Inglês Britânico e Inglês Americano: diferenças e curiosidades

Inglês britânico e inglês americano! Um assunto que sempre evitei aqui no blog. Mas, não tenho como escapar dele. Afinal, vira e mexe recebo emails de pessoas querendo saber desesperadamente sobre as diferenças entre um e outro. Portanto, vamos ver ser consigo falar sobre isso sem ser repetitivo (quase impossível!). Antes, recomendo que após ler esse post, você leia também o post “O que é o International English?”.

Uma das perguntas que me fazem com certa frequência é a seguinte: “há alguma diferença entre o inglês britânico e o americano?”. Eu sempre respondo com outra pergunta: “há alguma diferença entre o português brasileiro e o português europeu (de Portugal)?”. Ou seja, claro que há diferenças. Pense bem! Há diferenças até mesmo no português do Rio Grande do Sul e o Português do Piauí.No inglês britânico e americano, as diferenças são várias. Elas podem ser de vocabulário (palavras, expressões, gírias, palavrões, etc.), gramática (o uso dos tempos verbais, preposições, artigos, etc.), pronúncia, e ortografia (o modo como as palavras são escritas).

Inglês Britânico e Inglês Americano: diferenças e curiosidades

Para conferir as diferenças de vocabulário e ortografia, recomendo que você pesquise no Google. Há inúmeros sites com listas enormes de diferenças. Em relação à pronúncia, alguns dicionários online, como o Longman Dictionary of Contemporary English, trazem as pronúncias comum a cada variante. Já em relação à gramática é algo que vale a pena ser mencionado.

Aqui no blog já escrevi sobre como dizer “eu acabei de…” em inglês. Uma expressão usada em português para dizer que fizemos algo recentemente. Na dica eu escrevo que em inglês dizemos “I’ve just…” (isso vale para inglês americano e britânico). No entanto, tem se tornado comum nos Estados Unidos dizer apenas “I just…”. Ou seja, enquanto um prefere o Present Perfect, o outro está começando a preferir o Past Simple.

O uso do artigo definido “the também é diferente entre um tipo de inglês e outro. Por exemplo, para dizer “no futuro” o inglês britânico prefere “in the future” e para dizer “de agora em diante” o inglês britânico usa também “in future”. Já no inglês americano tudo é resumido em “in the future”.

O uso das preposições também pode diferir. É comum no inglês americano coloquial omitir a preposição antes dos dias da semana: I’ll see you Monday. Já no britânico o melhor é dizer “I’ll see you on Monday”. Os atletas britânicos podem “play in a team”; já os americanos, “play on a team”.

Enfim, gramaticalmente as diferenças são inúmeras. Em minha opinião, são essas diferenças que causam dor de cabeça em muita gente. Afinal, para o estudante que aprende via internet esse tipo de informação não está tão acessível e aí surgem inúmeras dúvidas e desesperos.

Para finalizar, minha dica é a seguinte: você, estudante de inglês, deve manter em mente que se quiser aprender o inglês britânico, deverá se dedicar a ele. Por outro lado, se o seu negócio é aprender o inglês americano, então deverá se apegar a ele. O importante é não misturar os dois. Lembre-se: ou você fala português brasileiro, ou fala português europeu. Não dá para misturar os dois. Portanto, dedique-se a um ou outro. A escolha é sua!

  • François

    Bom dia Denilso, tudo bem?Qual a diferença quando diz: "Os atletas britânicos podem “play in a team”; já os americanos, “play in a team”."Uma ótima dica sobre a diferença é o vídeo da Fabiana Lara, aliás foi através dela que conheci o blog.http://www.youtube.com/user/inglesja#p/u/9/EAOGjsWllrIParabéns mais uma vez pelo blog, confesso que é viciante!Grande abraço.

  • Caio Turbiani

    Bom dia Denilso, tudo tranquilo?Muito bom seu blog, foi recomendado pelo meu pai e agora recomendo para todo mundo. Voltei de Londres faz 6 meses, depois de dois anos morando lá, e estou apavorado(!) com a rapidez com que estou "perdendo" meu inglês. Para tentar amenizar isso, quero assinar alguma revista em inglês. Eu conheço a speak up, acho que é a mais famosa. Mas procurando na internet entrei a revista Go! English, que custa menos da metade do preço da speak up. Você conhece elas? Tem alguma recomendação?Obrigado.

