LEXICAL TEACHER: o que é e o que faz?

Lexical Teacher!? O que é isso!? O que esse profissional faz!? Qual a diferença dele para o traditional teacher

Se você é professora ou professor de inglês, quero te convidar entrar no universo do Lexical Teacher. Entenda melhor a ideia e saiba como se tornar um LEXICAL TEACHER.

Este conteúdo também está disponível em formato de áudio. Para ouvir aqui no site mesmo, é só clicar no player abaixo. Mas, você também pode ouvir no Spotify ou no iTunes. Para isso é sés procurar por Inglês na Ponta da Língua na área de podcasts. Assim, nossa conversará fluirá muito melhor.

Vamos ao que interessa!

Um pouco de História

Eu – Denilso – comecei a dar aulas de inglês em 1994. Comecei ensinando de modo voluntário. Eu dava aulas de reforço para crianças e adolescentes na igreja que eu frequentava. Como acontece no ensino regular de inglês, o meu trabalho era ensinar gramática e vocabulário.

Depois, em 1995, fui parar em uma escola de inglês. Ao fazer o treinamento, eu notei que teria de ensinar gramática, vocabuláriopronúncia. A única diferença foi essa: ensinar pronúncia.

Ao longo dos anos, trabalhando em outras escolas, eu continuei observando que – embora o método ou abordagem da escola mudasse – a base continuava sendo o ensino de gramática, vocabulário e pronúncia.

Ou seja, eu tinha de ensinar regras e termos gramaticais – present perfect, prepositions, conditionals, present simple, etc. O vocabulário se resumia a ensinar listas de palavras, phrasal verbs e, vez ou outra, um idiom (expressão idiomática). Já na pronúncia, o foco era ensinar os sons do th, os minimal pairs e coisas do tipo.

Isso me incomodava muito! Por mais que eu tentasse fazer algo diferente no final tudo se resumia a essas três coisas. Afinal, esse era o modo tradicional, o jeito padrão,  de ensinar inglês. No entanto, eu estava incomodado com aquilo. Eu queria encontrar algo novo, diferente. Algo que deixasse não só o ensino – mas também o aprendizado – de inglês mais dinâmico, divertido, interessante, descomplicado.

Uma luz no meio da mesmice

Em 1997, eu estava na recepção de uma das escolas em que trabalhava quando vi uma revista para professores sobre uma mesa. Essa revista era o número 0 da New Routes in ELT, publicação da DISAL. 

Na capa, eu li o nome Michael Lewis e abaixo deste nome li algo que chamou muito atenção:t

the leading revolutionary against standard English teaching

Quem seria esse “principal revolucionário contra o ensino tradicional de inglês“? Teria esse tal de Michael Lewis alguma resposta para minha busca por algo que fugisse do tradicional ensino de inglês: gramática, vocabulário e pronúncia?

Li as 5 páginas de sua entrevista e me identifiquei com o que ele dizia. Eu estava diante de algumas respostas às minhas inquietações. Após reler a entrevista, decidi que iria também ler seus livros: The Lexical Approach e Implementing the Lexical Approach.

Quanto mais eu lia esses livros, mais eu aprendia. Mais meu jeito de ensinar inglês mudava. O melhor: mais ainda meus alunos passaram a gostar de inglês. Ate mesmo aqueles que se achavam incapazes de aprender, começaram a se soltar mais e a participar das aulas.

No anos seguintes, fui aprendendo cada vez mais sobre essa abordagem de ensino e aplicando em minhas aulas. Quando me tornei coordenador pedagógico, eu ensinei mais sobre minhas descobertas ao professores e professoras. Isso também ajudou todos eles a ajudarem ainda mais seus alunos.

Eu havia me tornado um Lexical Teacher e deixado de ser um traditional teacher.

Mas, qual a diferença?

