A Banalização da Fluência no Ensino de Inglês

Antes de você continuar lendo todo este texto, quero ressaltar aqui que eu – Denilso – não estou me referindo nem a um Curso A ou a um Curso B. Acredito que muitas pessoas trabalham de modo sério e responsável. Investem em sua formação profissional e em seus parceiros. Desenvolvem materiais bons. Esforçam-se para ter e oferecer qualidade. Fazem parcerias que visam o desenvolvimento de seus alunos. Enfim, trabalham de modo sério.

O texto abaixo tem o objetivo de chamar a atenção para algo que tem se tornado extremamente comum no Brasil ultimamente. Algo que simplesmente acaba com a credibilidade de quem trabalha sério, de quem estuda (pesquisa) os tópicos de ensino e aprendizado de inglês como segunda língua, de quem é realmente profissional. Portanto, leia com atenção e sem preconceitos! Vamos lá!

Antes, um pouco de história

Nas décadas de 1990 e 2000, os cursos de idiomas costumavam ter como base em suas campanhas de marketing a palavra qualidade. O slogan que mais ouvíamos naquela época pode ser resumido na frase “ensino de inglês com qualidade”.

Foi nesse mesmo período que vimos o surgimento de inúmeras franquias de ensino de idiomas no Brasil. Em várias partes do país pipocaram inúmeras redes competindo ferrenhamente. Algumas dessas marcas conquistaram seu espaço dentro e fora do Brasil. Outras fracassaram ao longo do caminho e nem se tornaram tão conhecidas assim.

qualidade em curso de inglês

Esse crescimento no surgimento de escolas foi responsável por aquilo que  chamo de banalização da qualidade do ensino de idiomas. Nas campanhas de marketing praticamente todas as escolas diziam oferecer qualidade.

O curioso é que no geral ninguém sabia como era realmente essa qualidade. Quem dizia saber não contava a ninguém pois tinha medo da concorrência roubar os segredos e assim competir de igual para igual.

Na maioria das vezes, a qualidade oferecida era mensurada por meios físicos: material didático, salas de aulas confortáveis, local para estacionamento, ambiente climatizado, tecnologia de ponta sendo usada para fins educativos, salas com cadeiras confortáveis, etc.

Já no lado pedagógico, a qualidade do serviço de ensino de inglês oferecido era mensurada por meio de provas e, consequentemente, o modo como cada aluno era nivelado. Para isso cada instituição desenvolveu seu sistema de nivelamento. Claro que os níveis de uma rede não condiziam com os da outra. Enfim, quem aí já saiu de uma escola como Intermediário 1 e entrou em outra como Básico 3?

A falta de padronização na classificação dos níveis mostrou que a qualidade oferecida não era um padrão real e único. Tratava-se de algo feito de acordo com a cabeça de cada um. Ou seja, o corpo pedagógico de uma rede – quase sempre formada por profissionais saídos de uma rede concorrente – criava de acordo com seu entendimento o modo como nivelariam seus estudantes e como ofereciam a tal qualidade.

Qualidade = Redução de Tempo

Com isso, a qualidade acabou virando uma espécie de sinônimo de redução de tempo nos estudos. Conforme novas redes foram surgindo a qualidade era vendida como algo superior e inovador e que, portanto, reduzia-se o tempo de aprendizado da língua. Esse tempo de aprendizado chegava a cair de 8 anos para 1,5 ano (e até mesmo menos) de uma instituição para outra.

Para fugir disso, algumas redes esforçavam-se para mostrar os resultados de seus alunos em exames de certificação internacional. Era assim que eles acreditavam estar comprovando a qualidade do ensino de inglês. Foi então que tivemos a propagação de siglas como TOEFL, TOEIC, FCE, CAE, CPE, IELTS e outras tantas referentes aos exames de proficiência em inglês.

De qualquer forma, a palavra qualidade acabou se perdendo e hoje ela quase não aparece na campanhas de marketing. Raramente se houve dizer “oferecemos um ensino de qualidade”, “nossa qualidade de ensino é comprovada por…” e coisas assim.

O termo qualidade ficou tão sem sentido que hoje em dia quase não faz mais sentido usá-lo.

Nova década, nova vítima!

Chegamos então à década de 2010. Diante da banalização da qualidade, o termo “fluência” virou a bola da vez. Na internet proliferam os “profissionais” que oferecem a fluência em inglês como se fosse algo mágico. É justamente essa mágica que tornou a fluência em algo tão fantasioso e milagroso.

É comum vermos cursos de inglês dizendo o seguinte:

  • somos especialistas em aquisição de fluência em inglês em tempo recorde
  • garantimos a sua fluência em inglês em até quatro meses
  • descobrimos uma fórmula mágica que ajudará você a ser fluente em pouco tempo
  • faça nosso curso e atinja a tão sonhada fluência em um ano
  • adquira nosso pacote de cursos e seja fluente de verdade

Confesso que é tanta coisa medonha que já estou vendo a hora de encontrar xaropes, pó mágico, passes, feitiços, ervas e até viagens santas que prometem a fluência em inglês.

