Professores de Inglês Qualificados [Parte I]

Hoje peço licença a todos para escrever mais um daqueles textos que intrigam e irritam várias pessoas. Trata-se de algo que amigo inglês, Emmanuel A. Faigenblum, comentou por meio de email e eu senti aquela vontade louca de escrever a respeito. Após ler esse texto aqui, convido você a ler a segunda parte em Professores de Inglês Qualificados [Parte II].

O fato é o seguinte: geralmente as escolas de inglês colocam anúncios em jornais e outros veículos de comunicação solicitando que professores (altamente) capacitados enviem currículos para análise e (quem sabe) possível contratação após passar pelos trâmites (prova escrita, prova oral, treinamento, aula demonstrativa etc.). Até aí tudo bem o problema é que para esse profissional qualificado (capacitado) pagam a bagatela de R$12,00 (doze reais) a hora ou menos. Em rápida pesquisa no Twitter alguns professores me disseram que há escolas grandes em grandes cidades brasileiras pagando menos de R$10,00 (dez reais) a hora.As perguntas que surgem aqui são:

  1. Professores de Inglês Qualificados [Parte I]O que significa ser qualificado (capacitado) para essas escolas?
  2. Como eles medem a qualificação dos profissionais?
  3. Que tipo de profissionais esses cursos de idiomas contratam?
  4. Que ânimo (motivação) um professor de inglês que almeja seguir carreira na área tem recebendo R$10,00 por hora/aula?

A seguir vou comentar algumas coisas e se você é Profissional da Área de Ensino de Língua Inglesa (ELT Professional) ficarei extremamente satisfeito com seus comentários, críticas, sugestões, broncas etc. Lembre-se: o blog é seu também, portanto diga-me o que você pensa.

Para a primeira pergunta feita acima, eu acredito que para essas escolinhas de idiomas um “professor qualificado” (veja que escrevi entre aspas) deve ter o seguinte perfil:

  1. Fala inglês – o problema é que na maioria das vezes o nível desse “profissional capacitado” está abaixo do nível C1 no Common European Framework. Aliás, é bem provável que esse pessoal (escola e professor) nunca ouviu falar em Common European Framework e tantas outras coisas importantes na área de ELT;
  2. Morou em um país de língua inglesa por algum tempo – no país em que morou esse “profissional qualificado” trabalhou como zelador, carpinteiro, garçom, eletricista, ajudante de pedreiro, técnico de som, lavador de pratos, entregador de qualquer coisa etc. Ou seja, o sujeito não faz nem ideia do que seja TESOL, CELTA, DELTA, SLA, Methods and Approaches, Classroom Management, Syllabus Design, etc;
  3. Fez a provinha de professores e passou – o “profissional capacitado” foi chamado até à escola para fazer uma prova escrita (na qual ele cometeu alguns errinhos), uma prova oral (falou lá um inglês com o coordenador do curso), sorriu, foi simpático, demonstrou boa desenvoltura etc. Pronto! Ganhou a chance de fazer o treinamento.

Com relação à pergunta 2, tenho a dizer que a qualificação nestas escolas não é medida profissionalmente. Afinal, para a grande maioria dos donos de escolas de inglês curso de inglês é apenas um negócio (meio de ganhar dinheiro). Ensino de Língua Inglesa de modo Profissional não existe. A maioria das redes franqueadoras se orgulham do marketing (bem feito), das ideias de venda (baseadas em armações e muito papo de vendedor), material de excelente qualidade (papel e impressão apenas; conteúdo deixa a desejar) etc. Enfim, no quesito Desenvolvimento Pedagógico pecam grandiosamente.

Esses cursos de idiomas capengas contratam muitas vezes pessoas desesperadas para arrumar um empreguinho temporário. Logo, R$10,00 a hora está de bom tamanho. Dar aulinhas de inglês é apenas um para ganhar uma graninha até pintar um emprego sério e de verdade.

Na verdade, esses ditos “profissionais qualificados” atrapalham o desenvolvimento e capacitação de pessoas que levam a profissão de ensinar inglês à sério. As escolas se esbaldam com esses profissionais (em limpeza, som, entrega, carpintaria, eletricidade, etc). Não é preciso pagar muito; eles preferem receber uma merrequinha a ter de trabalhar com o que trabalhavam nos lá fora.

Cito aqui o que meu amigo inglês disse no email: “you pay peanuts, you get monkeys“. Ou seja, como as escolinhas pagam pouco, elas merecem ter profissionais de péssima qualidade mesmo. “Profissionais” sem compromisso com o ensino de língua (por isso, abandonam as turmas no meio do semestre), sem esperança de seguir carreira na profissão (ficar recebendo merrequinha sempre é castigo). Como esse texto tem uma sequência, você perceberá que as demais perguntas serão abordadas em outra ocasião.

Enfim, o que você pensa sobre isso? Qual a sua opinião? Deixe seu comentário abaixo e vamos trocar ideias. Por favor, nada de deixar comentários como anônimo, deixe seu nome para sabermos de de quem é a opinião. Lembre-se de ler também a segunda parte em Professores de Inglês Qualificados [Parte II].

  • Anonymous

    Parabéns!!! Disse tudo! Estas "escolas de inglês" não tem nada além de marketing. Vc disse tudo. SEM MAIS COMENTÁRIOS, e ainda os pais colocam seus filhinhos lá porque os amiguinhos estão lá. "MARIA VAI COM AS OUTRAS" e aprender que é bom, NADA!

  • Ira

    Oi Denilso, Acho que vou meio que na contramão do que vc escreveu aqui. Não sou uma pessoa que morou no exterior e nem tão pouco sou altamente qualificada. Sou formada em Letras e sempre adorei inglês. Me candidatei a uma vaga de professora numa dessas escolas e fui aprovada, sem ao menos uma entrevista em inglês (o que achei pra lá de estranho). Bom, desde que comecei a lecionar lá, minha preocupação com a qualidade do material que apresento pra aula tem sido constante. Tanto que fico horas e horas pensando em como atingir diferentes tipos de pessoas, níveis de inglês, idade, enfim. São quase dois anos que estou lá, e não me atrevi a sair do nível intermediário, que comecei apenas esse semestre, pois queria desenvolver esse trabalho bacana e ao mesmo tempo me sentir confiante com o conteúdo.Apesar da insistência da própria coordenadora que diz que tenho condições de ensinar até níveis mais avançados.Agora, a escola contrata sim,esse tipo profissional que vc mencionou, principalmente o que morou no exterior. Tenho visto o descaso com o preparo das aulas desses "profissionais" e o pior, morar no exterior para os pais, donos dessas escolas, é um status .Outro dia uma aluninha me perguntou e dizendo assim, com certeza vc já viajou para o exterior, né?Enfim, o que eu gostaria de colocar aqui é que acho ridículo o valor pago por eles pelo trabalho que desenvolvo, pela seriedade com que levo o ensino. Tenho certeza que dentre os 10 profissionais de lá, sou provavelmente a única que fica 3,4, 5 horas pra preparar uma aula de 1 hora. Depois temos tarefas pra corrigir, provas , reuniões com pais e tudo mais pra ganhar 10,00. Me sinto injustiçada. Só gostaria de deixar meu protesto aqui. Levo minha profissão a sério e estou me preparando também, tendo aulas pra melhorar meu nível de inglês. Posso não ser tudo isso ainda, eu disse ainda. Tenho lutado muito pra me tornar um profissional respeitado nessa área.Obrigada por trazer à tona o assunto.

  • Angela Ventura

    Com as estratégias de marketing caras e bem feitas, algumas escolas tornaram-se símbolo de status. Matricular o filho em tal escola significa dizer aos outros que se tem muito dinheiro. Até aí, tudo bem. "Pobrema" deles! A parte que nos toca ( e nos ofende) é que professor, cadeira, mesa, projetor foram colocados no mesmo patamar…quebrou a TV manda consertar. Saiu um prof., chama outro. Pra eles, nós profs, somos apenas uma "pecinha" no sistema. Todos iguais. A qualificação é só uma palavra pra inserir nos planos de marketing…É isso, Denilso…aguardo a próxima parte da discussão…Abraço

  • Anonymous

    Parabéns!Infelizmente, é isso mesmo, no máximo que vc pode conseguir por aula aqui em SP é R$ 14,50(em escolinhas). O número de alunos por por classe é de 7 a 10. Como uma profaº pode fazer um bom trbalho?Na minha opinião, o pior é ensinar para quem não gosta, o aluno não faz a lição de casa, não estuda… é terrivel.Sempre digo aos meus alunos: "Só vcs podem fazer alguma coisa por vcs. E o q vc tem dentro da sua cabeça nunca ninguém roubará". Não disperdice esta opotunidade!Não leciono em escola, sou profª particular, não é fácil também.Bom é isso!Aquele abraço e agradecida por seu Blog, ele é um ponto de luz na escuridão.