Como um traditional teacher, eu sempre ensinei gramática, vocabulário e pronúncia. Independentemente de onde ensinasse, esse três itens eram ensinados de modo isolado e muitas vezes desconexos.

Claro que haviam sentenças comumente usadas em diálogos e situações específicas. Não posso deixar de fora que também ensinava phrasal verbs e idioms. Mas, no fim do dia, tudo se resumia a gramática, vocabulário e pronúncia.

Quando me enfiei a aprender a abordagem lexical, fui me tornando o que eu chamo de Lexical Teacher. O que mudou?

Eu passei a ver aqueles três elementos comuns no ensino tradicional de modo integrado. Isto é, gramática, vocabulário e pronúncia passaram a ser uma coisa só.

Gramática

A gramática não era mais ensinada como se fossem regras e termos técnicos a serem decorados. Eu aprendi que podia ensinar a gramática de uso e deixar a gramática normativa para outros momentos. A metalinguagem não precisava estar presente na sala de aula.

Vocabulário

O vocabulário deixou de ser apenas palavras soltas e/ou palavras raramente usadas. Agora eu estava diante dos chunks of language (formulaic language): collocations, semi-fixed sentences, fixed sentences, gambits, polywords e tantas outras coisas que são usadas naturalmente na língua.

Pronúncia

A pronúncia ia além de ensinar apenas os sons isoladamente. Eu podia ensinar intonation, connected speech, sentence stress (suprasegmental features in phonetics). Enfim, nada mais de estressar meus alunos e alunas com os sons do th ou os minimal pairs.

Vale dizer que alguns aspectos do ensino tradicional, eu ainda ensinava. Afinal, eram recursos que eu tinha para ajudar meus alunos. Contudo, como um Lexical Teacher eu não focava apenas nisso. Eu ia além e meus alunos aprendiam cada vez mais e desenvolviam a fluência mais naturalmente.

O Lexical Teacher hoje

Hoje, após 24 anos, muita coisa nova entrou em cena para ajudar o Lexical Teacher. 

Pesquisas pelo neurocientista Michael Ulmann, do MIT e Georgetown University, ajudaram a mostrar que o ensino lexical divulgado por Michael Lewis e outros especialistas antes dele é extremamente possível. Seu Declarative/Procedural Model tem influenciado não só os campos da psicolinguística e da neurociência cognitiva, mas também – em minha opinião – o da linguística aplicada. Afinal, precisamos saber como o cérebro adulto melhor aprende uma língua adicional.

Vários outros pesquisadores sugeriram mudanças no modo como ensinamos tradicionalmente a gramática. Deixar de ver a gramática como uma coisa, mas sim como um processo. Aqui o trabalho de Diane Larsen-Freeman, From Grammar to Grammaring, é leitura obrigatória.

Avanços na tecnologia da informação tornaram a Linguística de Corpus uma ciência fundamental para que o Lexical Teacherseja falante nativo ou não-nativo – ensine inglês de modo muito mais natural, dinâmico e até mesmo prazeroso para os alunos. O livro From Corpus to the Classroom é outra leitura obrigatória para quem deseja se tornar um Lexical Teacher. 

Hoje, o Lexical Teacher pode dar sua aula sabendo que a ciência da aquisição linguística está totalmente a seu favor.  Como vários outras ciências validaram (e ainda validam) o que os pais da teoria lexical diziam, o preconceito e dúvidas foram se tornando coisas do passado. Portanto, todos são mais que bem vindos a se tornarem Lexical Teachers.

Como se tornar um Lexical Teacher?

Desde quando Michael Lewis lançou seu The Lexical Approach em 1993, foram vários os livros e artigos publicados sobre o ensino lexical. Inúmeros outros autores e pesquisadores validaram os conceitos por trás desta abordagem.

Você pode começar lendo os livros que mencionei neste artigo. Mas, depois deverá ler muitos outros e assim entender as nuances dessa abordagem que ajuda na transformação de um traditional teacher para um Lexical Teacher.

