sabia como era realmente essa qualidade. Quem dizia saber não contava a ninguém pois tinha medo da concorrência roubar os segredos e assim competir de igual para igual.

Na maioria das vezes, a qualidade oferecida era mensurada por meios físicos: material didático, salas de aulas confortáveis, local para estacionamento, ambiente climatizado, tecnologia de ponta sendo usada para fins educativos, salas com cadeiras confortáveis, etc.

Já no lado pedagógico, a qualidade do serviço de ensino de inglês oferecido era mensurada por meio de provas e, consequentemente, o modo como cada aluno era nivelado. Para isso cada instituição desenvolveu seu sistema de nivelamento. Claro que os níveis de uma rede não condiziam com os da outra. Enfim, quem aí já saiu de uma escola como Intermediário 1 e entrou em outra como Básico 3?

A falta de padronização na classificação dos níveis mostrou que a qualidade oferecida não era um padrão real e único. Tratava-se de algo feito de acordo com a cabeça de cada um. Ou seja, o corpo pedagógico de uma rede – quase sempre formada por um profissionais saídos de uma rede concorrente – criava de acordo com seu entendimento o modo como nivelariam seus estudantes e como ofereciam a tal qualidade.

Qualidade = Redução de Tempo

Com isso, a qualidade acabou virando uma espécie de sinônimo de redução de tempo nos estudos. Conforme novas redes foram surgindo a qualidade era vendida como algo superior e inovador e que, portanto, reduzia-se o tempo de aprendizado da língua. Esse tempo de aprendizado chegava a cair de 8 anos para 1,5 ano (e até mesmo menos) de uma instituição para outra.

Para fugir disso, algumas redes esforçavam-se para mostrar os resultados de seus alunos em exames de certificação internacional. Era assim que eles acreditavam estar comprovando a qualidade do ensino de inglês. Foi então que tivemos a propagação de siglas como TOEFL, TOEIC, FCE, CAE, CPE, IELTS e outras tantas referentes aos exames de proficiência em inglês.

De qualquer forma, a palavra qualidade acabou se perdendo e hoje ela quase não aparece na campanhas de marketing. Raramente se houve dizer “oferecemos um ensino de qualidade”, “nossa qualidade de ensino é comprovada por…” e coisas assim.

O termo qualidade ficou tão sem sentido que hoje em dia quase não faz mais sentido usá-lo.

Nova década, nova vítima!

Chegamos então à década de 2010. Diante da banalização da qualidade, o termo “fluência” virou a bola da vez. Na internet proliferam os “profissionais” que oferecem a fluência em inglês como se fosse algo mágico. É justamente essa mágica que tornou a fluência em algo tão fantasioso e milagroso.

É comum vermos cursos de inglês dizendo o seguinte:

  • somos especialistas em aquisição de fluência em inglês em tempo recorde
  • garantimos a sua fluência em inglês em até quatro meses
  • descobrimos uma fórmula mágica que ajudará você a ser fluente em pouco tempo
  • faça nosso curso e atinja a tão sonhada fluente em um ano
  • adquira nosso pacote de cursos e seja fluente de verdade

Confesso que é tanta coisa medonha que já estou vendo a hora de encontrar xaropes, pós mágicos, passes, feitiços, ervas e até viagens santas que prometem a fluência em inglês.

Estão fazendo com a fluência o mesmo que fizeram com a qualidade nas décadas anteriores. Estamos na era da banalização da fluência no ensino de inglês. O termo fluência virou algo tão banal, sem sentido, sem significado, sem graça que é até difícil usar esse termo de modo sério no Brasil.

A cada ciclo de 3 a 6 meses, somos pegos por enxurradas de e-mails e mensagens de um novo curso oferecendo uma nova grande descoberta milagrosa. Em comum, todos fazem uso  de palavras doces para provar ao possível cliente que aquele novo método funciona e é comprovado (sabe-se lá por quem!). De tão doces que são, essas palavras soam como um alento aos milhares e milhares de desesperados que acham que aprender inglês é algo simples e que exige pouco esforço. Pessoas que acham que ser fluente em inglês é mesmo algo alcançado por milagre.