  • Joyce Lourenç

    Olá, professor Parabéns pelo blog e além disso é de grande utilidade para quem quer aprender um pouco mais do Inglês, tive a oportunidade de ver a sua palestra na PUCPR. Professor, eu aprendi o inglês americano e na faculdade eles também ensinam o americano e um certo dia estava conversando com um britânico e falei uma expressão que nem ele sabia, tive que explicar o que significava. :p Entretanto, dá para conversar normalmente com eles…

  • Flavia Lúcia

    Oi Denilso,Decidi de agora em diante acompanhar seu blog, meus alunos também me questionam muito sobre a diferença entre o Inglês Britânico e Americano e tento sempre sair pela tangente pois é um tema um tanto chato, já que como você disse devemos nos dedicar a um Inglês, aquele que nos identificamos mais (foi o que fiz)No meu caso sou professora de Inglês Americano e o ensino com todo prazer!Suas dicas são bem legais!Abraços,Teacher Flavia Lúcia

  • http://www.blogger.com/profile/01613343160694779708 Idelfonso Vidal

    Prof. Denilson, quais livros didaticos que recomenda para quem deseja aprender o inglês britânico?Parabens pelo blog, muita gnt tem se beneficiado… principalmente eu…Thanks

  • Anonymous

    Eu queira aprender o inglês britânico, mas em minha cidade só ensinam o inglês americano.Alex A.B.

  • Lilyan

    Bem eu aprendo inglês americano, mas vou estudar na Inglaterra :S Acredito que não terei problemas, vou treinar ouvir o sotaque deles e o vocabulário. A pronuncia vou continuar com o inglês americano mesmo. Valeu pela dica.

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    É por conta disso Larissa Caye que eu não gosto de falar sobre inglês britânico e americano. Além disso, como acrescentei no Twitter e no Facebook, escreverei um outro post falando sobre o que hoje os especialistas chamam de inglês internacional. Em um post anterior, no qual abordei essa questão, falo que "essa dicotomia hoje é irrelevante; afinal, o inglês é a língua da globalização e usada para comunicação entre todos. Logo, cabe a professores e demais profissionais ajudar os aprendizes a se comunicarem efetivamente com o mundo".No post acima, que você discorda, a única coisa que foi dita a mais é aquilo que todos os especialistas falam: "o ideal é que o aprendiz não misture as coisas, caso ele precise aprender uma variante do inglês ou outra". No entanto, ele deve estar preparado para entender o inglês língua franca.;-)

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    Idelfonso Vidal,Os livros "didáticos" de grandes editoras como Longman, Oxford, MacMillan, Cengage, etc., trazem na capa ou contra-capa informações sobre o inglês utilizado no material.Portanto, há várias materiais disponíveis e cada um voltado para o tipo de inglês que o aprendiz deseja: australiano, americano, sul-africano e britânico. Esses são as quatro variantes de inglês explorado nos materiais. Claro que o americano e o britânico são os mais frequentes.Há também materiais como o inglês para comunicação internacional. Nesse caso, o aluno é estimulado a aprender o inglês como língua mundial (sem muitas tendência de um tipo ou outro). O material de listening (audição) explora todos os tipos de sotaques possíveis. Ou seja, você ouvirá um alemão falando inglês com um italiano e sendo interrompidos por um francês; em outro momento pode ouvir uma bate-papo entre um brasileiro, um argentino e um americano. Cada um com seu sotaque característico e usando a língua inglesa em situações cotidianas. Confesso que esses materiais que exploram o inglês internacional são mais interessantes. A questão de falar mais o britânico ou americano fica por conta de cada um e eu considero isso algo como aperfeiçoamento do conhecimento e uso da língua.=]

  • http://www.twitter.com/larissacaye Larissa Caye

    Discordo completamente do seu artigo. A língua inglesa já virou ferramenta de comunicação entre diversos países, e diferenciar inglês britânico de americano (ou canadense, ou australiano, ou jamaicano, ou sul-africano, enfim) é criar ainda mais barreiras e preconceitos que eu, como professora da língua, enfrento diariamente na sala de aula. Existem diferenças regionais em todas as línguas, o que não as tornam incomunicáveis entre si, e acho interessante que o aluno tenha contato com a maior variedade possível de sotaques e construções para que o mesmo não se torne uma pessoa bitolada linguisticamente.

    • Åsa

      Eu moro na Suécia e de uns tempos pra cá estou no Egito. E como não falo árabe tive que aprender ingles de verdade para me comunicar, pq antes eu só quebrava o galho pq tbm falo sueco. Eu entendia tudo, mas quando eu ia falar fazia alguns mistakes. E o ingles que eu tinha era muito misturado, algumas coisas americanas e outras britanicas e isso nao era bom e nemm bonito de se ouvir. Nao soava natural e me constrangia. e isso cansa muito a pessoa que está ouvindo, pq era uma fala sem harmonia. Mas eu usava muitas palavras do ingles americano pq tinha muitas influencias de filmes e tal, . Eu entrei na British Council e eles falaram exatamente o que o Denilso falou no post dele. Que eu deveria sim entender o inglês americano, australiano… mas falar somente um. E que se eu quisesse continuar estudando lá eu deveria falar apenas o britânico. E foi isso que eu fiz. Aliás, eles sempre ensinam a forma britânica, inclusive as variacoes entre UK, Scotland e Great Britain. E tbm mostram as outras formas que podemos ver no americano. O ingles australiano teve sua origem na Inglaterra, vc deve saber disso, claro, mas tbm tem suas variacões. Meus filhos estudam na american International School, e lá eles tbm falam a mesma coisa que o Denilso falou e a British Council afirmou. Então eu nao entendo pq vc discorda completamente do artigo desse blog, se os melhores cursos de ingles do mundo e os representantes das linguas confirmam isso tudo. Acho que vc só achou um motivo qualquer para discordar mesmo.

