Por que brasileiro não aprende inglês?

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Dias atrás, ao ser entrevistado por um programa de TV, o repórter perguntou: “Denilso, por que brasileiro não aprende inglês?“. Dei lá minha resposta, mas isso ficou martelando na minha cabeça! Curiosamente, dias depois, estava conversando com o amigo Miguel Neneve e entramos no mesmo assunto. Assim, depois de pensar bastante e analisar alguns fatos, percebi algo interessante e compartilho neste texto.

Muitos devem estar pensando que o problema maior está no governo brasileiro. Afinal, o sistema educacional do país é defasado. E, relacionado ao ensino de inglês, a defasagem é muito maior. Aqui, ainda se ensina inglês do mesmo modo como era ensinado nos tempos da vovó. Outros culpam as escolas de idiomas. Pois, como dizem por aí, essas escolas estão mais interessadas em ganhar dinheiro do que ensinar inglês de verdade. No entanto, não podemos generalizar. Há escolas de idiomas que possuem um plano pedagógico excelente. Qualificam seus professores de modo exemplar. Possuem materiais atualizados.

A verdade é que falar do governo e das escolas de idiomas virou rotina. Já estamos cansados de ouvir isso. Logo, será que não há outra resposta para a pergunta “por que brasileiro não aprende inglês?“?

Após pensar um pouco e analisar um pouco mais, notei que o brasileiro não aprende inglês fluente por causa dele mesmo. O brasileiro é o seu próprio inimigo no aprendizado de inglês. Como assim?

Por que brasileiro não aprende inglês?Não estou me referindo ao fato do brasileiro deixar para aprender inglês em cima da hora. Também não se trata do fato de que grande parte das pessoas que estuda inglês no Brasil estão à espera de um milagre: dormir hoje e acordar falando inglês amanhã. Falar da preguiça de estudar é algo que não entra aqui também. Enfim, o problema não está nessas atitudes apenas. Há ainda dois outros pontos que considero piores.

Como profissional na área de ensino de inglês e pesquisador, garanto a você que estes dois pontos são responsáveis também pela demora para se aprender inglês no Brasil. Estes dois pontos são:

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  • Desejo incontrolável (quase doentio) de falar inglês como um falante nativo (americano ou britânico)
  • Busca da perfeição na gramática e, principalmente, na pronúncia

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A grande maioria dos brasileiros acha que aprender inglês significa aprender a falar igualzinho a um nativo. Esse comportamento gera comentários assim: “eu quero falar inglês como americano/britânico“, “o inglês aqui é americano ou britânico? Eu só quero se for britânico” e outros do tipo. Essa coisa de falar inglês como um americano não deve ser o objetivo principal de ninguém que estuda inglês. Perder tempo com coisas do tipo “inglês britânico é melhor que inglês americano” só ajuda a atrapalhar e criar mais dificuldades. [Leia: O que é International English?]

O outro ponto é aquele de querer ser perfeito na gramática e na pronúncia. O desejo da perfeição gramatical é notada em comentários do tipo “não sabe nem português direito e quer aprender inglês“.

Como não sabemos português direito!? O fato de não sabermos todo o código gramatical estabelecido pela Academia Brasileira de Letras não nos torna burros em português. Não somos incapazes de bater um papo em português pelo simples fato de não sabermos todas as regras dos livros de gramática. “Nóis erra; mais nóis se comunica!” (Nós erramos; mas, nós nos comunicamos). Claro que não é bonito falar errado! Mas, é errando que se aprende. E aprender é algo que acontece ao longo da vida!

Há ainda pessoas que dizem o seguinte: “só vou falar inglês quando aprender mais e estiver no nível avançado“. Eu acho isso um absurdo! Se essa lógica valesse para o português, essas pessoas só começariam a falar português quando chegassem ao Ensino Médio. E olhe lá!

Para encerrar, pergunto: Você já viu um italiano falando inglês? Um coreano falando inglês? Que tal um chinês? Um grego? Um boliviano? Um venezuelano? Um francês? Um alemão? Um argentino?

As pessoas de outros países que falam (aprendem) inglês estão pouco se lixando com o fato de falarem igualzinho a um britânico ou a um americano. Os falantes de outros países podem falar errado, mas se comunicam. A pronúncia deles não é perfeita, mas ainda assim dizem o que querem.

O TH deles sai esquisito e nem por isso se acham incapazes de falar inglês. Com o passar do tempo, eles vão aprendendo e melhorando. Já no Brasil, a maioria só se sente à vontade se a pronúncia for perfeita (som do th, por exemplo), a gramática for impecável e o jeito de falar for como o de um nativo.

O resto do mundo aprende a falar inglês porque não é tão exigente consigo mesmo. A cobrança pela perfeição lá fora não é doentia e exagerada como é aqui. O resto do mundo sabe que fala inglês “errado“, mas fala assim mesmo. Se a mensagem não é entendida, o resto do mundo tenta de novo. Já o brasileiro espera aprender tudo de modo perfeito para só então se soltar. E acaba desistindo no meio do caminho por achar inglês uma língua difícil.

