WRAP MY HEAD AROUND: o que significa e como usar

Você não sabe o que significa wrap my head around? Então, continue lendo para aprender e ficar ainda mais com seu Inglês na Ponta da Língua.

Wrap my head around: significado

Straight to the point, wrap one’s head around something significa “entender algo”, “compreender algo”. Essa expressão é usada quando não conseguimos entender bem o porquê de algo ter acontecido ou de uma pessoa ter feito algo. Além de não entender, ela passa a ideia de que é até difícil de aceitar o fato ocorrido pois vai além da compreensão.

Em português, uma expressão que temos com sentido semelhante é “não entrar na cabeça”.

Wrap my head around: gramática de uso

Wrap My Head AroundVeja que no parágrafo anterior, eu escrevi wrap one’s head around something. No lugar de “one’s”, você pode dizer ou escrever o pronome que deseja:

  • wrap my head around
  • wrap his head around
  • wrap her head around
  • wrap our head around
  • wrap their head around

Vale ainda acrescentar aqui, que também podemos dizer get one’s head around something e wrap one’s brain around something.

Como você vai notar nos exemplos abaixo, é muito mais comum usarmos essa expressão dizendo wrap my mind around something. Ou seja, outros pronomes podem até ser usados, mas são bem raros.

Wrap my head around: exemplos

  • I just couldn’t wrap my head around what had happened. (Eu simplesmente não conseguia entender o que tinha acontecido.)
  • I just can’t get my head around these forms. (Eu simplesmente não consigo compreender esses formulários.)
  • I just couldn’t wrap my head around the fact that somebody didn’t think that I was sexy. (Não entrava na minha cabeça o fato de que ninguém me achasse sexy.)
  • That algebra equation is really difficult. We can’t wrap our brains around it. (Essa equação é muito difícil. Ela não entra na nossa cabeça.)
  • What I still can’t wrap my head around is why she behaved like that (O que ainda não entra na minha cabeça é o porquê dela agir daquele jeito.)

That’s it! That’s all about the expression wrap my mind around something. Para ficar com ela ainda mais na ponta da língua, anote-a em seu caderno de vocabulário, procure e crie exemplos, e, claro, use-a sempre que tiver a oportunidade.

That’s all for now guys! So, bye bye, take care, and keep learning.

PARTICIPE DO CURSO QUE VAI MUDAR O MODO COMO VOCÊ APRENDE INGLÊS! CLIQUE NA IMAGEM!Aprender Inglês Lexicalmente

Discurso do Pres. Barack Obama – Texto, Vocabulário e Vídeo

O texto em inglês abaixo é uma oportunidade para você melhorar ainda mais o seu inglês. Depois de esmiuçá-lo, você poderá ainda ler outros textos em inglês publicados aqui no Inglês na Ponta da Língua para continuar aprendendo muito mais.

Dicas de Estudo

O texto (e vídeo legendado) abaixo é parte do discurso que o presidente americano Barack Obama deu falando sobre os resultados das eleições no Estados Unidos. Como você bem deve saber, Mr. Obama costuma falar de modo calmo e pausado. Isso facilita o listening. Então, estude o texto e depois assista ao vídeo (que está no final da dica).

Logo após o texto, eu coloco as expressões e collocations que você deve aprender em conjunto. Ou seja, nada de focar apenas em palavras isoladas. Preste atenção às collocations pois são elas que ajudam você a falar inglês mais naturalmente e também a entender o que é dito com mais facilidade.

Texto em Inglês

I had a chance to [01] talk to President-elect Trump last night ­– about 3:30 in the morning, I think it was – to congratulate him on winning [02] the election. And I had a chance to invite him to come to the White House tomorrow to talk about making sure that there is a successful transition [03] between our presidencies.A lot of our fellow Americans are exultant today. A lot of Americans are less so. But that’s the nature of campaigns. That’s the nature of democracy. It is hard, and sometimes contentious [04] and noisy, and it’s not always inspiring.

Texto em Inglês: Barack Obama

Sometimes you lose an argument [05]. Sometimes you lose an election. The path that this country has taken has never been a straight line. We zig and zag, and sometimes we move in ways that some people think is forward and others think is moving back. And that’s okay. I’ve lost elections before. Joe hasn’t. (Laughter.) But you know.