Estão fazendo com a fluência o mesmo que fizeram com a qualidade nas décadas anteriores. Estamos entrando na era da banalização da fluência no ensino de inglês.

O termo fluência virou algo tão banal, sem sentido, sem significado, sem graça que está vai ficar difícil usar esse termo de modo sério daqui alguns anos.

A cada ciclo de 3 a 6 meses, somos pegos por enxurradas de e-mails e mensagens de um novo curso oferecendo uma nova grande descoberta milagrosa. Em comum, todos fazem uso  de palavras doces para provar ao possível cliente que aquele novo método funciona e é comprovado (sabe-se lá por quem!). De tão doces que são, essas palavras soam como um alento aos milhares e milhares de desesperados que acham que aprender inglês é algo simples e que exige pouco esforço. Pessoas que acham que ser fluente em inglês é mesmo algo alcançado por milagre.

Basta alguém dizer que descobriu uma fórmula mágica para ser fluente em inglês, que vários ingênuos – em efeito manada – correm para comprar. Muitas vezes o marketing é feito com a promessa de que se você assistir a uma série de vídeos descobrirá os simples segredos da fluência em inglês que ninguém nunca contou a você ou que as escolas não querem que você saiba. A vítima assiste ao vídeo durante 30 minutos e no final a única coisa que descobre é que deve pagar uma determinada quantia para ter acesso a tais segredos.

Fico me perguntando quem é mais cara de pau: as escolas que não contam o segredo pois querem que você fique lá um tempão dando dinheiro a elas ou aquele marqueteiro online que em um vídeo diz ter um segredo para contar, mas que só contará se você pagar?

Falando sério, o que é fluência?

Pergunte a qualquer verdadeiro especialista da área de ensino de inglês o que é fluência e veja como ele fica desconcertado. Isso mesmo! Nós temos algumas ideias sobre o que é ser fluente, mas cada especialista, pesquisador, autor, profissional de verdade tem uma resposta diferente. Alguns nem resposta têm!

O que sabemos é que a fluência linguística (comunicativa) envolve alguns aspectos que ajudam o aprendiz a percebê-la em desenvolvimento. Alguns desses aspectos são:

  • fazer uso correto de pausas ao falar
  • uso dos chunks of language de modo apropriado
  • uso das smallwords que fazem parte da fala de qualquer nativo
  • uso de fillers e outros recursos linguísticos que mantêm a naturalidade na fala
  • fluidez na comunicação
  • comunicar ideias com naturalidade
  • clareza nas ideias comunicadas
  • uso de estratégias comunicativas para se virar quando quiser dizer algo ou mesmo entender algo
  • etc.
fluência em inglês livros

Autores como Ellis, Shepherd, Skeham, Crystal, Segalowitz, Schmitt, Nattinger, DeCarrico, Thornbury, Lewis e tantos outros sugerem aspectos e mais aspectos sobre o que significa ser fluente, mas não chegam a definir exatamente e nem de modo consensual o que é a fluência em si.

Muitas vezes preferimos falar apenas de desenvolvimento comunicativo do aluno. Ou seja, o profissional de ensino deve conduzir os alunos e alunas pelo caminho do aprendizado de vocabulário (chunks of language), gramática (a de uso e a normativa), estratégias comunicativas para se dar bem em várias situações, desenvolvimento das habilidades comunicativas em geral (listening, speaking, reading, writing) e muito mais.

Com isso, a ideia é mostrar às pessoas que levam tanto o ensino quanto o aprendizado à sério que a fluência não é um objeto físico, mas sim algo que desenvolvemos ao longo da vida e do nosso esforço contínuo em aprender mais e mais a cada dia. Se fluente é algo que com vontade e dedicação desenvolvemos conforme vamos nos envolvendo mais e mais com a língua inglesa.

Com o que você deve tomar cuidado?

Eu sei que você não precisa de conselhos em relação a isso. Mas, mesmo assim, decidi escrever algumas coisas só para você ter certeza de que estamos falando a mesmo língua.

Você conhece o ditado “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”? Pois é! Quando você estiver ouvindo aquelas doces palavras dizendo que você será fluente em apenas 3 meses por causa da fórmula mágica que alguém descobriu, desconfie!

Farei uma comparação agora só para você entender um pouco mais sobre o mundo dos negócios e as grandes descobertas lucrativas.

