Sentenças Comuns com o Present Perfect

Você já pensou em simplesmente aprender sentenças comuns com o Present Perfect? Você sabia que isso vale muito mais à pena do que ficar decorando regras e termos técnicos de livros de gramáticar?

Aprender sentenças comuns com o Present Perfect ajuda seu cérebro a assimilar (internalizar) o Present Perfect de modo mais natural e prático. Em outras palavras é uma maneira muito mais interessante de deixar o Present Perfect realmente na ponta da língua.

Na dica do vídeo abaixo, mostro a você algumas estruturas nas quais obrigatoriamente, em inglês, devemos usar o Present Perfect. Não adianta se perguntar o porquê. O que você deve entender é que em inglês é assim o correto de se dizer e pronto.

Portanto, são estruturas que você deve anotar em seu Lexical Notebook, criar exemplos baseados na sua realidade (experiência de vida) e usar sempre que tiver a oportunidade.

Assista ao vídeo para entender melhor como aprender o Present Perfect lexicalmente. Tenho certeza que você perceberá que esse tempo verbal não é assim tão assustador o quanto parece.

» Veja também: Past Simple ou Present Perfect: qual a diferença?

Sentenças Comuns com Present Perfect (vídeo)

Caso não esteja vendo o vídeo abaixo, clique aqui e assista-o em nosso canal no Youtube

Sentenças comuns com o Present Perfect (texto)

 Algumas dessas sentenças comuns com o Present Perfect são as que seguem abaixo. Claro que há ainda muitas outras. Mas, as que seguem abaixo já darão uma boa ideia a você que o que realmente vale é aprender os chunks of language e não [apenas] as regras e termos técnicos da gramática.

Antes, lembre-se que aara aprender muito mais sobre como aprender o Present Perfect lexicalmente, você deve participar do curso Aprender Inglês Lexicalmente, um curso que mudará o modo como você aprender inglês. Saiba mais a respeito, clicando aqui! Vagas limitadas!

Sentenças Comuns com o Present PerfectUma das sentenças comuns com o Present Perfect é,

  • I’ve known [somebody] for [time span]

Ela é usada para expressar a ideia de que você conhece alguém há um determinado período de tempo. Por exemplo,

  • I’ve known João for ten years. (Eu conheço o João há 10 anos.)
  • I’ve known Maria for 8 months. (Eu conheço a Maria há 8 meses.)
  • I’ve known Rafaela for 15 years. (Eu conheço a Rafaela há 15 anos.)

Claro que você pode ainda dizer:

  • We’ve known each other for 10 years. (A gente se conhece há 10 anos.)
  • We’ve known each other for 6 months. (A gente conhece há 6 meses.)
  • We’ve known each other for 20 years. (A gente se conhece há 20 anos.)

» Veja também: 5 Fatos sobre o Present Perfect

Outras sentenças comuns com o Present Perfect que você pode aprender e modificar de acordo com sua experiência de vida são os seguintes:

  • I’ve been married for 8 years. (Eu estou casado há 8 anos.)
  • We’ve been together for 6 months. (Nós estamos juntos há 6 meses.)
  • I’ve never seen such a thing. (Eu nunca vi uma coisa dessa.)
  • I’ve never done such a thing. (Eu nunca fiz uma coisa assim.)

Conclusão

Assista ao video para aprender ainda mais sobre essas sentenceas comuns com o Present Perfect. E, claro, lembre-se que no curso Aprender Inglês Lexicalmente, além do Present Perfect, você aprenderá muito mais coisas para ajudar o seu inglês a se desenvolver de modo muito mais natural. Portanto, clique na imagem abaixo para saber mais a respeito. Well, guys! That’s all for now. So, bye bye, take care, and keep learning.

Curso Aprender Inglês Lexicalmente

A Memória no Aprendizado de Inglês

Você já se perguntou como funciona a memória no aprendizado de inglês? Neste texto vou falar um pouquinho sobre isso. Espero que você tenha paciência para ler até o fim. O objetivo é ajudar você a entender – mesmo que superficialmente – o que acontece dentro de sua cabeça quando você aprende inglês.

Para simplificar, o texto está assim dividido:

  1. Falando sobre memória: os dois principais sistemas que temos
  2. A Memória no Aprendizado da Língua Materna
  3. A Memória no Aprendizado do Inglês

É importante que você leia cada parte para entender como funciona a memória no aprendizado de inglês. Vamos lá!

Falando sobre Memória

De modo geral, a memória é dividida em dois principais sistemas: memória declarativa e memória procedimental. Esses dois sistemas armazenam informações diferentes. Então, vamos aprender um pouquinho sobe elas.

» Memória Declarativa

MemóriaA memória declarativa é, de modo bem simples, a memória dos fatos da vida. É ela quem registra informações como o primeiro beijo que demos na vida, o que tomamos hoje no café da manhã, o que conversamos com aquele grupo animado do WhatsApp, nossos agradáveis (ou mesmo desagradáveis) da vida. Caso essa memória seja apagada de nossa cabeça, deixaremos de ser quem somos. Amnésia total!

» Memória Procedimental

Por sua vez, a memória procedimental está relacionada aos procedimentos da vida. Ou seja, ela armazena às coisas que fazemos sem nos perguntarmos como fazemos. Se você sabe andar de bicicleta, dirigir, tocar um instrumento e coisas do tipo agradeça a sua memória procedimental. Esses procediments envolvem passos que devem ser seguidos e é na memória procedimental que isso tudo fica guardado. É o nosso piloto automático. Se deixarmos de fazer algum desses procedimentos por muito tempo, podemos esquecê-los. Ou como dizemos, perdemos a prática.

A Memória no Aprendizado da Língua Materna

De acordo com pesquisadores na área*, o aprendizado de nossa língua materna (no nosso caso o português) está diretamente ligado a esses dois sistemas.

Quando aprendemos uma palavra ou uma expressão nova, ela é diretamente registrada em nossa memória declarativa. As palavras e expressões (o que podemos chamar tecnicamente itens lexicais) são registradas em nossa memória declarativa conforme nos envolvemos mais e mais com a língua. É assim que aprendemos nossa própria língua.

Quando aprendemos uma gíria, palavra ou expressão nova ou sem querer aprendemos uma canção cuja letra é contagiosa, significa que a memória declarativa registrou a informação. Para que isso acontecesse, essa expressão ou parte da canção deve antes aparecer várias vezes em nossa frente para que possamos memorizá-la (mesmo sem querer!). Recentemente, a gíria “É nóis!” passou a fazer parte do vocabulário de boa parte dos brasileiros. Até quem acha isso errado e ridículo, acaba – mesmo que seja em tom irônico – usando essa gíria uma hora ou outra.

Quando a memória declarativa não sabe algo, ela meio que trava. Afinal, ela não identifica aquilo. Não encontra-se registrado lá dentro. Por exemplo, se eu digo a você que na frente da minha casa tem um pé de goiaba maceta, você sabe o que eu quero dizer? “Maceta” em alguns locais da região norte do Brasil (aqui em Porto Velho, Rondônia, por exemplo) significa “muito grande”. Podemos dizer que alguém tem “um pé maceta”, “uma mão maceta”, “uma casa maceta” etc.