Essa exigência exagerada causa frustração, tristeza, angústia, estresse, senso de incapacidade e outros sentimentos que atrapalham a capacidade de aprender inglês. Se você é muito exigente, cuidado! Os erros sempre acontecerão e falar como um nativo é extremamente difícil e até mesmo impossível. Lembre-se: saber inglês não significa ser perfeito e falar tudo certinho; saber inglês significa diminuir a quantidade de erros conforme vamos aprendendo.

Por fim, meu objetivo neste texto é mostrar um comportamento comum entre a maioria dos estudantes de inglês no Brasil: a exigência da perfeição. Esse comportamento acaba com os sonhos de muitos. Não pegue pesado com você mesmo e nem permita que os comentários dos outros frustrem seus planos de aprender inglês. Não seja exigente demais na gramática e pronúncia e nem queira falar inglês como um nativo fala. Vá com calma! That’s it!

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  • Mariza Praun

    Você tem toda a razão. Eu não sei porque temos essa exigência internalizada lá no fundo da nossa cabeça. É difícil acabar com ela e realmente é o que nos atrasa na comunicação em língua inglesa. Eu tenho esse problema, tento acabar com ele mas é difícil, Denilso.

  • Gabriele

    Muito bom! O meu medo sempre foi falar errado e me forçava a fazer tudo certinho e eu tentava decorar gramática, mas se eu não praticar .. não conseguirei, então eu irei falar mesmo errando ou não, porque errando é que se aprende ;D Mas confesso que tenho muita vergonha de errar haha Não precisamos se preocupar tanto em falar certo.. nós acabamos aprendendo naturalmente..

  • http://www.jujustore.com.br/ Emerson Jose

    Parabéns Denilso, excelente artigo.

    No começo dessa semana comecei a praticar algumas coisa que você escreveu sobre o medo de falar. E realmente isso faz uma diferença, se sempre tentamos falar certo nosso aprendizado acaba sendo mais lento e até mesmo duvidoso.

    Quando aprendemos com os nossos erros dificilmente vamos errado novamente. E incrível isso em menos de uma semana tentando falar mesmo que errado em vários momentos aprendi mas, do que uma semana tentando falar certo, acho que todos nos devemos fazer um teste e acredito que ninguém vai se arrepender.

    That’s it!

  • http://www.plafintercambio.com/ Paulo Franca – PLAFintercambio

    I’m glad I’m almost perfect. Just kidding… Thanks for this post. It’s wonderful!

  • Joilson Damasceno

    Sensacional, Denilso. Indico abaixo um ótimo site onde pessoas ao redor do mundo tentam falar inglês sem medo de ser feliz. Tentam não, eles falam. Isso é o que importa: falar!
    https://www.verbling.com/

  • Rubi

    Muito bem, Denilson, eu tb tinha o msm sentimento e depois de ter contato com o blog, comecei a mudar o meu comportamento, pois como vc diz “é errando que se aprende”.

  • Gabriele

    Eu percebi que quando sentimos a pressão de falar “perfeitamente o Inglês”, isso acontece não porque temos medo de falar com um nativo, mas porque temos medo de falar com alguém da nossa própria língua; tais pessoas são mais exigentes que um nativo, pois, o nativo não fica observando se você fala como ele, pelo contrario ele nos incentiva.Gostei da matéria. É uma excelente reflexão para nós que decidimos trilhar esse caminho!

    • denilsolima

      Gabriele,

      O que você diz é uma grande verdade. Os brasileiros têm o triste hábito de avaliar e julgar os outros. Isso não é apenas no que diz respeito à língua inglesa, mas como o assunto aqui é inglês, temos de nos manter ao tema.

      Em escolas de inglês, muitas vezes os professores têm medo, vergonha, receio, etc., de falar inglês com os demais colegas pelo simples fato de serem julgados pelos outros. Isso é o que chamo de exigência exacerbada.

      O policiamento interno e o receio do externo fazem com que as pessoas travem. Esse policiamento aumenta quando conversamos com brasileiros. Já ao batermos papo com um nativo a coisa muda: comunicação é mais importante do que ficar atento a erros próprios e alheios.

      Enfim, temos de dar um jeito de mostrar isso às pessoas (estudantes de inglês) e assim começarmos a fazer a diferença. :)

      Take care!