A empresa Google quando percebe que algum site (ou empresa) tem um grande potencial lucrativo faz ofertas de compras aos donos do negócio. Foi assim com o Youtube. Eles viram que se tratava de um negócio bom, criativo, interessante e lucrativo. Não deu outra! Compraram o Youtube! O Facebook fez a mesma coisa; comprou o Instagram e o WhatsApp. Essa é a lógica do mercado: se é bom vou comprar e usar para ganhar mais dinheiro. E quem vende sai ganhando muito!

fluência em inglês 2

Pois bem! Se alguém descobriu uma fórmula mágica para desenvolver a fluência em 4 meses, por que será que editora de ensino de idiomas nenhuma fez uma oferta de compra para o criador do negócio? As editoras – ou grupos educacionais – ao verem uma ideia valiosa e que tenha credibilidade mostram interesse imediatamente. Eles sabem que o negócio é bom e podem expandir ainda mais. Afinal, por que ficar preso com vendas em apenas um pais, sendo que o negócio pode ser um sucesso no mundo todo?

As editoras voltadas para o ensino de idiomas são empresas sérias. Elas investem em pesquisadores sérios. Colaboram com a seriedade do negócio de ensino e aprendizado. Preocupam-se com os estudantes e os professores. Logo, eles não apostam em fantasias, quimeras! É por isso que eles não entram nessa! Não querem perder a credibilidade!

Outra coisa que você pode parar para analisar é quem é o profissional que vende o curso.

Quais são suas credenciais como profissional de ensino de inglês? Qual seu real compromisso com a profissão? Onde ele ou ela já apresentou suas ideias? Esteve presente em alguma conferência (evento) para profissionais de ensino de inglês e apresentou seu “negócio pedagógico” para conquistar a credibilidade dos parceiros de profissão?

Se a pessoa vende apenas a ideia de que é um falante nativo e por isso está apto a vender fluência para você, desconfie. Se essa pessoa é brasileira (ou estrangeira) e está vendendo a fluência como um produto de prateleira, desconfie. Se ela afirma em seu marketing que você será fluente em poucos meses, semanas ou dias, desconfie! Se ela disse que vai te ensinar os segredos da fluência em apenas 15 minutos e no final ela não disse quais são os segredos e quer que você pague para ter acesso aos segredos, desconfie.

Enfim, quando a esmola for demais, faça como o santo, desconfie!

Conclusão

A fluência está banalizada e vulgarizada. Mas a culpa não é só dos vendedores de milagres. Os desesperados para aprender inglês sem esforço têm muita culpa nisso.

Se ninguém desse crédito a essas conversas mirabolantes, certamente esses cursos não continuariam proliferando e ludibriando tantas pessoas. Infelizmente, muita gente acaba acreditando e quando se dá conta é tarde demais.

A consequência nefasta disso é que os bons profissionais acabam sendo colocados no mesmo balaio e também passam a ser vistos com descrédito e desconfiança.

No final, todos saem perdendo: os estudantes, os bom profissionais, as boas escolas, os bons pesquisadores, os bons livros, os vendedores online com boas intenções. Só quem não perde, meus queridos e minhas queridas, são os aproveitadores que ficam ricos (até mesmo milionários) e seguem vendendo suas fórmulas mágicas para mais e mais pessoas dizendo que se você não aprendeu a culpa é sua e não deles.

E você que chegou até o fim desse texto enorme, o que acha? Você concorda que estamos vivendo uma banalização da fluência no ensino de inglês? Qual sua opinião sobre esse assunto? Vamos continuar essa conversa na área de comentários abaixo! Quero saber o que você tem a dizer. Exponha suas ideias!

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41 Comentários

  1. Muito bacana sua reflexão. Estava sentindo falta do mea culpa dos que procuram as fórmulas milagrosas, mas você tocou no ponto no final. É fato que muitos procuram uma forma fácil de aprender por desespero (para não perder o emprego, por exemplo), mas em muitos casos é o “damn” jeitinho brasileiro que fala mais alto com uma pitada de preguiça: é mais fácil acreditar em milagre do que estudar de fato. Quando você descorria sobre a qualidade prometida, reparou que não mencionou os professores? Pois é… Nunca houve essa preocupação e, antes de se banalizar fluência, nossa categoria sempre sofreu com a falta de qualidade dos “profissionais”, uma vez que muitas dessas escolas sempre contrataram qualquer um com algum conhecimento da língua sem se preocupar com FORMAÇÃO pedagógica, o que não apenas comprometeu sistematicamente a qualidade do ensino criando alunos traumatizados por nunca passarem do “to be”, como também criou uma classe não especializada e, portanto, não valorizada (tenho um conhecido engenheiro que, quando está sem trabalho, vai dar aula de inglês). Mais ou menos como aquela ex-BBB que declarou que seria bailarina se nada mais desse certo em sua vida. Triste. Eu sempre pergunto aos meus alunos: você, como falante nativo de português, ensinaria sua própria língua? Cem por cento sempre me respondeu que não. Portanto, o cara que passa 15 dias em Orlando e volta se achando apto para ensinar inglês me tira do sério! Sou formada em linguística com pós em ensino de inglês como língua estrangeira nos EUA e não posso cobrar o que mereço porque o mercado invadido por falsos profissionais não permite, nivelou-se por baixo. Só para terminar, a verdade é que aprende quem quer (80% do inglês que eu sei aprendi assistindo filme de video cassete!), até sozinho – e olha que estou depondo contra minha própria profissão. Enquanto existir gente preguiçosa que finge que estuda, o mercado vai continuar produzindo aqueles que fingem que trabalham…

    1. Eu ensinaria o Português-BR para qualquer estrangeiro. A pessoa primeiro tem que de fato aprender a falar o idioma, gramática normativa fica para o fim. O brasileiro não aprende inglês porque essas escolas caça-niquel querem manter os alunos presos estudando gramática de uma língua que não falam. Essa é a verdade.