  • The Lexical Priming (Michael Hoey)
  • Teaching Collocations (Michael Lewis, editor)
  • Grammar (Michael Swan)
  • Beyond the Sentence (Scott Thornbury)
  • Discourse Analysis (H. G. Widdowson)
  • Optimizing a Lexical Approach to Instructed Second Language Acquisition (Frank Boers e Seth Lindstromberg)
  • Teaching Chunks of Language (Frank Boers e Seth Lindstromberg)
  • Lexical Grammar: Activities for Teaching Chunks and Exploring Patterns (Leo Selivan)

Enfim, esses são apenas alguns dos livros que o profissional de ensino de inglês pode ter em sua estante para se iniciar a caminhada no seu aprendizado e desenvolvimento profissional.

Por outro lado, esse mesmo profissional pode também fazer cursos nessa área. Um dos cursos é justamente o que eu – Denilso – ofereço: Being a Lexical Teacher. O primeiro e – até o momento – único curso que tem como objetivo apresentar e preparar a professora ou o professor de inglês nos pontos essenciais do ensino lexical. Tem ainda os livros que publiquei:

  • Inglês na Ponta da Língua – método inovador para melhorar o seu vocabulário
  • Combinando Palavras em Inglês – seja fluente em inglês aprendendo collocations
  • Grámatica de Uso da Língua – a gramática do Inglês na Ponta da Língua

Caso queira saber mais sobre esse curso e como participar dele, leia todas as informações clicando aqui. Tenho certeza ainda alguma dúvida, entre em contato. Será um prazer enorme compartilhar minha história e também meus conhecimentos com você que deseja agora se tornar um Lexical Teacher.

 

Professor de Inglês Nativo ou o Brasileiro?

Quem é o melhor: o professor de inglês nativo ou o brasileiro? Você já se fez essa pergunta? Já teve essa dúvida? Afinal, é melhor ter aulas com um falante de inglês nativo ou com um professor brasileiro que fala inglês?

Acredite se quiser mas esse é um dos mais antigos mitos dentro da área de ensino de inglês. Mito criado por falantes nativos e que hoje é perpetuado aos montes por estudantes de inglês (principalmente no Brasil) e também por marqueteiros que se fazem valer dessa falácia para vender suas aulas.

Um Velho Mito

Houve uma época na qual os professores de inglês no Brasil não tinham acesso à quantidade de informações e materiais que temos hoje. Assim, a qualificação profissional era difícil e extremamente cara. Dessa forma, só eram tidos como excelentes professores de inglês o falante nativo, tendo ele qualificação ou não. Por outro lado, também eram tidos como excelente professores aquele brasileiro afortunado que passou uns tempos (um mês, três meses, seis meses, etc.) no Estados Unidos ou Inglaterra e voltava ao Brasil dizendo ser professor de inglês.

» Leia também: Professor Particular de Inglês – vale a pena?

Professor de Inglês Nativo ou o Brasileiro?Felizmente, as coisas hoje mudaram. Atualmente, temos acesso há muitos livros, muitas informações e, melhor ainda, temos contato com profissionais nativos e não-nativos no mundo todo. Profissionais que se rivalizam, mas se respeitam mutuamente e cuja preocupação é melhorar cada vez mais e mais em prol dos estudantes de inglês.

Portanto, a velha “guerra” professor de inglês nativo ou brasileiro simplesmente deixou de existir. Por quê?

Qualificação Profissional Constante

Os professores brasileiros que ensinam inglês – aqueles que são profissionais e se preocupam em se qualificar profissional – procuram melhorar cada vez mais. Procuram superar suas dificuldades e assim se tornarem grandes profissionais.

Já os professores nativos procuram também se qualificar profissionalmente e melhorar suas habilidades pedagógicas. Afinal, falar a língua não é a única coisa que torna alguém um professor de línguas. É preciso conhecer a teoria de ensino, a prática pedagógica, os caminhos que levam o aprendiz a um melhor aprendizado e muito mais.