(The Vice President blesses himself.) (Laughter.)

So I’ve been sort of…

THE VICE PRESIDENT: Remember, you beat me badly. (Laughter.)

THE PRESIDENT: That’s the way politics works sometimes. We try really hard [06] to persuade people that we’re right. And then people vote. And then if we lose, we learn from our mistakes [07], we do some reflection [08], we lick our wounds [09], we brush ourselves off [10], we get back in the arena [11]. We go at it [12] We try even harder the next time.

The point, though, is, is that we all go forward [12], with a presumption of good faith [13] in our fellow citizens ­– because that presumption of good faith is essential to a vibrant and functioning democracy. That’s how this country has moved forward [14] for 240 years. It’s how we’ve pushed boundaries [15] and promoted freedom around the world. That’s how we’ve expanded the rights of our founding [16] to reach all of our citizens. It’s how we have come this far [17].

And that’s why I’m confident that this incredible journey [18] that we’re on as Americans will go on. And I am looking forward to doing everything that I can to make sure that the next President is successful in that. I have said before, I think of this job as being a relay runner [19] – you take the baton [20], you run your best race, and hopefully, by the time you hand it off [21], you’re a little further ahead [22], you’ve made a little progress [23]. And I can say that we’ve done that, and I want to make sure that handoff [24] is well-executed, because ultimately [25] we’re all on the same team [26]

All right? Thank you very much, everybody. (Applause.)

Collocations

  •  have a chance to » ter a oportunidade de
  • congratulate someone on doing something » parabenizar alguém por fazer algo
  • a successful transition » uma transicão bem-sucedida
  • contentious » controverso, litigioso
  • lose an argument » perder uma discussão, perder em uma conversa
  • try really hard » dar um duro danado, esforçar-se ao máximo
  • learn from our mistakes » aprendemos com nossos erros
  • do some reflection » parar para pensar
  • lick our wounds » curar nossas feridas [literalmente, lamber nossas feridas]
  • brush oneself off » sacudir a poeira
  • get back in the arena » voltar ao jogo, voltar ao combate, voltar à arena
  • go at something » partir para cima de algo
  • go forward » seguir em frente
  • presumption of good faith » ­presunção da boa fé
  • move forward » seguir crescendo
  • push boundaries » romper barreiras
  • expand the rights of our founding » expandir os pilares de nossa fundação
  • come this far » chegar tão longe, chegar até aqui
  • incredible journey » incrível viagem, jornada extraordinária
  • relay runner » atleta do revezamento
  • baton » bastao (usado na corrida de revezamento)
  • be a little further ahead » estar um pouco mais adiante, um pouco mais em frente
  • make a little progress » fazer um pequeno progresso
  • be all on the same team » estar todos do mesmo lado, estar todos no mesmo time

Vídeo

Expressão Idiomática: THE WHOLE NINE YARDS (com áudio)

Se você não faz a menor ideia do que significa the whole nine yards, está na hora de aprender. Nesta dica, tenho a intenção de dar a você the whole nine yards about the expression the whole nine yards.

Indo direto ao ponto, podemos traduzir essa expressão por tudo, tudinho, por completo, por inteiro, o serviço completo, o serviço todo e ainda outras gírias e expressões que temos em português.

Antes de ir para ox exemplos, anote aí que essa expressão é mais comum no inglês americano. Portanto, um falante nativo de inglês britânico e outras variantes poderá não entendê-la ao ser usada em uma conversa. Quer aprender expressões do inglês britânico!? Então, leia a dica Expressões Comuns no Inglês Britânico.

Vamos aos exemplos:

  • When I was little, my family always had lots of pets – dogs, cats, hamsters, fish, rabbits – the whole nine yards. (Quando eu era pequeno, minha família sempre teve muitos animais de estimação – cachorros, gatos, hamsters, peixes, coelhos – tudinho.)
  • It really rained. I mean really. Lightning and thunder, the whole nine yards. (Choveu mesmo. Bastante. Relâmpagos e trovões, o tudo.)
  • Write the name of seller, name of buyer, dates, places, the whole nine yards. (Escreva o nome do vendedor, do comprador, datas locais, tudinho.)
  • To tell you the truth, we did the whole nine yards. (Para dizer a verdade, a gente fez o serviço completo.)
  • You’re worth the whole nine yards. (Você vale todo o esforço.)
  • I bought the TV set, the home theater system – the whole nine yards. (Comprei a TV, o home theater – tudinho.)
  • My mom gave me the whole nine yards about my responsibilities. (Minha mãe me passou tudo o que eu precisava saber sobre minhas responsabilidades.)