  • Bruno Matheus

    Olá Denilso!!! Concordo quando você diz que brasileiro é muito exigente consigo na hora de aprender o inglês e que sentimos muito medo de falar errado, o que acaba, de certa forma, travando o aprendizado. Porém discordo desse ser o principal motivo. Pra mim o principal motivo está na política adotada pelas escolas de idiomas tradicionais,e consequentemente a única alternativa para pessoas que moram em cidades do interior. Quando uma pessoa quer ou precisa aprender inglês e recorre às escolas de idiomas, é desanimador saber que o curso dura em média 6-7 anos. Acho isso um absurdo. Eu fiz uma faculdade em menos tempo. Essa política de 2 aulas semanais está completamente desalinhada com a realidade dos dias de hoje. Antigamente se justificava pelo fato da procura ser muito menor, logo as escolas tentavam manter o aluno o máximo de tempo possível matriculado na escola. Mas hoje a demanda é muito maior, porém, muitas pessoas desistem no meio do curso ou até mesmo nem começam por esse prazo ser tão longo. Acredito que o aprendizado de uma língua dura uma vida inteira. Você sempre tem o que aprender, mas, pra mim, o que essas escolas se propõem a ensinar poderia ser passado em 1/3 do tempo.

  • http://www.englishexperts.com.br/ Alessandro Brandão

    Na semana passada tivemos a mesma discussão num dos artigos do English Experts. A frase “primeiro temos que aprender português perfeito para depois estudar outros idiomas” é muito utilizada.

    Cheguei à seguinte conclusão: não é necessário falar perfeitamente, temos que conhecer o básico para a comunicação. E, por que não, aprender e evoluir em vários idiomas ao mesmo tempo?

    Parabéns pelo post!

    • denilsolima

      Thanks, Alessandro, pelo comentário.

      Confesso a você que odeio essa coisa de “primeiro temos de aprender português perfeito para depois estudar outros idiomas”.

      Isso para mim cheira a arrogância misturada com mediocridade. Aprender idiomas nada tem a ver com falar uma língua perfeitamente bem. Afinal, quando aprendemos português não sabíamos língua nenhuma. Ou seja, o processo foi acontecendo aos poucos.

      O mesmo vale para qualquer língua. Começamos aos poucos, errando, esquecendo, reaprendendo, relembrando, etc. Infelizmente, as pessoas são tão aprisionadas às tradições de antigos métodos e abordagens que não percebem o quanto isso faz mal e o quanto impede o aprendizado mais dinâmico e divertido.

      Quem sabe um dia, isso não muda e as pessoas se libertem dessas concepções erradas. Para isso, os profissionais da área de ensino de língua inglesa terão de rever seus conceitos para ajudar os aprendizes de forma mais eficaz. A gente chega lá!

      Take care! :)

  • denilsolima

    Oi Larissa,

    Muito obrigado por seu comentário aqui. Adorei suas considerações. Elas reforçam algo que Miguel e eu conversamos a respeito: a concepção colonizada de se submeter ao “superior”. Profissionais como nós devemos nos juntar para tirar essa ideia ridícula da cabeça das pessoas. Como você bem disse a língua deve ser encarada como uma ferramenta de comunicação e não como um item diferenciador nas relações sociais. No dia que as pessoas perceberem isso, tanto o ensino quanto o aprendizado de línguas por aqui será muito mais prazeroso e significativo para todos.

    Take care! :)

    • http://ahm.com/ Hazz

      Nossa. Ótimo artigo Denilson!

      Ótimo comentário Larissa!

      Eu sou um mero iniciante, mas é exatamente a forma que penso.

      O mais importante no primeiro momento é conseguir estabelecer uma comunicação, depois aprimorar os pontos necessários.

      Eu jogo um game online europeu, a língua inglesa é a forma de comunicação mais usada, então lá você vê italiano, russo, romenos, noruegueses, turcos, etc.. ah franceses (odeiam língua inglesa)… é legal que eles(eu tbm) tentam, erram, mas conseguem se comunicar.. e eu acabei perdendo a vergonha também, mando logo, “sup guys? I speak english more less, but its my swag =p i’ll improve step by step”

  • Fabio

    Muito animador esse post. Estou no nível Basic II e me comunico com o que aprendi até agora. Meu pote de gramatica e vocabulário estão bem baixos ainda, mas já consigo expressar algumas ideias. Isso é muito importante porque vou treinando a cada dia. Com o tempo meu pote vai encher e eu vou estar mais seguro. Mas para isso eu leio diversos textos com áudio, procuro ouvir os nativos para perceber como eles pronunciam as palavras. O negócio é estudar todos os dias, um degrau após o outro. Revisar matérias, não depender só do professor é muito importante.

  • Jose Antonio Silva

    Olá
    Denilso,

    Artigo interessante. Você abordou áspectos interessantes desta questão. Realmente a exigência de perfeição pode ser um entrave. Na minha opinião, a pergunta certa seria “Porque certas pessoas não aprendem inglês?” Eu sou professor de inglês há 23 anos e responderia baseado no que tenho visto. Eu diria que existem vários motivos para tal. Eis alguns

    1. Muitas pessoas querem atalhos. Não se acham dispostas a dedicar pelo menos cinco anos para aprender bem a língua. Porque em média este é o tempo que se gasta com uma carga horária de de duas aulas por semana. Aprendizado é coisa que leva tempo.Estas mesmas pessoas são muitas vezes as que se matriculam em cursos que prometem o milagre de ensinar a falar inglês em 18 meses. Estes alunos desistem e acham que eles é que falharam. Uma carga semanal maior, acelaria o aprendizado, mas exigiria uma carga de dedicação a tarefas e prática fora de sala que o aluno muitas vezes não está disposto a fazer por questão de tempo ou vontade.