No vídeo abaixo, eu – Denilso – falo um pouco mais sobre isso. Tento mostrar que esse mito do professor de inglês nativo ou o brasileiro simplesmente é uma lenda que não tem porque continuar existindo em pleno século 21.

Assista ao vídeo! Se gostar, curta! Se tiver algo a dizer, comente! Afinal, estamos todos aqui para aprender juntos e justos derrubarmos mitos que deveriam ficar lá no passado.

Professor de Inglês Nativo ou o Brasileiro?

E aí!? O que você pensa sobre isso tudo? Deixe seu comentário na área abaixo! That’s all for now! Bye bye, take care and keep learning!

05 Dicas Para Novos Professores de Inglês

Vira e mexe, as pessoas me pedem dicas para novos professores de inglês. A ideia é sempre a mesma: dicas para que eles se tornem excelentes professores.

De tal forma, compartilho com vocês – novos professores de inglês ou não – algumas coisas que aprendi ao longo da minha carreira profissional e que considero essenciais. São coisas que eu gostaria de saber ao iniciar minha carreira em 1994. Então, aproveite-as!

» Leia também: Como ser Professor de Inglês no Brasil?

1. Comporte-se Profissionalmente

Dicas para Novos Professores de Inglês

A questão comportamental talvez seja a mais complexa de todos. Você tem um jeito de ser e agir. Todavia, lembre-se sempre de tratar seus alunos e colegas de profissão com respeito, humildade, paciência, carinho, dignidade.

Para ficar mais fácil, faça o seguinte: pegue uma folha de papel e nela escreva as 10 características que você adorava ver em seu melhor professor na escola. Depois de anotar essas 10 características, escreva em poucas palavras qual você acha que deve ser a atitude de um excelente professor de inglês com seus alunos e colegas de trabalho.

Quando terminar, guarde essa folha de papel e leia-a todos os dias. Ao ler, reflita sobre como deverá ser (ou como foi) sua atitude de professor naquele dia. Se você achar que algo não saiu de acordo com o que gostaria, melhore no dia seguinte. Seu comportamento, suas atitudes, seus maneirismos devem refletir aquilo que você gostaria de ver no seu ideal de melhor professor.

2. Estude a Língua

Você, professor de inglês, deve conhecer seu objeto de ensino. Não basta conhecer o livro utilizado na escola. Você tem de conhecer a língua em si. Procure saber sobre sua história e como ela se desenvolveu. Estude a gramática normativa: termos técnicos, regras e exceções. Estude o vocabulário: desde as palavras mais simples até as mais esdrúxulas.

Você, professor de inglês, deve conhecer a língua com profundidade: tanto a língua de uso geral quanto a língua extremamente formal. Para isso, você deve ter gramáticas e dicionários. Contudo, ter não é saber. Enfie a cara nos livros e aprenda.

Estude a língua o máximo que puder. Claro que você jamais aprenderá tudo, mas tenha em mente que você é um eterno aprendiz. Não importa o quanto você já sabe ou saberá, você terá de aprender algo novo a cada.

3. Pesquise sobre Métodos e Abordagens

Para ser um excelente professor de inglês é necessário conhecer as abordagens existentes. São várias: communicative language teaching (que no Brasil ainda chamam de abordagem comunicativa), grammar-translation method, audio-lingual method, silent way, community language learning, total physical response, content-based instruction, task-based language teaching, lexical approach, teaching unplugged, etc. Vale também entender o que é a tal de post-method era.

A partir do momento que você conhecer os métodos e abordagens de ensino, você se apaixonará por um e vai querer aprender mais sobre ele. Nada de errado nisso! Mas, jamais considere o método ou abordagem pela qual você se apaixonou como único e verdadeiro. Os outros deverão continuar por perto, pois cada aprendiz (aluno e aluna) tem um perfil diferente.