Quando você encontrar esse expressão junto com o verbo go traduza por fazer o máximo possível ou ainda ir até o fim no sentido de que esta fazer de tudo para que algo aconteça. Veja,

  • The weather was terrible but I wanted to go the whole nine yards and get to the top of the mountain. (O tempo está horrível mas eu queria ir até o fim e chegar ao pico da montanha.)
  • They really went the whole nine yards. (Eles realmente deram o máximo de si.)
  • For you I’ll go the whole nine yards. (Por você, eu farei o máximo possível.)

INGLÊS NA PONTA DA LÍNGUA PREMIUM

O legal dessa expressão é que ela é a que mais tem histórias curiosas sobre sua origem.

A maioria das pessoas acha que ela está relacionada ao futebol americano. Outra grande parte acredita se refere ao comprimento (9 yards) da fita de munição da metralhadora .50. Assim, na segunda guerra mundial, quando o piloto de um avião descarregasse toda a munição no inimigo, ele dizia “I started shooting and gave him the whole nine yards”. Já alguns dizem que tem a ver com o comprimento do tecido necessário para fazer o famoso kilt escocês. Tem também a história que tenta relacionar a expressão à quantidade de concreto que os caminhões conseguiam carregar originalmente. Enfim, são várias  histórias bonitinhas e interessantes sobre a origem de the whole nine yards.

The Whole Nine YardsO fato verdadeiro é que mais recentemente (2012), pessoas que estudam a origem das expressões (etimologistas, lexicógrafos, filólogos e curiosos no assunto) encontraram em jornais publicados em 1912 a expressão “the whole six yards”. Essa descoberta mostrou que as yards na expressão nada tem a ver com o comprimento de algo. Além disso, ficou também provado que o número 6 deixou de ser usado em algum momento e acabou virando 9. Essa mudança de números e comum em expressões ao longo do tempo.

Tudo ainda indica que a expressão era usada no interior de Kentucky, um dos 50 estados americanos. Assim, a expressão tinha algum sentido mais literal para o pessoal das fazendas e roças daquele estado; mas, infelizmente, esse algo se perdeu ao longo do tempo e, infelizmente, até agora ninguém ainda descobriu o mistério.

Caso você queira saber mais sobre a história dessa expressão, leia o artigo The Whole Nine Yards About a Phrase’s Origin publicado no The New York Times em 26 de dezembro de 2012. Se você gosta de aprender essas curiosidades, vai gostar do texto.

Acho que isso, guys! I guess you now know the whole nine yards about the whole nine yards. Mais uma expressão para você ter na ponta da língua.

Gírias do Inglês Americano

Aprender gírias é algo um pouco complicado. Já escrevi um texto aqui no site – Gírias em Inglês: aprender ou não? – no qual falo sobre esse lado complicado de aprender gírias. Portanto, leia o texto para entender o lado obscuro de aprender gírias em inglês. Depois que ler e entender, você poderá se divertir com as 10 Gírias do Inglês Americano que compartilho abaixo.

Lembre-se: há pessoas que odeiam gírias; portanto, nada de usar esse tipo de vocabulário como se fosse a coisa mais normal do mundo. Cuidado!

Leia também:

CHILLAXING

» de boa, relaxando, morgando

  • He didn’t get that by chillaxing. He had to work hard for it. (Ele não conseguiu isso ficando de boa. Ele teve de ralar muito.)
  • I was at home chillaxing, you know. (Eu fiquei morgando em casa, tá ligado.)
  • But instead of chillaxing, Hannah Bukzin ’17 was sweating it out. (Mas ao invés de ficar de boa, Hannah Bukzin, 17 anos, estava dando um duro danado.)