Enfim, agradeça a sua memória declarativa por você ser capaz de falar e entender português. Mas, quando alguém falar algo que você não entende, não se preocupe. Trata-se apenas de algo novo que sua memória terá de aprender.

memória procedimental é a responsável – adivinhe só! – pelo aprendizado da gramática. Mas, vamos com calma! Pois, não não se trata da gramática das regras e termos técnicos. Afinal, você não estudou gramática quando começou a soltar suas primeiras palavras, frases e sentenças em português.

Acontece que enquanto você crescia, você estava aprendendo a caminhar, correr, pegar as coisas, falar e – rufem os tambores! –a gramática natural da língua portuguesa. Sua memória procedimental estava registrando a ordem na qual os itens lexicais são colocados quando usados na prática. Tudo isso de foi aprendido naturalmente como um procedimento e colocado em prática até hoje de modo automático.

Saiba que neste exato momento, sua memória procedimental – a que cuida da gramática natural – está trabalhando para que você entenda este texto. Mas, palavras a das inverter eu ordem se, ela se perde e o ritmo da leitura diminui.

Sua memória declarativa até reconhece as palavras em “palavras a das inverter eu ordem se”. No entanto, sua memória procedimental nota que a ordem não está correta, deixando a frase incompreensível. Se colocarmos em ordem, tudo volta ao normal: se eu inverter a ordem das palavras.

É na memória procedimental que estão guardados – mesmo sem você saber – os procedimentos naturais de uso da nossa língua materna. Esses procedimentos são chamados de gramática natural, gramática de uso ou ainda gramática internalizada. Tudo isso se refere à gramática que temos dentro de nossa cabeça e que faz com que nós sejamos capazes de usarmos nossa língua em conversas, textos etc.

A Memória no Aprendizado de Inglês

Os mesmos pesquisadores (depois seguidos por outros) decidiram pesquisar como esses dois sistemas funcionam quando alguém fala (ou aprende) uma segunda língua – o inglês sendo o nosso caso. De cara, eles notaram que o modo como as informações são organizadas por uma falante não-nativo é bem diferente daquele dos falantes nativos.

A primeira grande diferença estava relacionada justamente ao modo como a gramática é aprendida (internalizada). No caso de um falante nativo, a gramática é adquirida naturalmente. Não há a necessidade de decorar regras. O uso natural da língua ocorre sem esforço. A pessoa de tanto conviver com a língua, acaba pegando o jeito da gramática natural.

Memória no Aprendizado de InglêsQuando um falante nativo tem o hábito de falar algo “errado” (que não condiz com o uso padrão da língua), ele pode registrar a informação correta e educar o cérebro a aprender o certo. O curioso é que essa “correção” (mudança de hábito) não ocorre por meio da memorização de uma regra gramatical. Essa correção é feita no nível lexical (palavras, expressões, gírias etc.) e aí com o tempo a pessoa se acostuma a usar o certo.

Esses pesquisadores notaram que a “correção” (ou reaprendizado) ocorre primeiro na memória declarativa e só depois se torna automática. No entanto, é algo que a pessoa memorizou como um fato da vida; portanto, não é algo que foi diretamente para a memória procedimental. A pessoa simplesmente suprimiu um hábito e adquiriu outro.

Com isso, esses pesquisadores perceberam que no caso do aprendizado de uma segunda língua, a memória declarativa desempenha um papel grandioso. Eles afirma que as pessoas deveriam focar muito mais no aprendizado de itens lexicais (expressões, frases, sentenças, palavras, collocations etc. – formulaic language) do que na decoreba de regras gramaticais presentes em livros.

As regras e termos gramaticais são apenas um conjunto de informações que fica registrado na memória, mas não gera o resultado que deveria: comunicação imediata. Já a gramática de uso deve ser adquirida de acordo com o envolvimento com a língua por meio do aprendizado de frases, sentenças, expressões, collocations etc., que são aprendidos dia após dia de acordo com situações específicas.

Em termos práticos, a ideia é que um aprendiz de inglês como segunda língua (ou língua estrangeira) deva aprender a gramática sem aprender gramática. Ou seja, aprender a gramática de uso (a gramática natural) e não a gramática normativa (a das regras e termos técnicos em livros). Por quê?

Pelo simples fato de sua memória procedimental não ser capaz de automatizar de modo imediato a gramática da nova língua. Assim, o ideal é que o aprendiz dedique-se primeiro a aprender muitos itens lexicais (chunks of language, formulaic language) e somente depois (nos níveis mais avançados do aprendizado) se dedique – caso queira – ao estudo da gramática normativa.

Conclusão

Este assunto gera muita discussão. Contudo, o que sabemos hoje sobre como a memória funciona no aprendizado de inglês (ou de línguas de modo geral), ajuda-nos e desenvolver novas técnicas, métodos e abordagens de ensino de línguas. Podemos deixar de lado a ideia de que aprender uma outra língua se resume a decorar 2000 palavras em inglês e um conjunto de regras presentes em um livro.

O papel da memória declarativa no aprendizado de outra língua é fundamental para ensinarmos adequadamente indivíduos que passaram da puberdade. Isso significa que a ideia de que após uma determinada idade não dá mais para aprender uma outra língua é totalmente questionável. Isso, no entanto, já é outro assunto. Então, vamos parar por aqui!

Referências

* Tomei aqui como referência os trabalhos dos pesquisadores e autores Dr. Michael Ullmann (neurocientista) e Dr. Steven Pinker (psicolinguista). Abaixo alguns artigos e livros que podem ajudar os mais curiosos a se aprofundarem nesses mistérios.

  • A cognitive neuroscience perspective on second language acquisition: The declarative/procedural model (Michael Ulmann)
  • A neurocognitive perspective on language: The declarative/procedural model (Michael Ulmann)
  • Contributions of memory circuits to language: The declarative/procedural model (Michael Ulmann)
  • Declarative and Procedural Determinants of Second Languages (Michael Paradis)
  • How Languages Are Learned – third edition (Patsy M Lightbown & Nina Spada)
  • Lexical Priming: a new theory of words and language (Michael Hoey)
  • The Study of Second Language Acquisition – second edition (Rod Ellis)

Só quem estudou inglês nos anos 80 e 90 vai entender

Inglês nos Anos 80 e 90

Dias atrás, ao dar uma palestra a um grupo de estudantes, mencionei como hoje é extremamente fácil ter acesso a vários conteúdos para estudar inglês. São inúmeros sites, livros, fóruns, grupos em mídias sociais, páginas, comunidades, aplicativos, vídeos no Youtube, etc.

Foi então que uma participante levantou sua mãozinha e tascou a seguinte pergunta:

Denilso, como vocês faziam para estudar inglês antigamente?