Claro que você terá de ler muito; mas, para começar eu recomendo que você tenha pelo menos um dos livros abaixo (se tiver dois ou mais, melhor ainda):

» Techniques & Principles in Language Teaching (Diane Larsen-Freeman e Marti Anderson)
» Approaches and Methods in Language Teaching (Jack Richards e Thodore Rodgers)
» The Practice of English Language (Jeremy Harmer)
» Learning Teaching (Jim Scrivener)

4. Aprenda a Ensinar as Habilidades Linguísticas

Aprender uma língua envolve o desenvolvimento de quatro habilidades: fala (speaking), compreensão oral (listening), escrita (writing) e reading (leitura). Portanto, você deve aprender sobre cada uma dessas habilidades.

Ao aprender sobre elas, você será capaz de desenvolver atividades que focarão em uma ou outra habilidade. Isso ajudará no desenvolvimento linguísticos de seus alunos.

Ensinar inglês não é só ensinar regras gramaticais e palavras isoladas. Ensinar inglês vai muito além dessa visão simplista. Ensinar a língua inglesa para fins comunicativos envolve um conjunto de atividades que ajudarão no desenvolvimento da fluência de seus alunos.

Gramática (principalmente, a gramática de uso) e vocabulário (principalmente, aquilo que chamamos de formulaic language – ou chunks of language) deverão estar presentes em atividades que estimulam o desenvolvimento das quatro habilidades citadas acima.

Você precisará ler muito para aprender sobre cada habilidade. Felizmente, há inúmeros livros publicados que abordam cada um desses temas isoladamente:

» How to Teach English (Jeremy Harmer)
» How to Teach Grammar (Scott Thornbury)
» How to Teach Listening (JJ Wilson)
» How to Teach Speaking (Scott Thornbury)
» How to Teach Vocabulary (Scott Thornbury)
» How to Teach Pronunciation (Gerald Kelly)
» Teaching Grammar Creatively (Günter Gerngross, Herbert Puchta e Scott Thornbury)
» Teaching Chunks of Language (Seth Lindstromberg e Frank Boers)
» Teaching English Grammar (Jim Scrivener)

5. Aprenda sobre o Aprendizado de uma Língua

Dicas Para Professores de InglêsAprender como o cérebro aprende uma língua (seja a primeira, a segunda ou mais) ajuda a entender o que passa na cabeça de nossos alunos. Sejam eles crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos.

Quando eu comecei a dar aulas – lá nos idos anos de 1990 –, eu não tinha o menor conhecimento sobre isso. Hoje, eu vejo como esse conhecimento me fez falta em vários momentos em sala de aula. Pode parecer loucura; mas para mim essa é uma maneira inteligente de se identificar com os alunos e também de como cada atividade desenvolvida poderá ser interpretada por eles.

Alguns bons livros são:

» Principles of Language Learning and Teaching (H. Douglas Brown)
» How Languages are Learned (Patsy M. Lightbown e Nina Spada)
» The Study of Second Language Acquisition (Rod Ellis)

Conclusão

Por fim, o segredo para ser um bom professor de inglês é estar em constante desenvolvimento. É preciso ler, pesquisar, trocar ideias com colegas de profissão, trocar ideias com alunos, participar de eventos, fazer cursos e aprender cada vez mais.

No entanto, para concluir minhas dicas para novos professores de inglês, eu diria que a primeira dica é a mais importante. Se você cativar as pessoas – alunos e colegas de trabalho –, você estará vários passos na frente de muita gente. Eu a resumo assim: jamais se considere melhor que os outros. Você nunca saberá tudo e sempre terá algo para aprender. Seja com seus colegas de trabalho ou mesmo com os alunos.

Paralelamente a isso é só continuar seguindo as demais dicas para aos poucos se tornar um excelente professor. Se é que isso é realmente possível! 😀