    • Caroline

      Olá li seu comentário, e como professora particular, o que vc faz? estou pensando em ministrar aulas particulares gostaria da dica de alguém com mais experiência.

  • Caio

    Concordo com você Denilso, na escola que eu estudo espanhol (minha professora de espanhol é Venezuelana por isso não tenho problema) os professores de inglês são no minimo ruins. Uma dessas "professoras" tem uma pronuncia e comete erros que me deixam de cabelos em pé. Não vou citar nomes aqui, mas este exemplo mostra a categoria de nossas escolas de inglês.Abraços e parabéns pelo trabalho

  • Rafaela .

    Muito bom!!! há muitos que acham que seu 'ingrêis é bem dizido", moraram fora e acham que isso basta, sendo que nem conhecem bem a própria língua materna, entre outras coisas, metodologias e afins….a questão é: a pessoa tem que saber falar inglês, ou saber ensinar inglês? eu dou aula há um tempo já, não fui para fora, mas estudo, fuço, não sou um dicionário ambulante, mas já ouvi de muitos alunos que eu consegui fazê-los gostar do idoma e quere aprender mais!!!!Parabéns pelo post, sou sua fã há tempos!!!!Abraço!

  • Anonymous

    Olá Denilson, há professores e professores. Alguns formados em Letras, cometem erros gravíssimos, imagine aqueles que não tem formação nenhuma. Sempre fiquei revoltada, porque as escolas não me contrataam por não ter experiencia no exterior e hoje vejo alguns professores que chamei para uma entrevista e não sabem o que é uma conjunção, o que é advérbio, pronome relativo, demonstrativo. Acho que quem quer ser professor, estuda e muito. Quem entrevista essas pessoas que querem dar aula, deve perguntar o por que que estão lá. Gente!! Fala sério!! Dar aula não é só abrir livro e "papagaiar" em ingles!

  • http://www.blogger.com/profile/15970562946194005838 RobertoSLJunior

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  • Prof. Ricardo

    Depoimento FANTÁSTICO, Denilson. Creio que disseste o que MUITOS professores formados gostariam de falar mas possuem medo. Obrigado por teu trabalho primoroso e tua CORAGEM em defender a classe docente. Forte abraço. Prof. Ricardo (Santa Catarina)

  • Bianca Cristina

    Concordo com você. No entanto, acho que os pais e os próprios alunos são capazes de definir o grau de conhecimento do professor, mas muitas vezes preferem investir pouco no curso apenas para ter um certificado de conclusão no currículo. Só vão perceber o erro quando precisarem de fato mostrar conhecimento. Quando você mencionou no post: "you pay peanuts, you get monkeys", de imediato eu não pensei na situação do professor, mas na situação do aluno que é o maior prejudicado nesta história toda. Não acho que seja correto, mas infelizmente ainda temos que pagar um preço alto para ter um ensino de qualidade.

  • Flora

    Olá Denilso! Texto maravilhoso, parabéns! E infelizmente a realidade é essa. Sou profissional da área de Letras e já trabalho nisso há quase 8 anos, então posso afirmar com conhecimento de causa que muitos profissionais desqualificados são contratados com frequência por esse tipo de escola. É uma pena, desrespeito total com os alunos! Um abraço!

  • Anonymous

    Denilson…Eu segui uma sugestão do seu blog para o curso de inglês da Influx. Estou estudando lá ( SBC ), o material didático é muito bom, porém as duas professores com que tive aulas são extremamentes fracas. Faço um módulo onde em paralelo outras pessoas tb estudam " eles chamam de personal " e na minha turma tem um rapaz que está no último livro ( ao final do 2 ano e meio ) e mal fala inglês. Isto me deixou desmotivada pois a proposta da escola é de fluência ao final deste período. Concordo com o que vc escreveu, pois algumas escolas pagam mal, avaliam e contratam mal, mas cobram um valor significativo dos alunos, fora os materiais didáticos super faturados. A professora que estou tendo aula atualmente é autodidata ( ??? )…achei estranho isso…mas com o passar das aulas super fracas dá para perceber o porque. Creio que a falta de experiência conta muito. Cheguei a fazer uma reclamação na escola mas não fui ouvida. Somente justificaram o método dela. Infelizmente poucas instituições da língua inglesa é comprometida com o aprendizado. Uma pena…. Um abraço e parabéns pelo blog que está cada dia melhor.

  • Patrícia

    Olá Denilso,Eu concordo com tudo o que vc escreveu. Cansei de perder vagas para os filhinhos de papai que passaram 6 meses surfando na austrália e nem sabem o que é um noun… Poxa isso sempre me deixava pra baixo. Mesmo com o diploma de Letras na mão, vários cursos, convenções, workshops e referências de alunos, as escolas passavam batidas por mim por eu não ter viajado ainda. Toda a minha bagagem cultural e profissional era lixo perto do cara que foi pra Disney ou se "formou" no curso da franquia tal e agora precisa de grana e vem dar aula de Inglês pq é barbada…Hoje isso já não é mais problema, tenho 10 anos de estrada e meu CV tá bem recheado. Desisti destes cursinhos e agora só private classes, afinal estudei, me qualifiquei e mereço reconhecimento. R$10,00 a hora é realmente um insulto para os verdadeiros ELT Professionals.Infelizmente esta é a realidade…

  • Daniele

    E eu como aluna dessas escolas pago absurdooooooo para ter por semana duas horas e meia de aula.

  • Anonymous

    Denilso… estou sentindo isso na pele, cada vez que vou a aula, tem um professor diferente, e o pior é vc questionar algo e o professor parar pra pensar e não esclarecer sua duvida, professores "Quebra galho"… e preso ao contrato tenho que ir me contentado e esforçando ao maximo….Abraços.

  • Anonymous

    Ola a todos……eu meio que concordo e discordo.Concordo que pagam bem pouco aos professores pelo conhecimento e trabalho para aprender uma lingua, concordo que existem pessoas que trabalham de garçom e vem pra ca ensinar inglês, enfim. Mas isso só existe por causa da população mesmo, que não tem condições de pagar o preço justo de uma aula de inglês. Não concordo com o pessoal decendo o pau, mas ninguém parou pra pensar, puxa se eu tivesse aulas particulares com um professor (formado e experiente) eu tiraria mais proveito das aulas e consequentemente o professor estaria ganhando o justo, se todos fizessem isso não teríamos as escolas fazendo todo esse trambique, porém como praticamente todos recorrem as escolas por nao terem dinheiro, então acho errado reclamar. A escola como uma empresa tem que se sustentar, como ela vai pagar 40,00 pra um professor e ganhar 10,00 ou 20,00…….Vamos pensar em tudo gente, se você fosse o dono da escola oque você faria?

  • alex

    Pois é Denilso, estou fazendo curso intensivo do Senac e meu professor nunca morou fora. Tudo bem que você pode aprender sem precisar viajar.Mas eu acredito que o sentimento da língua inglesa, em que você consegue criar novas girias e phrasal verbs, por exemplo, só se consegue morando fora. Não sei se é porque ele é professor do Starter que não é exigido esse requisito. Fica ai minha opinião.