Confesso que a palavra “antigamente” doeu lá no fundo e causou-me uma certa inquietação. Após recuperar-me do choque, dei ao grupo algumas ideias de como estudávamos inglês nos anos 80 e 90. Prometi ao grupo de brilhantes pimpolhos que escreveria algumas linhas aqui no site com mais detalhes. Portanto, seguem abaixo algumas coisas que só quem estudou inglês nas décadas de 1980 e 1990 vai entender.

Letras Traduzidas

Letras Traduzidas

Essa revista era vendida em bancas de jornais. Todo mês tínhamos um novo exemplar. Portanto, todo mês era mês de escolhermos uma música e aprender algo com elas. O objetivo era melhorar o listening em inglês e também a pronúncia. O problema é que a revista só trazia a letra, se nós não tivéssemos a música para ouvir o jeito era se virar. E esse se virar era feito com o item seguinte.

Fitas Cassetes Virgens

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Essas fitas eram usadas para gravarmos as músicas tocadas nas rádios. Funcionava assim: a gente fica com o ouvido colado no rádio e quando o apresentador anunciava a música desejada a gente gravava a música para ouvir depois. Só assim éramos capazes de ouvir as músicas que vinham a revista Letras Traduzidas. Era assim que a gente fazia download de músicas naquela época! O estresse ao gravar uma música vinha quando o locutor da rádio resolvia falar algum besteira enquanto a música tocava. Era o mesmo que o sinal de internet cair e perdermos o download.

Cursos de Inglês em Disco (LP)

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Eu não peguei esse tempo! Mas, tem um amigo meu que pegou. Ele me disse que antes das fitas cassetes o material de listening era nesses bolachões aí. Eu fico aqui imaginando como eles faziam para repetir só um trecho específico de um texto ou atividade!

Cursos de Inglês com Fitas Cassetes e em Vídeo

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Esses são mais do meu tempo! O curso que eu tinha nesse formato chamava-se The King’s English. Era composto por um livro texto (coursebook), um livro de atividades, um conjunto de 10 fitas cassetes e um livreto com as respostas das atividades. O meu não tinha fita-cassete. Infelizmente, todo meu material foi devorado por milhares de formigas cruéis e maquiavélicas. Acho que é por isso que eu odeio formigas até hoje!

Revista Speak UP

revista speak up

Gente, a revista Speak UP era tudo na vida de quem estudava inglês. Vocês não tem noção de como ela quebrava nosso galho. Todo mês a revista trazia uma entrevista com alguém famoso, textos relacionados à cultura de um país de língua inglesa e entrevistas com os caras do local, vocabulário novo, uma fita cassete para ouvir quase tudo. Nossa! Era fantástica! Eu só deixei de comprar quando substituíram as fitas cassetes pelos CDs. Por quê? Porque eu não tinha um tocador de CDs em casa, então não tinha mais como ouvir as matérias! Fiquei muito chateado com isso!

Curso de Idiomas Globo

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Fala sério, vai! Quem é que não queria ter todo o material do Curso de Idiomas Globo? Eu nunca tive! Mas, vontade não faltava. O que faltava mesmo era dinheiro. A propaganda desse negócio passava em horário nobre na Rede Globo. Então, era óbvio que todo mundo queria ter!

Dicionário Michaellis

michaelis-pequeno-dicionario-ingles-portugues-18879-MLB20162107533_092014-ONas escolas o que mais se via era esse dicionário aí da imagem. Ele estava disponível para venda até mesmo em papelarias. Portanto, praticamente todo mundo tinha um.

Dicionário Inglês-Português-Inglês Amadeu Marques

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Quando não era o Michaellis, era esse dicionário aí que roubava a cena. Esse dicionário me ensinou muito. O legal é que Amadeu Marques e eu palestramos juntos em um evento anos atrás. Na ocasião contei a ele a seguinte história.

Em 1994, eu estava estudando em cima de um barco às margens do Rio Madeira (Porto Velho, RO) e devido a um forte  banzeiro (ondas de rio), eu me desequilibrei e meu precioso dicionário caiu nas águas sujas do rio. Claro que eu entrei em desespero! Pensei até em jogar um colete para ele! Mas, não dava! Perdi meu melhor amigo. Bom! Tive de juntar dinheiro por uns três meses para conseguir comprar um novo. Esse novo é o que tenho aqui comigo até os dias de hoje! O outro virou comida de peixe mesmo! Tomara que tenham aprendido algo!

Curso para Aprender Inglês Dormindo

aprender inglês dormindoNaquela época também tínhamos a turma que queria aprender sem esforço também. A turma que acreditava em milagres. A turma que achava que dá para aprender só na moleza. Enfim, vocês acreditam que até hoje, em pleno 2015, tem gente que vende isso? Sem comentários, né!

Programa Inglês com Música

Por último, mas não menos importante, tenho de citar o programa Inglês com Música exibido na TV Cultura nos anos de 1970 e 1980. Esse programa ajudou muito gente! Trata-se de um clássico! Abaixo, compartilho com vocês o vídeo da primeira versão do programa (1975) apresentado pela eterna musa do programa Marisa Leite de Barros. Tenho certeza que o pessoal mais saudosista, vai derrubar uma lágrima agora. [Se não estiver vendo o vídeo abaixo, clique aqui!]

Era assim!

Pois é, turma do bem! É isso aí! Era assim que a gente se virava para aprender inglês nos anos 80 e 90. Hoje em dia é tudo muito mais fácil! Juro que eu queria ter as oportunidades de hoje na época que eu decidi aprender inglês. Sei lá! Ou eu aprendia melhor ou eu perderia tempo com jogos, mídias sociais, bate-papos, sites fúteis e, consequentemente, hoje não estaria aqui mantendo o Inglês na Ponta da Língua para vocês. Quer saber! Foi muito bom e não me arrependo. Cada geração tem seu jeito e suas ferramentas; portanto, cabe a cada um usar o que tem em benefício próprio. Estudem! 🙂

E você que estudo inglês naquela época!? Lembra de algo que esteja faltando na lista acima? Compartilhe com a gente aí na área de comentários. Vamos relembrar algumas maluquices boas daqueles anos maravilhosos.

A Banalização da Fluência no Ensino de Inglês

Antes de você continuar lendo todo este texto, quero ressaltar aqui que eu – Denilso – não estou me referindo nem a um Curso A ou a um Curso B. Acredito que muitas pessoas trabalham de modo sério e responsável. Investem em sua formação profissional e em seus parceiros. Desenvolvem materiais bons. Esforçam-se para ter e oferecer qualidade. Fazem parcerias que visam o desenvolvimento de seus alunos. Enfim, trabalham de modo sério.

O texto abaixo tem o objetivo de chamar a atenção para algo que tem se tornado extremamente comum no Brasil ultimamente. Algo que simplesmente acaba com a credibilidade de quem trabalha sério, de quem estuda (pesquisa) os tópicos de ensino e aprendizado de inglês como segunda língua, de quem é realmente profissional. Portanto, leia com atenção e sem preconceitos! Vamos lá!