    2. Muitas pessoas não se dedicam a fazer tarefas de casa e estudar em casa para complementar o aprendizado. Vejo muitas pessoas que só se matriculam no curso de inglês, não fazem tarefas e ficam falando português e traduzindo tudo em sala de aula.

    3. Muitas pessoas (principalmente adultos) têm o hábito de traduzir tudo. Se não traduzirem, acham que não vão entender. Pessoas que têm esse hábito são lentas e raramente adquirem domínio da língua.

    Agora, como você, já me perguntei quando encontrei estrangeiros que falavam inglês bem apenas frequentando suas escolas regulares:
    “Porque não se aprende inglês no Brasil no ensino regular? Porque se precisa ir para uma escola de idiomas?” (A próposito, existem excelentes escolas de idiomas no Brasil e eu conheço centenas e talvez milhares de pessoas que falam inglês muito bem sem sair do pais. A maioria dos professores de inglês em escolas de idiomas são extremamente qualificados. Pessoas que investiram tempo em aprender o idioma em
    escolas assim. Agora, existem as laranjas podres neste setor, também. Escolas de idiomas que prometem milagres). Voltando à questão do Brazil, acho que nossa estrutura educacional é parte do problema. A carga horária dedicada ao ensino de inglês não é suficiente. As salas têm um
    número muito grande de alunos e estes têm níveis differentes de domínio da língua. Embora nas universidades (cursos de letras) os professores sejam expostos a metodologias e técnicas modernas de ensino, quando vão para as salas de aula recorrem ao recurso fácil da tradução. Com relação ao ensino de inglês na universidade, sei que muitas vezes não prepara professores como devia. Muitos professores formados em letras não têm domínio suficiente do idioma. E isso reflete na maneira que a língua é ensinada nas nossas escolas.

    Muito interessante essa questão. Espero que tenha contribuído um pouco para elucidar os fatos.

    Abraços

  • Marcelo Ribeiro

    Eu fiz intercambio na Austria e o pré-requisito de linguas era ingles pois as aulas eram em ingles (embora a lingua oficial seja alemao).

    Eu morei em um student dorm com pessoas do mundo todo e posso dizer que o que realmente importa é se entender.

    Eu percebia que gente nova chegava sempre com um nivel ruim e ao longo do tempo ia melhorando, mas nunca deixava de falar.

    Eu ja falava bem, durante a universidade trabalhava como interprete nas conferencias internacionais que minha universidade organizava, mas posso dizer que tb melhorei questoes como proncia e sotaque, bem como aumentei o vocabulario.

    Agora o que me motivou a escrever aqui: hj eu moro definitivamente na Austria e a luta é pra aprender o alemao, e uma situacao muito parecida com a do ingles no Brasil se passa com o alemao aqui em torno da comunidade internacional.

    Embora os locais incentivem aprender/falar/ler/comunicar e com eles as conversas fluam, quando se fala perto de qqr internacional aprendendo alemao é a mesma sensacao que a pessoa nem escuta o que estas falando mas sim como estas falando e onde estas errando!

    Creio que isso nao é coisa de brasileiro mas sim do ser humano.. Todo mundo se compara e quando tem alguem possivelmente melhor isso representa uma “ameaca” e a reacao é tentar provar que o outro é pior!

    Pra ajudar a complicar, todo mundo aqui (nativos) fala ingles e nao se importa em usar ingles ao inves de alemao, pois sabem que sua lingua é complicada, entao ninguem que saiba ingles e nao saiba alemao é forcado a aprender. A maioria da comunidade internacional é temporaria, de 6 meses a 5 anos, e quase todos passam esse periodo aprendendo so como se diz “por favor” e “obrigado”.

    O mesmo se passa no Brasil: nosso pais de dimensoes continentais nao requer ingles no dia-a-dia e raramente requer exporadicamente, logo ngm tem um motivador forte.

    Quando perguntei pra austriacos e alemaes como eles aprendem ingles tao bem a resposta foi: “- A gnt sabe que precisa se comunicar quando sai de ferias!”. Enough said!

  • Graeme Hodgson

    Excelente artigo e importante reflexão, Denilson. Além dos fatores citados por você, com os quais concordo plenamente, vale ressaltar que o brasileiro médio (ou aquele que tem dificuldade para aprender inglês) muitas vezes não possui o hábito de ler, o que dificulta o processo. Da mesma forma, existe uma cultura no Brasil de ‘dar um jeitinho’, ou seja.. uma solução rápida e simples, com o mínimo de esforço dispendido pelo indivíduo, e muitos tentam aplicar isso à aprendizagem do idioma. Infelizmente, aprender uma outra língua existe trabalho, dedicação, estudo, e afinco. Tirando esta questão da pronúncia ou da ‘perfeição’ (que obviamente não existe!!)… ainda acho que muitos brasileiros não acordaram para a importância do inglês para sua própria inclusão social, acesso a oportunidades, informações, redes de contatos etc… somente quando houver um despertar para as oportunidades sendo perdidas é que o aluno passará a investir o esforço necessário para aprender a falar suficientemente bem o idioma para cumprir seus objetivos, sejam quais forem.