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    Obrigado a todos pelos comentários! chegou a hora de responder a algumas perguntas feitas por alguns Anônimos. Na verdade, eu não queria aceitar os comentários Anônimos, pois fica muito impessoal. Mas, infelizmente, muita gente não percebe o mal que causa postando como Anônimo ou mesmo sem assinar o comentário.Acima um Anônimo disse que concorda e discorda e no final perguntou o que eu faria se fosse dono de uma escola de inglês. Minha resposta:Se eu fosse dono de uma escola de inglês eu teria uma Escola e não uma escolinha. Meus professores serem altamente capacitados e receberiam muito bem (R$30,00 a hora para cima). Teríamos um plano de carreira no qual quanto mais capacitado fosse o Profissional mais ele ganharia. As pessoas (estudantes de inglês, pais e responsáveis) querem Qualidade e certamente pagam a mais por isso. A política do preço baixo na minha escola não existiria. O acompanhamento pedagógico (pós-venda) seria levado à serio por todos os colaboradores da escola (desde a zeladora até o dono).A população quer retorno do dinheiro investido em um curso. Logo, eu procuraria dar esse retorno e assim manter todos satisfeitos (funcionários e clientes).Ou seja, eu não seria demagogo ao ponto de defende uma ideia e praticar outra. Eu seria Profissional, não trambiqueiro e aproveitador dos sonhos alheios!Se uma Escola de Idiomas séria, com perfil pedagógico arrojado, com foco no aprendizado e na qualidade dos serviços oferecidos levasse a sério o que prega certamente ela teria muitos alunos. Afinal, tem muita gente por aí que quer isso! E não estou falando de ricos e milionários; mas sim de todos.O problema é o comércio e não as pessoas em geral!

  • Lyce

    Obrigada Denilso.As escolas e seus "ditos" diretores e coordenadores visam o marketing, aumento do número de alunos, retenção dos mesmos com créditos, bônus ou seja lá o que for, mas o ensino …fica a desejar. A maioria com suas franquias visam o lucro puro. Além de não receber como professora o combinado, ainda sinto a frustação de ver alunos com potencial serem limitados em seu processo de aprendizado e, consequentemente muitos ficam frustados. Devo ressaltar que como professora deveria "sempre" me limitar ao manual (book)e não ir "além" na explicação. Qual progresso um aluno poderia ter a não ser seguir na fila do book1, book2 e assim por diante?Aprendi inglês com uma ótima professora ainda no ginasial e ela sempre me estimulou a aprender dia a dia. Que estímulo nos poderemos dar se somos podados??? Mudanças são necessárias! Seu blog cumpre sua parte no processo de mudanças. Obrigada pela oportunidade e pelas dicas preciosas do blog, afinal "dividir" é "multiplicar".

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    O Alex comentou acima sobre a questo de morar fora e adquirir o "sentimento da língua". Meu comentário é o seguinte:Conheço inúmeras pessoas que nunca moraram fora e falam inglês muito bem, estão acima do nível C1 do Common european Framework, já fizeram inúmeras provas de proficiência e passaram, conseguem até mesmo se passarem por nativos.Sorte? Dom divino? Iluminação Kármica? Vidas Passadas?Nada disso! Muita dedicação! Muito esforço! Muita disciplina para aprender e dominar a língua inglesa a cada dia. Rotina de estudo! Objetivo estabelecido! Manutenção do foco! Enfim, qualidade que levaram essas pessoas a se destacarem e se desenvolverem cada vez mais e mais pessoal e profissionalmente.Morar fora par mim não é desculpa para ser péssimo profissional!

  • Lucia Ogata

    Concordo em genero numero e grau… sem maiores comentários, pq senão eu fico com mais raiva… grrrr….

  • Julie

    Olha, eu morei dez anos nos Estados Unidos, fiz tres cursos de Ingles em Nova Iorque onde um deles teve 416 horas. Convivi com americanos no trabalho e escola. Ainda não sou formada em Letras. Trabalho como professora de Ingles numa escola particular. Tenho visto muitos professores formados que não falam o idioma como tambem tenho visto muitos professores de ingles que moraram fora, falam ingles, porém nao sabem nem o que é um noun..Portanto, fica aó o registro que cada caso é um caso.

  • Flavia Paola

    Meu nome é Flavia e também sou professora de inglês, só não sei se feliz ou infelizmente. É realmente um absurdo como nos tratam e esse semestre, por esse motivo, resolvi que não vou mais me sujeitar à essas condições. Parei. Já trabalhei na Skill, Wizard e fiz o treinamento da Wise Up, onde pensei que com tanto treinamento e tantos pré-requisitos. teria encontrado uma escola que desse o real valor ao professor, mas também foi uma decepção. Então, decidi trabalhar só com tradução. Fiz Língua e Literatura Inglesas na PUC-SP, não tenho vivência no exterior (apenas 3 meses em Londres mas foi just for fun) mas nunca parei de estudar. Penso que com quase 8 anos de aula de inglês no ensino fundamenta e médio, se o governo desse a devida atenção à essa matéria, todas essas "escolinhas" que usam Rodrigo Santoro, Grazzi, etc…para atrair alunos ou iriam à falência, ou melhorariam seus cursos e contratariam professores profissionais na área e não pessoas que "fazem bico".Isso é muito triste, mas economizo mais ficando em casa do que apenas tirar o carro da garagem prá ganhar 14 reais por hora.Quem sabe não possamos nos juntar e fazer algo por essa causa com o próximo presidente/governador/prefeito, não?Obrigada e [email protected]

  • claret

    Oi Denilso!Gosto demais do seu blog mas quero te dizer que não existe critério de capacitação, ou melhor, de qualificação, infelizmente sabemos que alguns são mais do que os outros, veja, eu morei e moro nos USA, aqui não só aprendi a usar a língua como também aprendi sobre hábitos e culturas de diversos países. Voltei ao Brasil e cursei letras, na faculdade tive colegas de todas as formas, gente sem cultura nenhuma mas com muita força de vontade, gente sem força de vontade mas com cultura… whatever, eu penso que antes de cursar eu já era capaz, depois de graduada então eu sou muito mais ainda!! Beijinhos!! E olha é por causa desses 10 reais a hora/aula que eu estou por aqui…Bye now!

  • Lucas César

    Olá Denilso a cada dia que passa você aborda um assunto mais interessante no seu blog, o tema abordado hoje é vital para o futuro de muita gente (alunos e professores) concordo plenamente com a questão do pagamento e a maneira como os donos de escolas de idiomas que muita vezes nem falam o idioma só pensam no "negócio" a escola em que trabalho faz isso o tempo todo então para mim não é novidade, e quando argumento alguma coisa eles dizem se o aluno reclamar nós mudamos… o que dificilmente acontecerá pois muitos dos alunos estão sendo totalmente enganados pelos vendedores mal intencionados porém muito bem treinados, eu amo minha profissão e fico triste com isso, pois entrei na profissão para ajudar as pessoas…, estou criando um blog sobre como estudar inglês e logo tentarei trocar de escola…Acessem meu blog:http://eslbrazil.blogspot.com Peço a Deus que a situação mude

  • http://twitter.com/ludmilapr Ludmila

    Concordo plenamente.Eu mesma não conheço nenhuma escola de idiomas que ofereça um plano de carreira para professores. Acho isso lastimável, pois não importa se você não formado na área, ou se tem pós-doutorado, pois você ganhará o mesmo. E isso não nos estimula a estudar, já que não ganharemos nada a mais por isso. É triste, mas quem estuda e se esforça sãos os que mais se importam e que gostam do que fazem, entretanto, parece que quase ninguém vê isso.Também nunca viajei para o exterior mas isso nunca me foi uma desvantagem em quesito algum; é lógico que sempre quis vajar pra fora, mas com esse salário vamos viajar como?

  • Cristina

    Você está certíssimo! Só não vale menosprezar os outros profissionais, né? O resto tá tudo bem!

  • Anonymous

    Olá, Denilson.Concordo plenamente com o que você disse. Essas "escolinhas" na verdade só querem ganhar dinheiro, o aluno é apenas um cliente que deve ser preservado, pois quanto mais tempo ele permanecer no curso mais dinheiro os donos da escola irão ter. A parte pedagogica não existe, ou seja, o importante não é o aluno apreender a língua inglesa, mas sim ficar no curso o maior tempo possível.