Gírias do Inglês AmericanoCRAY-CRAY

» doidão, doidinho, malucão; maluquice, doideira

  • Did you see that new Ke$ha video where she has snails crawling on her face? Girl has gone cray-cray. (Cê viu o novo clipe da Ke$ha em que ela aparece com caramujos no rosto? A guria tá mó doidona.)
  • Are you really going there!? That’s cray-cray! (Você vai lá!? Isso é doideira!)

CRUNK

» da hora, demais, mó legal, show de bola

  • Dude, you shoulda been there last night – it was crunk. (Véi, cê tinha que ter ido lá ontem à noite – foi da hora.)
  • I wish my hair was as mega crunk as Cristina’s. (Eu queria que meu cabelo fosse assim show de bola que nem o da Cristina.)

DAT

» o mesmo que that (uma prova de que o ‘th’ está começando a ser pronunciado como ‘d’ em alguns cantos)

  • Hey, take a look at dat girl. (Ei, saca só aquela gata.)
  • Dat’s the craziest thing ever. (Essa é a coisa mais maluca que já vi.)
  • I want a piece of dat. (Eu quero um pedaço disso.)

FOREVS

» para sempre, uma eternidade (o mesmo que forever)

  • It’ll take them forevs to do that. (Vão levar uma eternidade para fazer isso.)
  • I’ll be with you forevs. (Vou ficar com você para sempre.)
  • Forevs is that kind of thing they thing it’s a word but it isn’t. (Pracempre é aquele tipo de coisa que eles pensam ser uma palavra mas não é.)

GRIND

» ralação (relacionado ao fato de estar fazendo extremamente difícil)

  • I’m on that midterms grind. I have to study hard, bro! (Tô na maior ralação das provas semestrais. Tenho de estudar pra cacete, parceiro.)
  • We were on the grind from 5 in the morning till the sun goes down. (A gente ficou na ralação das 5 da manhã até o sol sumir.)

KILLIN’ IT

» arrasando, mandando bem, botando pra quebrar

  • OMG I totally was killin’ it on the dance floor. (PQP Eu tava super arrasando na pista.)
  • Keep up the good work, girl! You’re killing it! (Continue assim, guria! Você está mandando bem!)
  • He must be killing it. (Ele deve estar arrasando.)

MAD

» muito (o mesmo que very)

  • Dat’s mad awesome, G. (Isso é muito legal, véi.)
  • It’s mad cold outside. (Tá frio pra cacete lá fora.)
  • That was mad expensive. (Isso foi muito caro.)

OFF THE CHAIN

» da hora, o bicho, show de bola

  • The party was really off the chain, G. (A festa foi show demais, véi.)
  • The Alpha Beta Omega party last night was off the chain. (A festa dos Alfa Beta Omega ontem à noite foi o bicho.)
  • Dat purse you bought is totes off the chain. (Aquela bolsa que você comprou e super da hora.)

TOTES

» totalmente, completamente (o mesmo que totally)

  • I’m totes doing that, G. (Eu vou muito fazer isso, véi.)
  • I totes want to go to the mall ‘cause I totes needa purchase new heels. (Eu quero muito ir ao shopping pois tô precisando muito de um sapato novo) [heels = sapato de salto alto]
  • Totes! (Totalmente!)

Pronto! E assim você tem algumas gírias do inglês americano para se divertir. Para encerrar, ressalto aqui que há pessoas que odeiam gírias como essas acima. Portanto, cuidado ao usar essas palavras. Afinal, gíria não é o tipo de linguajar que muitas pessoas curtem em uma conversa. Até a próxima! 🙂

O que significa inside the beltway?

Se você costuma ler noticiários, ouvir programas de rádio, assistir a programas de TV que falam sobre a política americana, é bem provável que já se deparou com a expressão inside the beltway. Caso tenha dúvidas sobre o que ela significa, continue lendo para aprender.

Inside the beltway, às vezes escrita inside de Beltway (B maiúsculo), é uma expressão idiomática usada quase que exclusivamente nos Estados Unidos. Isso significa que você a encontrará com muito mais frequência em noticiários americanos. Essa expressão é usada para fazer referência a assuntos que são, ou parecem ser, extremamente relevantes ao governo federal do Estados Unidos (presidência, senadores, deputados), lobistas e fornecedores.

Inside the BeltwayNão há um equivalente exato em português; assim, quando você a encontrar, lembre-se que a outra pessoa está se referindo a temas políticos, econômicos, sociais, etc., que estão diretamente ligados ao governo federal americano. Para facilitar, podemos traduzir como “governo federal americano“, “a cúpula do governo federal americano“, “bastidores do governo federal americano“, e outras semelhantes. Veja alguns exemplos.

  • Paying attention to the inside-the-Beltway activities is pretty low on the priority list of most Silicon Valley companies. (Observar as atividades da cúpula do governo americano está bem abaixo na lista de prioridades de grande parte das empresas do Vale do Silício.)
  • Although all is quiet inside the Beltway for the moment… (Embora, neste momento, esteja tudo muito calmo nos bastidores do governo federal americano…)
  • What these inside-the-Beltway retread political strategists continue to miss is that Mitt Romney’s loss to Barack Obama was due in part to… (O que esses estrategistas políticos recalcados do governo federal americano continuam sem entender é que a derrota de Mitt Romney’s para Barack Obama se deve em parte a…)
  • People inside the beltway are always interested in what’s going with people inside the beltway. (Pessoas ligadas ao governo federal americano estão sempre interessadas no que está acontecendo com as pessoas do governo federal americano.)
  • The general public doesn’t care about what happens inside the beltway! (O povão não se preocupa com o que acontece nos bastidores do governo federal americano.)
  • Americans don’t care about what happens inside the Beltway. (Os americanos não se interessam pelo que acontece nos bastidores do governo federal de seu país.)

The Beltway nessa expressão refere-se à Interstate 495 (rodovia federal), também conhecida como Capital Beltway. Essa estrada forma uma espécie de círculo (cinturão) ao redor de Washington, D.C., a capital federal americana. A imagem que ilustra esta dica dá a você uma ideia do que estou falando. Foi aí que alguns jornalistas encontraram a inspiração para usar inside the beltway para assuntos relacionados ao governo dos Estados Unidos da América.

Além do uso idiomático visto acima, você poderá ainda encontrar essa expressão sendo usada em sentido geográfico. Nesse caso, ela estará fazendo referência às cidades (ou partes delas) que estão dentro deste cinturão. Essas cidades são: Washington, D.C.; Alexandria, Virginia; Arlington County, Virginia; Fairfax County, Virginia; Falls Church, Virginia; Montgomery County, Maryland; Prince George’s County, Maryland.

Por fim, saiba que a melhor maneira de aprender e entender a expressão inside the beltway é lendo e ouvindo inglês frequentemente. Então, leia sites de notícias, ouça programas de rádio e assista a programas de TV dos Estados Unidos que você poderá encontrá-la com certa frequência.

That’s it for now! Take care! 😉

Esquisitices do Inglês Americano

Confesso que o título dado a este texto é mesmo esquisito. Afinal, o que será que alguém pretende dizer ao dar um título assim ao seu texto? Se você gosta de curiosidades, continue lendo. Você certamente entenderá a ideia!

» Leia também: O que é inglês britânico?

Recentemente, recebi um email no qual o leitor dizia que ele tem um professor americano de inglês e que esse professor pronuncia o artigo indefinido a como “ei” e não como “ah“, que é o mais comum. O leitor então pergunta se há uma regra para isso. Claro que eu poderia dizer que ao darmos ênfase pronunciamos “ei“, mas esse não era o caso. Pois, o professor americano dele parece pronunciar “ei” o tempo todo.

Essa observação do leitor me fez resgatar um texto que escrevi (mas não publiquei) tempos atrás falando sobre como os americanos dizem “refrigerante“. O texto tinha como base uma imagem que compartilhei em minha página pessoal no Facebook no mês de fevereiro de 2013.

Inglês Americano: refrigerante em inglês

Veja que de acordo com o mapa, há três maneiras de se dizer “refrigerante” no inglês americano: “pop“, “coke” e “soda“. Veja ainda que essas maneiras diferentes são características de cada região. O norte tem preferência pelo termo “pop“. Já o sul prefere “coke“. E o pessoal do oeste pede sempre por “soda“. O mapa acima é de 2003. Será que algo mudou ao longo desses 10 anos? Veja o mapa mais atual abaixo e tire suas conclusões.

Inglês Americano II

O que isso significa? O que isso tem a ver com a pergunta feita pelo leitor?

Isso mostra que não há dentro de um país de língua inglesa uma unidade no que diz respeito ao uso da língua. Ou seja, dentro de um único país a língua usada comumente por seus habitantes pode apresentar inúmeras variantes. Essas variantes podem envolver estruturas gramaticais, pronúncias, nomes dados às coisas, gírias, expressões, etc. Portanto, é totalmente normal que em algumas regiões dos Estados Unidos o artigo indefinido “a” seja pronunciado como “ei” e em outras como “ah“.

» Leia também: Inglês Americano: Forma Padrão

Outros exemplos da diferença de pronúncia está nas imagens abaixo. Na primeira vemos que a palavra “mayonnaise” (maionese) é pronunciada de duas maneiras. Na segunda imagem, vemos que há três modos diferentes para pronunciar “been” (forma do verbo be no Past Participle).

Inglês Americano III

Inglês Americano IV

As diferenças regionais também se fazem presentes no mundo do vocabulário (léxico). Na imagem a seguir, você poderá notar que a rotatória (aquela bola/círculo pela qual os carros passam em determinados cruzamentos) tem nomes diferentes ou nome nenhum em certas regiões.

Inglês Americano V

Já na próxima imagem é possível notar como americanos em diferentes regiões dizem “vocês” em inglês.

Inglês Americano VI

No que diz respeito às expressões, a coisa se complica. Afinal, uma expressão (seja ela idiomática ou não) pode ser conhecida em um canto do país e em outro não. Esse é o caso de “How’s your mom’n’em?” (Como está a família?), expressão típica de algumas regiões do sul dos Estados Unidos.

Um morador de certas regiões da Pensilvânia poderá dizer “let’s redd-up the room”. Sendo que “redd-up” significa “clean up”. Portanto, “let’s redd-up the room” é o mesmo que “let’s clean up the room”. Em Wisconsin, as pessoas poderão perguntar “How’s by you?” ao invés do clássico “How are you?”. Um texano, ao falar a um turista que ele deve seguir reto por uma rua, poderá dizer “You go up in through there” (fazendo as preposições parecerem mais infernais do que realmente são).

Essas esquisitices regionais tornam uma língua muito mais rica do que ela já é. Não se trata apenas de esquisitices do inglês americano, ma sim de algo relacionado à língua inglesa como um todo. Essas esquisitices são encontradas no inglês britânico, no inglês australiano, no inglês sul-africano, no inglês irlandês, no inglês canadense e todos os outros.

E o que fazer em relação a isso? Que inglês estudar? Como é que um estudante de inglês se vira com essas esquisitices?

A dica é sempre optar pelos padrões. Saiba mais sobre isso lendo as dicas Inglês Americano: Forma Padrão e Mito: O Inglês Britânico é Mais Fácil de Entender. Depois que você estiver bem familiarizado com a forma padrão do seu tipo favorito de inglês, você poderá – se quiser – se aprofundar e estudar essas diferenças regionais.

Claro que nem todo mundo precisa disso. O que a grande maioria das pessoas quer é aprender inglês para se comunicar naturalmente. Essas esquisitices interessam mais os linguistas, professores, autores, pesquisadores etc. Portanto, não entre em desespero.

Você, estudante de inglês, deve apenas estar ciente que as diferenças regionais dentro de um tipo de inglês existem. Elas fazem parte da cultura de cada país. Portanto, quando você encontrar algo esquisito – uma pronúncia, uma palavra, uma estrutura gramatical, seja o que for – não pense em regras, não pense em erro, não pense que você é burro… Nada disso! Pense apenas que você está aprendendo uma língua que possui inúmeras variantes regionais e que isso é muito mais normal do que você imagina.

Até a próxima!

Fontes:

  • American English: history, structure and usage (Julies S. Amberg e Deborah J. Vause)
  • Speaking American: a history of English in the United States (Richard W. Bailey)