Antes, um pouco de história

Nas décadas de 1990 e 2000, os cursos de idiomas costumavam ter como base em suas campanhas de marketing a palavra qualidade. O slogan que mais ouvíamos naquela época pode ser resumido na frase “ensino de inglês com qualidade”.

Foi nesse mesmo período que vimos o surgimento de inúmeras franquias de ensino de idiomas no Brasil. Em várias partes do país pipocaram inúmeras redes competindo ferrenhamente. Algumas dessas marcas conquistaram seu espaço dentro e fora do Brasil. Outras fracassaram ao longo do caminho e nem se tornaram tão conhecidas assim.

qualidade em curso de inglêsEsse crescimento no surgimento de escolas foi responsável por aquilo que  chamo de banalização da qualidade do ensino de idiomas. Nas campanhas de marketing praticamente todas as escolas diziam oferecer qualidade.

O curioso é que no geral ninguém sabia como era realmente essa qualidade. Quem dizia saber não contava a ninguém pois tinha medo da concorrência roubar os segredos e assim competir de igual para igual.

Na maioria das vezes, a qualidade oferecida era mensurada por meios físicos: material didático, salas de aulas confortáveis, local para estacionamento, ambiente climatizado, tecnologia de ponta sendo usada para fins educativos, salas com cadeiras confortáveis, etc.

Já no lado pedagógico, a qualidade do serviço de ensino de inglês oferecido era mensurada por meio de provas e, consequentemente, o modo como cada aluno era nivelado. Para isso cada instituição desenvolveu seu sistema de nivelamento. Claro que os níveis de uma rede não condiziam com os da outra. Enfim, quem aí já saiu de uma escola como Intermediário 1 e entrou em outra como Básico 3?

A falta de padronização na classificação dos níveis mostrou que a qualidade oferecida não era um padrão real e único. Tratava-se de algo feito de acordo com a cabeça de cada um. Ou seja, o corpo pedagógico de uma rede – quase sempre formada por um profissionais saídos de uma rede concorrente – criava de acordo com seu entendimento o modo como nivelariam seus estudantes e como ofereciam a tal qualidade.

Qualidade = Redução de Tempo

Com isso, a qualidade acabou virando uma espécie de sinônimo de redução de tempo nos estudos. Conforme novas redes foram surgindo a qualidade era vendida como algo superior e inovador e que, portanto, reduzia-se o tempo de aprendizado da língua. Esse tempo de aprendizado chegava a cair de 8 anos para 1,5 ano (e até mesmo menos) de uma instituição para outra.

Para fugir disso, algumas redes esforçavam-se para mostrar os resultados de seus alunos em exames de certificação internacional. Era assim que eles acreditavam estar comprovando a qualidade do ensino de inglês. Foi então que tivemos a propagação de siglas como TOEFL, TOEIC, FCE, CAE, CPE, IELTS e outras tantas referentes aos exames de proficiência em inglês.

De qualquer forma, a palavra qualidade acabou se perdendo e hoje ela quase não aparece na campanhas de marketing. Raramente se houve dizer “oferecemos um ensino de qualidade”, “nossa qualidade de ensino é comprovada por…” e coisas assim.

O termo qualidade ficou tão sem sentido que hoje em dia quase não faz mais sentido usá-lo.

Nova década, nova vítima!

Chegamos então à década de 2010. Diante da banalização da qualidade, o termo “fluência” virou a bola da vez. Na internet proliferam os “profissionais” que oferecem a fluência em inglês como se fosse algo mágico. É justamente essa mágica que tornou a fluência em algo tão fantasioso e milagroso.

É comum vermos cursos de inglês dizendo o seguinte:

  • somos especialistas em aquisição de fluência em inglês em tempo recorde
  • garantimos a sua fluência em inglês em até quatro meses
  • descobrimos uma fórmula mágica que ajudará você a ser fluente em pouco tempo
  • faça nosso curso e atinja a tão sonhada fluente em um ano
  • adquira nosso pacote de cursos e seja fluente de verdade

Confesso que é tanta coisa medonha que já estou vendo a hora de encontrar xaropes, pós mágicos, passes, feitiços, ervas e até viagens santas que prometem a fluência em inglês.

Estão fazendo com a fluência o mesmo que fizeram com a qualidade nas décadas anteriores. Estamos na era da banalização da fluência no ensino de inglês. O termo fluência virou algo tão banal, sem sentido, sem significado, sem graça que é até difícil usar esse termo de modo sério no Brasil.

A cada ciclo de 3 a 6 meses, somos pegos por enxurradas de e-mails e mensagens de um novo curso oferecendo uma nova grande descoberta milagrosa. Em comum, todos fazem uso  de palavras doces para provar ao possível cliente que aquele novo método funciona e é comprovado (sabe-se lá por quem!). De tão doces que são, essas palavras soam como um alento aos milhares e milhares de desesperados que acham que aprender inglês é algo simples e que exige pouco esforço. Pessoas que acham que ser fluente em inglês é mesmo algo alcançado por milagre.

Basta alguém dizer que descobriu uma fórmula mágica para ser fluente em inglês, que vários ingênuos – em efeito manada – correm para comprar. Muitas vezes o marketing é feito com a promessa de que se você assistir a um vídeo descobrirá os simples segredos da fluência em inglês que ninguém nunca contou a você ou que as escolas não querem que você saiba. A vítima assiste ao vídeo durante 30 minutos e no final a única coisa que descobre é que deve pagar uma determinada quantia para ter acesso a tais segredos.

Fico me perguntando quem é mais cara de pau: as escolas que não contam o segredo pois querem que você fique lá um tempão dando dinheiro a elas ou aquele marqueteiro online que em um vídeo diz ter um segredo para contar, mas que só contará se você pagar?

Falando sério, o que é fluência?

Pergunte a qualquer verdadeiro especialista da área de ensino de inglês o que é fluência e veja como ele fica desconcertado. Isso mesmo! Nós temos algumas ideias sobre o que é ser fluente, mas cada especialista, pesquisador, autor, profissional de verdade tem uma resposta diferente. Alguns nem resposta têm!

O que sabemos é que a fluência linguística (comunicativa) envolve alguns aspectos que ajudam o aprendiz a percebê-la em desenvolvimento. Alguns desses aspectos são:

  • fazer uso correto de pausas ao falar
  • uso dos chunks of language de modo apropriado
  • uso das smallwords que fazem parte da fala de qualquer nativo
  • uso de fillers e outros recursos linguísticos que mantêm a naturalidade na fala
  • fluidez na comunicação
  • comunicar ideias com naturalidade
  • clareza nas ideias comunicadas
  • uso de estratégias comunicativas para se virar quando quiser dizer algo ou mesmo entender algo
  • etc.

fluência em inglês livrosAutores como Ellis, Shepherd, Skeham, Crystal, Segalowitz, Schmitt, Nattinger, DeCarrico, Thornbury, Lewis e tantos outros sugerem aspectos e mais aspectos sobre o que significa ser fluente, mas não chegam a definir exatamente e nem de modo consensual o que é a fluência em si.