Basta alguém dizer que descobriu uma fórmula mágica para ser fluente em inglês, que vários ingênuos – em efeito manada – correm para comprar. Muitas vezes o marketing é feito com a promessa de que se você assistir a um vídeo descobrirá os simples segredos da fluência em inglês que ninguém nunca contou a você ou que as escolas não querem que você saiba. A vítima assiste ao vídeo durante 30 minutos e no final a única coisa que descobre é que deve pagar uma determinada quantia para ter acesso a tais segredos.

Fico me perguntando quem é mais cara de pau: as escolas que não contam o segredo pois querem que você fique lá um tempão dando dinheiro a elas ou aquele marqueteiro online que em um vídeo diz ter um segredo para contar, mas que só contará se você pagar?

Falando sério, o que é fluência?

Pergunte a qualquer verdadeiro especialista da área de ensino de inglês o que é fluência e veja como ele fica desconcertado. Isso mesmo! Nós temos algumas ideias sobre o que é ser fluente, mas cada especialista, pesquisador, autor, profissional de verdade tem uma resposta diferente. Alguns nem resposta têm!

O que sabemos é que a fluência linguística (comunicativa) envolve alguns aspectos que ajudam o aprendiz a percebê-la em desenvolvimento. Alguns desses aspectos são:

  • fazer uso correto de pausas ao falar
  • uso dos chunks of language de modo apropriado
  • uso das smallwords que fazem parte da fala de qualquer nativo
  • uso de fillers e outros recursos linguísticos que mantêm a naturalidade na fala
  • fluidez na comunicação
  • comunicar ideias com naturalidade
  • clareza nas ideias comunicadas
  • uso de estratégias comunicativas para se virar quando quiser dizer algo ou mesmo entender algo
  • etc.

fluência em inglês livrosAutores como Ellis, Shepherd, Skeham, Crystal, Segalowitz, Schmitt, Nattinger, DeCarrico, Thornbury, Lewis e tantos outros sugerem aspectos e mais aspectos sobre o que significa ser fluente, mas não chegam a definir exatamente e nem de modo consensual o que é a fluência em si.

Muitas vezes preferimos falar apenas de desenvolvimento comunicativo do aluno. Ou seja, o profissional de ensino deve conduzir os alunos e alunas pelo caminho do aprendizado de vocabulário (chunks of language), gramática (a de uso e a normativa), estratégias comunicativas para se dar bem em várias situações, desenvolvimento das habilidades comunicativas em geral (listening, speaking, reading, writing) e muito mais.

Com isso, a ideia é mostrar às pessoas que levam tanto o ensino quanto o aprendizado à sério que a fluência não é um objeto físico, mas sim algo que desenvolvemos ao longo da vida e do nosso esforço contínuo em aprender mais e mais a cada dia. Se fluente é algo que com vontade e dedicação desenvolvemos conforme vamos nos envolvendo mais e mais com a língua inglesa.

Com o que você deve tomar cuidado?

Eu sei que você não precisa de conselhos em relação a isso. Mas, mesmo assim, decidi escrever algumas coisas só para você ter certeza de que estamos falando a mesmo língua.

Você conhece o ditado “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”? Pois é! Quando você estiver ouvindo aquelas doces palavras dizendo que você será fluente em apenas 3 meses por causa da fórmula mágica que alguém descobriu, desconfie!

Farei uma comparação agora só para você entender um pouco mais sobre o mundo dos negócios e as grandes descobertas lucrativas.