  • Gislaine

    Mais um ponto para você Denilso…Esse semestre ouvi de minha Diretora "…e quem disse que os alunos da nossa escola precisam saber falar inglês??" … aí eu me questiono :"O que estou fazendo aqui??"…Hora de mudar? Hora de parar? Procurar outra coisa para fazer? Mas eu gosto do que faço! E aí??? Uma encruzilhada na nossa vida de professor…

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    Estou passando aqui rapidinho para informar que muitos comentários anônimos não serão publicados. Muitos desses merecem uma atenção especial. Afinal, estão mencionando uma rede de ensino ou outra. Façam como a Flávia Paola fez acima: falem da escola mas coloquem seus nomes para que a escola depois possa verificar o que foi dito e assim tomar alguma ação! É assim que você descobrirão se a empresa é honesta e séria ou não! Caso queiram enviar a reclamação diretamente para mim e assim eu a encaminhe para conhecidos nas redes mencionadas o meu email é [email protected] Fica a dica!

  • Priscilla

    Denilso, isso realmente acontece e infelizmente os bons profissionais se sujeitam a isso…como disse a Flavia ai em cima…será que vale a pena tirar o carro da garagem??abraços!Priscilla

  • Renato Alves

    Olá Denilso, muito bom o assunto. Como qualquer professor, seja de inglês, espanhol, geografia, ainda não somos reconhecidos. Eu caredito que tudo vem da cultura, infelizmente a cultura do brasileiro ainda é não dá valor ao profissional. O marketing parece ter oculpado espaço e se tornado a mais importante meta da escola, até por que quanto mais alunos mais dinheiro entra no caixa.Conheço vários professores de escolas de idiomas renomadas (Fisk, CCAA)que hoje quando pergunto o que é collocations pelo menos me dizem "eu não faço a minima idéia". Ou seja, a muito mais involvido.Gostei da forma como você administraria sua escola se tivesse uma. Penso de forma parecida, acho que se focamos na qualidade poderemos cobrar um pouco a mais por isso. Como você mesmo escreveu acima as pessoas fazem um investimento querem retorno, nesse caso a proficiência na língua.Muito obrigado por trazer esse assunto a tona. Assim podemos cooncientizar as pessas.Um abraço, Renato Alves

  • Denilso, tenho uma dúvida..lendo um blog sobre cinema eu vi as palavras "across the pond" na seguinte frase: "This week's Cinema Style takes a look at a few diverse films {{across the pond}} and not just those that involve James Bond or Harry Potter. Here are a few of my favorite films that are a virtual travelogue:"existe uma expressão nessa frase? de que forma ela deve ser interpretada?obrigada!brunna

  • Estevam

    As escolas de inglês não qualificam e muito menos pagam o merecido a seus funcionários, aliás isto é mau de empresário brasileiro, infelizmente na área de educação é ainda pior, porém existem funcionários que não querem crescer, como disseram, é só um bico. Eu mesmo já iniciei um curso, e pelo conversas que tive com certos professores, alguns estudaram fizeram a prova e candidataram-se a vaga e conseguiram. Porém sabem o inglês mas não tem nenhum senso de como é dar aula, totalmente despreparados.

  • Ivy

    Oi Denilso! Adorei o post, concordo com tudo o que vc disse e gostaria de acrescentar o seguinte: um fator que afeta este círculo vicioso que se dá com as escolinhas é a falta de vontade de pais e alunos. Porque o mercado está exigindo Inglês, os pais acham que é só colocar em qualquer escola e o futuro do filho está resolvido. Os próprios alunos, no caso adultos, muitas vezes não têm a motivação necessária, e vão para um lugar destes só para aliviar a consciência pesada ("eu não sei falar, mas estou fazendo aulas"). Enfim, quando a pessoa está a fim de verdade de aprender…. Acha um jeito. Enquanto não têm, as escolinhas fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem.Grande abraço!Ivy

  • http://www.blogger.com/profile/09872070306593139638 Aida

    Sou professora formada há 20 anos (Letras com especialização em Tradução), e Técnica em Tradução e Interpretação em 3 idiomas estrangeiros. Leciono há 15 anos. Escolinhas de inglês (Wizard, Lexical, Unil, Planet) são boas apenas para os donos das escolas, já que apenas o $ interessa. Empleno sábado de manhã, tinha que rebolar para dar aula para 15 "adultos" mortos de sono e de má vontade. Minha ex-coordenadora é de uma mediocridade que salta aos olhos (não tem formação, mas é "boazinha" com os alunos. Precisa praticar inglês com alunos de Avançado para tentar desenvolver a oralidade… Dá pra ser feliz num lugar como esse?

  • Anonymous

    Olá Denilso, Concordo com o que vc escreveu porque também já tive muitos colegas de trabalho 'capacitados' pra dar aula de inglês. Como professora, educadora, estudante de letras-inglês e apaixonada por meu trabalho, acho um absurdo as pessoas acharem q podem entrar numa sala de aula e ensinar crianças sem o mínimo de didática, somente por achar que falam a língua. Ensinar é um DOM e como tal não é domínio de todos! Um abraço, Regiane

  • Tania Rocha

    Fui 'jogada' dentro de uma sala de aula de um curso (um dos maiores do Rio), onde fiquei por 10 anos por ser 'bonitinha' (meu apelido era Miss England), falar inglês fluentemente depois de ter morado um ano fora e estar casada com um nativo. Mas, francamente, não sabia o que estava fazendo! E já faço isso há uns 40 anos (agora, até acho que já aprendi!) e não consigo sair pra tentar uma 'profissão' de verdade. Um dos meus diretores ficou de boca aberta e me disse: "Você é uma professora, sim!" Aí, fui ficando, vendo os cursos onde trabalhei enriquecendo com os seus 'métodos', maneiras de fazer vc aprender em 18 meses etc. E eu? Hoje, aos 58 anos (comecei com 21), mal e porcamente consigo que me paguem 25, a hora sem carteira assinada, nem plano de saúde e sem saber como será o meu dia de amanhã, uma vez que não sou mais tão 'bonitinha', porém, o meu inglês está 40 anos melhor! That's life!

  • Isabel

    Oi, DenilsonGostei do seu desabafo e concordo. Infelizmente um profissional graduado na área de educação neste país não é bem remunerado, ele precisa ter ido ao exterior, mas não lhe é dado verbas ele faz isso com o seu próprio dinheiro. Vc pode verificar quanto um professor (nível universitário) do estado está recebendo, é uma vergonha. Como um profissional ganhando R$10,00 a hora consegue se aperfeiçoar, só se não comer.Valeu, um grande abraçoIsabel

  • Carmen Santos-Leao

    Olá, denilson, tudo bem?Adorei o post. Sou professora de inglês e espanhol, fiz Letras com licenciatura nos dois idiomas e há vinte e cinco anos estudo inglês. Morei no Canadá, onde estudei durante um ano e depois fui pra New York onde morei por dez anos. Enquanto estive lá fiz enfermagem, depois Educação Infantil, Psicologia e Serviço Social. Como gosto muito de escrever, tenho alguns poemas e contos publicados em Antologia Poética pela Biblioteca Nacional de Maryland. E quando vc fala pra alguém que morou tanto tempo fora, a primeira pergunta é se vc juntou bastante grana pra comprar isso ou aquilo aqui no Brasil. E quando eu respondo que não trouxe nada, somente a minha mudança e uma biblioteca com quatro mil livros, e que todo o dinheiro que eu ganhava investia em meus estudos, sinto um quê de decepção na maioria das pessoas. Bom, quando eu envio meu curriculo, os donos de escolas ficam deslumbrados, mas a decepção que sinto é muito grande quando me oferecem um salário de fome por tantos anos de estudos e sacrificios.Depois descobri que algumas escolas usavam os meus certificados de Letras e Proficiência para ganharem licitações em empresas. O que mais me revolta nessas escolas é que são muito exigentes em relação a você e oferecem muito pouco ao profissional qualificado. Por isso criei uma ONG voltada ao ensino de LEM e dou aulas de inglês e espanhol nas empresas. Faço preparatórios para TOEFL, TOEIC, BULATS, DELE entre outros, como também inglês regular e instrumental. É um ensino diferenciado e todos os alunos que tenho são by word of mouth (propaganda boca a boca). Adoro ensinar e meu prazer é quando preparo alguém para um teste de proficiência e ele liga logo depois dizendo: -"Teacher, I did! I got it! Parabéns pelo blog.Warm regards,Carmen Santos-Leao

  • Angela Graciela

    OláConcordo com você plenamente. Depois de estar no mercado de Business and General English por quase 20 anos cheguei a conclusão que a exploração tem limite. Prefiro hoje dar aulas particulares, manter uma excelência em qualidade de ensino e fazer o que o aluno precisa. Nossa classe precisa ganhar muito mais, porém infelizmente a mediocridade é tanta que há gente que se conforma em ganhar pouco porque também tem poucos horizontes profissionais. Trabalho com ensino diferenciado e me especializei em Coaching Educacional para atender um publico que tem dificuldades de aprendizagem. Alem de ver resultados muito significativos, aumentando a auto-estima dos alunos e tornando-os mais capazes e felizes como pessoas, consegui também ser mais bem remunerada. Acho que o jeito e descobrie outras formas de não deixar que nos desvalorizem.Obrigada por este email que tanto retrata a situação do professor de inglês atual.