      1. Verdade, Ikaro! Mas, não podemos generalizar. Há escolas comprometidas com os alunos e com o aprendizado de cada um. Escolas que investem nos professores, no material sendo usado, na capacitação técnica da equipes de modo geral, no ambiente, nos alunos etc. Essas escolas podem custar um pouco mais caro e as pessoas não estão disposta a pagar. Portanto, isso abre margem para as escolas caça-níquel e, claro, se tem a oferta é sinal de que tem gente querendo e acreditando em praticamente tudo. Como eu disse em um comentário aqui, enquanto o mundo existir este tipo de comportamento – gente querendo milagre e gente vendendo milagre – continuará existindo também.

        1. Olá, Denilso! Bom, vc diz no texto que se tais fórmulas milagrosas fossem boas grandes editoras demonstrariam interesse rapidamente. Recentemente a Pearson e Abril adquiriram grandes redes de idiomas, justamente aquelas que, ao meu ver, iniciaram a ideia do menor tempo como sendo sinônimo de melhor qualidade. Então isso quer dizer que essas editoras consideraram essa ideia valiosa e de credibilidade? Não sei não…tanto que uma delas está em queda e vem fechando várias unidades ultimamente!

          1. Luciene, aí é que está o grande pulo do gato nesse negócio! Vamos lá!

            A Pearson e a Abril compraram redes de ensino de idiomas. No entanto, é preciso analisar a natureza do negócio. Ou seja, a questão foi pedagógica ou apenas mercadológica (business, money)? Para isso é preciso conhecer as empresas e pensar um pouco a respeito.

            A Somos Educação (antiga Abril Educação) é uma é uma empresa pertencente ao fundo Tarpon Investimentos. Veja que temos aí um fundo de investimentos, ou seja, pessoas ávidas em fazer dinheiro. Mesmo lá em 2013, antes desse fundo assumir a empresa, o objetivo era a ampliação dos negócios e claro valorização de toda a estrutura da Abril Educação no mercado acionário. As compras foram feitas apenas com interesse financeiro e lucrativo. Vemos aí a questão comercial e não pedagógica propriamente dita. O que eles avaliaram foi a potencialidade lucrativa do negócio e nada mais.

            A Pearson, por sua vez, é fora do Brasil dona do Financial Times, de parte do grupo Economist, de parte da Penguin Random House (maior editora do mundo), Já no Brasil, eles são donos das marcas Sistemas de Ensino COC, Dom Bosco, Pueri Domus, NAME, Wizard, Yázigi, Skill, Wall Street English, Quatrum, Microlins e S.O.S. e Casa do Psicólogo. De acordo com a declaração de business deles, o Brasil é um país estratégico e lucrativo. Logo, temos de começar a vê-los como tubarões capitalistas e torcer para que reformulem o lado pedagógico – se necessário for – das marcas educacionais por eles adquiridas.

            Se a ideia das duas compradoras fosse realmente pedagógica, eles teriam analisado melhor o perfil pedagógico de cada uma das redes compradas e poderiam ter tido uma avaliação diferente do negócio. Enfim, o pano de fundo das negociações foi apenas quantidade, aumento no volume de vendas, expansão do negócio, lucratividade e outros termos da área. Curiosamente o que temos visto é o “declínio” dessas redes. Por que será?

            Quando eu disse que as grandes editoras não demonstram interesse em ideias mirabolantes eu me referia ao fato deles não incentivarem a produção científica dessas ideias com publicação de artigos e livros sobre a grande descoberta para ser fluente em pouco tempo, participação em eventos voltados para profissionais e cientistas da área de linguística e ensino de segunda língua, debates e mesas redondas para colocar as grande descobertas pregadas por eles à prova. Foi isso o que eu quis dizer!

            Agora, é claro, que uma editora poderá comprar uma ideia dessa apenas com o objetivo de fazer mais dinheiro. Mas, nesse ponto nós sabemos que até mesmo a editora poderá perder a credibilidade em alguns pontos.