Muitas vezes preferimos falar apenas de desenvolvimento comunicativo do aluno. Ou seja, o profissional de ensino deve conduzir os alunos e alunas pelo caminho do aprendizado de vocabulário (chunks of language), gramática (a de uso e a normativa), estratégias comunicativas para se dar bem em várias situações, desenvolvimento das habilidades comunicativas em geral (listening, speaking, reading, writing) e muito mais.

Com isso, a ideia é mostrar às pessoas que levam tanto o ensino quanto o aprendizado à sério que a fluência não é um objeto físico, mas sim algo que desenvolvemos ao longo da vida e do nosso esforço contínuo em aprender mais e mais a cada dia. Se fluente é algo que com vontade e dedicação desenvolvemos conforme vamos nos envolvendo mais e mais com a língua inglesa.

Com o que você deve tomar cuidado?

Eu sei que você não precisa de conselhos em relação a isso. Mas, mesmo assim, decidi escrever algumas coisas só para você ter certeza de que estamos falando a mesmo língua.

Você conhece o ditado “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”? Pois é! Quando você estiver ouvindo aquelas doces palavras dizendo que você será fluente em apenas 3 meses por causa da fórmula mágica que alguém descobriu, desconfie!

Farei uma comparação agora só para você entender um pouco mais sobre o mundo dos negócios e as grandes descobertas lucrativas.

A empresa Google quando percebe que algum site (ou empresa) tem um grande potencial lucrativo faz ofertas de compras aos donos do negócio. Foi assim com o Youtube. Eles viram que se tratava de um negócio bom, criativo, interessante e lucrativo. Não deu outra! Compraram o Youtube! O Facebook fez a mesma coisa; comprou o Instagram e o WhatsApp. Essa é a lógica do mercado: se é bom vou comprar e usar para ganhar mais dinheiro. E quem vende sai ganhando muito!

fluência em inglês 2Pois bem! Se alguém descobriu uma fórmula mágica para desenvolver a fluência em 4 meses, por que será que editora de ensino de idiomas nenhuma fez uma oferta de compra para o criador do negócio? As editoras – ou grupos educacionais – ao verem uma ideia valiosa e que tenha credibilidade mostram interesse imediatamente. Eles sabem que o negócio é bom e podem expandir ainda mais. Afinal, por que ficar preso com vendas em apenas um pais, sendo que o negócio pode ser um sucesso no mundo todo?

As editoras voltadas para o ensino de idiomas são empresas sérias. Elas investem em pesquisadores sérios. Colaboram com a seriedade do negócio de ensino e aprendizado. Preocupam-se com os estudantes e os professores. Logo, eles não apostam em fantasias, quimeras! É por isso que eles não entram nessa! Não querem perder a credibilidade!

Outra coisa que você pode parar para analisar é quem é o profissional que vende o curso.

Quais são suas credenciais como profissional de ensino de inglês? Qual seu real compromisso com a profissão? Onde ele ou ela já apresentou suas ideias? Esteve presente em alguma conferência (evento) para profissionais de ensino de inglês e apresentou seu “negócio pedagógico” para conquistar a credibilidade dos parceiros de profissão?

Se a pessoa vende apenas a ideia de que é um falante nativo e por isso está apto a vender fluência para você, desconfie. Se essa pessoa é brasileira (ou estrangeira) e está vendendo a fluência como um produto de prateleira, desconfie. Se ela afirma em seu marketing que você será fluente em poucos meses, semanas ou dias, desconfie! Se ela disse que vai te ensinar os segredos da fluência em apenas 15 minutos e no final ela não disse quais são os segredos e quer que você pague para ter acesso aos segredos, desconfie.

Enfim, quando a esmola for demais, faça como o santo, desconfie!

Conclusão

A fluência está banalizada e vulgarizada. Mas a culpa não é só dos vendedores de milagres. Os desesperados para aprender inglês sem esforço têm muita culpa nisso.

Se ninguém desse crédito a essas conversas mirabolantes, certamente esses cursos não continuariam proliferando e ludibriando tantas pessoas. Infelizmente, muita gente acaba acreditando e quando se dá conta é tarde demais.

A consequência nefasta disso é que os bons profissionais acabam sendo colocados no mesmo balaio e também passam a ser vistos com descrédito e desconfiança.

No final, todos saem perdendo: os estudantes, os bom profissionais, as boas escolas, os bons pesquisadores, os bons livros, os vendedores online com boas intenções. Só quem não perde, meus queridos e minhas queridas, são os aproveitadores que ficam ricos (até mesmo milionários) e seguem vendendo suas fórmulas mágicas para mais e mais pessoas dizendo que se você não aprendeu a culpa é sua e não deles.

E você que chegou até o fim desse texto enorme, o que acha? Você concorda que estamos vivendo uma banalização da fluência no ensino de inglês? Qual sua opinião sobre esse assunto? Vamos continuar essa conversa na área de comentários abaixo! Quero saber o que você tem a dizer. Exponha suas ideias!

Aplicativos para Aprender Inglês

Que tal usar o seu super smartphone para aprender inglês? Claro que você já deve estar fazendo isso. Então, para ajudar um pouquinho mais, resolvi listar cinco aplicativos para aprender inglês. São aplicativos gratuitos; portanto, escolha aquele que achar mais interessante e fique cada vez mais com seu Inglês na Ponta da Língua.

VOA Learning English

VOA é a abreviação de Voice of America. Portanto, se seu objetivo é aprender o inglês padrão americano, então esse é app que você precisa. Ele é bem simples de usar. Nele você poderá ler textos e acompanhar a leitura sendo feita por falantes nativos do inglês americano. A leitura é feita em uma velocidade considerada ideal para todos os níveis.

Além disso, o app traz também vídeos, programas de rádio transmitidos pela VOA, artigos históricos sobre o Estados Unidos e muito mais. Baixe esse aplicativo e aproveite-o ao máximo.

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Johnny Grammar’s Word Challenge

aplicativos para aprender inglêsNeste app para aprender inglês a ideia é vencer o relógio. Você terá 60 segundos para responder o maior número possível de perguntas que aparecerão. As perguntas são sobre ortografia, gramática e vocabulário. O jogo tem três níveis: easy (fácil), médium (médio) e hard (difícil); portanto, você encontrará o nível certo para você. Ele também tem tópicos comuns: Food & Restaurant, Travel, Small Talk, Hobbies etc. Baixe esse aplicativo e divirta-se!

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Learn English Grammar

Precisando praticar mais a gramática do inglês? O que você quer gramática do inglês britânico ou do inglês americano? Se você prefere um ao outro, então saiba que esse aplicativo possui duas versões: uma para o inglês britânico e outra para o inglês americano.

As questões gramaticais nesse app possuem quatro níveis – do iniciante ao avançado. Cada nível traz 12 tópicos gramaticais e cada tópico contém 20 atividades. Enfim, baixe e aprenda a gramática do inglês de sua preferência.