  • Rosa

    É isso mesmo,concordo plenamente,cobram pouco e não ensinam nada…Não precisa dizer mais nada!!!

  • marcia

    vcs. ja imaginaram se cada um de nos que quer dar aulas de ingles com qualidade abrissemos um pequeno espaço, dessemos a aula com a responsabilidade que temos, escolhendo material didatico de qualidade, colocando e pratica nosso conhecimento, aperfeiçoando sempre esse conhecimento, porque o fato de sabermos hoje, não significa que saberemos sempre, temos que reciclar o tempo inteiro e oferecermos isso a populaçao? Quebrariamos o poder de fogo das franquias. Não adiantaria atores nas propagandas! Ao contrario , o que fazemos?

  • Guilherme R. Fauque

    Descobri este site a pouco tempo. Estou maravilhado com a qualidade dos artigos e o nível das discussões. Sou um estudante de inglês intermediário, não tenho pretensões de dar aulas de inglês até porque já "luto" com as injustiças salariais de um professor de filosofia, como sou. No entanto, o inglês é fundamental para mim, além de que gosto muito da lingua. Lendo este breve texto do Denilson, fico triste em ver como está o nível de inglês das "escolas" por aqui. Não sabia que era assim… Certamente que há professores e professores, mas com certeza o meio que lecionam não ajudam numa melhor qualificação e na busca de melhoramento profissional como linguista.

  • http://www.blogger.com/profile/10679697389014921166 Denilso de Lima

    Em um comentário anônimo feito acima a pessoa disse ter estudado em um curso indicado por mim aqui no blog: inFlux. Pois bem, como sou Consultor Pedagógico para a rede inFlux decidi conversar com várias pessoas a respeito do que foi dito. Além disso, faço parte do grupo de pessoas que cuida do perfil pedagógico da rede (falo com professores e franqueados da rede frequentemente e realizo trabalho de aperfeiçoamento com várias unidades), portanto, tomo o comentário como sendo para mim também. Acredito no trabalho que a rede inFlux tenta realizar no Brasil enfrentando a concorrência desleal e o trabalho mal feito de outros.Assim sendo, informo à pessoa que escreveu sobre a inFlux que a insatisfação registrada foi encaminhada para os diretores da rede e também diretores da unidade por ela mencionada. Fico grato pelo comentário pois assim será possível avaliar cada vez mais e mais a rede para a qual eu presto meus serviços pedagógicos, recomendo e tem um espaço aqui no blog.Peço também que me envie emails – [email protected] – informando se o caso está sendo acompanhado e se a solução está sendo positiva para todos (principalmente para ela). Enfim, coloco-me à disposição para ajudar no que for preciso. Afinal, sinto-me responsável por isso e quero que a aluna sinta-se satisfeita com minha indicação assim como muitos leitores do blog, que seguiram minha indicação de escola, estão satisfeitos.> A propósito, a pessoa (T.M.S. Zerbato) que fez o comentário anônimo já entrou em contato comigo e estamos juntos avaliando o caso e buscando uma solução!

  • http://www.clubedepilantras.blogspot.com Mr. Irani Maciel

    See… maybe someone else already made my comment. I had some time abroad, I made some certifications, and to be honest I feel confident to teach English. I also have read the second part of your essay…Hmmmmm… I agree 100% with you when I feel myself compared with some outcoming guy, with no other English than that horrible, broken street English (specially that kind spoken among our brazilian buddies).I think the schools should have some specific kind of selection (maybe MEC could enforce it) to avoid good professionals being leveled with low level strikers!Hugs, and keep up the good work! You´re an inspiration for many of us!

  • Tiago M

    Você escreveu o artigo que eu teria feito se tivesse um blog :)Sempre discuti isso com várias pessoas a fim de esclarecer o limbo em que nós, professores de línguas estrangeiras, vivemos. Minha insatisfação tem sido tanta nesses 15 anos de experiência (10 com graduação) que hoje penso em abrir uma escola séria que valoriza capital humano e quer contribuir para a melhoria da comunidade em que estiver inserida. Tenho lido bastante sobre gestão, empreendedorismo e quem sabe, logo teremos uma escola de idiomas e não "escolas-botecos" como as chamava um colega meu, também revoltado com a desvalorização da classe.

  • Felipe Ribeiro

    Olá Denilson, Muito interessante você comentar este assunto, nossa, caiu como uma luva na minha vida!Nesta Semana paguei a ultima parcela referente ao Cancelamento de um contrato que tinha com uma escola de inglês aqui de Goiânia, Veja só como foi: Logo assim que comecei, fizeram questao de mostrar a qualidade ímpar do material didático, porém, a magia não durou mais que uma semana, o que era lindo tornou-se feio aos meus olhos, e ao meu bolso uma ameaça.Uma metodologia péssima, uma estrutura primária, um horror.HOJE, me vejo uma vitima da tentativa de aprender o ingles, um sonho que tornou-se um pesadelo, que me custou caro. só de cancelamento do Contrato foi 650,00 reais, contando que peguei somente 1 mes de aula no valor de 110,00 reais…podree..

  • Robson

    Olá pessoal,Realmente acho importante mencionar toda esta questão da qualificação dos professores de inglês (ESL/ESL/ESP). Eu mesmo as vezes sinto um pouco de dificuldade, tenho formação superior, pós na universidade de Oxford em Ensino de Língua Inglesa e Mestrado em Linguística Aplicada na USP. Sou 'head of studies' de uma grande rede de escolas de idiomas aqui no Brasil, e sempre temos muita dificuldade na contratação de profissionais, o que mais encontramos são os taxistas, aqueles que só querem o dinheiro e não têm comprometimento nenhum com o processo de ensino-aprendizagem. Já desenvolvi diversos materiais e livros didáticos para outras redes de escolas de idiomas e o difícil é encontrar profissionais que consigam aplicar os métodos propostas de forma objetiva e com comprometimento. Ainda defendo que deveríamos ter uma sindicato da classe. Acho que resolveríamos esses problemas.Um abraço à todos. Robson Galdino

  • Anonymous

    Bem, moro no exterior e dou aula de ingles em uma universidade junior no Estado do Texas. ja fiz todo tipo de trabalho por aqui, em Nova York e New Jersey e em outros estados, nao sei o que e TESOL, CELTA, DELTA, SLA e nao me importa por que sou uma otima professora. Entre meus alunos ha Brasileiras, Africanos e ate mesmo Americanos que nao sabem escrever nivel superior ainda. Meu trabalho e ajuda-los a melhorar as notas dentro da faculdade para que esses possam continuar seguindo em suas bolsas de estudos e jogando sports para o time da faculdade. Bem, o que quero dizer e que na verdade nao podemos julgar as pessoas. Cada um tem seu jeito de ensinar e suas qualificacoes. Acho que o que importa e a forca de vontade e o esforco para melhorar a cada dia. Eu nunca vou menosprezar alguem que nunca morou fora, e tbem nao quero ser mesnosprezada por que moro fora. Pretendo voltar ao Brazil e dar aulas, mas agora acho que vou pensar melhor no caso. Boa noite

    • jeova leite

      Você é ridícula!

    • CAio Rossi

      Ela não está completamente errada. Ninguém precisa conhecer ou concordar com os referenciais e certificações citados pelo Denilson para ser um bom professor. Aliás, ninguém precisa concordar com o que o Celta ou o Delta promovem para ser um bom professor. Eles só são UMA perspectiva de como se pode ensinar o inglês para estrangeiros, não A perspectiva.