            Para mim a Pearson não perdeu a credibilidade ao comprar as redes mencionadas acima. No meu ponto de vista, eles apenas aumentaram o negócio deles. Estão em busca de mais dinheiro. Para ser bem sincero, se eu tivesse o dinheiro que eles têm, eu também faria a mesma coisa. Afinal, nesses casos o lucro e o aumento de nossa participação no mercado será o objetivo. 🙂

            1. Pois é, às vezes só pensar no lucro pode ser um grande tiro no pé! Obrigada por seu comentário! =)

    2. Alessandra, obrigado por seu comentário. Eu realmente não mencionei a questão da qualificação dos professores por simplesmente não encontrar espaço para isso no texto. Mas, saiba que aqui mesmo no site já escrevi uma série de três artigos falando justamente sobre como os profissionais de língua inglesa são tão mal tratados pelas escolas caça-níquel. Para ler, veja a primeira parte em Professores de Inglês Qualificados (Parte I). Quanto ao restante, só tenho a dizer que concordo plenamente com você! Infelizmente, somos nivelados por baixo e não temos aquilo que realmente merecemos. Muito triste! 🙁

  2. Sou prof de inglês ( aulas particulares ) e concordo totalmente com o que vc está dizendo no texto . Faltava alguém pensar e expor essas ideias de forma tão clara como você fez. Parabéns ! Fluência em qualquer língua estrangeira se adquire com a prática, ao longo da vida !

    1. That’s it, Paulo! Escrevi o texto justamente para fazer um contraponto diante das coisas que andam surgindo nos últimos 3 ou 4 anos. Venho ensaiando esse texto há muito tempo, mas depois de algumas coisas que andam vendo no Facebook e conversas com colegas da área resolvi sair do ensaio e ir para o show. Sei que não conseguirei combater esses embusteiros mais preocupados em ganhar do que oferecer o que prometem. Contudo, se pelo menos uma pessoa passar por aqui, ler este texto e se tornar mais consciente, terá valido a pena! 🙂 Vamos que vamos!

  3. Por isso que este é o meu site preferido para aprender/aperfeiçoar meu conhecimento em Inglês. Sou auto-didata e tuas dicas são deveras assaz para meu aprendizado, sem redundâncias, com dicas de um verdadeiro inglês tal qual se fala. Acrecento ainda que a “fórmula mágica” seria: 1 – Querer realmente aprender o idioma; 2 – Adquirir um bom material; 3 – Empenhar-se diariamente ao estudo; enfim, DEDICAÇÃO vontade são os elementos mais cruciais, em meu ponto de vista.
    Venho desenvolvendo muito meu inglês, graças às dicas aqui postadas e, claro, minha dedicação individual.
    (QapláH = Sucesso, em Klingon)

    1. Obrigado, Elder! Bom saber que este é o seu site favorito! Isso é prova de que aqui não adulamos ninguém e as informações, dicas, sugestões etc., dadas são válidas e práticas. Não apenas ilusões como muitos fazem! Profissionalismo e compromisso com o aprendiz acima de tudo sempre. 🙂

  4. A verdade é que o Brasil é o país com mais escolas de inglês no mundo e é onde menos se fala e entende esse idioma. Ou brasileiro é burro para aprender inglês ou alguém ganha muito dinheiro ensinando de maneira totalmente ineficaz essa língua.

    1. Há vários aspectos a serem analisado Ikaro! Já escrevi um texto aqui no site falado sobre o fato de sermos o país com o maior número de escolas no mundo e a baixa proficiência que temos em inglês. Claro que o que existe é um comércio, que deveria ser fiscalizado de alguma maneira. Mas, isso é praticamente impossível! Afinal, o governo tem outras preocupações mais sérias. A qualificação profissional das pessoas para o futuro não é uma delas. Infelizmente!

      1. Vou procurar seu texto. Aliás, parabéns pelo site o único que eu encontrei que fala seriamente sobre o ensino e aprendizagem da língua inglesa.

  5. Excelente a reflexão, Denilso. Concordo em gênero, número e grau. Sou professora de Inglês e vi há algumas semanas uma pessoa na Internet que faz exatamente como você disse. Vende um suposto milagre, segredo ou sei lá o quê para a pessoa ficar fluente em 3, 4 meses. Para piorar, tal pessoa desmerece os profissionais do Brasil e fala mal de gente séria. Fiquei muito brava com tal presunção, mas fico feliz por saber que não estou sozinha. A fluência se atinge é com muita dedicação e não com uma fórmula milagrosa. Parabéns por seu trabalho, esse sim, muito sério.

    1. Bárbara, sei bem como é essa coisa de falarem mal da gente séria. Pelo simples fato de eu não permitir anúncios desses falsos milagres, não compactuar com a venda (e olha que sou assediado frequentemente), não fazer parcerias com esses curandeiros do inglês etc., eu entro na lista negra. Felizmente, o público que me acompanha sabe diferenciar as coisas e sabe que eu recomendo apenas aquilo que conheço e confio. O problema é que no Brasil, há muita gente querendo se qualificar da noite para o dia. Veja por exemplo os vestibulares de algumas faculdades que ficaram mais leves, menos rigorosos. Veja também o período de alguns cursos e até mesmo como certos cursos são levados nas coxas. Ou seja, se tem gente querendo algo imediato, certamente teremos alguém vendendo o imediatismo. Quem paga com isso, são os profissionais sérios e responsáveis como nós! O interessante é que no final das contas, essas pessoas que caem na ilusão e se arrependem ou desistem por se acharem incapazes de aprender ou correm atrás de professores como você que trabalha com seriedade e foco no desenvolvimento do aluno. O importante é não desistirmos de combater essas gangues. 🙂