A empresa Google quando percebe que algum site (ou empresa) tem um grande potencial lucrativo faz ofertas de compras aos donos do negócio. Foi assim com o Youtube. Eles viram que se tratava de um negócio bom, criativo, interessante e lucrativo. Não deu outra! Compraram o Youtube! O Facebook fez a mesma coisa; comprou o Instagram e o WhatsApp. Essa é a lógica do mercado: se é bom vou comprar e usar para ganhar mais dinheiro. E quem vende sai ganhando muito!

fluência em inglês 2Pois bem! Se alguém descobriu uma fórmula mágica para desenvolver a fluência em 4 meses, por que será que editora de ensino de idiomas nenhuma fez uma oferta de compra para o criador do negócio? As editoras – ou grupos educacionais – ao verem uma ideia valiosa e que tenha credibilidade mostram interesse imediatamente. Eles sabem que o negócio é bom e podem expandir ainda mais. Afinal, por que ficar preso com vendas em apenas um pais, sendo que o negócio pode ser um sucesso no mundo todo?

As editoras voltadas para o ensino de idiomas são empresas sérias. Elas investem em pesquisadores sérios. Colaboram com a seriedade do negócio de ensino e aprendizado. Preocupam-se com os estudantes e os professores. Logo, eles não apostam em fantasias, quimeras! É por isso que eles não entram nessa! Não querem perder a credibilidade!

Outra coisa que você pode parar para analisar é quem é o profissional que vende o curso.

Quais são suas credenciais como profissional de ensino de inglês? Qual seu real compromisso com a profissão? Onde ele ou ela já apresentou suas ideias? Esteve presente em alguma conferência (evento) para profissionais de ensino de inglês e apresentou seu “negócio pedagógico” para conquistar a credibilidade dos parceiros de profissão?

Se a pessoa vende apenas a ideia de que é um falante nativo e por isso está apto a vender fluência para você, desconfie. Se essa pessoa é brasileira (ou estrangeira) e está vendendo a fluência como um produto de prateleira, desconfie. Se ela afirma em seu marketing que você será fluente em poucos meses, semanas ou dias, desconfie! Se ela disse que vai te ensinar os segredos da fluência em apenas 15 minutos e no final ela não disse quais são os segredos e quer que você pague para ter acesso aos segredos, desconfie.

Enfim, quando a esmola for demais, faça como o santo, desconfie!

Conclusão

A fluência está banalizada e vulgarizada. Mas a culpa não é só dos vendedores de milagres. Os desesperados para aprender inglês sem esforço têm muita culpa nisso.

Se ninguém desse crédito a essas conversas mirabolantes, certamente esses cursos não continuariam proliferando e ludibriando tantas pessoas. Infelizmente, muita gente acaba acreditando e quando se dá conta é tarde demais.

A consequência nefasta disso é que os bons profissionais acabam sendo colocados no mesmo balaio e também passam a ser vistos com descrédito e desconfiança.

No final, todos saem perdendo: os estudantes, os bom profissionais, as boas escolas, os bons pesquisadores, os bons livros, os vendedores online com boas intenções. Só quem não perde, meus queridos e minhas queridas, são os aproveitadores que ficam ricos (até mesmo milionários) e seguem vendendo suas fórmulas mágicas para mais e mais pessoas dizendo que se você não aprendeu a culpa é sua e não deles.

E você que chegou até o fim desse texto enorme, o que acha? Você concorda que estamos vivendo uma banalização da fluência no ensino de inglês? Qual sua opinião sobre esse assunto? Vamos continuar essa conversa na área de comentários abaixo! Quero saber o que você tem a dizer. Exponha suas ideias!

Você compra fluência em inglês?

Você compra fluência em inglês? Eu sei que essa pergunta soa estranho, mas a ideia é bem simples. Portanto, continue lendo para entender sobre algo que é comercializado como se fosse um produto físico. Vamos lá!

Você compra fluência em inglês?

Você já notou como aqui no Brasil os cursos de inglês – principalmente os online – costumam vender fluência como se fosse um produto de prateleira? Os anúncios online que vemos parecem oferecer fluência como se fosse um produto que devemos usar um pouco a cada dia para no final de um período de tempo termos ele por completo. É por causa disso que faço essa pergunta sempre: você compra fluência em inglês?