    Parabéns mais uma vez pelo excelente artigo.

    Graeme (www.graemespot.blogspot.com)

  • FabioPalmeiras

    Uma pesquisa recente explica que uma das grandes dificuldades que o povo brasileiro tem ao tentar aprender Inglês é o analfabetismo funcional. O brasileiro comum tem dificuldades em entender um texto em Português, pois não aprendeu a interpretar um texto. O brasileiro tem dificuldade de se expressar em Português (seja falar ou escrever), pela falta do hábito da leitura. Imagina em Inglês! Nesse ponto, nossa vizinha Argentina está muito à nossa frente. É também uma questão de educação de base.

    Para aqueles que tiveram melhor educação e lutam para aprender o Inglês, creio que o que falta é dedicação. Depois que passei a ouvir o Inglês TODOS OS DIAS (podcasts, video aulas, filmes, séries) a velocidade com que minha habilidade de “listening/speaking” se desenvolveu foi espantosa. Não falo como um nativo e sei que nunca vou falar. Mas entendo muito bem o Inglês (mais de 90% do que ouço) e consigo me comunicar razoavelmente (graças ao listening). Uma coisa que ainda tenho dificuldades é com os phrasal verbs. Entendo quase todos no contexto, mas ainda tenho dificuldades de usá-los na hora de falar (insegurança, medo de falar uma besteira). Abr. Fábio.

  • Marcos Alves

    Nossa, deve ser muito chato para um estrangeiro aprender português.

  • denilsolima

    Sim, Maria! Concordo com você! A cobrança não é o único fator. Mas, quando aliado à preguiça de praticar – algo extremamente notável na maioria dos que “querem” aprender inglês – a coisa complica ainda mais! rsrsrsrs

  • denilsolima

    Thanks, Bruno!

  • denilsolima

    That’s the thing, Vera! Learners shouldn’t be afraid of taking risk at using what they already know.

    :)

  • Mateus Otoni Parma

    Estou no Reino Unido agora (por isso desculpem a falta de acentuacao), e o que observo eh que, pelos paises serem muito proximos aqui, e com altas taxas de turismo, os cidadaos da Italia, Holanda, Franca, etc, veem uma necessidade real de aprender a lingua. Enquanto isso, no Brasil, envolto por uma comunidade de lingua castelhana, aprendemos ingles por anos a fio apenas com uma promessa de que `isso sera muito importante no futuro, no trabalho`, e isso tambem pode ser muito desmotivador para criancas e adolescentes que nao conseguem enxergar essa necessidade. Obvio que o texto retrata outro ponto importante, mas essa proximidade com paises falantes da lingua considero agora um ponto primordial.

    • denilsolima

      That’s a good one, Mateus! :)

  • denilsolima

    Olá, Isabela! Por isso que eu digo no texto que falar sobre essas coisas aí já virou rotina. Ou seja, trata-se de algo que todo mundo já sabe! Mas, quando o estudante dá a sorte de estar com um excelente professor, uma boa escola, uma boa orientação, etc., ele acaba cometendo os erros novos que mencionei. O curioso é que esse indivíduo se trava por conta própria e sai falando que a culpa é do professor, da escola, do sistema, etc. Enfim, tudo e todos se misturam nos dando os resultados que temos atualmente. :)

  • denilsolima

    Felipe, eu não tenho nada contra a pessoa querer ser perfeito na gramática e na pronúncia. Mas, há pessoas – praticamente a grande maioria – que levam isso ao extremo.

    Por exemplo, a gramática diz que o certo é dizer “do you like apples?”; mas, no dia a dia o nativo poderá dizer “you like apples?”. Tem brasileiro que pira com isso e acha que inglês é complicado só por causa disso. Imagine quando eles encontram nativos – mesmo aqueles com nível universitário – que dizem coisas como “there is two books on the shelf”. Enfim, as pessoas precisam entender que o uso da língua não é só aquele dos livros de gramática.

    Em relação à pronúncia, me irrita ver pessoas querendo a todo custo aprender o som do TH como se isso fosse a única coisa a ser aprendida em inglês. Um dia eles aprenderão que o TH está mudando no mundo da língua inglesa e o tão temido som que não conseguem fazer está se perdendo. Então, qual a razão de ser perfeito nisso?