  • Anonymous

    Boa tarde Denilson, sou estudante de letras e acabei de me formar no curso livre da cultura inglesa. Um amigo me disse que dentro de um ano e meio viajará para os EUA e, como não quer fazer um curso regular, ele quer que eu realize com ele o método de ensino one-to-one. Gostaria de saber se vc poderia indicar algum material didático para desenvolver o trabalho com ele, uma vez que será a minha primeira experiência no ensino da língua.Desde já agradeço.Cleyton.

  • Cypher

    Nao existe isso de ingle internacional, morei na Inglaterra por 8 anos. Para os britanicos so existe ingles britanico e pouco eles se importam com outra pronuncia, os Estados Unidos nao tm influencia significativa sobre eles. E para os nativos como australianos,neozelandeses,sul-africanos,canadenses nao exite isso eles falam o ingles deles e pronto.So temos duas opcoes ou se aprende ingles britanico ou inlges americano que e somente falado nos EUA e outros poucos paises. Ate na Jamaica e falado ingles britanico com certas diferencas.Por exemplo em ingles britanico se fala lorry (caminhao) em ingles americano e truck se vc falar assim na Inglaterra vc estara fora da comunicao deles pois ninguem fala assim la…e no ingles dito internacional tb nao tm opcao porque ingles internacional nao existe. E mais existem mais ou menos 58 paises onde o ingles e usado como primeira lingua e desses em so um e falado ingles americano que e logicamente nos EUA. Aprenda ingles conforme sua necessidade, se for se comunicar nos EU aprenda americano e ser com o resto do mundo, aprenda britanico porque ingles internacional nao existe.

    • Åsa

      Vc nao conhece pq nao sao todos os nativos que falam esse tipo de ingles :)

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    Hello Cypher, obrigado por seu comentário.Gostei da parte inicial onde você diz, "Não existe isso de inglês inglês internacional". Sabe por que eu gostei? Pelo simples fato dessa opinião ir contra tudo o que os linguistas tem falado sobre o INGLÊS INTERNACIONAL atualmente. Linguistas do próprio conselho britânico (British Council) defendem essa ideia e a espalham para as pessoas no mundo todo apoiados pela coroa britânica (já que o British Council é um órgão da coroa).Além disso, sua afirmação também vai contra todas as pesquisas que editoras como Oxford, Cambridge, Macmillan, Cengage, Pearson Longman fazem. Essas editoras produzem livros e mais livros voltados para curso no mundo todo baseados exatamente na ideia do Inglês Internacional. Ou seja, para eles é preciso encontrar um inglês que não seja os dois padrões considerados únicos e supremos.Enfim, é interessante ver como sua ideia vai também contra tudo aquilo que pesquisamos no campo do Ensino e Aquisição de Língua. Não sei se você leu os demais posts. Afinal, em um deles eu digo que se a pessoa quiser depois de algum tempo de estudo puxar a sardinhas para o lado de um tipo de inglês ou outro, tudo o que ela tem a fazer é vivenciar a variantes da língua inglesa que ela deseja adquirir: americano, britânico, australiano, canadense, indiano, neozelandês, etc. Essa ideia é também defendida por inúmeros colegas americanos e britânicos (falantes nativos) que desenvolvem pesquisas de ensino e aquisição diariamente. Curiosamente é o que você disse no final do seu comentário. Ou seja, nesse ponto concordamos.Por fim, já que você é professor, recomendo que leia livros de formação de professores. Não precisa ler muitos. Um título que pode te ajudar muito a entender o que chamamos de Englishes é "The Practice of English Language Teaching". Fora esse recomendo ainda que leia o livro "English as a Global Language", do linguista David Crystal, considerado hoje no mundo todo o maior e mais respeitado pesquisador da língua inglesa e seus desdobramentos no mundo.Att.,Denilso de LimaCURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

  • BruniA

    Olá, eu estou a procura de um bom curso de inglês, porém tenho minhas dúvidas na hora de escolher um , pois uns ensinam o inglês americano e outros o britanico, porém o que eu quero é ir para o canadá, e gostaria de saber afinal qual inglês eles mais utilizam lá.
    Obrigada
    E adorei os seus posts

  • Karina

    Abalou na resposta!