As pessoas – clientes/alunos – acreditam que ao se matricularem em um curso de inglês online (ou mesmo físico) serão fluentes em inglês só porque estão pagando ou porque a escola – em seu bem elaborado marketing afirmou que serão. Muitos cursos online e físicos se aproveitam dessa crença absurda e acabam oferecendo fluência em inglês como se fosse um pacote de arroz.

Jamais esqueça que fluência em uma língua é algo que se alcança através de muita dedicação e estudo.  Entenda que,

fluência não é um produto que se compra no balcão de atendimento de uma escola de inglês. Fluência não é produto exposto no mostruário de venda das escolas de idiomas.

Ser fluente em inglês

Você compra fluência em inglês?Ser fluente em inglês (ou qualquer outra língua) leva tempo. E esse desenvolvimento da fluência depende mais de você – estudante de inglês – do que da promessa (marketing) da escola ou do curso online. Cabe a você fazer sua parte para ser fluente. Afinal, você pode passar anos estudando em uma escola e ainda assim não se tornar fluente. Aliás, há pessoas que passam anos morando em um país de língua inglesa e não desenvolvem a fluência de modo satisfatório.

O fato é que nenhuma escola de idiomas no mundo vende a tal fluência. Você não será fluente apenas pagando por seu curso de inglês e indo às aulas regularmente. É preciso muito mais que isso! Leia os textos Quanto tempo leva para ser fluente e O que fazer para ser fluente.

Algumas perguntas para ajudar a pensar

Minhas perguntas aqui são as seguintes:

  • Você, por um acaso, comprou fluência em um curso de idiomas?
  • Eles venderam fluência para você como se fosse um produto normal?
  • Você viu o produto fluência exposto em algum lugar? Recebeu uma amostra grátis?
  • Como você sabe que será mesmo fluente ao terminar o curso?
  • Peça para os vendedores do curso explicarem de modo resumido o que é fluência?

Quando você compra um aparelho de TV, você precisa fazer uso dele. Você o liga na tomada, aperta o botão de ligar, sintonizar os canais, ajustes as cores, a nitidez, o contraste, o som e tudo mais. Caso um canal não esteja agradando é só ir para outro.

Ao se matricular em um curso de inglês – online ou físico –, você compra apenas um material: livro do aluno, livro de atividades e respectivos CDs. Além disso, você compra também um pacote de horas de aulas, geralmente algo em torno de 40 a 45 horas em um semestre. Pausa para perguntas:

  • Você usa os materiais apenas quando vai ao curso de inglês ou procurar utilizá-los em casa também?
  • Você tem dedicado tempo para sintonizar seu cérebro com expressões, palavras, collocations, sentenças etc em inglês?

O que você anda fazendo para ser fluente?

Se o curso é online, você tem aproveitado ao máximo a estrutura que o curso oferece? Geralmente esses cursos oferecem professores virtuais, atividades extras, acesso ao fórum, enviado perguntas, participado de conversas online com outros alunos, acessado o ambiente do curso de modo geral. Enfim, você tem usado tudo e feito o seu melhor para se desenvolver cada vez mais e mais?

Resumindo as perguntas acima: Você está ligado na tomada? Você está fazendo sua parte no seu aprendizado de inglês? Você acredita que o seu curso de inglês [seja lá qual for] oferece estrutura, ambiente e apoio para você se tornar fluente em inglês?

Não espere receber a fluência embalada em um pacote lindo e maravilhoso. O que você recebe são as ferramentas para que você faça a sua parte – juntamente com a parte do curso – para que você desenvolva a fluência enquanto está no curso e continue desenvolvendo depois que o curso chegar ao fim.

Ninguém compra (ou vende) fluência. Tome muito cuidado com esse marketing da fluência como produto.  Ser fluente em uma língua depende muito mais de você se envolver com a língua do que qualquer outra coisa. O segredo é não ficar acomodado! Você é o grande diferencial!

Dicas recomendadas

Leia também as dicas do link abaixo: