Chunks of Language: o que são e por que aprender?

Os chunks of language são o tema central dentro do curso Aprender Inglês Lexicalmente. Portanto, para matar um pouco a sua curiosidade, decidi escrever este texto falando um pouquinho sobre o que são e por que aprender chunks é importante.

O que são Chunks of Language?

Se traduzirmos ao pé da letra, chunks of language significa “pedaços de língua”. Mas, isso não ajuda muito, não é mesmo? Então, o melhor a fazer é entender a ideia.

De modo bem simples, chunks of language são grupos de palavras encontrados com frequência dentro de uma língua. Esses grupos de palavras possuem sempre uma estrutura fixa ou mesmo semifixa. Vamos entender isso melhor. Continue lendo!

As Estruturas Fixas

As estruturas fixas são geralmente usadas dentro de um ou mais contextos. Alguns exemplos de estruturas (sentenças) fixas são:

  • You’re welcome! (De nada!)
  • What do you mean? (Como assim?)
  • Go figure! (Vai entender!)
  • I’m sorry! (Sinto muito!)
  • Just a moment! (Só um momento!)
  • I don’t think so. (Eu acho que não.)
  • How are you doing? (Como você está?)

Enfim, são vários os exemplos de sentenças fixas. Alguns desses chunks são usados em contextos específicos e outros são usados em vários contextos. Há autores que chamam esses tipos de chunks de institutionalized sentences. Mas, vamos deixar esse detalhe de lado.

Os Chunks of LanguageEstruturas Semifixas (básico)

Já as estruturas (sentenças) semifixas são estruturas que podem ser mudadas de acordo com o que a pessoa pretende dizer. Um exemplo de sentença semifixa bem básico é a estrutura “What’s … name?”. No espaço em branco podemos completar com o que desejamos perguntar:

  • What’s your name? (Qual o seu nome?)
  • What’s his name? (Qual o nome dele?)
  • What’s her name? (Qual o nome dela?)
  • What’s his father’s name? (Qual o nome do pai dele?)
  • What’s her husband’s name? (Qual o nome do marido dela?)

Esse é um exemplo bem simples. Na verdade, os chunks chamados de sentenças semifixas podem ficar bem mais “complicados”.

Sentenças Semifixas (intermediário e avançado)

Por exemplo, “If I were you, I’d…” (Se eu fosse você, eu…) que tem uma estrutura gramatical considerada de nível intermediário e é preciso um pouco mais de vocabulário (léxico) para completar a ideia:

  • If I were you, I’d never do that. (Se eu fosse você, eu jamais faria isso.)
  • If I were you, I’d talk to them. (Se eu fosse você, eu iria falar com elas.)
  • If I were you, I’d study for the exam. (Se eu fosse você, eu estudaria para a prova.)
  • If I were you, I’d find a way to help John. (Se eu fosse você, procuraria um jeito de ajudar o John.)

Os exemplos dados acima são apenas uma gota no oceano. Pois, essa ideia de chunks of language vai muito além de sentenças fixas e semifixas. Podemos ainda colocar collocations, idioms, phrasal verbs, polywords e outros tipos de chunks of language que fazem uma grande diferença no modo como aprendemos inglês.

Por que aprender chunks é importante?

Chunks of LanguagePesquisas recentes na área de aquisição de uma outra língua mostram que os chunks of language ajudam no desenvolvimento da fluência. Ou seja, ao invés de ficar decorando regras gramaticais e palavras soltas, o desenvolvimento da fluência ocorre com a quantidade de chunks que você aprende.

Em outras palavras você começa a falar inglês naturalmente sem a necessidade de decorar regras gramaticais e ficar encaixando palavras soltas dentro dessas regras.

Desenvolvendo Speaking , Listening e Pronúncia

Quando eu entendi a ideia de chunks of language e comecei a aplicá-la em meus estudos de inglês, meu inglês melhorou muito. O aprendizado de chunks ajudou minha memória a encontrar mais rapidamente o que eu pretendia dizer. Isso fez com que meu speaking melhorasse de modo considerável.

» Leia também: A Memória no Aprendizado de Inglês

Meu listening também se desenvolveu. Pois, ao assistir a um filme ou seriado e ao ouvir uma música, eu não ficava mais tentando identificar palavras soltas. O meu ouvido ia se acostumando com os chunks e isso me ajudava a compreender melhor tudo o que eu ouvia.

Como eu aprendia o conjunto de palavras, minha pronúncia também ficou mais fluída. Afinal, eu não precisava pronunciar as palavras isoladamente; na verdade, eu pronunciava os chunks e isso dava mais naturalidade ao meu jeito de falar inglês.

Adquirindo a Gramática Natural

Um grupo de pesquisadores do MIT notou que o aprendizado de chunks of language ajuda também no desenvolvimento gramatical. Nesse caso, é preciso diferenciar a gramática normativa (aquela dos livros e atividades) e a gramática de uso (o modo como as pessoas falam no dia a dia).

Quando você aprende chunks of language, você naturalmente vai aprendendo a grmática. Isso sem ficar fazendo análises e dando nomes às regras: Present Perfect, Gerund, Passive Voice, Past Simple, Past Participle, etc. Você simplesmente aprende a usar a língua.

Enfim, os benefícios de se aprender inglês com a ajuda das ideias dos chunks of language são grandiosos. O modo de aprender inglês fica mais divertido, dinâmico, rápido e interessante. O estudante não fica fazendo atividades de regras gramaticais e listas de palavras soltas. Com os chunks of language o aprendizado de inglês atinge outro nível.

Conclusão

Aprender chunks of language muda por completo o modo como você aprende inglês e desenvolve todas as habilidades: speaking, listening, reading e writing.

Portanto, trata-se de algo que você deve aprender bem sobre o que se trata e como aprender cada vez mais e mais.

Aqui no Inglês na Ponta da Língua, há livros, ebooks e cursos sobre o assunto. Portanto, acompanhe nossas dicas para ficar por dentro deste universo e, assim, aprender inglês de verdade.

Até a próxima.

Platô Intermediário no Inglês

Platô intermediário! Você faz alguma ideia do que é isso? Já ouviu falar a respeito? Será que esse problema é sério? Continue lendo para saber.

O tal platô intermediário – também conhecido como efeito intermediário – é definido como aquele momento no qual um estudante de inglês é tido como avançado, mas ele mesmo não se sente avançado. É o momento no qual o estudante parece estar patinando no gelo sem sair do lugar.

Algumas das características desse platô são:

  • por mais que estude inglês, o aprendiz parece não progredir da mesma forma como antes;
  • tem-se a sensação de que o conteúdo é sempre o mesmo: gramática e lista de palavras;
  • o vocabulário se restringe a lista de palavras complicadas, raras, e estranhas;
  • baixa motivação no aprendizado causada pela falta de progresso mais aparente;
  • mesmo tendo a sensação de sabe muito inglês, o aprendiz não se sente à vontade para falar e ouvir inglês naturalmente.

Platô Intermediário no InglêsSe você se identificou com algumas dessas características, você certamente está no nível intermediário.

O interessante é que quando você começou a estudar inglês, você aprendia tudo com muita facilidade. O seu aprendizado parecia acontecer de modo mais imediato; portanto, o progresso era bem aparente e evidente. Você percebia isso. Mas, agora – depois de algum tempo já estudando inglês – parece que é tudo a mesma coisa. Você parece saber tudo – regras gramaticais e um monte de palavras. Aprender algo novo se resume a decorar alguns phrasal verbs, expressões idiomáticas, gírias, regrinhas complicadas de gramática e coisas assim.

Enfim, você já entendeu como é. Afinal, o platô intermediário é uma pedra no sapato de praticamente todos os estudantes de inglês ao redor do mundo. Mas, o que fazer para sair dele?

No novo vídeo publicado em nosso canal no Youtube – clique aqui para se inscrever gratuitamente –, eu dou sete dicas para você sair desse tal platô intermediário. Se você ainda não chegou nele, recomendo que coloque as sete dicas também em prática para assim não sofrer tanto as consequências dele.

Umas das dicas que dou é que você deve aprender collocations e chunks of language. Pois, por meio do aprendizado disso, você melhorará de modo muito mais natural o vocabulário, a gramática, a pronúncia e o listening em inglês. Isso é possível pois quando você se dedica ao aprendizado de chunks, você adquire (aprende) tudo em conjunto e não separadamente. Se você quiser, aprender inglês por meio dos chunks of language, participe do curso APRENDER INGLÊS LEXICALMENTE: um curso voltado para estudantes de todos os níveis de inglês. Vagas Limitadas!

Para as outras dicas, assista ao vídeo abaixo. Tenho certeza que você entenderá ainda mais a ideia de platô intermediário e como se ver livre dele! 😊

O que é Léxico Mental? Por que precisamos dele?

 O que é léxico mental? Você já ouviu falar sobre isso? Faz ideia de como isso é importante para nós de modo geral e principalmente para o modo como aprendemos inglês (ou qualquer outra língua)? Se você nunca pensou sobre isso, leia esse texto e fique por dentro de algo que pode fazer a diferença ao modo como você pensa em melhorar o vocabulário em inglês.

O que é Léxico Mental?

A resposta para a pergunta o que é léxico mental (em inglês, Mental Lexicon) é a seguinte: teoria que nos ajuda a compreender como o cérebro armazena o vocabulário que aprendemos em nossa língua [e também em um língua estrangeira]. Essa teoria afirma que há uma parte do nosso cérebro que organiza o vocabulário – ou melhor o léxico – que fazemos uso de modo ativo ou mesmo passivo. Mas, vamos com calma! Antes quero mostrar a você como o léxico mental funciona na prática.

Para que você perceba o seu léxico mental em ação, vamos fazer uma rápida atividade. Abaixo estão algumas sentenças. Note que há espaços em branco nelas. Sua tarefa é simplesmente completar os espaços com a primeira palavra que vier a sua cabeça. Lembre-se que a palavra a ser usada deve fazer sentido na sentença. vamos lá!

  1. O presidente disse que todas as acusações não passam de intriga da ………………..
  2. Como o produto estava danificado, eu o devolvi e pedi meu dinheiro de ……………….
  3. Eu acho que vale a ……………… fazer um curso no exterior.
  4. Se ela acha que vou ajudar, ela está redondamente ………………..
  5. Após muitos e muitos anos, um terrível segredo de família acabou ……………….. à tona.

Veja que com o contexto certo, o seu cérebro foi capaz de puxar dentro de sua cabeça (memória) a palavra certa para cada sentença.

O que é Léxico Mental?Só para constar, as repostas mais frequentes e esperadas são oposição, volta, pena, enganada e vindo, respectivamente. Caso alguém resolva mudar as palavras nestas sentenças causará risos em que lê ou ouve. Ou seja, nós entenderemos o que a pessoa quis dizer, embora compreendamos automaticamente que algo está “estranho”.

Por que isso acontece?

Por que nosso cérebro consegue completar as palavras de modo correto? Como nós conseguimos completar essas sentenças com as mesmas palavras e sem dificuldades?  Agradeça ao seu léxico mental.

O léxico mental está em ação o tempo todo. Desde quando começamos a aprender nossa língua materna, nosso cérebro vai guardando palavras, expressões, combinações de palavras, frases, etc., que formam o nosso vocabulário (léxico). Conforme vamos nos envolvendo com a língua – ouvindo e lendo –, o léxico mental vai se formando naturalmente. Assim, quando alguém usa uma palavra diferente em uma combinação ou frase, o léxico mental acusa que tem algo de estranho.

Por exemplo, se ao invés de alguém diz “redondamente linda“, nós estranharemos. Pois, “redondamente” combina melhor e naturalmente com “enganado“, “enganada“, “enganados” ou “enganadas“. Se ao invés de dizer “fulano bateu as botas” alguém diz “fulano bateu as sandálias“, nós estranharemos.

Nosso cérebro possui um repositório – uma espécie de arquivo mental – que guarda estas expressões. Aqui vale dizer uma coisa importante: dentro dessa área de pesquisa nós dividimos o léxico entre vocabulário (palavras isoladas) e itens lexicais (ou, informalmente, chunks of language). Quando alguém usa uma combinação modo diferente ou com outra palavra – mesmo que sinônima –,  nós certamente estranharemos.

» Leia também: Chunks of Language: o que são e por que são importantes?

O que dizem os especialistas

De acordo com neurocientistas cerca de 80% a 85% do léxico (palavras e chunks of language) armazenado em nossa mente – nosso léxico mental – está organizado como expressões prontas e semi-prontas, sentenças completas, collocations, polywords, frases fixas e semi-fixas. O restante (menos de 15%) é ocupado por palavras isoladas. É por esta razão que somos capazes de fazer a atividade acima sem maiores dificuldades. Experimente dar esta atividade a um estrangeiro que tenha algum conhecimento de língua portuguesa e veja como ele ou ela se sai. Garanto a você que eles demorarão um pouco para fazer ou completarão com palavras diferentes.

Tudo isto mostra que o léxico mental é a parte do cérebro que armazena palavras isoladas, expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, que usamos com maior frequência em nossa língua. É graças a ele que somos capazes de entender o texto abaixo, embora estejam faltando algumas palavras:

“É totalmente desnecessário ___________ que todos nós precisamos evitar a poluição dos mananciais; devemos também economizar a ___________ tratada. Deixar a torneira ___________ enquanto escovamos os ___________. Atitudes de respeito e preservação do meio ___________, em particular o uso racional da água, podem ser desenvolvidas em atividades em sala de ___________. Podemos contribuir de várias formas para a preservação da água, elemento essencial à vida na ___________.”

Escreva as palavras que faltam no texto e depois poste-as na área de comentários deste artigo e vamos ver como anda o seu Léxico Mental. Você poderá se surpreender! Caso conheça algum estrangeiro que esteja no Brasil já há algum tempo, teste-o e veja o resultado! Compare as respostas! O resultado será curioso e a reação das pessoas também!

O objetivo desse texto é o de apresentar o que é léxico mental. Espero que tenha gostado e entendido o conceito! Agora, você está pronto para ler o texto no qual essa teoria influencia e muito o seu aprendizado de inglês. Para isso leia o texto: O Léxico Mental no Ensino de Inglês.

» Leia mais sobre o Léxico Mental em:

Lexical Approach (Abordagem Lexical): o que é e quais seus fundamentos?

MWhat is the Lexical Approach? O que é a Abordagem Lexical? Afinal, que abordagem é essa que nos últimos 25 anos tem influenciado tantos professores de inglês ao redor do mundo?

Nesse artigo, farei um breve resumo do que é a Abordagem Lexical – Lexical Approach. Portanto, se você sempre teve interesse em conhecer a história e também alguns dos fundamentos que sustentam essa abordagem, continue lendo.

As Origens da Abordagem Lexical

De modo prático, nós colocamos o início da Lexical Approach no ano de 1993. Foi quando Michael Lewis publicou o livro The Lexical Approach: the state of ELT and a way forward [Heinle ELT].

Por meio dessa obra, Lewis não só cunhou o termo Lexical Approach, como também colocou em xeque uma das mais sólidas bases do ensino de inglês: a Gramática. Afinal, para ele, a gramática como ensinada no ensino de inglês não deveria ser o centro do aprendizado e ensino de língua.

Essa ideia é inteligentemente resumida na frase:

A língua consiste de léxico gramaticalizado, não de gramática lexicalizada”.

Lewis procurava deixar claro que a base de uma língua é o seu léxico (vocabulário) e não as estruturas gramaticais e os termos técnicos repassados de modo mecânico e analítico aos alunos.

Esse “ataque” fico ainda mais forte quando Lewis afirma que:

O principal mal-entendido no ensino de língua inglesa é acreditar que a gramática normativa é a base da lingua e que o domínio do sistema gramatical é pré-requisito para uma comunicação efetiva.

1997 marca o lançamento de seu segundo livro sobre o assunto: Implementing the Lexical Approach – putting theory into practice [Heinle ELT]. Se no livro anterior, o foco estava em apresentar a teoria, neste o objetivo era mostrar o lado prático da Abordagem Lexical. Como suas ideias estava sendo aplicadas em salas de aula em vários cantos do mundo.

Foi assim que o ensino tradicional da gramática e das palavras soltas – juntamente com phrasal verbs e idioms – começou a ser questionado.

Fundamentos Básicos

Muitas pessoas passam a acreditar que a Lexical Approach deixa de lado o ensino de gramática nas aulas de inglês. Na verdade, isso não é bem assim!

O que a Lexical Approach é apenas mudar o modo como a gramática é ensinada.

Para isso, é preciso compreender dois conceitos essenciais no ensino de inglês: gramática e vocabulário.

Gramática Normativa vs. Gramática de Uso
Lexical Approach (Abordagem Lexical)

A gramática deixa de ser vista apenas como um conjunto de regras e termos técnicos e passa a se tornar algo vivo. Logo, torna-se algo a ser adquirido de modo natural e não mecânico.

Temos então de entender a diferença entre gramática normativa e – o que eu chamo informalmente de – a gramática de uso. Na primeira, o estudante decora regras, termos técnicos e faz atividades para avaliar se aprendeu os conceitos. Ele está assim aprendendo sobre a língua e não como usá-la naturalmente.