    Repito: não tenha nada contra quem quer aprender isso. Mas, as pessoas não podem se prender apenas a isso e achar que a língua inglesa como um todo fica só na gramática e na pronúncia perfeita. Há muito mais o que aprender! :)

  • Saulo Dias

    Oi, Aldeneide. Acho que não é o caso. Eu tenho estudado inglês por algum tempo, mas o processo é lento. Talvez essa sua “trava psicologica” esteja sendo causado pelo fato de você está usando um material muito complicado pra você. Veja o aprendizado como um vide-game, onde você só passa de nível quando completa o anterior. Não adianta querer enfrentar o chefão de cara. 😉
    Ouça podcasts, prefira material que seja mais curto e ouça ao mesmo material muitas vezes para fixar o vocabulário. Conforme você fizer isso, você irá se sentir mais confortável com as estruturas.
    O nosso cérebro é incrível, mas é necessário que você entenda o que está ouvindo, se não você não “absorve”. 😀
    Boa sorte!

  • Fabiano Gama

    Oi, Aldeneide. Eu tenho aprendido ingles sozinho tbm, o que não é um feito nem perto de ser tão estraordinário quanto foi para o Machado de Assis, que viveu em uma época com tão pouca troca de informação comparada a hoje, mas posso dividir com vc o que eu tenho feito, o método que eu criei pra mim mesmo e que tem me ajudado bastante.

    – Ouça ingles pelo menos 30 minutos por dia todos os dias mesmo que vc não esteja entendendo nada

    – Prefira assistir filmes e seriados com legenda em ingles e não portugues (mesmo que antes vc tenha assistido com legenda em portugues)

    – Leia livros em ingles, mas em que ser de algum assunto do seu interesse. Algo que vc goste tanto, que até esqueça de prestar atenção em que língua está escrito.

    – Pegar trechos de filmes/séries, ouvir esse trecho repetidas vezes e tentar repetir o que o ator falou o mais perfeitamente possível. Fique o tempo que for necessário em casa fala até conseguir falar perfeitamente. É difícil no começo, mas é um desafio interessante e logo vc consegue. Esse exercício eu inventei pra mim mesmo e foi o que finalmente me ajudou a entender e falar com uma certa fluência.

    – A gramática é importantíssima. Tem quem diga qu pra vc aprender bem vc não pode estudar gramática, mas na minha opinião não é bem assim. Pode ser ineficiente vc ficar somente em gramática ou ficar fazendo exercícios mais focados nos termos técnicos do que na prática mesmo, mas isso não significa que a gramática não deve ser nunca estudada. Eu tenho uma indicação ótima de coleção de livro que ensina gramática com epxplicações breves e vários exercícios intuitivos pedagogicamente muito bem feitos que vc aprende sem nem perceber e assim ganha confiança pra usar a língua. O nome é Grammarway. Tem 4 volumes. Vc provavelmente já poderia começar no volume 3, pelo que vc falou.

    – Por fim, uma coisa muito importante é como vc encara esse processo de aprendizagem. Uma língua não é uma habilidade única, é um conjunto de habilidades que resulta em um todo. Não tem como aprender usando só uma fonte. Não adianta estudar só pronúncia, só gramática, só vocabulário, vc precisa fazer tudo ao mesmo tempo. Ou pelo menos na mesma semana. Crie uma rotina de estudos que vc divida sua semana com essas atividades todas. E não fica com pressa de aprender. Se vc treinar todos os dias, logo vc vai naturalmente aprender e vai se surpreender quando perceber que aquele monte de sons sem sentido finalmente começam a se transformar em palavras. Lingua é treinamento, como se fosse um músculo. A ansiedade só atrapalha.

  • denilsolima

    Sara, obrigado sua visita e comentário. Sua pergunta já foi amplamente respondida e discutida aqui no site e no Facebook. Então, vamos lá!

    Há várias dicas espalhadas pelo site que são em inglês. Mas, infelizmente, a maoiria das dicas são em português. Há uma razão para isso!

    O público alvo do site é o público que procura por dicas de inglês em português. Ou seja, o público alvo é o público que fala português e que está aprendendo inglês. Logo, esse público certamente não entenderá todas as dicas dadas aqui se elas forem publicadas em inglês.

    Enfim, como dar dicas de inglês escritas em inglês via internet para o público falante de português, se a maoiria não sabe inglês e se a a maioria pesquisa por dicas em português?

    No passado, eu tentei mudar isso. Passei uma semana escrevendo dicas em inglês, mas as reclamações foram várias. Então, decidi fazer uma pesquisa. O resultado: 82% dos leitores optou por continuar com as dicas do jeito que são publicadas.

    As grandes editora hoje (Cambridge, Oxford, Pearson, MacMillan, etc.) procuram seguir a mesma ideia. Isto é, publicar material de inglês com explicações em português para facilitar o aprendizado. Essa corrente de pensamento é uma corrente que já existia nas décadas de 1960 e 1970 pelos pensadores da famosa Abordagem Comunicativa quando ela começou a ser concebida. Portanto, há respaldo teórico dentro da Linguística Aplicada.