  • Ligia

    passei por isso a pouco tempo atrás… sou formada em letras, morei fora para estudar… enfim… arrumei um emprego de professora numa grande escola famosa aqui em SP…. mas não estava feliz com meu salário… a didática que a escola pregava… falta de comprometimento dos superiores que só querem o dinheiro dos alunos sem se preocupar com seus rendimentos em sala de aula… Resultado desisti… não aguentei … me sentia enganando meus alunos e a mim mesma.. pois não estava feliz!!!

  • Anonymous

    Meu Deus, eu já havia desitido do ramo que estava cursando ao ponto de largar tudo para me dedicar ao inglês pois sou apaixonada pela lingua, mas depois de tantos relatos lidos aqui, vou continuar amando a lingua inglesa, posso até estuda-la por prazer, mas seguirei outra profissão.Parabéns a todos os professores, vcs são guerreiros mesmo, desejo queum dia a lei mude proporcionando o valor devido a classe, pois ser professor de outro idioma requer muita dedicação.bjs. GIANE

  • http://www.melhoresmomentos.net Claudio Andrade

    Olá, DenilsoAntes de tudo gostaria de dizer que sou teu fã e tenho alguns livros de sua autoria.Sou um estudante de inglês que faz aulas com professora particular em um grupo de três alunos. Por algum tempo era apenas eu e ela, o que fazia a aula render muito mais, porque era tudo mais direto.A pessoa que me dá aulas tem uma preocupação muito grande com a formação do aluno como um todo, ou seja, incentiva seus estudantes a aprender por meio de métodos alternativos (internet, podcasts etc) e aceita sugestões dos seus alunos.Estudei em "escolas" e vi que não vale a pena, porque eu pagava mais e aprendia menos. O problema é que o professor tem que CUMPRIR uma grade e alguns alunos atrapalham. Mas ele não pode atrasar o curso por causa deles.Creio que um dos problemas é a EXIGÊNCIA que o mercado faz por profissionais com o segundo idioma. É como faculdade: muitos fazem, mas poucos sabem porque.O caminho é esse. Abrir uma discussão buscando sempre a melhoria, que vai ajudar a todos!Abraços!

  • Anonymous

    Olá, Vi seu tópico e não poderia de deixar de comentar. Primeiro, concordo com suas observações. Acabei de terminar um curso de inglês numa escola x e percebi que as aulas não eram tão boas, principalmente quando comecei a estudar mais seriamente o inglês. Vi que não existia um compromisso com o aprendizado e sim com o lucro, pois não importa o que ocorrer, a aula deve terminar em tal hora, mas se você não entendeu sobre o assunto, paciência e se vire, mas não se preocupe porque não vai cair na prova. Se houver uma chance você pode ir para a aula bônus, se houver horário disponível. É possível verificar professores habituados com o inglês porque trabalharam num simples emprego no exterior, aquela história que o senhor disse. Quanto a mim, gostaria de ter começado estudar inglês anos anteriores, mas estava desfavorecido economicamente. Por causa disso, pesquisei bastante antes de investir meu suado dinheiro num escola que realmente valesse a penas. Contudo, hoje não me sinto satisfeito com o resultado. Agora só me resta procurar meios paralelos de aprender essa língua. Além do curso de inglês, algumas coisas que me decepcionavam era a falta de vontade dos meus companheiros de sala que sempre puxavam o nível para baixo. O pior é que tais companheiros nunca reprovavam. Ocorreu até numa aula que um amigo meu e eu brincamos com esse tipo de pessoas que chegou até a falar besteiras com “caned” para se referir ao passo de can e, para piorar, essa pessoa já estava no último livro do método. Por fim, acho que há exploração visando o lucro e não o compromisso com o aprendizado. Percebi isso num “immersion” onde ninguém falava inglês e o diretor da escola ainda chegou a falar para mim: “Leandro vocês já vai terminar o curso e não vou poder mais lhe explorar” – foi mais ou menos assim. Quando me perguntaram se eu gostaria de fazer aula de “conversation” recusei na hora porque sei que seria explorado mais uma vez. Um tipo de escravo deles. E, para encerrar, gostaria de deixar meu depoimento sobre o Let’s Start Talking (LST) Program. Para os que não conhecem, é um programa de uma igreja evangélica dos EUA que manda missionários ao mundo para proclamar o evangelho. Todavia, eles apenas falam inglês, ou seja, uma boa forma de aumentar seu inglês em conversação sem necessariamente pagar nada e, para adicionar, você ainda fala de Deus, Jesus, lê a bíblia em inglês e pode conversar sobre assuntos diversos sem necessariamente pagar nada. Há apenas uma doação simbólica (R$ 5,00) para o livro. Eu participei aqui em Natal e adorei porque pude conversar com vários americanos e aumentar meu vocabulário e pronuncia, ou seja, ficar fluente na língua. Na primeira aula foi difícil porque, apesar de saber frases e expressões, as palavras fugiam da minha mente, mas com o tempo foi melhorando. É isso e aconselho a participarem do LST. Não fiquem com medo porque vêm duma igreja evangélica, eles são pessoas boas. Eu que não sou evangélico me senti muito acolhido e não necessariamente precisei me converter. Leandro Gomes – LGP.S. vou colocar como "anômimo" porque não consigo nos outros.

  • Anonymous

    Na verdade as franquias de ensino de ingles pensam que sao como franquias Mcdonnalds, onde se pode replicar o mesmo processo. Até parece que é facil assim. Mesmo que se tente replicar o processo, como pagam mau seus professores (10 a 12 paus a hora) muitos até sao "treinados" mas nao ficam por muito tempo. Pior que o negócio ta tao banalizado que quando um professor particular cobra 30 paus, os alunos acham "caro". É como diz o ditado pay peanuts, get monkeys..

  • http://www.aulasdejapones.com.br Luiz

    Cabe aos professores de qualidade se valorizarem e não aceitarem este tipo de trabalho, batendo de frente desenvolvendo cursos de qualidade sejam particulares ou criando as próprias escolas.Dando um curso de qualidade e bom, com certeza aos poucos ganharão espaço em frente a estas escolinhas.Só que eu sei que ao dar esta sugestão, a reação comum é que "a situação é difícil" ou "que não tem incentivo" e que "não podemos recusar trabalho".Bom, fazer o que. Se as pessoas entendessem a lei da oferta e procura tudo seria diferente.Abraços,Luiz (www.aulasdejapones.com.br)

  • Anonymous

    Olá Sou professora de inglês há mais de 30 anos, dando aulas em escolas de inglês onde me realizo mais ,já que são aulas particulares ou de até 3 alunos. Amo o que faço, sou formada em Letras ,etc..mas tenho que protestar contra a forma com que estas escolas tratam os professores, sem direito a nada , nem um panetone no final do ano ..e a legislação brasileira nada prevê para coibir esta prática?

  • Anonymous

    OláSou professora de Inglês há 12 anos, trabalho em uma escola de idiomas. Em partes descordo do que vcs falaram há algumas escolas que até pagam mais e há profissionais comprometidos com a qualidade da aula e eticos. Mas por outro lado a contratação de " class givers" me revolta pois tive que estudar inglês desde criança, me preocupando com pronuncia, certificações,curso superior na área trabalharam como babás e outras ocupações e já se acham preparados (muito mais que a gente) para lecionar e infelizmente são elogiados pelos donos de escola e pelos pais. O que se pode esperar de um país que nem se lembra em quem votou e políticos corruptos controlam as grandes massas com ensino precário.

  • Anonymous

    curso de inglês é comércio puro. É tudo jogo de influências e enganação. Enganam os alunos, prometem fluência e não o fazem. Até mesmo escolas q se dizem comprometidas, como a líder de mercado aqui do Rio, aderiu ao comércio. Muito triste mesmo. A qualidade dos professores é deprimente, contratam qualquer um.:(

  • Anonymous

    Morei na California por mais de 30 anos e agora ensino Ingles e Espanhol no Estado de Sao Paulo and the Pay is $15 por aula .Sao vários alunos de Ingles e 2 de Espanhol na classe por hora .Nao se vive legal com este salário a nao ser que a pessoa tenha já feito o pé de meia antes o que e o meu caso .Nao deveriam ofender as pessoas que moraram no exterior porque muitas delas talvez tenham frequentado escolas no exterior.Lembre-se que lavar pratos no exterior tambem e trabalho honrado .