  6. Esta foi um texto muito interessante. É triste que empresas fraudulentas como essas que você descreveu aqui podem mesmo existir, mas não é surpreendente. Em qualquer lugar que haja pessoas desesperadas, existem oportunidades por criminosos as explorarem. Para mim, é difícil compreender como estes gajos conseguem dormir à noite. Aqui na Austrália, onde quase todos já falam inglés (e infelizmente, a procura de aprender qualquer língua além de inglês é baixa), o problema não é o
    mesmo, mas ainda temos vigaristas que querem aproveitar de quem desejar ganhar uma qualificação profissional sem ter de fazer muito trabalho. O problema real é que estes vigaristas danificam a reputação de todos os operadores reputáveis.

    1. Isso mesmo, Ralph! Esse tipo de comportamento há no mundo todo.. Infelizmente! E claro que as pessoas de bem (bons profissionais e clientes) acabam sendo prejudicados. Pois, a desconfiança e o descrédito acaba sendo generalizado. O triste é saber que enquanto existir o mundo, esse tipo de comportamento estará presente em todos os locais. Lamentável! 🙁

  7. Mais uma vez você demonstra a sua seriedade e a sua coragem ao bater de frente com pessoas que não tem nenhum compromisso com a difusão e o ensino de línguas estrangeiras no Brasil. Parabéns e muito obrigado pelo seu texto corajoso e esclarecedor

  8. Cara, eu sou coordenador pedagógico em uma unidade de uma dessas instituições que você disse estar banalizando o termo fluência.

    No plano micro, eu sei que onde eu estou funciona, porém, seguindo certos e determinados parâmetros. Parâmetros esses passados pela instituição que ao serem seguidos à risca me fazem prever todo o desenvolvimento do aluno.

    No plano macro, não posso falar muito porque não sei como anda o profissionalismo dos outros.

    Mas a grande verdade é que independentemente do método ou da instituição, tudo depende do aluno querer! Há gente que aprende a ver filmes. Há os que precisam de um pouco mais de atenção. Há gente que se dá bem com esses cursos acelerados, outros que precisam de cursos mais vagarosos. “Há gentes e gentes”. Há gente que quer e gente que não. E quando o aluno não quer, nem Jesus resolve.

    1. MordMckee, muito obrigado pelo seu comentário e, acima de tudo, pelo seu bom senso e profissionalismo em escrever algo levando em conta “uma dessas instituições” que eu digo estar banalizando o termo fluência. Você é uma pessoa séria e responsável, por isso manteve o nível e apresentou argumentos. Fico feliz com isso!

      Devo dizer que eu não citei nenhuma instituição; logo, não temos como saber se incluo a instituição na qual você trabalha no mesmo patamar das que realmente banalizam o termo fluência. Se em sua instituição (pelo menos na unidade na qual trabalha) as coisas são levadas à sério e os resultados aparecem, parabéns! É justamente isso que queremos: ver as coisas funcionando em prol dos alunos e do desenvolvimento contínuo deles.

      O mais interessante do seu comentário é que você bateu no ponto que eu sempre bato: o envolvimento, a participação e a dedicação dos alunos. Isso é fundamental. Já escrevi um texto aqui no qual dou 10 dicas para quem quer aprender inglês em 1 ano. Pode parecer maluquice, mas se a pessoa estiver realmente com vontade ela poderá obter êxito. Como você bem disse, “quando o aluno não quer, nem Jesus resolve”.

      Agora o problema maior aqui é definirmos o que é fluência. Sua instituição vende fluência em um determinado período de tempo. Mas, que fluência é essa? Os alunos são capazes de se comunicar em um evento internacional sobre política ou algum assunto do interesse deles? Eles são capazes de explicar que estão com algum tipo de problema mais sério no quarto de hotel ao reclamarem de algo à gerência? Eles são capazes de entrar em uma faculdade para obter uma graduação e assistirem a todas as aulas em inglês e ainda assim fazerem a apresentação de seus trabalhos também em inglês? Eles são atingem fluência a este ponto?

      Ou, eles são fluentes apenas para dizer que estão com dor de cabeça em inglês? Fluente apenas para responder perguntas básicas relacionadas a eles, familiares e amigos? Fluentes apenas para descrever o local onde moral? Fluente para pedir informações básicas caso se percam em uma cidade onde o inglês é falado? Essa fluência se resume a aprender o vocabulário de algumas situações bem como as regras gramaticais da língua?

      Enfim, que fluência é essa? Como essa fluência é realmente medida pela instituição? Como os alunos entendem e percebem a evolução dessa fluência no aprendizado? Como a instituição em si entrega essa a fluência prometida aos alunos? O que é fluência para os professores? Como a coordenação pedagógica orienta os professores e também os alunos nesse ponto? Que atividades em sala e fora de sala são feitas para que a fluência seja desenvolvida e acordo com o plano pedagógico e de gestão da instituição?