    Mas, como eu disse no começo, há aqui no site inúmeras dicas escritas em inglês (textos para interpretação, textos para listening, podcasts e muitos outros). Das mais de 1600 dicas publicadas aqui, eu diria que cerca de 400 estão em inglês e, vira e mexe, eu publico uma dica em inglês de minha própria autoria ou dos “gringos” que escrevem para o site.

    Portanto, há conteúdo para todos. No entanto, o maior conteúdo é para aquele público que precisa de dicas descomplicadas e simples para entender o conteúdo dos cursos de inglês onde estudam ou dos materiais que usam para estudar.

    Ufa! Escrevi demais! Qualquer coisa, estou por aqui! 😉

  • https://facebook.com/luizernestovaz Luiz Ernesto Vaz

    Muito elucidativo, obrigado !

  • Thiago Cardim

    Olá,

    Gostei do seu texto e gostaria de acrescentar algo que o brasileiro faz e que não o ajuda muito no aprendizado de um idioma:

    A pessoa encara o aprendizado do idioma como encara o aprendizado de uma matéria escolar como a Geografia ou a História. Ele vai a uma aula e ouve o professor, faz sua tarefa, lê um ou outro artigo e volta em dois dias.

    E esta forma de levar o aprendizado de um idioma é extremamente errado, ainda mais para quem quer aprender a se comunicar. Ele não conversa com seu colega de curso, ou com outra pessoa que já é fluente, evita lugares e até ler notícias em inglês, assiste filmes mas com legendas, etc.

    É preciso aprender a aprender a falar um idioma e isso, infelizmente, a maioria dos brasileiros não tem se quer um pingo de noção.

    • DilA

      Concordo plenamente.

  • denilsolima

    Exatamente, Paty! No começo podemos fazer as coisas do jeito que der. Ou seja, nos comunicando; mas, depois, com o tempo, conforme a gente for aprendendo mais e mais, a gente pode colocar na cabeça a coisa de melhorar. Aliás, eu garanto que é muito mais interessante melhorar quando já sabemos nos virar de várias formas do que tentar ser logo melhor sem saber muito. :)

  • denilsolima

    That’s it, Miz! Loved it! :)

  • denilsolima

    Pois é, Adriano! Vá com calma! Aprenda no seu ritmo e não faça perguntas demais. Com o tempo certas coisas vão se encaixando naturalmente e você verá a mágica acontecer ao longo do seu aprendizado. :)

  • denilsolima

    Muito simples, André! Veja as pesquisas que são feitas no mundo mostrando o nível de proficiência em língua dos vários países pesquisados. Eu dei aulas por mais de 20 anos. Trabalho na formação de professores de língua inglesa há cerca de 10 anos e ao longo desse período essa cobrança de falar tudo certo (gramática) e de só falar quando souber a pronúncia perfeita é algo evidente em todos os cantos do Brasil.

    Veja que no começo do texto, eu mencionei o fato da educação no Brasil ser precária e não termos uma política pública de ensino de inglês. Mencionei alguns fatores que contribuem para o fato do brasileiro não aprender inglês no resto do mundo. No entanto, além desses fatos que já estamos mais do que carecas de saber, há esses outros dois que também devem entrar na lista: mania de achar que só vai ser capaz de falar inglês quando souber a gramática e a pronúncia de modo 100% idêntico a um nativo. Essa mania de perfeição mais atrapalha do que ajuda.

    Enfim, no seu comentário, você disse que discorda, mas lendo as entrelinhas do que você escreveu, eu percebo que você concorda mas de um jeito diferente. :)

  • Angela Araújo

    Denilson, excelente e lúcido o seu texto. Concordo com a sua tese, mas não integralmente. Hoje já sabemos que não falamos inglês no Brasil (nem em lugar algum). Falamos interlíngua inglês-português brasileiro – isso vale para qualquer aprendiz de qualquer língua estrangeira ou adicional – e que não devemos mais rotular os falares como certo e errado, mas apropriados à situação comunicativa. Um abraço!

    PS Vc precisa conhecer como o inglês é ensinado no Colégio Militar de Fortaleza há 20 anos. Curioso? Entra em contato!

    • denilsolima

      Sim, Ângela! Essa coisa de interlíngua está presente em praticamente todo o meu trabalho. Por isso eu sempre digo que falar 100% certo e ou 100% igual a um falante nativo não deve ser um objetivo para todos. O que incentivo é que as pessoas se comuniquem da forma que sabem (do jeito que der), arrisquem-se (colocando em prática o que sabem misturado com outras coisas) e conforme forem se envolvendo mais com a língua em contextos naturais podem deixar a interlíngua de lado e adquirir uma variante específica da língua. Temos de estar ciente que, de acordo com a grande maioria dos linguistas, interlíngua não é língua e nem mesmo segunda língua. Cada um sabe até onde ir. Não tenho nada contra a interlíngua, mas cabe ao profissional da área ajudar os aprendizes a ir além! Contudo, cabe aos profissionais de ensino de línguas ajudar seus aprendizes a irem sempre além: sem exigir perfeição gramatical ou na pronúncia. Enfim, esse assunto é bem complexo e merece mais uns textos a respeito!