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PhrasalStein

[Atualização: este app não está mais disponível]

Esse app vai ajudar você a aprender phrasal verbs. A ideia dele é que você perca o medo de aprender e estudar phrasal verbs. Mas, caso você entre em desespero, não corra com medo! Se necessário você poderá ver a tradução dos phrasal verbs e exemplos em português. Isso facilitará o seu aprendizado! Não tenha medo de baixar esse aplicativo para aprender inglês; ele é gratuito!

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Memrise

O foco desse aplicativo é ajudar no aprendizado de palavras. Não se trata de aprendizado por meio de joguinhos. O que esse app faz é ajudar você a memorizar as palavras e lembrar o significado delas por meio de algo engraçado. A filosofia deles é que se é engraçado fica mais fácil de memorizar.

Ele tem lições com temas variados. Assim, você poderá focar no aprendizado dos Verbos Irregulares ou no vocabulário de um clássico da literatura inglesa como A Tale of Two de Charles Dickens.

Baixe o aplicativo e descubra tudo o que ele pode fazer por você.

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That’s it, guys! Esse são os cinco aplicativos para aprender inglês que tenho a apresentar para vocês. Claro que há uma infinidade de apps para aprender inglês disponíveis nas lojas vituais. Portanto, caso você encontre algum outro que considere melhor que os descritos acima, use-o a seu favor. Afinal, cabe a você escolher o aplicativo que atenderá suas necessidades e seu perfil de aprendizado.

Até a próxima! 😉

Sobre Pronúncia e Sotaque em Inglês

Em algumas dicas publicadas aqui no Inglês na Ponta da Língua, disponibilizo um arquivo de áudio. Nele, gravo a pronúncia de uma palavra, de uma expressão, de uma sentença etc. O objetivo, claro, é ajudar quem acompanha as dicas que publico por aqui e assim colaborar mais com o aprendizado de todos.

Então, eis que recentemente, compartilhei uma dessas dicas no Facebook e uma pessoa, após ouvir o áudio, deixou o seguinte comentário: “Que sotaque ridículo!”. Para ser bem sincero, Eu não me incomodo com esse tipo de comentário; portanto, agradeci a pessoa e segui na vida. Mas, mesmo assim decidi escrever algo sobre pronúncia, sotaque e atitudes como a da pessoa que deixou o gentil comentário. Esse é um assunto que, em minha opinião, Então, vamos por partes!

[Leia também: Por que brasileiro não aprende inglês?]

O que é pronúncia?

De modo simplificado, pronúncia tem a ver com os sons das palavras: o modo como as palavras são ditas. Nada mais do que isso!

Pronúncia e SotaqueAssim, ao lidarmos com pronúncia, temos de aprender os sons da língua inglesa. Um jeito fácil para dominar isso, é aprendendo o Alfabeto Fonético Internacional (International Phonetic Alphabet – IPA). Para exemplificar, vamos ver a pronúncia da palavra “interesting”.

Com a ajuda de um dicionário, notamos que “interesting” tem a seguinte pronúncia: /ˈɪntrəstɪŋ/.

As barras (/) servem para indicar que estamos nos referindo à pronúncia da palavra. O sinalzinho (ˈ) antes de ɪn indica que a sílaba tônica é “in”. Os símbolos – ɪ, n, t, r, ə, s, ŋ – mostram os sons que formam a pronúncia da palavra.

Quem estuda pronúncia, aprende justamente isso: identificar, entender e reproduzir cada um dos sons da língua inglesa e como juntá-los para formar sílabas, palavras e, até mesmo, sentenças.

Quando você pergunta como se pronúncia uma palavra em inglês, a resposta é dada levando em conta os sons que compõe aquela palavra. Isso é pronúncia.

[Aprenda mais sobre os sons da língua inglesa com o ebook Pronúncia Básica do Inglês]

O que é sotaque?

O que é sotaque?Sotaque é algo bem mais amplo. Assim, para falar sobre sotaque, vamos usar nossa querida língua portuguesa como exemplo.

Como você bem deve saber a língua portuguesa é a língua oficial de nove países: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe.

Se você assistir a um programa de TV lá de Portugal, notará que o jeito como eles falam é bem diferente do jeito como falamos aqui. Isso mostra que o sotaque de cada país é diferente. As palavras – em vários momentos – podem ter a mesma pronúncia, mas o sotaque não é o mesmo.

Agora vamos ficar apenas dentro do Brasil. Aqui falamos português! No entanto, meus leitores soteropolitanos têm um sotaque (jeito de falar) diferente de meus leitores gaúchos. Os leitores mineiros têm um sotaque diferente dos leitores manauaras. O interessante é que dentro de um único estado (ou mesmo cidade) podemos ter diferentes sotaques.

Enfim, no Brasil falamos uma só língua, mas temos vários sotaques (jeitos de falar). Esse vários jeitos de falar são como os vários temperos que dão sabor à língua.

Acho que você já entendeu a diferença entre pronúncia e sotaque. Então, só para resumir, pronúncia está no nível dos sons, sílabas e palavras. Já o sotaque vai no jeito de colocar tudo junto. A pronúncia pode ser quase homogênea, já o sotaque não; pois, ele – o sotaquereflete aspectos culturais, históricos, sociais e outros tantos fatores que influenciam o modo como as pessoas usam a mesma língua em diferentes locais.

Que sotaque ridículo!

Diante do que você leu sobre sotaque, eu pergunto: qual é o sotaque do Brasil? Quem decide qual é o sotaque mais ridículo ou o mais bonito de todos?

Não sei você! Mas, para mim, essa escolha é muito pessoal. Eu posso adorar o sotaque falado pelos baianos que moram na região de Paulo Afonso; mas, posso não gostar do sotaque dos baianos que moram no sul da Bahia. Posso dizer que odeio o sotaque do gaúcho de Frederico Westphalen (RS), mas posso amar o sotaque dos gaúchos de Santa Maria.

Essas escolhas são pessoais. Minha escolha (preferência) não torna um sotaque melhor que outro. Não torna o meu jeito de falar (sotaque) melhor que o seu. Todos os sotaques têm sua beleza, mas podemos ter nossas preferências.

Ao aprender inglês, as pessoas esquecem disso. Creio eu que pela ignorância intelectual, pela falta de conhecimento ou mesmo por se acharem superiores aos outros. Ao longo dos meus mais de 20 anos como profissional de ensino de inglês, encontrei muitos estudantes e professores de inglês com o terrível hábito de julgar e criticar o jeito dos outros falarem inglês.

A pessoa aprende a falar inglês morando na Austrália e aí começa a achar que o sotaque dos outros é ridículo. Como ele aprendeu na Austrália, o cara que está aqui no Brasil tem um jeito ridículo de falar inglês. “Só o que presta é o que eu prefiro ou acho melhor, os outros são lixo!“, dizem.

EnglishesInfelizmente, esse tipo de comportamento é bem típico do brasileiro. Experimente ouvir um coreano falando inglês. Ouça um russo falando inglês. Que tal um italiano? Um chinês? Um mexicano? Enfim, nos outros países as pessoas estão preocupadas em se comunicar em inglês e não em atingir o nível ultra hiper mega super blaster da pronúncia e do sotaque. Só aqui no Brasil, algumas pessoas têm essa mania terrível e idiota de achar que sotaque A, B, C ou D é ridículo. Esse comportamento é ainda muito pior quando parte de um professor de inglês (quando vejo isso, logo concluo que a pessoa não é bem um professor profissional, é apenas mais um aventureiro arrogante que se acha o dono da verdade!).