      Como você pode ver são inúmeras perguntas que permeiam o assunto fluência. Logo, é preciso tomar muito cuidado quando falamos nesse assunto. Temos de evitar desencontros! E esses desencontros só são evitados por meio de muita análise e prática. Claro que isso tudo sempre tendo como foco os aprendizes e a satisfação deles.

      🙂

  9. Boa noite, Denilso! Já o acompanho por um bom tempo. Seu trabalho é sério e muito interessante. Realmente esse tópico é para render uma conversa muito longa sem chegar a lugar algum. Vivi abroad por muito tempo, aprendi o Inglês com nativos, hoje vivo no Brazil e trabalho em um escola de línguas e, assim, concordo plenamente com tudo o que foi dito aqui. Já discuti com várias pessoas sobre isso, pois eles acham que a fluência é o que realmente interessa. Broken English realmente é muito fácil para aprender, mas isso não significa fluência. Para ter realmente uma fluência boa o aluno, além da dedicação, tem que estudar gramática, querendo ou não. Somente com a gramática é que o aluno terá uma fluência a qual irá se desenvolvendo com a dedicação e força de vontade. Como já foi dito, milagres não existem; ou o aluno se dedica, estuda e aprende or será presa fácil nas mãos dos oportunistas.

      1. Broken English, David, é como nos dizemos “inglês macarrônico” em inglês. Trata-se do inglês falado com erros, aos trancos e barrancos e coisas assim. Esse é o sentido da expressão “broken English”.

        😉

    1. Olá Edna! Obrigado por deixar registrada aqui sua opinião sobre o assunto. Permita-me apenas dizer uma coisa.

      Não podemos confundir FLUÊNCIA com ACCURACY. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Infelizmente, as pessoas ainda acham que saber a gramática é o mesmo que ser fluente. Isso não é verdade e não podemos misturá-las.

      Conheço várias pessoas – falantes não-nativos de inglês – que moraram anos na Inglaterra )e em outros países também) que são extremamente fluentes em inglês. São pessoas que se comunicam com uma naturalidade e desenvoltura fantástica. Mas, quando eu peço a elas para me explicarem o que é um Present Perfect ou mesmo uma If-Clause eles não fazem a menor ideia do que estou querendo dizer.

      Enfim, saber gramática é uma coisa. Estudamos gramática para escrevermos (e até falarmos) corretamente. No entanto, ser fluente nada tem a ver com conhecimento de termos técnicos e regras gramaticais. Ou seja, a pessoa pode ser fluente em inglês sem nem ao menos tocar em uma gramática.

      Já escrevi vários textos aqui no site sobre isso e escreverei outro para relembrar as pessoas sobre a diferença e assim não continuarem confundindo as duas coisas. Professores devem passar isso aos aprendizes, que por sua vez devem compreender isso e assim passarem a ver a língua como algo mais amigável e natural.

      🙂

  10. Cara, eu achei esse texto fantástico! Eu mesmo já fui vítima desse povo que “vende a fluência”, umas três vezes. No final de cada curso, era a mesma coisa: eu sempre saía sabendo menos do que entrei. E não venha me falar de “quando o aluno quer, ele consegue”. Muitos da minha turma, se não fosse por correr atrás, “assistir filmes e séries”,e estudar com os livros da escola pública mesmo – se não fosse por isso – não teríamos aprendido quase nada.As escolas de inglês, em sua maioria, vendem livros e apostilas, mas “ensinar” mesmo, só vi poucas… Tudo o que eu sei, hoje em dia, a minha “fluência” em inglês, se deve exclusivamente ao fato de que, se eu não tivesse estudado por conta própria, não teria saído do lugar… Sei lá se eu em alonguei, se eu fugi do assunto, mas eu falei o que tive vontade!

    1. Isso aí, David! O aluno é quem faz a maior diferença; mas, claro que a escola deve colaborar para que o aluno se motive, encontre um rumo, siga em frente e desenvolva-se ao longo da caminhada. 🙂

  11. Boa noite Denilso, acompanho seu trabalho ja faz alguns meses, estou aprendendo inglês por conta própria. Recentemente, tomei conhecimento de dois gringos que ensinam a tal “Fórmula Mágica” e prometem Fluência em poucos meses. Um deles diz que aprendeu português em apenas 8 meses, o outro diz que aprendeu em 5 meses!!!

    Então, decidi me cadastrar no curso milagroso.. depois de alguns vídeos de enchimento de linguiça, recebi emails do mesmo para entrar numa turma VIP (paga é claro) e que se eu não me inscrevesse iria perder a oportunidade de ficar “Fluente em poucos meses”!

    Bem, sou meio desconfiado mesmo e não me inscrevi, achei estranho.