  • DilA

    Concordo em parte com você. Acho que, como alguns disseram aqui, o problema mais grave é não se dedicar realmente. Não querer de verdade aprender. Às vezes ouço estrangeiros falando português e fico impressionada como aprendem rapidamente mesmo algumas regras difíceis. Acho que eles querem mais que nós, dedicam-se mais.

    Quanto ao que falou sobre a perfeição, parece mais uma exigência das escolas que dos alunos. Dou aulas particulares de francês e, muitas muitas muitas vezes, alunos chegam até mim, porque não conseguem falar. Estudam na maior escola de francês do país, têm conhecimento da gramática, da regra, mas não falam. Por que? Acho que a exigência pela perfeição está nas escolas. Em algumas semanas comigo começam a falar, por que? Porque, como você, acho que o aprendizado é lento e gradativo. Não se pode exigir que o aluno fale de forma correta imediatamente. Isto leva tempo.

    E este ponto levanta um outro. O nível dos professores de língua estrangeira, não no que respeita ao idioma, mas ao talento, à vocação. Ser professor é quase uma arte. Perceber nuances, reconhecer progressos, estimular a desinibição naturalmente, sem obrigar a ler na frente da turma, quando o aluno não se sentir à vontade por exemplo é um dever e um dom, nem todos são capazes. Acho que falta muita sensibilidade didática ao professor.

  • Edson Ferreira

    calma aí, Sara Fonseca! desse jeito vc tá querendo restringir/monopolizar o conhecimento. para mim e outros tantos que estão APRENDENDO (repito APRENDENDO!) compreender um texto integralmente em inglês não é tão fácil quanto é (suponho) pra vc.

  • Paula Besing

    Fantástico! Morei por um tempo em Cambridge, na Inglaterra e, quando cheguei lá eu não falava nada e fui aprendendo aos poucos, no dia a dia. Quando tinha um brasileiro por perto eu simplesmente travava e não entendia nem conseguia falar nada, porém quando tinha que me virar sozinha eu me comunicava, e bem até! Acho que por medo do julgamento dos outros, por vergonha, eu não demonstrava o que sabia perto de brasileiros.
    Convivi com pessoas de todo o mundo, desde de sulamericanos a paquistaneses, chineses a jamaicanos e é nítido o sotaque deles. E para ser sincera, era mais fácil de compreender do que os nativos. Acredito que por falarem mais rápido, gírias e pela mania de “engolir” parte das palavras que os nativos fazem em seus respectivos idiomas, inclusive nós brasileiros e cito como exemplo “certim” que falamos ao invés de “certinho” haha
    Algumas coisas desse meu comentário são baseadas em outros artigos que li por aqui 😉
    Parabéns pelo blog!

  • denilsolima

    Exatamente, Carina! O problema é que o brasileiro é tão crítico em relação aos outros e a si mesmo que acaba invertendo as coisas. Acabam criando neles mesmos e nos outros um pânico que não deveria existir. Ainda vou falar mais sobre isso! Aguarde!

  • Fabrício Santos

    Muito bom, cara…. concordo plenamente! Creio que faço isso comigo também. Vou tentar consertar esse probleminha e começar a me preocupar menos. Obrigado pela dica!

    • denilsolima

      Isso é bom, Fabrício! Tem deixar as coisas acontecerem naturalmente e a melhora será de acordo com o tempo. Você aprenderá muito mais se deixar o perfeccionismo de lado! :)

  • Andre Martines

    obrigado! só isto que eu tenho a lhe dizer!

  • Andre Martines

    Sobre tema do inglês internacional, pode nos escrever uma matéria (apenas por curiosidade) sobre o inglês oriundo da Jamaica ou da comunidade negra da Inglaterra? Eu ouço muito reggae da Jamaica e música eletrônica do Reino Unido (Jungle, Drum´n´Bass, gêneros com vocal ao estilo ragga, dubstep) e muitas vezes, eu fico imaginado o quanto de gíria, dialetos e descontrução e readaptação do inglês devem estar inseridos nestas linguagens! :)

    • denilsolima

      Gostei da sugestão, André! Vou preparar algo aqui! Aliás, já até tem algo sobre o Inglês Jamaicano para ser publicado em breve! Aguarde! :)

  • Andre Martines

    Aprenda como uma criança. Ouça e Fale, Ouça e Fale. A criança não questiona. Simplesmente vai errando e acertando com todo o entusiasmo que um pequeno possui! Expanda! Não retraia! É isto que faz a criança aprender com facilidade!

  • denilsolima

    祝你好運

  • Gustavo

    Parabéns pelo post. Meu inglês está “enferrujado” e vou voltar a fazer aulas. No texto, você mencionou que “há escolas de idiomas que possuem um plano pedagógico excelente”. É possível citar algumas? Grato!

Denilso 12/06/2013
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