Eu falo inglês quase que diariamente com americanos, britânicos, australianos, canadenses e irlandeses. Todos entendem perfeitamente o que digo e não se preocupam com o meu sotaque (que de acordo com eles não tem nada de errado, feio, ridículo, estranho, patético). Para eles, o importante é a comunicação. O principal é se fazer entendido e entender. Acredite, os falantes nativos estão muito mais interessados na comunicação do que em avaliar seu sotaque como ridículo ou não.

O que isso tem a ver com você?

Para entender, responda as seguintes perguntas: O que faz com que seu sotaque (jeito de falar) inglês seja ridículo? Quem dita as regras do ridículo? O que é o ridículo?

Como profissional na área, o que eu tenho a dizer é que você está aprendendo. Portanto, está melhorando a cada dia (Eu também procuro melhor a cada dia!). Hoje você pode ter várias falhas ao falar inglês. Você pode estar ciente delas e, portanto, está fazendo de tudo para superá-las. Ótimo! Parabéns! Garanto a você que em 30 dias você estará bem melhor do que está agora! E em 1 ano estará muito melhor do que estava um ano atrás. Você vai melhorar sua pronúncia, seu vocabulário, sua gramática e, claro, reduzir seu sotaque.

Mas, lembre-se: seu sotaque brasileiro ao falar inglês poderá ser reduzido com muito esforço; mas, você nunca o perderá. Acredite: um dia ou outro – por melhor que você fique nesse negócio de falar inglês! – algo fará com que você seja descoberto. Portanto, preocupe-se em falar inglês com menos erros gramaticais possíveis. Amplie seu vocabulário (uso correto e natural das palavras). Aprenda a pronunciar bem as palavras. Envolva-se com a língua inglesa em todos os sentidos. Comunique-se. Procure sempre melhorar!

Seu sotaque é sua marca registrada. Seu jeito de falar. Sua identidade. Sua alma. Seu espírito. Seu eu. Não se desespere tentando falar inglês como um americano ou um britânico. Comunique-se! Afinal, como diria o saudoso Abelardo Barbosa, vulgo Chacrinha, “quem não se comunica se trumbica”. Não se incomode com as críticas e siga feliz da vida aprendendo e melhorando cada vez mais. E quando alguém falar que seu sotaque é ridículo, sorria e diga à pessoa que você ainda está melhorando; já ela… Bom, ela ainda precisa melhorar bem mais! 😊

Frases em inglês? Como formar!? Aprenda aqui!

Como formar frases em inglês!? Será que existe uma dica milagrosa para ajudar com essa coisa de frases em inglês!? Essas perguntas são muito comuns entre inúmeros estudantes de inglês. Geralmente, quem faz essa pergunta já sabe algumas (ou muitas) coisas em inglês, mas se enrola na hora de criar frases. Portanto, se você tem essa dúvida, continue lendo este texto.

Como formar frases em inglês?

De modo geral, a melhor maneira para aprender como formar frases em inglês é, desde cedo, aprender frases e ir fazendo pequenas alterações nelas para ir se acostumando com as estruturas.

Assim, você aprende não só como formar frases em ingles, mas aprender também a gramática de modo bem natural. Sem contar que por ainda ir usando a criatividade para criar novas frases sempre que quiser.

Para não ficarmos só na teoria, vamos à prática. Segue abaixo uma dica que sempre dei – e ainda dou – a todos os estudantes que me fazem essas perguntas.

Pratique essa ideia

Digamos que você acabou de aprender a frase “What’s your name?“. Você pratica esse “what’s your name?” até ficar com ele na ponta da língua. Depois que souber bem, ao invés de deixá-la de lado, começa a brincar com a frase. Para isso, comece trocando a palavra “name” por outras palavras que façam sentido na frase. Escreva isso em seu caderno e vá se acostumando com a estrutura. Por exemplo:

  • What’s your favorite color?
  • What’s your last name?
  • What’s your address?
  • What’s your email address?
  • What’s your phone number?

Como formar frases em inglês?Veja que a estrutura inicial – what’s your – foi mantida. Somente o final foi trocado para que você pudesse criar uma nova frase e praticar o vocabulário que já sabe.

Você pode fazer isso com qualquer frase que considerar interessante ao longo dos seus estudos de inglês. Veja outro exemplo:

  • He goes to work by car.
  • He goes to work by bus.
  • He goes to work by bike.
  • He goes to work by taxi.

Você pode mudar o local para onde a pessoa vai ou mudar a pessoa (sujeito da frase):

  • He goes to university by car.
  • She goes to school by bus.
  • She goes to London by plane.
  • She goes to church by bike.

Conforme você for aprendendo mais e mais frases em inglês, você poderá fazer esse tipo de alterações para se acostumar com o fato de como formar frases em inglês.

Um problema comum

O problema dos estudantes de inglês nessa coisa de como formar frases em inglês está no fato deles sempre querer saber o(s) porquê(s) da estrutura gramatical (qual é a regra?). Se ao invés de ficarem preocupados com os detalhes das frases, passassem a prestar atenção ao contexto, ao significado e ao modo como certas estruturas são usadas, as coisas ficariam mais simples.

Por exemplo, tem gente que entra em desespero quando aprende que “I’ll have…” significa “Eu quero…“. Afirmam que isso simplesmente não dá para entrar na cabeça. Para mim isso é bobagem! Pois, o que a pessoa tem de aprender é que usamos “I’ll have…” quando falamos a um garçom em um restaurante (ou lanchonete) o que vamos querer. Temos então de aprender o significado (Eu quero…), o contexto (usado por um cliente em um restaurante ou lanchonete) e a estrutura natural (gramática de uso) em inglês (I’ll have…). Nada de se preocupar com o porquê de usarmos “will” e se podemos trocar por “going to“.

  • I’ll have the special.
  • I’ll have a hamburger.
  • I’ll have an orange juice.
  • I’ll have a slice of pizza.

Conclusão

Usando a criatividade você será capaz de ir observando outras mudanças que podem ser feitas dentro de inúmeras frases que for aprendendo. Se errar em alguma, você certamente aprenderá o certo uma hora outra e terá a chance de continuar escrevendo/falando do jeito certo.

Essa dica vale para simplesmente todos os níveis de aprendizado de inglês. Quanto mais cedo você começar a fazer isso, mais rápido e fácil será para você entender como formar frases em inglês.

Você pode ainda tentar acrescentar novas palavras a uma frase simples e assim aumentá-la. Por exemplo, você escreve a frase “I live in a house“. Agora pode acrescentar mais palavras a ela para dar uma melhorada:

» I live in a big house.
» I live in a comfortable house.
» I live in a beautiful house.
» I live in a modest house.
» I live in a very big and comfortable house.