    Parabéns pelo trabalho Denilso, eu ando com meu livro “Gramatica de uso..” para onde quer que eu vá. 🙂

    1. Olá, Hermanny! Obrigado por seu comentário aqui e, claro, por compartilhar sua história! Eu não julgo os cursos; apenas os vejo com ressalvas. Quando prometem demais, o melhor a fazer é desconfiar, ficar atento e ser sensato. Coisa que você foi no caso citado. Às vezes as pessoas estão extremamente desesperadas querendo um milagre que acabam comprando algo que não trará a elas aquilo que desejam. Enfim, é sempre bom analisar os casos (propostas), investigar um pouco mais, ficar atento e se houve um lindo mínimo de desconfiança o melhor é não fechar o negócio. Afinal, nosso dinheiro é conquistado de modo muito suado para ser dado de forma fácil a essas falsas promessas.

      Fico feliz em saber que a Gramática de Uso serve de apoio para você. O objetivo dela é mostrar às pessoas que aprender gramática é sim necessário, mas isso não significa que tem de ser chato! Se puder, conte-me um pouco sobre por que você gosta desta gramática e o que ela tem de diferente em relação as outras. 🙂

      1. Sim, é simples e objetiva. Tem livros que dão um nó na cabeça do estudante que desanima e até desiste, mas este motiva o estudante a continuar a caminhada e faz a pessoa acreditar que a gramática necessária para a comunicação não é um bicho de 7 cabeças. Esse livro me motivou e a técnica usada é muito bacana, não quero ser “Linguista”, quero entender e fazer os outros me entenderem em inglês. Isso é o mais importante para mim.

  12. Como aluna, posso dizer que leva um tempo para você entender que não existe uma fórmula mágica. Quando tomamos consciência disso, a ansiedade diminui e compreendemos que o aprendizado é em doses homeopáticas, sem atalho.
    Venho estudado inglês sozinha e no início perdi muito tempo procurando um caminho mais fácil para chegar na fluência. Agora sei que não adianta, a fórmula do sucesso é a constância: todo dia, todo dia, todo dia!
    Sei que ainda tenho uma jornada longa, mas tenho certeza que vou conseguir!
    Obrigada por esse texto, Denilso. Muito legal.

  13. Ótima reflexão. Realmente, hoje em dia, existem milhares de escolas de inglês porém poucas trabalham com seriedade, mas na minha opnião tudo depende do aluno. Infelizmente muitos acham que alcançarão a fluência apenas frequentando as poucas aulas que eles possuem na semana, e assim deixando de estudar em casa. Eu estudei em um curso de inglês por 4 anos porém não evolui tanto quanto eu poderia e agora estou estudando sozinho mesmo, em casa. Eu adoro esta língua e um dos meus sonhos é falar inglês fluentemente e por isso venho me esforçando todos os dias, tirando dúvidas e vendo dicas aqui no Inglês na Ponta da Língua. Espero ter o mesmo sucesso que o Denilso teve em aprender inglês sozinho.

  14. Quem são essas “editoras sérias” que você está falando?
    Quantos alunos saíram dessas instituições “sérias” fluentes no idioma? (não formados, fluentes)

  15. Caramba…ler teus textos são um deleite.
    Minha opinião: Quanto mais se estuda, mais se aprende…óbvio…a fórmula mágica está em o quanto nos dedicamos.
    Parabéns…estarei sempre por aqui.

  16. estou chegando em seu site agora, e realmente suas explicações são incríveis e verdadeiras, só tenho a agradecer e parabenizá-lo pelo lindo trabalho que faz, espero realmente aprender muito aqui, é claro, com o devido tempo. Muito obrigado

  17. Denilso concordo plenamente contigo. Sou estudante de letras e já me deparei com dezenas de anúncios prometendo milagrosamente fazer com que o aluno aprenda em 6 meses etc. Há quem defenda a “fluência” em 12 meses com uma certa disciplina e tal, porém ainda não engoli essa apesar de muitas vezes vir por parte de profissionais serios.

  18. Bom dia Denilson, estou conhecendo seu site hoje. Parabens pelo trabalho e espero que esteja colhendo os frutos. Tambem sou Professor e tambem sou mais um Denilson nesta selva. Uma brincadeira que sempre faço com os meus alunos quando eles iniciam, passo a eles o meu conhecimento e digo: ” eu sei 13.785 palavras em ingles, ah 13.786, pois aprendi uma agorinha”, o aluno se espanta e diz: “caraca, voce deve ser bom mesmo hein??!!!”. Porém, em seguida termino minha colocação ” Mas o dicionario que eu uso tem mais de 65.000 palavras, ou seja, eu sei apenas 21% do Ingles” …..logico que sao numeros fantasiosos, mas que no fundo o que eu quero mostrar é que o Aprendizado é continuo e nunca termina… Ninguem sabe tudo e tambem ninguem nao sabe nada… boa sorte e estarei compartilhando as suas ideias e conhecimento. Denilson Santiago

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