  • mundao

    Olá Pessoal, em relação ao texto apresentado no topo desta página eu tenho minhas considerações:Primeiro, com certeza o negócio das escolas é lucrar, e com a concorrência que existe, o lucro só pode vir em cima dos baixos salários. Isto não é diferente das demais profissões no Brasil e, em geral, todos nós seres mortais, não políticos, não médicos e nem apadrinhados, sofremos com os baixos salários. Então, contratar profissionais baratos sempre será prática comum no mercado, e com isso vêm os "monkeys" para trabalhar.Segundo, qual é a qualificação do nosso "monkey" amigo inglês Emmanuel? Qual é a profissão dele? Ele é formado em Letras na Inglaterra e veio trabalhar no Brasil por R$15,00 a hora? Com certeza não. Mesmo assim pra ele este salário é muito bom e o serviço é limpo e não é pesado. Já os brasileiros, por mais qualificados que sejam, e mesmo 100% fluentes em inglês, raramente trabalham como professores nos EUA, Australia ou Inglaterra, e sim com serviços gerais, pois além de não ter demanda para professores de português lá fora, os vistos são difíceis de se obter. Agora esta grande maioria de estrangeiros que aqui estão lecionando inglês são na maioria das vezes semi-analfabetos, falam inglês com gírias, escrevem errado e nunca tiveram nenhum treinamento para serem professore.Terceiro, a vontade de estudar inglês a fundo, ser professor formado, e se possível estudar inglês numa escola decente no Exterior é que farão a diferença.Eu fiz intercâmbio na Austrália, só tive UM bom professor, os demais não eram mais do que meus amigos dentro da sala de aula, pois não tinham nenhuma formação para dar aula.Quem que no Brasil dá aula de Português sem ser formado em Letras? Pode ser que exista, mas eu não conheço ninguém, então não basta ser nativo numa língua para ter capacidade de ensiná-la.Já se vocês questionarem "imagina então um brasileiro que somente morou fora"? Isto vai depender da capacidade de cada um, pois no meu caso eu estudei inglês a fundo, morei alguns anos lá e dominei língua. Só me faltou uma formação em Letras aqui para eu ser um ótimo professor, pois eu adoro inglês e dou aulas particulares da língua com muito prazer e qualidade, tentando fazer que meus alunos aprendam a falar corretamente a língua, tanto gramatical quanto nos tempos verbais.Agora se meu aluno sabe o que é adjetivo, advérbio, proparoxítona ou vai tirar 8 no IELTS eu não sei.Os referidos testes de inglês citados no texto acima são totalmente interpretativos e eu sugiro que eles sejam aplicados nos nativos de língua inglesa também, pois concentração independe de pessoa para pessoa, e boa parte destes "monkeys" tiraria notas baixas nos testes (o mesmo que pode acontecer com nós brasileiros ao realizarmos um teste interpretativo na língua portuguesa).A dica é a seguinte: quem quer realmente estudar e aprender inglês no Exterior vai ter que lavar pratos, ser garçom e etc, até aprender bem a língua e arrumar um trampo melhor. Mas se você ficar anos fazendo somente isto, pode ser que se acomode e não evolua. Agora quem foi ao Exterior e não trabalhou, também não aprendeu muito bem, basta ver nossos repórteres da TV falando inglês, hummm que feio…

  • andressa

    Eu já fiz várias entrevistas em escolas de inglês, a escola que paga melhor que eu vi até hoje é 18 reais por hora, mas mesmo assim vc tem que passar por tantos testes que é desanimador,depois de ter passado por uma prova dificil pra caramba, que não tem nada a ver com gramática,listening e essas coisas, é só como você faria se o aluno te perguntasse isso e como vc explicaria em inglês,depois tem o treinamento que é bem dificil e a hora que vc acha q vai dar tudo certo, ainda tem uma prova sobre o treinamento, sei lá é bem irritante isso..tanto pra tão pouco

  • alexandre

    Me chamo Alexandre leciono há oito anos tenho CAE , CELTA (com muito orgulho me formei pela International House SP) e vou falar para vcs; nem passo nestas escolinhas. Depois que fiz o CELTA várias portas se abrem. Eu aconselho a todo professor que quer ser qualificado a fazer. Eu não saio de casa por menos de 30 reais a hora aula. Leciono em empresas e sou muito feliz. Claro que é complicado as vezes ficar andando de carro para lá e para cá mas pelo menos não se ganha 12 reais. Quanto a qualidade das aulas as minhas estão bem melhores. O CELTA deixa o professor muito melhor depois do curso. Tem que fazer.E para o segundo semestre irei tentar o CPE.Minha meta pessoal. abraços a todosalexandre melo 99930 5540 [email protected] – skype

  • Marcus Santos

    Meu nome é Marcus e dou aula de inglês há dez anos. Parabéns pelo seu blog e realmente concordo com tudo o que você disse. Além de eles eles pagarem essa fortuna, os donos das escolas esquecem dos meses de férias, mas os alunos são obrigados a pagar a mensalidade mesmo sem ter aula. Realmente, até hoje não entendo como essas escolas franqueadas ainda fazem sucesso, apesar de algumas terem sido vendidas para outras.

  • Aline Moni

    É, depois de tantos desânimos por parte dos professores, continuo firmemente na decisão de trabalhar com Tradução. Trabalhei numa escola como professora e coordenadora, mas mudei de cidade e não compensou mais para mim. Mas concordo com o Denilson, nunca fui ao exterior, mas consigo assistir um filme e entender todo em inglês, sou fanática pea gramática, amo aula de conversação, mas as escolas anteriores nas quais eu fazia o teste, só olhava se havia experiência nternacional. Houve um tempo que me frustrei tanto, que havia me arrependido de ter feito Letras. Mas nessa última escola, que não é franquia, me tornei coordenadora. Vamos combinar? Entrevistei professores com vivência de 10 ans, 12 anos, ensinando, she have, she don’t. e teimando que era certo. Não sabiam explicar Diuscurso direto e indireto, a diferençade um pronome possessivo adjetivo e só possessivo…me poupem, vivência internacional não qualifica ninguém. Isso não me atinge mais. Se a escola não me quer, infeliz o dono. Perdeu uma grande professora.

  • Blog do Irineu

    <a href="http://www.ukenglishonline.com/http://www.ukenglishonline.com/<br />“O Irineu é um ex- bancário e um expert em lingística. Natural do Brasil, vive e trabalha Reino Unido há vários anos. Ele já ensinou em centros de línguas de prestígio no Brasil, Londres e no resto do Reino Unido. Tem mais de 7 anos de experiência no ensino de idiomas e fala várias línguas, incluindo Português, Inglês, Espanhol, Italiano, um pouco de Francês e Mandarim.”

  • ♥ Luciana de

    Gostei muito do que li e de muitos comentários aqui.. E acho que assim como é o aluno que se forma, o professor também mesmo é o que se forma, não adiana nada morar fora e nao saber ensinar, nao saber a correta gramática. O professor é aquele que sabe nao somente o inglês, mas também ensinar.

  • Adriana Ramirez

    Vc está de parabéns!! A verdade é que a classe de professores de línguas é extremamente avacalhada! Trabalhei um ano em uma escolinha dessas e tudo que fizeram foi me jogarem na rua, porque eu tinha mais formação que o próprio coordenador que não coordenava NADA! A única professora formada lá era eu. Comecei a reclamar das barbaridades e fui posta na rua sem receber um tostão! Sou filha de venezuelano, e morei na venezuela durante 9 anos. Sou formada em Letras-Português/Espanhol, com especialização e mestranda em Educação; Tradutora Juramentada e Intérprete Comercial pela JUCEPA. Quando se trata de franquia, é muito pior!! Para eles o cliente é merda e por se tratar de uma Franquia que já vem de São Paulo, eles dizem que aqui em Belém-Pará todo mundo é indio burro! Eu ficava chocada com um troço desses! Como é que pode vc tratar um cliente como se fosse lixo!!! Se vc fosse de sandalia ou com uma roupa mais humilde, eles nem te atendiam!! Isso tem que acabar. Deveria haver uma lei, onde o ensino de idiomas deveria ser adquirido através de profissionais qualificados, ao invês de um bando de mequetrefes que acham que falam a língua; não tem didática nem metodologia de ensino! Lógico que a mão de obra sai bem mais barata se eles empregam professores sem estudo e aceitam os míseros 14 reais. Sou mais respeitada pelo oficio de tradutora que como professora.