Tudo o que escrevi acima pode ser encontrado em mais detalhes em meus três livros – Inglês na Ponta da Língua, Gramática de Uso da Língua Inglesa e Combinando Palavras em Inglês. Esse livros estão à venda em todo o Brasil (livrarias físicas e sites de vendas). Além dos livros, você pode ainda aprender muito mais participando do curso online Aprender Inglês Lexicalmente. Nele há muito mais dicas relacionadas ao aprendizado natural de inglês e o desenvolvimento da fluência. Se estiver interessado em participar, clique aqui para se inscrever.

Por que aprender a pronúncia do inglês é difícil?

Por que aprender a pronúncia do inglês é difícil? Essa é uma pergunta que muita gente me faz. Algumas pessoas dizem que não é tão difícil assim. Já outras simplesmente sofrem para se acostumar a ouvir (diferenciar) e reproduzir alguns sons.

Neste artigo, vou falar um pouco sobre esse fenômeno. Portanto, continue lendo para entender algumas coisas interessantes e curiosas.

Como aprendemos os sons de nossa língua?

Quando crianças ficamos tão expostos aos sons da nossa língua materna [português] que com o passar do tempo começamos a produzir tais sons naturalmente. Em inglês, esse reconhecimento dos sons e adaptação a eles é chamado de phonemic awareness (algo como consciência fonêmica).

Após essa fase inicial, passamos a aprender os morfemas. Ou seja, começamos a colocar os sons juntos e a formar palavras. Isso tudo acontece conforme vamos crescendo. Nós ouvimos os sons (percepção) e começamos aos poucos a reproduzi-los (produção).

Por que aprender a pronúncia do inglês é difícil?

Depois, da fase dos morfemas, passamos para a fase das sentenças. Vamos repetindo frases curtas e na maioria das vezes com a gramática não muito acertada. Mas, lá dentro do nosso cérebro a área responsável pela aquisição da gramatical natural também está sendo trabalhada.

Essas “fases” acontecem aos poucos e podem variar de um bebê para outro. Contudo a sequência é a mesma: fonemas, morfemas, sentenças.

Ok! O que dizer no caso de um adulto que decide aprender inglês?

Adultos aprendendo uma segunda língua

O subtítulo aqui deveria ser “aprendendo os sons de uma segunda língua após a puberdade“. Isso porque é após a puberdade que as coisas começam a ficar difíceis. E por quê?

Ao iniciarmos os estudos de uma segunda língua temos de aprender a perceber e reproduzir os sons daquela língua. Muitos sons não existem na língua materna do aprendiz, logo o cérebro tenta associar os sons desconhecidos a sons conhecidos. É o que acontece com os sons do TH que parecer soar como z, s ou f, em algumas palavras. Ou o que gera dificuldades para perceber a diferença entre man e men.

De acordo com estudos realizados por pesquisadores da Radboud University na Holanda, o cérebro faz essa associação porque para ele essas diferenças não são tão importantes. No entanto, com o passar do tempo, ele vai se acostumando e percebendo as diferenças. Assim, você pode aprender a perceber a diferença entre man e men, symbol e thimble ou beach e bitch, mas não dá conta de reproduzir os sons da mesma maneira.

Por quê?

O aparelho fonador

Todos os sons que produzimos em nossa língua – ou qualquer outra – precisam do nosso aparelho fonador (língua, lábios, laringe,traqueia, etc.). Todo este aparelho é controlado por músculos.

Quando crianças (bebês), o aparelho fonador (consequentemente, os músculos e nervos que movem tudo isso) está em fase de desenvolvimento. Portanto, a capacidade de se adaptar, aprender, acostumar-se aos movimentos necessários para reproduzir os sons é muito mais fácil.

Mas, quando passamos de uma certa idade, vai ocorrendo um certo enrijecimento dos músculos. Consequentemente, é extremamente normal que tenhamos dificuldades para aprender aqueles novos sons que uma segunda língua tem.

Isto significa que a sua dificuldade em aprender a pronunciar corretamente o som do th em tooth e with não significa que você seja incapaz de aprender inglês. Na verdade, a dificuldade está no fato de você tentar movimentar seus músculos de um modo ao qual não está acostumado. Os músculos do aparelho fonador não estão adaptados e preparados para esses novos sons. E como o tempo (idade) passou, esse músculos não se sentem muito confortáveis para reproduzir os novos sons com exatidão.

Dá para resolver isso?

Para responder a essa pergunta, vamos imaginar uma situação muito frequente nos dias de hoje.

Você passa anos sem exercitar os músculos dos braços, pernas e abdômen. Certo dia, você decide entrar em uma academia. Você começa meio aos poucos, sente dores, pensa em parar, etc. Você se sente desconfortável. Afinal, você não está acostumado a se exercitar! Porém, com o tempo, persistência, continuidade, prática, etc., os músculos se adaptam às novas atividades.

Pois bem! O mesmo acontece com os músculos do aparelho fonador.

Ou seja, é preciso prática, persistência, tempo, continuidade, esforço, dedicação, etc., para que todo o aparelho se acostume a reproduzir esses novos sons.

Para isso, é preciso escutar inglês o máximo que puder (aprender a perceber os sons). Fazer atividades/exercícios que foquem na reprodução desses sons sons. Estudar a pronúncia das palavras. Comparar os diferentes sons da língua portuguesa e da língua inglesa. Enfim, estudar e praticar.

Mas…

Contudo, é preciso ter em mente que muitos sons provavelmente não sejamos capazes de reproduzir da mesma forma como um falante nativo. Em outras palavras, pode ser que você nunca domine os sons do TH com maestria.

Isso pode ser difícil de aceitar! Mas, não se desespere e não perca sua motivação. Os especialistas em ensino de línguas dizem que o importante é se comunicar. Portanto, o que conta mesmo é o conjunto da obra.

Isto significa que se na expressão ‘I used to go to the gym when I was twenty‘ você pode pronunciar o ‘used to‘ como ‘iuzed tchu‘ ou ‘iustchu‘, a pessoa que ouvir saberá o que você estará dizendo. Afinal, o contexto deixa claro o rumo da conversa. Claro que há casos que podem causar confusão; mas, geralmente uma boa conversa acaba deixando tudo bem claro.

O importante é não se martirizar e achar que incapaz de aprender inglês por causa de um som ou outro. Há muito mais coisas para ajudar você a se comunicar em inglês. Então, foque nisso! E aos poucos vá fazendo exercícios que ajudem você a se dar bem com os novos sons. Mas, caso não consiga ficar igual um nativo, não desista; afinal, você não é um nativo.

Espero ter deixado esse assunto claro a todos. Aprender a pronúncia dos sons é importante, mas não é o tudo. Aprender a pronúncia é importante, mas se comunicar é muito mais. Aprender a pronúncia é importante, mas é bem provável que muitos sons você saberá identificar (reconhecer), mas nunca reproduzir com precisão.

Não desista do inglês por causa do ‘th’. Inglês não se resume a isso!

Take care and keep learning!