Já na segunda – a gramática de uso – o estudante aprende a usar a gramática de modo mais natural. Sem a necessidade de decorar os conceitos técnicos da gramática normativa.

Mas, como isso é possível?

Chunks of Language

Por meio dos chunks of language, formalmente chamados de formulaic language. Essa nada mais é do que a forma como o vocabulário (o léxico) da língua inglesa é visto dentro da Abordagem Lexical.

Os chunks são de vários tipos: collocations, fixed sentences, semi-fixed sentences, polywords, gambits e muitos outros. Os chunks podem ser organizados de acordo com situações do cotidiano, assuntos/temas específicos, conversacionais, etc.

Por meio dos chunks, os aprendizes internalizam (memorizam) a gramática de uso, as frases e palavras comuns em determinadas situações e também outras frases usadas para fins comunicativos ao falar e ouvir alguém na língua alvo.

Entender os chunks é a base da Abordagem Lexical. Afinal, ao entendê-los o profissional de ensino de inglês é capaz de ensinar a língua de uma maneira muito mais significativa aos seus alunos e alunas.

Vantagens da Lexical Approach

A Lexical Approach quando bem compreendida oferece ao professor maiores e melhores possibilidades de ensinar a língua.

Ela torna a aquisição da língua muito mais dinâmica, prática, e significativa para o aluno. Há, portanto, uma completa guinada na forma como o aprendiz adquire e usa a língua alvo.

Cumpre observar que através da Lexical Approach é proposta a ideia de que a proficiência em uma língua estrangeira é adquirida e desenvolvida mais rapidamente ao se dar total ênfase no ensino e aprendizado dos chunks of language.

O aprendiz adquire não só o léxico (chunks), mas também a gramática de uso e a pronúncia. Por essa razão, Lewis diz que a Abordagem Lexical é um abordagem integrada. Pois, o professor ensina vocabulário, gramática e pronúncia de modo integrado e não como “entidades” separadas.

A Lexical Approach pode revolucionar o modo como você enxerga o vocabulário e a gramática no ensino de inglês. Mais que isto: pode revolucionar o modo como você aprende/adquire inglês. Afinal, ela ajudará você a compreender o que é vocabulário, a aprender gramática através do vocabulário e muito mais.

Críticas à Lexical Approach

O trabalho de Michael Lewis chamou claro a atenção do mundo do ELT. Muitos autores e estudiosos começaram a prestar a atenção ao que ele dizia: fosse para elogiar ou para criticar.

Umas das principais críticas feitas estava no fato de que o nome Lexical Approach não era apropriado. Afinal, para alguns, não se tratava de uma abordagem propriamente dita.

Alguns dos críticos diziam que a Lexical “Approach” era apenas uma série de ideias sobre como ensinar vocabulário em sala de aula. Portanto, não deveria ter o status de abordagem.

Scott Thornbury, em 1998, publicou um artigo “The Lexical Approach – a journey without maps?”. Para esse autor, a Abordagem Lexical não apresentava um método (um mapa) mostrando como fazer as teorias funcionaram de modo sistemático em aulas.

Eu arrisco dizer que faltou aos críticos da Lexical Approach um pouco mais de maturidade para entender a riqueza das ideias de Lewis, um homem à frente de seu tempo.

Digo isso, pois hoje – 2019 –, muitas ideias de Lewis permeiam livros de ensino de inglês e muitas salas de aula ao redor do mundo.

Claro que isso não acontece de modo explícito. Mas, hoje é possível notar que temas como collocations e chunks of language estão presentes em vários obras e treinamentos de professores.

Muitos dos que criticavam a Lexical Approach em seu início, hoje se rendem a muitos de seus conceitos. Isso prova como a Abordagem Lexical realmente influenciou e continua influenciando profissionais de ensino de inglês em todo o mundo.

» Leia mais: A Diferença entre Método e Abordagem

Conclusão

O objetivo neste artigo foi apenas o de apresentar uma noção básica sobre a Lexical Approach.

Caso você seja profissional de ensino de inglês e esteja interessado em saber ainda mais sobre tal abordagem, recomendo que participe do curso Being a Lexical Teacher. Nele eu apresento muito mais conteúdo teórico e prático sobre esse assunto. Leia mais, clicando aqui.

Até a próxima! Keep learning!»