  • Dede

    Me desculpem os professores que não moraram fora, mas essa experiência acrescenta sim, e muito, na sala de aula. Inglês é muito mais do que regras gramaticais, inglês é cultura. Outra coisa, se levarmos em conta que primeiro aprendemos a falar e depois passamos para a escrita e regras gramaticais, faz sim todo o sentido valorizar a experiência no exterior por conta do vocabulário ao qual se tem acesso no convívio com nativos do idioma no dia-a-dia deles. Valorizo e amo estudar gramática e sei da importância do tópico, mas regras são regras e vivência e malícia no uso das palavras é outra coisa…
    Não estou de forma alguma desmerecendo os profissionais que não moraram fora, tenho amigos que nunca moraram no exterior e têm o inglês melhor do que o meu, mas a vivência em outros países, se usada na sala de aula, pode trazer experiências transformadoras aos alunos. PS: Grande parte das escolas de idiomas está pagando em média R$20,00 hora aula o que ainda é pouco, é claro. Muito pouco, aliás.

    • http://www.inglesnapontadalingua.com.br Denilso de Lima

      Denise, obrigado por seu comentário e confesso que ele é pertinente à discussão. Portanto, permita-me dizer algo.

      Eu conheço professores de inglês que nunca estiveram – moraram – nos EUA e que usam a língua inglesa com extrema maestria. Possuem um excelente vocabulário (estou me referindo ao vocabulário do dia a dia e ao especializado em certas áreas), sabem gramática melhor que muito americano, conhecem gírias, expressões e tudo mais que um professor de inglês deve procurar saber ao longo da vida.

      Além do excelente conhecimento linguístico, esses profissionais também conhecem a cultura americana sem nunca terem saído daqui. Por cultura estou me referindo à saber história, formação do povo, personalidades influentes, política, formação da língua e coisas do tipo. Por cultura também me refiro a saberem quais os costumes cotidianos de uma região ou outra dos EUA. Sabem se comportar como americanos, sabem as diferenças entre o modo deles pensarem e o nosso. Enfim, sabem muito mais cultura do que muito brasileiro que morou fora e se aventura a dar aulas no Brasil.

      Portanto, creio que hoje, em uma sociedade integrada e na qual podemos ler de tudo, cabe a cada pessoa correr atrás e aprender. Fazer amizades e perguntar. Ler e interpretar os textos fazendo comparações entre o modo deles pensarem e o nosso. Claro que morar fora acrescenta algo, mas esse ato por si só não é o suficiente para a pessoa se intitular um exímio profissional no ensino de língua inglesa.

      Além disso, vários autores atualmente – linguistas americanos e britânicos – dizem que devido ao fato da língua inglesa ter se tornado uma propriedade do mundo, as questões culturais de um povo que a fala não faz mais tanta diferença. Uma coisa que já escrevi aqui no site e em uma artigo foi o seguinte: "O estudante de inglês pode, no início, se dedicar ao aprendizado da língua para fins de comunicação internacional. Conforme ele for aprendendo mais, adquirindo mais e mais insumo linguístico, ele poderá definir uma variante da língua inglesa para aprender com 'perfeição'. Nesse processo de aprofundar-se em uma variante, ele pode ainda aprender a cultura, a história, analisar o comportamento e coisas que são características do povo que fala aquela variante da língua inglesa."

      Nem todo estudante de inglês está disposto a isso. Mas, um professor que deseja ser um Profissional Respeitado deve se preocupar com esses pontos. Nesse momento morar fora pode não fazer diferença se a pessoa souber utilizar os recursos disponíveis. No entanto, ela pode pensar em fazer um curso de TESOL fora do país e assim aprender muito mais sobre cultura, história, comportamento e tudo mais.

      Em resumo, morar fora não é a única forma hoje de se aprender aspectos culturais do povo. Morar fora em minha opinião não faz a diferença para que eu considere um professor um excelente profissional ou não. Para mim isso não é diferencial. É preciso muito mais!

      Denilso

  • mariana

    Estou de acordo com vc pois o grande problema das escolas de ingles é que nem todos os professores são qualificados eu quando comecei a fazer ingles tive uma professora maravilhosa que eu ate estava aprendendo a falar ingles ela fez faculdade na USP de italiano Ingles espanhol e Frances e morou uns 7 anos no EUA porem lá ela dava aula em uma das escolas do governo americano e isso faz toda a diferença , pois ela sabia como esplicar como ensinar sem falar uma só palavra em portugues , depois ela foi embora da escola os professores que eu tive foram os piores e acabei parando o curso

  • Silas Ferreira

    Discordo de 90% deste texto.
    Trabalhei por cinco anos em um curso de franquia no INTERIOR do estado do Rio de Janeiro com salário baseado em hora-aula entre R$19 e R$33.
    Quando me mudei para a ‘cidade grande’ percebi que a lei da oferta e da procura realmente diminui hora-aula para ELT professionals. Hoje minha hora-aula é de R$19,75, podendo chegar a R$27,95. Um detalhe: mesma marca, franquia diferente.
    Participei ativamente no processo seletivo de new teachers por 4 anos. O processo é totalmente diferente do escrito acima. E os profissionais que SEMPRE nos davam trabalho eram os nativos (tema de outro post, I know)!

    Que fique claro que não digo que todos os cursos de inglês sejam bons. Já trabalhei por R$10,25 a hora-aula por 3 anos. Primeiro emprego encanta. Até conhecermos Um melhor!

  • http://www.facebook.com/ivanilson.tolentino Ivanilson Tolentino

    Caro Denilson,concordo com quase tudo o que escreveu, porém, discordo dessa sua visão de que a profissão que alguém exerceu no exterior, reflete a qualidade dessa pessoa como professor. Essa visão de que trabalho manual é coisa para quem não tem formação é algo bem brasileiro e, na minha opinião, é um resquício de nosso passado escravista. Fora do Brasil, fazer esses trabalhos que você citou no texto, não significa que você seja superior ou inferior a ninguém. A pessoa é respeitada pelo que faz e não desmerecida, como ocorre em nosso país. Por favor, coloque de lado esse seu preconceito, pois, para alguém que aparenta ser tão moderno, afinal falar inglês no Brasil é luxo, você deixou a desejar nesse ponto. Você como professor tem o dever de abrir a mente dos alunos e mostrar a eles que esses preconceitos em relação a profissão, nível social ou qualquer tipo de preconceito é algo que precisa ser combatido. Tudo de bom para você e obrigado pelo blog! Ivanilson

  • denilsolima

    Lauro,

    Sinceramente não entendi seu comentário! Você chegou a ler os outros textos relacionados a este? Eu acho que não!

    Enfim, se você puder explicar melhor o seu “ataque” de modo diplomático, a gente poderá continuar conversando a respeito.

    😉

  • jeova leite

    Olá!

    Sou professor de Inglês com nível C2 ( em fase de certificação CPE). Sei que ainda há muito a percorrer, como por exemplo adquirir meu CELTA.

    Estou plenamente de acordo com o exposto no poste. De fato os professores são mal qualificados e as escolas despresam complementamente o quesito qualidade. Aliás , as palavras CELTA, CPE, TKT, Delta parecem monstros para essas escolas.

    Outro fator a considerar é que para as escolas em referência, não é suficiente portar um diploma da renomadíssima Universidade de Cambridge; não vale tr um CPE:elas fazem qustão de aplicar seu testezinho de quinta categoria.

    Ainda, se você utilizar as palavras Essay, CEF, Cambridge ESOL, etc, 100% eles vão perguntar ‘que bicho é esse’.

    É isso aí! Parabéns pela iniciativa!

    Jeova Leite

Denilso de Lima 25/08/2010